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Manuel Zelaya

22/08/2010

às 21:15 \ Sanatório Geral

Cucaracha doidão (2)

“Hoje tenho desvios de comportamento”.

Manuel Zelaya, na entrevista a VEJA, sobre as sequelas da tortura com raios disparados de longa distância, sem explicar se os desvios de comportamento são semelhantes aos provocados pelo convívio com Hugo Chávez, que o fizeram acreditar que tinha chances de virar presidente perpétuo de Honduras.

22/08/2010

às 19:30 \ Sanatório Geral

Cucaracha doidão

“Quem quer que tenha me enviado esses raios, é um delinquente, um criminoso”.

Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras, confirmando em entrevista a VEJA que foi torturado por raios de alta frequência quando ocupou o posto de gerente da Pensão do Lula, mas ainda sem saber se foram mesmo mercenários israelenses ou extraterrestres.

06/08/2010

às 19:57 \ História em Imagens

Separados ao nascer

Manuel Mercadante e Aloizio Zelaya

05/08/2010

às 22:51 \ Feira Livre

Maravilhas da fauna cucaracha

BOLÍVAR-DE-HOSPÍCIO

DITADOR-DE-ADIDAS

LHAMA-DE-FRANJA

MANÍACO-DE-FARC

REPRODUTOR-DE-BATINA

DOIS-EM-UM-KITSCH

CHAPÉU-DE-BIGODE

08/07/2010

às 20:41 \ Direto ao Ponto

O Brasil que sobreviverá à Era Lula talvez nem tenha tempo para desprezar Amorim

“Negócios são negócios”, recitou Celso Amorim para justificar a troca de afagos e elogios entre o presidente Lula e Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, ditador da Guiné Equatorial há mais de 30 anos.  Se a França vende manteiga à nação africana, acrescentou no café da manhã seguinte, por que o Brasil ─ para garantir que empresários daqui continuem lucrando por lá ─ não pode aceitar alguns milhares de assassinatos, relevar um ou outro genocídio e, em respeito à soberania dos demais países, evitar interferências em problemas internos?

E Honduras?, dispensaram-se de retrucar os jornalistas que ouviram a frase que resume exemplarmente a diplomacia do cinismo. A discurseira do governo brasileiro, que rompeu relações diplomáticas com o país centro-americano entre juras de amor à democracia ameaçada, só existe quando o volume de exportações e importações é pouco relevante? Negócios são negócios, constata quem vê as coisas como as coisas são. E vão muito além de cifras, balanças comerciais ou acordos econômicos.

O governo que usa o Itamaraty para posar de esquerdista é também um negociante político-ideológico. Faz qualquer negócio para ajudar companheiros ou prejudicar o Grande Satã Ianque e os lacaios do imperialismo estadunidense. O venezuelano Hugo Chávez e o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, por exemplo, são bons companheiros. São inimigos o colombiano Alvaro Uribe e qualquer presidente hondurenho que não se chame Manuel Zelaya.

“Para defender a democracia, o governo americano tem o dever de aplicar sanções econômicas a Honduras”, reiterou o chanceler enquanto Zelaya gerenciava a embaixada reduzida a pensão. “Se as sanções econômicas ao Irã se tornarem mais apertadas, quem sofrerá serão os setores mais frágeis da sociedade”, continua a contradizer-se sem ficar ruborizado.

Amorim defendeu desde o primeiro minuto no emprego a volta de Cuba (que não sabe o que é uma urna desde os anos 50) à Organização dos Estados Americanos. Mas não admite a readmissão de Honduras, porque as eleições que levaram ao poder o candidato oposicionista Porfirio Lobo “foram realizadas pelo governo golpista”. O companheiro Fernando Lugo pode contar com a ajuda do Brasil na guerra contra a guerrilha paraguaia. Os companheiros das FARC podem contar com a omissão do Brasil na guerra contra o governo constitucional colombiano.

