Blogs e Colunistas

Màe do PAC

14/05/2010

às 6:46 \ Sanatório Geral

Mãe descuidada

“Não sou brava, não. Sou que nem mãe. A mãe manda escovar os dentes e fazer o dever de casa. No governo, fui uma espécie de mãe”.

Dilma Rousseff, ao revelar que além de Mãe do PAC também foi Mãe do Governo, sem explicar por que não mandou Lula ir à escola para saber qual era o dever de casa nem obrigou Marco Aurélio Garcia a cuidar dos dentes.

30/04/2010

às 22:27 \ História em Imagens

Dilma não sabe nem o nome do livro que está lendo

Quem lê esta coluna sabe desde setembro, quando foi publicado o primeiro texto sobre a montagem da farsa, que Dilma Rousseff é uma impostura. Promovida a Mãe do PAC, não conseguiu tirar a criatura do berço. A gerente-geral do Brasil não tem uma única obra física relevante a apresentar. A superministra não tem uma só ideia aproveitável a expor. A candidata à presidência da República é incapaz de dizer coisa com coisa.

Parece exagero? Vejam o vídeo,gravado em 20 de abril, durante a apresentação do site da candidata. Dilma vai tentar dizer que livro está lendo.

21/04/2010

às 20:45 \ Sanatório Geral

Bichinha estudiosa

“Você acredita que haja melhor escola e preparação do que ter sido a coordenadora de todos os programas de governo do presidente Lula durante os últimos cinco anos?”.

Dilma Rousseff, explicando que está pronta para governar o Brasil por ter sido a aluna que prestava mais atenção no que dizia o mestre durante as aulas na Escolinha de Presidência do Professor Lula.

11/03/2010

às 19:26 \ Direto ao Ponto

O caçador de cretinices e a bichinha palanqueira

Pressionado pelos comentaristas da coluna, todos cobrando a tradução para o português do que a Mãe do PAC anda dizendo em dilmês castiço, o jornalista Celso Arnaldo acaba de enviar a seguinte mensagem:

Ao anunciar ontem, em Araçatuba, a abertura da licitação para a construção de 20 comboios que irão levar etanol pela Hidrovia Tietê-Paraná, Dilma Rousseff ─ segundo relato do site da Casa Civil ─ demonstrou todo o instinto maternal de Progenitora do PAC:

“Quando fizemos o estaleiro, para que ele pudesse crescer, nós oferecemos cursos aos trabalhadores que eram cortadores de cana e os capacitamos para serem soldadores, eletricistas. Quando eu e o presidente Lula visitamos a região, um dos moradores nos disse que o grande orgulho na cidade era passear de macacão, porque (a pessoa) sai de uma etapa e passa para outra etapa (de vida)”.

Veja que mesmo com a mãozinha piedosa do editor do site, tentando dar sentido ao que não tem sentido algum por meio do acréscimo de “a pessoa” e “de vida”, não fica muito claro por que uma pessoa que passeia de macacão pela cidade tem esse upgrade.

As meninas da cidade têm tara por homens de macacão? Eles foram convidados a posar para a folhinha do estaleiro? É isso?

Depois vocês ainda me pedem para explicar. É covardia.

Abraço

Celso Arnaldo

19/02/2010

às 13:18 \ Direto ao Ponto

Nosso caçador de cretinices traduz para o dilmês a frase misteriosa da Mãe do PAC

Ainda em busca da transcrição em estado bruto do pronunciamento de Dilma Rousseff no congresso nacional do PT, o jornalista Celso Arnaldo conseguiu tempo para revisitar uma declaração especialmente misteriosa atribuída à Mãe do PAC. O implacável caçador de cretinices voltou da incursão com outro achado. Confiram:

Numa carta publicada na Folha de hoje, o “assessor especial” da Casa Civil, Oswaldo Buarim Jr., contesta manchete do jornal para a matéria sobre a entrevista da patroa.

Escreve ele:

─ Para correta informação dos leitores, reproduzimos a declaração da ministra com seu sentido completo: “O Estado terá, inexoravelmente, que reforçar seu segmento executor, para universalizar o saneamento”.

Agora, sim ─  faltava universalizar o saneamento.

