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Luiz Sérgio

06/02/2014

às 11:36 \ Sanatório Geral

Vida dura

“Nada na vida do PT foi muito fácil. Nunca tivemos vida fácil”.

Luiz Sérgio, deputado federal do PT do Rio e ex-ministro da Pesca, lembrando que não foi fácil fazer o que o partido fez para conseguir instalar uma bancada até no presídio da Papuda.

18/05/2013

às 11:24 \ Sanatório Geral

Igual, mas diferente

“Recebi de sindicato de estivadores a representantes da Abratec.

Luiz Sérgio, deputado federal do PT do Rio de Janeiro, ao justificar a apresentação da emenda à MP dos Portos que trata da ampliação da possibilidade de renovação de contratos de terminais portuários, e é exatamente igual à do senador Álvaro Dias.

“Não sei se teve solicitação de lobistas”.

Álvaro Dias, senador eleito pelo PSDB do Paraná, ao justificar a apresentação da emenda à MP dos Portos que trata da ampliação da possibilidade de renovação de contratos de terminais portuários, e é exatamente igual à do deputado Luiz Sérgio.

15/06/2012

às 3:33 \ Sanatório Geral

Duplo emprego

“Esta CPI tem muitos advogados e poucos promotores. Está todo mundo na defesa. É a maior retranca”.

Luiz Sérgio, deputado federal pelo PT do Rio, que brinca de promotor quando o depoente é da oposição e joga sério quando tem de defender companheiros bandidos.

14/06/2012

às 1:02 \ Sanatório Geral

Coisa de macho

“Eu sou macho!”

Mário Couto, senador pelo PSDB do Pará, olhando feio para adversários petistas durante a sessão da CPI do Cachoeira.

“Normalmente, os que gritam que são machos…”

Luiz Sérgio, deputado federal pelo PT do Rio, engrossando a voz para deixar claro que só quem é muito macho tem coragem para, depois de ser demitido com humilhação de dois ministérios, continuar prestando vassalagem ao governo.

05/05/2012

às 20:00 \ Sanatório Geral

Quase igual

“É com satisfação que nos reunimos aqui na quadra da Mangueira”.

Luiz Sérgio, então presidente do PT do Rio, em 26 de abril de 2010, ao saudar a comitiva de Dilma Rousseff na quadra da Portela.

02/03/2012

às 17:22 \ Direto ao Ponto

Com a nomeação de um ministro que não sabe colocar minhoca em anzol, pode até faltar pescado na Semana Santa

A apuração dos votos nem havia terminado quando a presidente eleita prometeu amparar-se em critérios técnicos para a montagem do primeiro escalão. Esqueceu a promessa no minuto seguinte e, monitorada por Lula, escalou o time de olho em conveniências políticas. Para fazer a vontade do padrinho, Dilma Rousseff manteve nos cargos perfeitas cavalgaduras e delinquentes irrecuperáveis. Para cumprir o estabelecido nos  contratos com a base alugada, nomeou ineptos de carteirinha indicados por partidos que não passam de quadrilhas com imunidade parlamentar. Conseguiu formar o mais bisonho primeiro escalão de todos os tempos.

E não perde nenhuma chance de piorá-lo, informa a chegada de Marcelo Crivella ao Ministério da Pesca, tema do comentário de 1 minuto para o site de VEJA. “Não sei nem colocar uma minhoca no anzol”, confessou nesta quinta-feira o senador fluminense. Nem precisa aprender. Ele foi convocado por Dilma para fisgar votos de evangélicos desavisados, não para cuidar de pesca e aquicultura. Para isso existe a equipe recrutada pelos antecessores Ideli Salvatti e Luiz Sérgio, que também ignoram a diferença entre um robalo e um caranguejo.

A geração de jornalistas a que pertenço demorou algumas décadas para banir das primeiras páginas a informação reprisada uma vez por ano: NÃO FALTARÁ PESCADO NA SEMANA SANTA, avisava o título óbvio. Graças à mais recente escolha de Dilma, o que era um fato tão previsível quanto a mudança das estações pode acabar ressuscitado nas próximas semanas santas com o status de ótima notícia. Depois da escolha do novo ministro, a existência de equilíbrio entre a demanda e a oferta de pescado talvez mereça ser anunciada em manchete.

