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Mahmoud Ahmadinejad

27/02/2013

às 16:19 \ Feira Livre

Duas notas de Carlos Brickmann

PUBLICADO NA COLUNA DE CARLOS BRICKMANN

Questão de sexo

Alguns cavalheiros polêmicos visitaram o Brasil ultimamente, como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o italiano Césare Battisti (que ficou), o pessoal da FIFA. Ninguém criticou o corte de seus cabelos, nem suas roupas, nem seu sex-appeal. Mas, quando se trata de mulher, como no caso de Yoani, os atributos físicos e de moda entram imediatamente em debate. É feia, é reta, tinha de cortar o cabelo, tratar dos dentes, usar roupas diferentes ─ e isso num país onde existe (acreditem! É verdade!) uma secretaria de Políticas para as Mulheres, com status de Ministério, comandada pela ministra Eleonora Menicucci. Que, aliás, mantém-se silenciosa sobre as agressões que uma mulher sofre quando tenta expor suas ideias.

Haverá alguém aqui adepto do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi? Ele deve ter queixas de vários dirigentes homens de outros países, mas só se soltou ao falar de uma mulher, a primeira-ministra da Alemanha Ocidental, Angela Merkel: “uma bunduda incomível” O curioso é que quem critica os atributos físicos das mulheres nem sempre resistiria a uma análise feminina. Ou alguém acredita que as festas de Berlusconi sejam animadas por meninas fascinadas pela beleza física, vitalidade e glamour de Sua Excelência? E de graça?

Batendo em mulher

A repórter Daniela Lima, da Folha de S. Paulo, foi insultada e agredida a socos e pontapés quando cobria a festa de dez anos de PT no poder. Motivo? Aparentemente, os cafajestes não apreciam o jornal em que a repórter trabalha.

E qual a reação oficial do partido?

Pífia e covarde: o deputado Edinho Silva, presidente estadual do PT, só se manifestou um dia depois, por nota escrita. Nela, afirma que o partido “não compactua com o tumulto” e “repudia a ação exaltada”. A agressão e os xingamentos desaparecem: a nota oficial os ignora, chamando-os de “tumulto”. E o partido dizer que repudia esse tipo de ação também é discutível: quem passa o tempo insultando jornalistas e pedindo censura à imprensa insufla os militantes à ação direta ─ especialmente se puderem agredir uma mulher, alvo preferido de quem é covarde.

08/02/2013

às 23:54 \ Sanatório Geral

Dez, nove, oito…

“Nossa juventude decidiu que, de agora a quatro ou cinco anos, enviaremos um homem ao espaço”.

Mahmoud Ahmadinejad, creditando à juventude iraniana a excelente ideia de apressar o lançamento do foguete que levará para o espaço, numa viagem só de ida, o declarante e, se Deus quiser, dois ou três amigos brasileiros.

07/02/2013

às 10:20 \ Direto ao Ponto

O astronauta Ahmadinejad tem de incluir um amigo brasileiro na viagem de foguete

Entusiasmado com o lançamento do foguete tripulado por um macaco, Mahmoud Ahmadinejad resolveu virar astronauta. “Embora saiba que há muitos candidatos, estou disposto a ser o primeiro homem enviado ao espaço por cientistas iranianos”, avisou o presidente nesta segunda-feira, na abertura de uma exposição sobre as conquistas da ditadura dos aiatolás além das fronteiras do planeta. Depois do que viu, convenceu-se de que a viagem com que anda sonhando não vai demorar mais que cinco anos.

O país que pensa, animado com a notícia, espera que Ahmadinejad decole o quanto antes ─ e espera sobretudo que não se esqueça de convidar um amigo brasileiro para acompanhá-lo. Como registra o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, Lula lidera a lista dos possíveis tripulantes. Mas é improvável que tope: o maior dos governante desde Tomé de Souza não aceitaria menos que a chefia da missão, posto já reservado ao iraniano atômico. Fora o ex-presidente, quem reúne as credenciais necessárias para representar condignamente o Brasil Maravilha nessa empolgante aventura cósmica?

Meu candidato é Celso Amorim. Foi ele quem, fantasiado de chanceler, envolveu o Itamaraty inteiro no esforço para consumar o acasalamento promíscuo entre o governo lulopetista e a ditadura iraniana. E é ele quem, agora disfarçado de ministro da Defesa, terá de coordenar as ações dos aliados na frente sul-americanos caso Ahmadinejad resolva invadir os Estados Unidos. Essas duas constatações bastariam para embarcá-lo no foguete. Mas a mais relevante é a terceira: todos os brasileiros sensatos querem que Celso Amorim vá para o espaço.