Piorou um pouco. Mas,  entre os colaboradores do Augusto Nunes, talvez eu seja o único a ver essa frase com outros olhos. Embora ela não queira dizer rigorosamente nada que preste ─ e se preste a interpretações jocosas em torno da palavra “executor” ─ continuo achando que isso não é uma legítima Dilma. Está na cara que é texto ou caco de assessor, de subintelectual do PT. Falando, Dilma está longe desse status.

Até consigo ver essa frase na boca de um Marco Aurélio Garcia ou numa empolada tese de doutorado de ciências sociais. Pelo menos, ela tem sintaxe e ordem gramatical lógicas, não é redundante, não é pastosa, não se atropela a si mesma. Em suma: não é Dilma.

Dilma não tem a capacidade de dizer, nessa ordem, em menos de três horas, estas 13 palavras: “O Estado terá, inexoravelmente, que reforçar seu segmento executor, para universalizar o saneamento”

Querendo dizer isso, ela diria mais ou menos assim:
“Cês vejam que o Estado ele vai ter que ser mais executor nesse segmento da execução porque o saneamento ele precisa de atingir essa coisa que o presidente Lula sempre colocou que é o Brasil para 190 milhões de brasileiros”.

Celso Arnaldo não erra uma.

13/01/2010

às 23:17 \ Direto ao Ponto

A novidade é o cérebro sem filtro

DILMA/BRASÍLIA

A demissão por justa causa de quatro ou cinco gramas, consumada num spa em Gramado, não produziu efeitos notáveis na silhueta.  Os cabelos curtos combinam mais que a peruca com a sessentona roliça que se exercita em companhia do personal trainer e de um labrador chamado Nego. A calça esportiva da aparição matinal e o terninho vespertino informam que houve tempo para as compras de Natal. E a cabeça está um pouco pior, comprovou a discurseira de meia hora com que Dilma Rousseff abriu, nesta terça-feira, o capítulo 2010 do Discurso sobre o Nada.

Principal oradora de outra quermesse em louvor do milagre da multiplicação de casas invisíveis a olho nu, Dilma reforçou a suspeita de que, por achar que Mãe do PAC é coisa pouca, resolveu encarnar  cumulativamente o papel de Madrasta das Plateias Federais. Confiram dois momentos  exemplares, sempre sem correções:

“Antes se fazia casa a conta-gotas. Com isto mostramos que seremos capazes de estar à altura do desafio que está em nossa frente, que é dar conta de construir casa suficiente para a população brasileira sem casa, sem moradia, vivendo em situação insuficiente”.  (Tradução: é importante construir casas porque é importante construir casas).

“No momento em que vimos cidades brasileiras serem atingidas por alagamentos e por desmoronamentos, enfim, por uma série de calamidades, nós somos obrigados a pensar por que isso ocorre nessa dimensão. Aí sabemos que, durante mais de 25 anos, uma imensa parcela da nossa população ficou sem direito a esses direitos fundamentais”. (Tradução: se a coisa anda feia, o governo Lula não tem nada com isso).

Nesta quarta-feira, entre um passeio com Nego, meia dúzia de abdominais e uma caminhada de 300 metros, Dilma tornou a capturar o microfone fantasiada de doutora sem doutorado. Teria chegado a hora de pontificar sobre o 3° Programa Nacional de Direitos Humanos, que fez uma escala de 13 dias na Casa Civil antes da festa de lançamento? Ainda não, decepcionou-se a plateia de jornalistas. Ansiosa por conhecer as opiniões da candidata sobre o Guia do Stalinismo Farofeiro, a imprensa foi apresentada por Dilma à potência esportiva que Lula criou. Trecho da exposição:

“A Copa com os Jogos Olímpicos mostram que o Brasil é hoje uma das maiores e melhores oportunidades de investimento nesta área em todo o mundo. As atenções do mundo vão se voltar ao Brasil na expectativa fundamentada que em breve seremos uma das cinco maiores economias do planeta”.

