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José Genoíno

12/07/2011

às 1:45 \ Sanatório Geral

Tem mais (2)

“Se o José Dirceu for condenado eu também sou. Tenho que rezar para que ele seja absolvido. Mas a absolvição dele é processualmente difícil. Ele que decidia tudo. Até a participação do Genoino é de menor importância”.

Roberto Jefferson, deputado federal cassado depois de ter revelado o esquema do mensalão, insinuando que ainda não contou tudo sobre José Dirceu e José Genoíno.

21/06/2011

às 17:10 \ Homem sem Visão

José Nobre Guimarães entra na briga e promete manter em segredo o salário e a gastança dos 513 deputados

“O chefe está pensando em segredo para tudo depois que a polícia achou aqueles dólares na cueca do funcionário do gabinete dele”, confidenciou um dos 148 assessores de José Nobre Guimarães no lançamento da candidatura do irmão de José Genoíno ao título de Homem sem Visão de Junho. O deputado cearense entrou na disputa por ter enxergado um avanço administrativo e civilizatório na roubalheira secreta instituída pelo Regime Diferenciado de Contratações para as obras da Copa e da Olimpíada.

“Agora ele quer estender o sigilo para as despesas mensais dos 513 deputados e 81 senadores”, revelou a fonte, enquanto distribuía folhetos com a foto do chefe e uma caricatura do irmão mais velho. “O Genoíno sempre foi um puxador de voto em eleição de HSV”. Estreante no concurso, Nobre Guimarães entra numa disputa que já mobiliza os campeões Marco Maia, Fernando Haddad, José Eduardo Cardozo, Roberto Gurgel, Marta Suplicy e Ideli Salvatti.

A coisa está pegando fogo, leitores-eleitores! É briga de foice no escuro! E vai ficar mais feia nos próximos dias! Quem será o vencedor? Ou vencedora? Que vença o pior!

16/06/2011

às 13:31 \ Direto ao Ponto

O deputado do caso da cueca dolarizada foi o redator da afronta que mantém em segredo a ladroagem sem camburão

O relator da medida provisória que institui a ladroagem sem camburão na gastança com a Copa do Mundo e a Olimpíada, aprovada pela Câmara por 272 votos contra 76, é mais que um verso que rima com a noite dos charlatães. José Nobre Guimarães, deputado federal do PT do Ceará, é também irmão de José Genoíno. O parentesco talvez fosse o item mais vistoso do prontuário se não tivesse existido o caso dos dólares na cueca.

Em julho de 2005, no clímax do escândalo do mensalão, a Polícia Federal prendeu no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o cearense José Adalberto Vieira da Silva, que tentava embarcar para Fortaleza com R$ 200 mil em uma valise e US$ 100 mil na cueca. Vieira da Silva contou que era assessor parlamentar do então deputado estadual José Nobre Guimarães e garantiu que juntara a fortuna com a venda de verduras no Ceagesp, maior centro de distribuição de alimentos da América Latina.

Interrogado na cadeia, desmentiu a farsa do verdureiro rico e manteve os vínculos com o destinatário da bolada. O chefe escapou da prisão, livrou-se do assessor trapalhão, elegeu-se deputado federal e renovou o mandato em outubro. Não poderia haver alguém mais qualificado para o posto de relator da malandragem que pretende legalizar a roubalheira sem risco de cadeia. O irmão do ex-presidente do PT sabe que, no Brasil, sempre se pode piorar o que já está péssimo.

Horas antes da votação, o deputado do caso da cueca retocou o texto para sofisticar a blindagem dos ladrões amigos. A versão aprovada permite ao governo manter em segredo os orçamentos das obras relativas à Copa e aos Jogos Olímpicos. Se quiser, poderá repassar as cifras ao Tribunal de Contas da União. Mas o TCU está proibido de divulgá-las. Os quadrilheiros devem ter achado insuficiente o  salvo-conduto para a bandalheira bilionária. E exigiram o direito de esconder dos brasileiros o tamanho do roubo.

Se o país continuar paralisado pela mansidão bovina, o Senado avalizará o crime cometido pela Câmara com o cinismo de praxe: aquilo é um viveiro de josenobreguimarães. O Brasil do PT e do PMDB já não teme exibir a face horrível.

10/05/2011

às 19:39 \ Direto ao Ponto

Os passaportes diplomáticos da família Lula viraram atestados de vigarice

No último dia do governo Lula, atendendo a um pedido do pai dedicado e avô extremoso, o chanceler Celso Amorim presenteou com passaportes diplomáticos quatro filhos e três netos de Lula. Para justificar o ato ilícito, o doutor em sabujice invocou uma norma que permite ao ministro das Relações Exteriores premiar com o documento “pessoas que devam portá-lo em função do interesse do país”.

