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Kennedy Alencar

22/07/2014

às 21:46 \ História em Imagens

Um Ciro reformado às pressas socorre a candidata atropelada por um Ciro-2013

Durante a entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, exibida  em 2 de setembro do ano passado pela RedeTV!, o impetuoso Ciro Gomes precisou de menos de um minuto para demonstrar que é muito mais perigoso como aliado do que como adversário. A vítima da vez foi Dilma Rousseff, atropelada por um Ciro-2013 em alta velocidade e desgovernado.

“A oposição vai chegar na época da reeleição e dizer o seguinte: ‘Presidenta, a senhora entregou o quê?’”, avisa o entrevistado. Em seguida, previne, os adversários lembrarão a Dilma algumas das muitas façanhas consumadas por Juscelino Kubitschek “em apenas cinco aninhos” e insistirão na cobrança desmoralizante: “A senhora em quatro entregou o quê?”

E o que o senhor acha que ela vai entregar?, quer saber o entrevistador. “Eu mesmo que sou aliado não sei”, engata uma quinta o Ciro-2013, que vai tirando do porta-malas parte da pilha de obras paralisadas, atrasadas, esquecidas, incompletas ou agonizantes. E por que isso acontece?, quer agora saber o entrevistador. “Porque não tem gestão, meu patrão!”, vai em frente o Ciro-2013.

Nesta terça-feira, um Ciro reformado às pressas irrompeu na contramão para socorrer a aliada que atropelou. “Dilma é a única preparada para governar o Brasil”, mudou de rumo o parceiro no momento acampado num certo PROS. Nenhum oposicionista deve perder tempo com o que recita agora. Mais proveitoso é mostrar o vídeo no horário eleitoral.

08/06/2014

às 22:02 \ Sanatório Geral

Neurônio reticente

Presidenta: O mesmo discurso, tá? O que eu não vejo… eu estive na abertura das Olimpíadas, tá? Em alguns momentos…

Kennedy: Em Londres? Na última Olimpíada em Londres.

Presidenta: Em Londres. Eu sou chefe de Estado. Eu estava há uma hora no trânsito, desci do veículo e fui tomar um…

Kennedy: Um suco?

Presidenta: Não, um metrô.

Dilma Rousseff, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, do SBT, transcrita pelo Portal do Planalto, capturada por Celso Arnaldo ao dar uma prova de que tentar preencher as reticências da fala da presidenta sempre envolve o risco de se confundir suco com metrô

23/04/2012

às 12:41 \ Direto ao Ponto

Lula trata a verdade a pontapés

Em 12 de novembro de 2009, no estúdio da RedeTV!, Lula apresentou uma versão para o escândalo do mensalão. Dez dias depois, produziu um palavrório sem parentesco com as declarações do programa de Kennedy Alencar. Confira o vídeo reproduzido na seção História em Imagens, que exibe alternadamente as duas versões, e responda rápido: de qual desses Lulas você compraria uma bicicleta usada? De nenhum, aconselha aos berros mais uma prova contundente de que o ex-presidente sem compromisso com o que diz nunca se deu bem com a verdade.

17/04/2012

às 8:33 \ Direto ao Ponto

A ópera dos malandros mensaleiros foi aberta por Lula em novembro de 2009

Desde julho de 2005, registrei no post reproduzido na seção Vale Reprise, Lula já pediu desculpas por não ter enxergado o mensalão, já se declarou traído sabe-se lá por quem, já procurou transformar assalto ao dinheiro público em caixa 2, já tentou reduzir crimes hediondos a pecados veniais, já jurou que o mensalão não existiu. Em novembro de 2009, enfim, aproveitou a entrevista concedida a Kennedy Alencar, da RedeTV!, para anunciar que tudo não passou de uma invencionice forjada pela oposição para derrubar o governo ─ e prometeu apurar a trama assim que deixasse a Presidência.

A entrevista, como se pode constatar na seção História em Imagens, foi o prólogo da ópera dos malandros encenada para convencer a plateia brasileira de que o pai de todos os escândalos não passou de “uma farsa” engendrada por inimigos do povo. Aos 2min40 da conversa, Lula avisa que “essa história do mensalão ainda vai ser esclarecida”. Caprichando na pose de melhor aluno da escolinha de sherloques do doutor Prótogenes, o então presidente promete desvendar o “mistério” assim que deixar o Planalto.

“Vou querer me inteirar um pouco mais disso”, diz. Sempre ressalvando que prefere esperar a decisão da Justiça para opinar sobre o caso, despeja sobre os telespectadores um balde de espertezas diversionistas. Acha muito estranho que a CPI dos Correios se tenha transformado “numa CPI do PT, na CPI do mensalão”. Discorre sobre “a maior armação já feita contra um governo”. E dá voz de prisão aos culpados de sempre: os integrantes da “elite política empodrecida”. Isso mesmo: “empodrecida”.

Se alguma coisa aconteceu, previne-se, não soube de nada. Quando um pai está na cozinha, ensina, não sabe o que faz o filho no quarto. A menos que o garotão conte ao chefe da família tudo o que faz, deveria ter retrucado o entrevistador. No caso do mensalão, o filho é José Dirceu, comandante da organização criminosa. Ele repete há sete anos que jamais fez qualquer coisa sem que o pai de todos soubesse.