Nesse caso, o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, terá de alterar com a introdução de um advérbio a frase mais famosa do livro didático que ensina que falar errado está certo. Com Crivella reinando sobre a fauna que habita os rios e os mares do Brasil, nós não pega os peixe.

 

01/03/2012

às 21:44 \ Direto ao Ponto

O Ministério da Pesca e Aquicultura representa, em proporções bíblicas, o milagre da subtração do lulismo

 CELSO ARNALDO ARAÚJO

Criada em 2003 como secretaria especial para “formulação de políticas e diretrizes para o desenvolvimento e fomento da produção pesqueira e aquícola”, nos sete primeiros anos a pasta esteve posta em marasmo ao nível dos lambaris, sob os cuidados de dois burocratas semi-invisíveis, José Freitsch e Altemir Gregolin, até receber de Lula, em 2009, o caniço, o samburá e a rede de arrastão dos ministérios “aparelhados” ─ instituídos exclusivamente para conchavos partidários, negociatas diversas e acomodação da vagabundagem companheira.

Ideli Salvatti, a primeira “ministra” dessa nova fase, tinha a seu dispor uma equipe de 67 funcionários ─ cuja importância, no conjunto da obra, pode ser medida por um exercício de hipótese: será que o extermínio sumário desse ministério de águas turvas afetaria o destino de uma única tilápia ou do mais carente dos caiçaras? Examine-se o quadro da pesca do Brasil antes e depois da farsa.

O sucessor de Ideli no falso ministério foi um sabujo chamado Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira, cuja mediocridade adaptou-se bem à insignificância funcional da pasta ─ leitor diário e inveterado dos principais jornais e portais do país, incluindo os obituários, não me recordo de ter lido qualquer menção a ele ou à “Aquicultura” brasileira nos oito meses em que essa sumidade teve status de ministro. Dizem ter sido demitido em férias, como é próprio dos sabujos, sem quê nem porquê.

O Ministério da Pesca e da Aquicultura agora pertence ao “bispo” senador ou senador “bispo” Marcelo Crivella ─ não importa a ordem, um termo desmerece o outro. Ingenuamente, analistas de bom calibre questionaram que a pasta tenha sido entregue a quem provavelmente só conhece peixe da travessa de bacalhau do Antiquarius. Menos mal, não apelaram para a passagem bíblica da multiplicação dos peixes a justificar a unção de Crivella como ministro ─ os “bispos” da Universal só conhecem e citam as passagens do Livro Sagrado que embasam ou estimulam, mesmo alegoricamente, o assalto pecuniário à fé dos fiéis.

Digo ingenuamente, para não dizer cinicamente, porque a última coisa que Dilma espera de seu novo ministro da Pesca é que entenda de pesca ─ como não entendiam Ideli e Luiz Sérgio. Este ficou no cargo durante o breve interregno em que caía um ministro ladrão atrás do outro ─ o material de manobra então era melhor e mais nobre para a gatunagem. Agora que a reforma que nunca começou foi encerrada, o Ministério da Pesca voltou a ser a única reserva técnica para os conchavos. A pasta foi criada não para entendidos em piscicultura, mas para experts na pior e mais indecente forma de fazer política que caracteriza até aqui os nove anos de lulismo.

No caso específico de Crivella, o Ministério serve de isca podre para as eleições municipais paulistanas, coisa de peixe graúdo, e para tapear os ferozes e insaciáveis barracudas da bancada evangélica ─ que reúne as figuras mais diabólicas do jogo político contemporâneo.

Mesmo sendo uma excrescência, o uso permanente do Ministério da Pesca e Aquicultura pela presidente Dilma como peão de sacrifício no xadrez imundo do tabuleiro da base aliada é uma ofensa às criaturas marinhas ─ e a todos que não respiram bem nesse mar de lama.