Uma das atribuições da chefe da Casa Civil é a ”verificação prévia da constitucionalidade e legalidade dos atos presidenciais”. Outra é a “análise do mérito, da oportunidade e da compatibilidade das propostas, inclusive das matérias em tramitação no Congresso Nacional, com as diretrizes governamentais”. No caso do calhamaço malandro concebido pela Secretaria de Direitos Humanos, a ministra não fez uma coisa nem outra. Talvez nem tenha lido o papelório. Talvez tenha gostado do que leu. Talvez não tenha entendido nada. Difícil saber. Dilma Rousseff passou tantos anos sem falar que talvez precise de outros tantos para conseguir tornar-se inteligível.

Aos amigos que chegavam do exterior nos anos 60, o cronista Rubem Braga contava que a grande novidade na praça era o Hollywood com filtro. As declarações da candidata de Lula radiografam uma cabeça incapaz de juntar as peças do mosaico, preencher lacunas no raciocínio, reunir as partes da frase, refinar impressões e informações que chegam aos pedaços ou em estado bruto, fazer a triagem que só libera o que faz sentido. Tudo o que Dilma diz parece turvado pela poluição.

Cinquenta anos depois do cigarro de Rubem Braga, a novidade da estação eleitoral é um cérebro sem filtro.

22/12/2009

às 22:35 \ Homem sem Visão

Dilma recebe o troféu no canteiro de obras do trem-bala e diz que só foi menos homem que o padrinho

dilma-hsv-2009

“Fora o presidente Lula, ninguém foi mais homem que eu neste ano!”, disse a campeã Dilma Rousseff no fecho do emocionado discurso da vitória que pronunciou no grande momento da festa de premiação do HSV de 2009. A pedido da Mãe do PAC, a cerimônia foi realizada no terreno baldio da Baixada Fluminense onde será inaugurada, em 2059, a Estação Primeira do Trem-Bala Rio-São Paulo.

Ao chegar para a solenidade, a única mulher inscrita na finalíssima esforçou-se para conter o justificado orgulho. “Quem dizia que eu não entendo de urna vai ter de me engolir”, declarou. “Taí: mais de mil votos. Nem a Madre Superiora conseguiu tanto quando ganhou em junho”. Um assessor confidenciou que Dilma ficou especialmente entusiasmada ao saber que os eleitores do HSV pertencem à categoria dos brasileiros muito bem informados. “A chefe acha que isso vai calar a boca dos que vivem debochando do diploma de doutora que ela inventou”.

A abertura do discurso da vitória foi inspirada no trecho mais famoso do Pronunciamento de Copenhague, que garantiu o triunfo na enquete que atingiu a extraordinária marca de 4.101 votos. ”Ter visão é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável de uma candidatura a Homem sem Visão”, complicou a oradora, que em seguida engatou uma terceira e acelerou: ”Como o meu padrinho nos ensinou, o Brasil é um país e, como país, está no nosso planeta”.

Conhecida pelo humor, a Homem sem Visão do Ano divertiu a plateia com chistes e pilhérias envolvendo os parceiros de pódio Celso Amorim e Tarso Genro, que travaram o duelo mais feroz da temporada na disputa da medalha de prata. ”Foi bom que o Tarso perdeu, porque assim ele vai ter mais tempo pra fazer verso no banheiro”, disse em homenagem ao dono da medalha de bronze. Todos riram, menos o Príncipe da Poesia Onanista.

“O problema é que o companheiro Amorim vai querer ser meu vice só porque foi o segundão aqui no HSV”, gracejou em seguida com o conquistador da medalha de prata.  “Mas ele vai ter que primeiro crescer, deixar de usar roupa de criança e só depois aparecer”. Todos riram, menos o Pintassilgo de Pijama.

No improviso de encerramento, animado com o clima de descontração, Lula fingiu ameaçar simultaneamente a turma no pódio e a base alugada.  “Se os companhero do peemedebê não quisé mandá a lista de três nome para candidato a vice da nossa chapa, vô mandá eles lançá o Michel Temer pra presidente e colocá de vice a Dilma, o Tarso ou o Celso Amorim”, começou o presidente. Todos riram, menos os representantes do PMDB presentes à cerimônia e a trinca de campeões.

“Faz de conta que estô falano depois do almoço”, tranquilizou Lula. ”Tô dizeno isso de sacanage com o Sarney e o Renan. O que eu quero é todo mundo me ajudano no Home sem Visão da Década e falando bem do filme da vida que eles acha que eu tive”.