 

 

03/07/2012

às 15:32 \ Direto ao Ponto

Nascidos um para o outro

22/06/2012

às 17:43 \ Sanatório Geral

Novilíngua atômica

“Com seu pensamento materialista, eles acham que, rompendo as relações econômicas, podem atingir seus objetivos”.

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, em entrevista coletiva na Rio+20 sobre a ampliação das sanções econômicas aplicadas ao país que mantém em segredo seu programa nuclear, ensinando que, na novilíngua dos aiatolás atômicos, “eles” significa “o mundo inteiro, menos o Brasil e a Turquia“.

10/08/2011

às 23:21 \ Sanatório Geral

Chama o oculista

“É preciso separar o joio do trigo. Tenho 50 anos de serviço público e conheço as pessoas pelo olho”.

Celso Amorim, ministro da Defesa, sobre a investigação que envolve o comandante do Exército, general Enzo Peri, explicando que foi por conhecer as pessoas pelo olho que recomendou a Lula que virasse amigo de infância do iraniano Mahmoud Ahmadinejad, do líbio Muammar Kadafi, do venezuelano Hugo Chávez e de outras flores do orquidário internacional.

26/06/2011

às 16:18 \ Sanatório Geral

Iraniano doidão

“É lamentável que eu tenha que anunciar que os indivíduos e grupos responsáveis por incidentes terroristas são apoiados por certos governos europeus e por alguns políticos norte-americanos”.

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, neste sábado, durante a Conferência Internacional de Luta Global contra o Terrorismo, insinuando que o atentado contra o World Trade Center foi planejado por Osama Bin Laden, dirigido por Bill Clinton e coreografado por Carla Bruni.

25/03/2011

às 16:52 \ Direto ao Ponto

O voto contra o Irã é uma derrota de Lula. A vitoriosa foi a resistência democrática

O voto favorável à resolução da ONU que abre caminho para a investigação de casos de violação de direitos humanos no Irã é uma boa notícia. A mudança de rota é um soco no peito de Lula, pai da política externa da canalhice. Também rebaixa Marco Aurélio Garcia a assessor de nada e torna ainda mais patética a sabujice de Celso Amorim. Mas a presidente da República não fez mais que a obrigação. Quem venceu não foi Dilma Rousseff, cúmplice por omissão de todas as ignomínias cometidas desde janeiro de 2003. Vitoriosa foi a resistência democrática.

Durante oito anos, o país que presta resistiu à opção preferencial pela sordidez, encampada com muita animação por Marco Aurélio Garcia, chanceler sem Itamaraty, e Celso Amorim, gerente de um Itamaraty sem chanceler. O presidente  Lula estreitou as relações incestuosas com Fidel e Raul Castro, acasalou-se com o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, consolidou a ligação promíscua com o venezuelano Hugo Chávez, sujeitou-se à arrogância de vizinhos cucarachas,  promoveu o líbio Muamar Kadafi a “amigo, irmão e líder”, bajulou ditadores africanos, celebrou o tirocínio de psicopatas e associou-se a genocidas ─ fora o resto.

Neste março de 2011, o Brasil só não quer conversa com uma única nação em todo o planeta: Honduras, cujo presidente foi escolhido há mais de um ano em eleições exemplarmente livres. Além da imediata reconciliação com a democracia hondurenha, o país decente exige o prosseguimento do serviço de limpeza apenas esboçado pelo voto contra o Irã e a favor da civilização. É preciso mandar para o lixo, o quanto antes, o vasto acervo de iniquidades internacionais acumulado pela trinca que jamais perdeu alguma chance de envergonhar o Brasil.

24/03/2011

às 16:00 \ Sanatório Geral

O rato que ruge

“Uma coisa é um país que tem problemas graves, mas que você pode tentar conversar. Outra é uma situação emergencial de morticínio de civis que precisa de uma ação imediata”.

Celso Amorim, chanceler desempregado, ao comparar a situação do Irã com a da Líbia, explicando que embora cultive alguns prazeres exóticos, como a morte por apedrejamento de mulheres inocentes, o companheiro Mahmoud Ahmadinejad é um ótimo papo e uma excelente figura humana.

25/02/2011

às 0:27 \ Sanatório Geral

Faltou imaginação

“É inimaginável que alguém esteja matando seus cidadãos, bombardeando seus cidadãos”.

Mahmoud Ahmadinejad, explicando que só não usou os mesmos métodos de Muamar Kadafi para reprimir manifestações da oposição iraniana porque não é tão imaginoso quanto o companheiro líbio.

 

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