01/03/2012

às 15:31 \ Direto ao Ponto

A nomeação de um ministro da Pesca que só sabe fisgar evangélicos incautos encerra a reforma ministerial que não houve

Os jornalistas federais avisaram ainda em agosto que, até o fim de fevereiro, Dilma Rousseff promoveria a grande reforma ministerial concebida para, simultaneamente, livrar o primeiro escalão do entulho herdado do padrinho,  torná-lo mais parecido com a chefe e reduzir o tamanho do mamute administrativo. Nos meses seguintes, gastaram quilômetros de páginas de jornais em graves reflexões sobre o que seria o começo efetivo do governo da superexecutiva que Lula deu de presente ao Brasil.

As mudanças começaram no dia 6, com a troca de seis por meia dúzia no Ministério das Cidades: saiu Mário Negromonte, do PP baiano, entrou Aguinaldo Ribeiro, do PP paraibano. E foram encerradas nesta quarta-feira, com a substituição do companheiro Luiz Sérgio pelo parceiro Marcelo Crivella no Ministério da Pesca. O colosso formado por 38 ministérios e secretarias especiais (com status de ministério) não perdeu um único e escasso cabide de empregos.

Luiz Sérgio, uma nulidade que já naufragara no Ministério de Relações Institucionais, foi piorar a bancada do PT na Câmara dos Deputados. Crivella, um espertalhão que já envolveu até o Exército em projetos eleitoreiros nos morros do Rio, deixou o Senado para representar a bancada evangélica na Esplanada dos Ministérios. Entende tanto de pesca quanto Ideli Salvatti, ex-inquilina do gabinete que ganhou. Mas sabe fisgar eleitores que acreditam na pregação malandra: dinheiro na sacolinha garante prosperidade na Terra e um latifúndio no Reino de Deus.

Governar é escolher, sabe-se desde que o primeiro chefe de um grupo composto por homens das cavernas entendeu que precisa de ajudantes. Presenteada com a chance de reduzir a multidão de ministros, liberada para o despejo dos gatunos e vigaristas que infestam o coração do poder, autorizada pelas atribuições do cargo a nomear quem quisesse, Dilma limitou-se a incorporar dois prontuários ao bando que continua do mesmo tamanho. A reforma que não houve comprova que a supergerente de araque escolhe ministros tão judiciosamente quanto um bebê de colo.

De novo, os jornalistas federais erraram todas. Ou quase todas: com Crivella e Aguinaldo Ribeiro, o ministério ficou mesmo ainda mais parecido com Dilma Rousseff.

01/03/2012

às 6:33 \ Sanatório Geral

Conversa de doida

“A presidente fez um profundo reconhecimento pelo trabalho que o ministro Luiz Sérgio desenvolveu, mas também da importância de poder contar no governo, no ministério, com a representação do PRB, um partido pelo qual todos nós temos o maior respeito pela sua atuação e principalmente pelo respeito que todos nós temos, até uma forma de homenagear o nosso ex-vice presidente José Alencar. Toda a discussão da presidenta foi no sentido de integrar um partido que, durante todo o período do presidente Lula e agora, durante todo o governo da presidenta Dilma, sempre foi um partido extremamente aliado, firme, e atuante nas ações do governo. É a incorporação efetiva de um precioso aliado de muito tempo do nosso projeto”.

Ideli Salvatti, um berreiro à procura de uma ideia acampado no Ministério de Relações Institucionais, sobre a troca de Luiz Sérgio por Marcelo Crivella no Ministério da Pesca, desandando na discurseira em dilmês primitivo para não confessar que Dilma Rousseff acabou de introduzir no primeiro escalão a cota dos evangélicos.

08/11/2011

às 18:39 \ Sanatório Geral

Garçonete fofoqueira

“Garçonete? Pode até ser. A única diferença é que eu entrego o prato feito à presidenta.”

Ideli Salvatti, ministra de Relações Institucionais, capturada pelo comentarista Hermenegildo Barroso no blog do Lauro Jardim quando acusava o antecessor Luiz Sérgio, vulgo Garçom, de nem sequer servir a Dilma Rousseff o prato feito com as reivindicações dos pedintes da base alugada.

 

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