Blogs e Colunistas

Londres

01/10/2011

às 14:04 \ Sanatório Geral

Conselheiro do mundo

“Muitos dirigentes hoje não têm experiência com crises. Crises se resolvem com medidas políticas, não econômicas”.

Lula, na discurseira desta sexta-feira em Londres, recomendando aos ingleses, que não têm nenhuma experiência para lidar com crises, que importem da potência sul-americana inventada pelo conselheiro do mundo o sistema de base alugada, que apressou o parto do Brasil Maravilha registrado em cartório.

30/09/2011

às 22:04 \ Sanatório Geral

Para inglês ver

“Vivi a minha vida inteira em crise, sei como lidar com isso. Aprendi na minha vida de marido e filho que não se pode gastar mais do que se ganha e não se pode endividar mais do que o nosso salário pode pagar. É preciso seriedade”.

Lula, capturado em Londres pelo comentarista Otavio quando surfava em outra enxurrada de lorotas, fingindo ter esquecido que morou nove anos na casa do advogado Roberto Teixeira sem perguntar quanto era o aluguel, que o amigão Paulo Okamoto bancou todas as contas e que garantiu o patrimônio familiar transformando o filho Lulinha no “Ronaldinho da Telemar”.

19/11/2009

às 16:13 \ Baú de Presidentes

Elizabeth Taylor escapou por pouco do convite para o papel de primeira-dama do Brasil

liztotal

Terminada a entrevista, o governador Ney Braga quer prosa. Ergue-se da cadeira de espaldar alto, contorna a mesa de jacarandá, puxa-me pelo braço e caminha para a varanda do Palácio Iguaçu. Acomodado numa das cadeiras que rodeavam a mesa pequena e redonda, aponta outra com o indicador:

─ Sente aí. Vamos falar de coisas mais agradáveis.

Naquele crepúsculo de julho de 1981, o frio de Curitiba recomendava conversas em fogo brando. Engato uma segunda e invoco a grande figura:

─ O senhor foi muito amigo do Jânio, não foi?

Sei que sim. Em 1960, Ney Braga se elegera pela primeira vez governador do Paraná na esteira do furacão Jânio Quadros, candidato à Presidência. Eram amigos, ficaram íntimos. Embora os tivesse separado, a renúncia não revogou os laços fraternos. Naquele inverno, beneficiado pela anistia, o ex-presidente preparava a volta aos palanques. Ney estava outra vez na chefia do governo estadual.

Ao ouvir o nome do personagem incomparável, o governador ilumina os olhos escuros com a faísca da malícia.

─ O Jânio inspirou o comentário mais cretino da minha vida ─ murmura, para em seguida contar a história ocorrida em novembro de 1960, na primeira viagem internacional do presidente eleito.

Jânio embarcou num navio cargueiro para passear na Inglaterra. Nem bem chegou a Londres, uma gripe poderosa remeteu-o ao hospital. Ali, soube que a belíssima atriz Elizabeth Taylor também estava na capital britânica para mais um filme. Para completar a favorável conjunção dos astros, Eloá ficara no Brasil. O enfermo imediatamente ordenou a um integrante da comitiva que convocasse o embaixador do Brasil para uma audiência no quarto. Ao pé do leito, nosso homem em Londres ouviu a voz imperiosa:

─ Quero que o senhor convide a senhora Elizabeth Taylor a visitar-me. Gostaria muito de conhecê-la.

Diplomata não se surpreende com nada, mas aquela ideia soou absurda demais. E de complicada concretização: como fazer uma abordagem tão atrevida sem parecer maluco? O olhar de Jânio avisou que era uma ordem. O embaixador achou preferível arriscar-se a um papelão com a atriz a perder pontos com o futuro chefe. E foi à luta.

Outra surpresa: a superestrela de olhos cor de violeta não só não estranhou o convite como prometeu aparecer no dia seguinte. Talvez tenha achado divertido conhecer um presidente sul-americano com fama de doidão. No dia seguinte, apareceu mesmo. Os dois começaram a conversar em inglês. Em cinco minutos, Jânio já estava convidando Liz Taylor a visitar o Brasil. Em seis minutos, a proposta estava aceita. Em sete, ficara combinado que a viagem ocorreria em novembro de 1961. Jânio voltou ao Brasil em estado de graça. E passou os meses seguintes aperfeiçoando o plano de sedução.

─ O homem só falava nisso ─ sorri Ney Braga na conversa no Palácio Iguaçu. ─ Eu chegava para uma audiência de meia hora e não conseguia falar sobre as questões do Paraná mais que cinco minutos. O resto do tempo ficava para os planos sobre a viagem da Elizabeth Taylor.

Jânio esbanjava excitação, conta o governador:

─ Novembro é quase verão ─ repetia o presidente com crescente ansiedade. ─ Vou levá-la à Amazônia, para conhecer aqueles rios enormes, passear de barco pelos igarapés. Aquilo é úmido, afrodisíaco. Ninguém resiste, Ney. Vai ser uma loucura.

Até que, na tarde de 25 de agosto de 1961, um ajudante-de-ordens invadiu esbaforido o gabinete do chefe e gaguejou a notícia:

─ O presidente acabou de renunciar.

─ Não é possível! ─ replicou o governador. ─ Antes de novembro ele não renuncia de jeito nenhum!

Ele sorri, eu caio na gargalhada.

─ O ajudante-de-ordens deve ter achado que eu estava louco ─ diz Ney Braga.

Eu também acharia a mesma coisa, concordo. Mas não digo nada.

06/11/2009

às 18:10 \ Sanatório Geral

Ilusionista internacional

“Quantos são mesmo, Dilma? A Dilma é que boa de falar dessas coisas”.

Lula, fazendo de conta que ignora o número oficial de beneficiários dos programas de eletrificação do governo para que a ilusionista Dilma Rousseff fizesse em Londres a primeira apresentação internacional.

06/11/2009

às 17:10 \ Sanatório Geral

Confusão fatal

“É o presidente do Brasil, acompanhado de sua esposa”.

Porteiro do Hotel Dorchester, em Londres, confundindo Dilma Rousseff com Marisa Letícia,  sem imaginar que será eternamente odiado pelas duas.

05/11/2009

às 22:00 \ Sanatório Geral

Almoço com fuso (2)

“O governo quer evitar uma exuberância irracional do real e, por isso, quer conter a moeda”.

Guido Mantega, depois do almoço com Lula em Londres.

20/10/2009

às 16:24 \ Sanatório Geral

Tudo a ver

“Eu lamento profundamente o que aconteceu no Rio recentemente. Mas eu tenho que dizer que isso é insignificante comparado ao que aconteceu em Londres em 2005″.

Eduardo Paes, em outro discurso para a platéia do Comitê Olímpico Internacional, garantindo que um atentado terrorista é muito pior que a violência cotidiana e informando que, vista de perto, Londres tem mais favelas e quadrilhas que o Rio.


 

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