16/04/2012

às 18:25 \ História em Imagens

O prólogo da trama escancarada pelo vídeo que fez de Rui Falcão o Farsante do Ano

Depois de reduzir a personagem irrelevante o similar polonês Lech Walesa, revelar que andava recebendo conselhos de Fernando Collor, jurar que gostou de ter perdido três eleições presidenciais e ensinar que é possível afundar no que chama de “política real” sem abdicar de princípios éticos, Lula começa a falar do mensalão aos 2min40 do vídeo. O trecho da entrevista concedida em novembro de 2009 ao jornalista Kennedy Alencar, da RedeTV!, exibe o prólogo da trama escancarada pelo vídeo que garantiu a Rui Falcão o título de Farsante do Ano.

06/04/2011

às 0:46 \ Direto ao Ponto

O relatório da Polícia Federal sobre o mensalão fez Lula perder a pose e a voz

PUBLICADO EM 6 DE ABRIL DE 2011

Surpreendido pela divulgação do relatório da Polícia Federal sobre o mensalão, que ampliou o número de integrantes e o acervo das bandalheiras da quadrilha, o ex-presidente Lula perdeu de novo a pose e a voz. Achou melhor guardá-las para duas palestras pagas em dólares e proibidas para jornalistas — uma em Washington, outra em Acapulco — e um encontro (sem remuneração em dinheiro) com banqueiros internacionais na Cidade do México. Nesta terça-feira, depois do acesso de mudez que o livrou da imprensa na véspera, embarcou rumo aos EUA num jatinho cedido pela Coteminas. Mandou avisar que estará de volta no fim de semana.

O ilusionista terá cinco dias para planejar o próximo ato do interminável espetáculo da mentira — e preparar o próximo truque . O estoque vai chegando ao fim. Desde julho de 2005, quando o país foi confrontado com o pai de todos os escândalos, Lula já pediu desculpas por não ter enxergado o mensalão, já se declarou traído sabe-se lá por quem, já procurou transformar roubalheira em caixa 2, já tentou reduzir crimes hediondos a erros corriqueiros, já jurou que o mensalão não existiu – até decidir, há um ano e meio, que tudo não passou de uma invencionice forjada pela oposição para derrubar o governo. E prometeu apurar a trama assim que deixasse a Presidência.

Em 5 de novembro de 2009, numa entrevista ao repórter Kennedy Alencar, caprichou na imitação de detetive de filme classe C para impressionar os espectadores da RedeTV! com a frase enigmática: “Essa história de mensalão ainda vai ser esclarecida. Quando estiver fora do governo, eu vou me dedicar a estudar o caso até entender o que realmente aconteceu”.

Se tivesse lido a denúncia do procurador-geral Antonio Fernando Souza, trataria de manter-se distante do tema de altíssima voltagem. Se conhecesse o conteúdo do processo que corre no Supremo Tribunal Federal, não teria embarcado na falácia irresponsável. Se pressentisse a aproximação do relatório da Polícia Federal, teria procurado Kennedy Alencar para retirar o que disse. Ou por sobra de autoconfiança ou por falta de juízo, segue na trilha que leva ao penhasco.

Oficialmente, Lula ainda não comentou o relatório por ignorar-lhe o teor. Como não teve acesso ao documento, mandou dizer por um assessor de imprensa que só poderia falar mais tarde. Quem jamais leu um livro dificilmente encontrará ânimo para a travessia das 332 páginas que resumem as descobertas dos investigadores. Mas decerto pediu que alguém lesse em voz alta o noticiário dos jornais. Descobriu que a bravata declamada em 2009 foi implodida de vez pela Polícia Federal. E soube que o bando de mensaleiros ficou um pouco maior.

Ficou também um pouco pior para quem sempre alegou não ter visto nem ouvido nada que o alertasse para a roubalheira arquitetada nas salas ao lado ou um andar acima do gabinete no Planalto. A turma que acaba de subir ao palco inclui, por exemplo, o notório Freud Godoy, amigo e ex-segurança de Lula, que confessou aos investigadores da Polícia Federal ter embolsado dinheiro do propinoduto administrado por Marcos Valério.

Lula está dispensado de investigar o falso enigma. Ele sabe o que houve. Sempre soube. Se acaso esqueceu alguns detalhes da grande farra de 2005, basta convocar para uma noitada de drinques e conversas os companheiros Delúbio Soares, José Genoíno, Freud Godoy e mais dois ou três comparsas. Com José Dirceu como convidado especial, naturalmente.

06/02/2010

às 20:45 \ Sanatório Geral

Três titãs

“É a educação; é garantir que a nossa capacidade produtiva transforme, crie produtos, aplicação do nosso cérebro às coisas em geral, vamos dizer assim, transformando isso em bens, exportando, produzindo para nós. Mas nos temos de apostar em nós mesmos, no povo desse país, que é a grande riqueza”.

Dilma Rousseff, durante o programa da Luciana Gimenez, ao responder com clareza e sabedoria à pergunta dificílima que lhe fez o jornalista Kennedy Alencar:“Na condição de brasileira e de pessoa que ocupa uma das funções mais importantes do governo, qual deve ser a principal tarefa do próximo presidente da República?”

 

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