O legado da diplomacia do cinismo não poderá ser integralmente debitado na conta de Amorim. Ela faz o que Marco Aurélio Garcia e o PT acham certo ─ e Lula manda fazer. Mas Garcia é uma velharia perdida nos escombros do Muro de Berlim, e Lula é o resultado previsível do cruzamento da soberba com a ignorância. Amorim é outra coisa. É diplomata de carreira. Foi ministro das Relações Exteriores do presidente Itamar Franco. Conheceu o Itamaraty de outros tempos. Sabe que não deveria fazer o que faz. Faz por excesso de vassalagem e falta de vergonha.

“Você me despreza, não?”, pergunta o trapaceiro interpretado por Peter Lorre, num dos grandes momentos do filme Casablanca, ao protagonista eternizado por Humphrey Bogart. “Desprezaria, se pensasse em você”, responde Rick Blaine. Ugarte é uma figura exemplarmente desprezível, sublinha a expressão entediada de Bogart. Tão desprezível que nem vale a pena ocupar-se dele.

É provável que Celso Amorim escape de ser desprezado pelo Brasil do futuro por ser só mais um Ugarte. Não vai merecer sequer um asterisco em livros de História. Merece o desprezo eterno, mas o país que sobreviverá à Era Lula não terá tempo para lembrar-se de gente assim.

29/06/2010

às 20:03 \ Sanatório Geral

Bigode em trânsito

“O tempo e o apoio público que os EUA terminaram dando ao golpe e àqueles que o executaram confirmam sua participação”.

Manuel Zelaya, bigode em trânsito depois de despejado da presidência de Honduras por tentativa de golpe, culpando Barack Obama por se encontrar em endereço incerto e não sabido desde que abandonou a Pensão do Lula sem pagar a conta.

08/06/2010

às 16:40 \ Sanatório Geral

Tremendo patriota

“É essencial criar condições para a participação do ex-presidente Zelaya”.

Antonio Patriota, secretário-geral do Itamaraty, envergonhando a pátria no Peru ao avisar que Honduras só será readmitida na Organização dos Estados Americanos se for representada pelo golpista desempregado Manuel Zelaya.

28/02/2010

às 19:14 \ Direto ao Ponto

E se Uribe imitasse Zelaya?

Neste fim de fevereiro, a Suprema Corte da Colômbia fez exatamente o que fez em março de 2009 a Suprema Corte de Honduras: vetou a realização de um plebiscito cujo resultado poderia permitir a candidatura do presidente da República a outro mandato. Nos dois casos, a decisão ─ corretíssima ─ foi anunciada com a campanha pela sucessão em andamento.

O colombiano Alvaro Uribe ─ que ficaria ainda melhor no retrato se nem tivesse pensado numa segunda reeleição ─ reagiu como deve reagir um democrata: “Aceito e acato a sentença da Suprema Corte”, resumiu. A disputa presidencial seguirá seu curso sem sobressaltos. Como um caudilho aprendiz, o hondurenho Manuel Zelaya ignorou o veto do Poder Judiciário, continuou tramando o golpe, acabou deposto por crimes contra a Constituição e foi expulso do país. Nos meses seguintes, fez o que pôde para que o processo eleitoral naufragasse.

Vale a pena imaginar o que faria o Brasil se Uribe imitasse Zelaya e também acabasse destituído. A imprensa e o governo continuariam a chamá-lo de “presidente democraticamente eleito”? Os defensores das normas constitutionais seriam tratados como “golpistas”? Os companheiros Lula e Hugo Chávez costurariam mais uma trama destrambelhada para alojar Uribe na embaixada do Brasil em Bogotá? A dupla de vizinhos trapalhões se negaria a reconhecer o governo do novo presidente escolhido nas urnas?