Enquanto era exibido um compacto de “Lula, o filho do Brasil”, Tarso Genro discursou para ninguém em louvor de Cesare Battisti e contra a ditadura italiana. Amorim afastou-se alguns minutos com o celular na mão para atender a uma chamada inesperada.  “Era o companheiro Manuel Zelaya”, revelou ao desligar, com a voz embargada.  “Ele me convidou para ser o chanceler de bolso do governo hondurenho no exílio”.

No último ato da cerimônia, os 12 finalistas subiram ao palco para receber os aplausos dos presentes. Orador da turma, o quarto colocado José Sarney reconheceu, em nome de todos, que o eleitorado fez justiça. “Venceu o pior”, caprichou na frase final. “A partir desta noite, Dilma Rousseff também será tratada como um homem incomum”.

Encerrada a festa, a Comissão Organizadora se reuniu para concluir o regulamento da eleição que apontará o Homem sem Visão da Década. “Patriotas não têm férias!”, bradou o porta-voz da comissão no meio da entrevista coletiva convocada para as 3 da madrugada. ”Aqui a fila anda! Depois do Brasil, o mundo! Os craques internacionais já estão em campanha! O pior do ano venceu! Que vença agora o pior dos primeiros anos do século!”

A luta continua!

20/12/2009

às 10:57 \ Sanatório Geral

Falta pouco

“Dilma se consolida em segundo e reduz diferença para Serra”

Manchete da Folha deste domingo, tranquilizando a Mãe do PAC com a notícia de que está milhares de votos acima de Ciro Gomes e faltam só 19 milhões de votos para encostar em José Serra.

16/12/2009

às 20:53 \ Direto ao Ponto

Como naufragar em 12 segundos

Só nesta quarta-feira se soube que a náufraga de Copenhague escapou por pouco da morte por afogamento. Numa nota de 16 linhas perdida na página 19, a Folha informou que um acordo costurado às pressas entre militantes nativos e estrangeiros impediu que Dilma Rousseff fosse contemplada com o antiprêmio “Fóssil do Dia”. Concebido por um colegiado de Ongs, a distinção indesejável é entregue a quem complica com especial eficácia a busca de soluções para problemas ambientais.

Dilma transformou-se em candidata imbatível ao declarar incompatíveis o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. A sorte da virtual vencedora do “Fóssil do Dia” é que o colega Carlos Minc assimila grosserias como um grande pugilista assimila jabs desferidos por novatos. Com a ajuda de dirigentes de Ongs brasileiras, ele esqueceu a chuva de pitos promovida pela chefe e conseguiu dos coordenadores da antipremiação a transferência do constrangimento para os Estados Unidos. Minc jurou que a ministra tem cura. O vídeo afirma o contrário.

O naufrágio precipitado por 27 palavras divididas em duas frases durou 12 segundos. No primeiro, Dilma Rousseff ergue os olhos pousados no texto para avisar em 13 letras (O meio ambiente é) que vai discorrer sobre o antigo desafeto. Contemplando um ponto imaginário à sua esquerda, um metro acima das cabeças na plateia, a oradora sublinha antecipadamente (sem dúvida nenhuma) o que dirá em seguida. Retoma a leitura do script e parte para a definição que, desastrosa em qualquer lugar, explodiu como um míssil na Conferência do Clima de Copenhague: uma ameaça ao desenvolvimento sustentável.

Se havia um não antes do é, foi sintomaticamente suprimido dos caracteres digitados no teleprompter da alma. Se não havia, Dilma é incapaz de distinguir um naufrágio de um banho de mar. As imagens só informam que a mulher com sotaque mineiro não se dá conta do que acabou de ocorrer. Fundindo enfado e estupidez no olhar sem brilho, volta à contemplação do horizonte insondável e improvisa o atalho para o ponto final: Isso significa que é uma ameaça pro futuro do nosso planeta e dos nossos países“. Se o planeta é ameaçado, também os países estão em perigo. Faz sentido. Platitudes quase sempre fazem sentido.

Fechada na ministra, a câmera não exibe a reação da plateia nem dos parceiros de comitiva. Ficam fora, por exemplo, a perplexidade do embaixador Luiz Figueiredo, que chefiou a delegação brasileira até a chegada da candidata à Dinamarca, o horror estampado no rosto de ambientalistas militantes e o espetáculo da orfandade protagonizado por cabos eleitorais da Mãe do PAC. Não importa. Nenhum vídeo assim curto devassou com tão perturbadora nitidez a cabeça permanentemente em tumulto.

A gerente de país sempre achou que qualquer paisagem ficaria muito melhor se exibisse soja em vez de mata, sempre defendeu a semeadura de turbinas nos leitos dos rios selvagens. (“Não tem como garantir um crescimento com energia limpa sem as hidrelétricas”, reincidiu em Copenhague). Lula achou que uma semana na Dinamarca transformaria o Terror da Amazônia em Amiga da Selva. Até que vieram as 27 palavras.

Valeram mais que mil discursos. Fora o troféu, que ficou para a próxima.

26/11/2009

às 21:09 \ Direto ao Ponto

Ruth Cardoso vs. Dilma: 400 a 0

Ruth Cardoso foi a prova definitiva de que milagres civilizatórios ocorrem mesmo nos grotões do planeta. A discreta e talentosa paulista de Araraquara, que se casou muito jovem com o sociólogo carioca Fernando Henrique Cardoso, seria a única primeira-dama a desembarcar em Brasília com profissão definida, luz própria e opiniões a emitir ─ sempre com autonomia intelectual e, se necessário, elegante contundência. Durante oito anos, o brilho da mulher que sabia o que dizia somou-se à luminosidade da antropóloga respeitada em muitos idiomas para clarear o coração do poder.

No fim de 1994, por não imaginarem com quem logo lidariam, muitos jornalistas ouviram com ceticismo a justificativa apresentada pelo presidente eleito para a viagem à Rússia: “Vou como acompanhante da Ruth”. Ela participaria como palestrante de um congresso de antropologia promovido em Moscou, ele aproveitaria para descansar alguns dias. Nenhum repórter cuidou de conferir o desempenho da palestrante. Perderam todos a chance de descobrir que Ruth era muito mais que a mulher do n° 1.

A melhor e mais brilhante das primeiras-damas abdicou do título já no dia da posse do marido. “Isso é uma caricatura do original americano, esse cargo não existe”, resumiu numa entrevista. Se não existia, Ruth inventou-o.  Sem pompas nem fitas, longe de fanfarras e rojões, montou o impressionante conjunto de ações enfeixadas no programa Comunidade Solidária. Em dezembro de 2002, os projetos em execução mobilizavam 135 mil alfabetizadores, 17 mil universitários e professores, 2.500 associações comunitárias, 300 universidades e 45 centros de voluntariado.

Acabou simbolicamente promovida a primeira-dama da República no dia da morte que pareceria prematura ainda que tivesse mais de 100 anos. A cerimônia do adeus comprovou que o Brasil se despedia, comovido, de alguém que o fizera parecer menos primitivo, mais respirável, menos boçal. E que merecia ter morrido sem conhecer a fábrica de dossiês cafajestes da Casa Civil chefiada por Dilma Rousseff.

Instruída para livrar o governo da enrascada em que se metera com a gastança dos cartões corporarativos, Dilma produziu um papelório abjeto que tentava reduzir Fernando Henrique e Ruth Cardoso a perdulários incuráveis, uma dupla decidida a desperdiçar o dinheiro da nação em vinhos caros e futilidades gastronômicas. Dilma foi a primeira a agredir uma mulher gentil, suave, e também por isso tratada com respeito até por ferozes inimigos do marido.

A fraude que virou candidata à presidência anda propondo que o país compare Fernando Henrique a Lula. “O Lula ganha de 400 a 0″, delira. Qualquer partido mais competente e menos poltrão teria topado há muito tempo esse confronto entre a seriedade e a bravata, entre o conhecimento e a ignorância, entre o moderno e o antigo, entre o real e o imaginário. Como o PSDB prefere capitular sem combate, poderia ao menos sugerir que se compare Dilma Rousseff a Ruth Cardoso. A Mãe do Pac talvez aprenda como é perder por um placar de 400 a zero.


 

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