Não para todas as perguntas, sabe até a gravata borboleta que torna Celso Amorim um pouco mais ridículo em saraus no Exterior. O Itamaraty deste começo de século não obedece a princípios, não respeita códigos éticos. Cumpre o regimento interno do clube dos cafajestes e atende a interesses subalternos. Não faz gestões, faz jogadas.  A Era Lula instituiu a diplomacia da canalhice.

19/02/2010

às 23:46 \ Sanatório Geral

Paixão hondurenha

“Lula segue preocupado com o precedente aberto pela ruptura institucional que representou o golpe que derrubou Manuel Zelaya, mas acha importante o retorno de Honduras à OEA e a retomada do diálogo com o novo governo presidido por Porfírio Lobo”.

Marcelo Baumbach, porta-voz do presidente da República, informando que Lula começou a cair na real, mas não consegue esquecer o amigo hondurenho que nem Xiomara Zelaya lembra direito quem é.

12/02/2010

às 22:35 \ Homem sem Visão

Chávez desfila na Sapucaí com a fantasia de HSV da Década

O presidente Hugo Chávez desceu a escada do avião com o uniforme branco de generalíssimo, beijou o asfalto da pista do Galeão e, novamente de pé, ordenou ao companheiro Marco Aurélio Garcia que lhe tirasse a roupa. A comissão de recepção já pensava em chamar o enfermeiro do Sanatório Geral quando começou a aparecer, por baixo da farda, a fantasia de HSV da Década que o campeão criou inspirado no Super-Homem.

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“Se não precisasse ensaiar com a Viradouro, faria um discurso de 18 horas”, ameaçou. ”Daqui a 900 anos, quando eu estiver encerrando a primeira etapa da Revolução Bolivariana, continuarei a lembrar com emoção do chocolate que dei no Lula na enquete”.  Derrotado pelo eleitorado do seu próprio país, o presidente brasileiro negou-se a receber o vitorioso. “Vai no meu lugar e diz que eu tô inaugurando a pedra fundamental de um palanque da Dilma na Bahia”, ordenou a Garcia.  “Ou que a pressão subiu, ou que o Sarney baixou aqui, qualquer merda assim”.

No aeroporto, a boca à espera de um dentista comunicou a Chávez que, por gentileza de Lula, o visitante poderia formular três desejos, que seriam imediatamente atendidos. ”Peça o que quiser”, cochichou Garcia. Chávez não vacilou: “Um banho e um quarto com luz”. E o terceiro?, insistiu o anfitrião. ”Ficar no mesmo quarto com o Evo Morales, o Daniel Ortega e o Manuel Zelaya”, confessou o risonho venezuelano. “Mandei buscar os três de jatinho”.

Frustrado com o terceiro lugar, Mahmoud Ahmadinejad recusou-se a vir ao Brasil para receber a medalha de bronze.  “Eles que mandem o Celso Amorim me trazer!”, berrou para um aiatolá que, entre uma oração e um enforcamento de oposicionista, faz um bico como informante da coluna. Amorim viajou para Teerã na mesma noite, vestido com aquele pijama da Varig.

A Comissão Organizadora distribuiu brindes e mimos aos concorrentes que não conseguiram lugar no pódio nem no quarto de Hugo Chávez. Segue-se a relação dos premiados e dos prêmios:

Fidel Castro: um jogging da Seleção Brasileira.
George Bush: uma arma química do Iraque fabricada no Paraguai.
Osama Bin Laden: três dias de hospedagem na Caverna do Diabo.
Omar al-Bashir: um passaporte brasileiro válido para todos os Estados brasileiros.
Muammar Khadafi: um alvará da prefeitura do Rio que permite a instalação da tenda ambulante em Copacabana para a venda de caipirinha e bijuterias da Líbia.

Mais uma vez, os leitores-eleitores deram um show de espírito cívico e senso de justiça! A votação maciça mostrou o prestígio da coluna e a relevância atribuída ao troféu pela comunidade internacional! Entre os piores da década, venceu o pior!


 

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