Como os interesses do país tem tanto a ver com os interesses da família Lula quanto a torcida do  Flamengo com a seleção de hóquei sobre a grama do Paquistão,  o Ministério Público Federal solicitou ao Itamaraty o resgate dos passaportes expedidos ilegalmente. Nesta semana, o chanceler Antonio Patriota caleu-se de uma nota oficial sem identificação do signatário para recusar o pedido.

Tangido pelo medo de irritar os antigos chefes, Patriota preferiu tornar-se cúmplice de uma brasileirice que é ilegal, imoral e engorda a conta bancária dos portadores. O país que presta aguarda a tréplica do Ministério Público Federal. E espera que os encarregados de promover justiça não percam a chance de ensinar a Lula, Amorim, Patriota, parentes e amigos que ninguém está acima da lei.

Basta substituir o pedido pela exigência sem rodeios, fixar uma data para a devolução dos documentos e, vencido o prazo, ordenar às autoridades alfandegárias o confisco da esperteza burocrática assim que o portador tentar o carteiraço. Os filhos e netos de Lula já não carregam passaportes diplomáticos. Guardam no bolso um atestado de vigarice. Tem tanta consistência legal e moral quanto as condecorações de Erenice Guerra e José Genoíno.

09/05/2011

às 21:06 \ O País quer Saber

O fiasco de Genoíno no CQC

Em agosto de 2009, a coluna divulgou o vídeo que documenta a performance de José Genoíno no CQC. Quem viu vai gostar de ver de novo. Quem não viu vai topar com uma prova definitiva de que o mensaleiro condecorado pelo ministro Nelson Jobim é mais falso que uma cédula de 4 reais. Confiram.

httpv://www.youtube.com/watch?v=YTmWVa7sur8&feature=player_embedded

09/05/2011

às 17:31 \ Direto ao Ponto

A medalha de Genoíno é mais uma bofetada de Jobim no rosto do Supremo

(Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo)

Nelson Jobim não cabe nas roupas que veste: as arrobas excedentes estufam o paletó, explodem botões, derramam-se sobre a cinta e alimentam a aflitiva sensação de que a calça vai explodir a qualquer momento. Jobim também não cabe nos cargos que ocupa. Vive exercendo funções paralelas, que sempre comprometem (e frequentemente desmoralizam) a atividade principal.

Deputado constituinte, achou acanhada demais a missão de juntar num único texto as centenas de propostas aprovadas pelo plenário. Por conta própria, redigiu dois artigos que nunca foram votados, infiltrou-os na montanha de vogais e consoantes, só confessou o crime alguns anos mais tarde e jamais identificou os passageiros clandestinos da Constituição brasileira.

Ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, confirmou a participação no furto do sino da faculdade de direito que cursou e seguiu ganhando dinheiro como consultor jurídico de uma grande empresa gaúcha. Ministro do Supremo Tribunal Federal, nunca soube localizar com precisão a fronteira que separa o juiz do político.

Foi o que soube o país no inverno de 2005, quando o escândalo do mensalão encontrou Jobim na presidência da corte. Favorecido pelo recesso de julho, nomeou-se Primeiro Magistrado e fundou uma estranha contrafação da Pastoral Carcerária especializada em livrar da cadeia delinquentes de estimação. Em funcionamento 24 horas por dia, a usina de habeas-corpus preventivos montada por Jobim permitiu que dezenas de meliantes desafiassem a CPI dos Correios sem medo da gaiola.

Ministro da Defesa do governo Lula, promoveu-se a general, almirante e brigadeiro. No começo do ano, botou na cabeça que é o 12° ministro do STF, trajou uma toga imaginária e começou a interferir abusivamente no julgamento do processo do mensalão. Foi por isso que transferiu José Genoíno do banco dos réus para o gabinete de assessor especial. É por isso que acaba de condecorar o mensaleiro juramentado.

Neste sábado, enquanto 200 candidatos a uma cela celebravam com um churrasco a volta de Delúbio Soares ao PT, Jobim transformou o ex-presidente do PT pilhado em flagrante no pântano no primeiro guerrilheiro aposentado a receber a Medalha da Vitória. A honraria é reservada a “ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira  e civis que tenham prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais”.

No mundo civilizado, festeja-se a cada 8 de maio o fim da Segunda Guerra Mundial, que impediu o triunfo completo do totalitarismo nazista. No Brasil, o ministro que comanda as Forças Armadas festejou o companheiro que lutou pela instauração do totalitarismo comunista. Agiu assim para absolver simbolicamente, de novo, o réu que o STF ainda não julgou.

O próprio homenageado pareceu surpreso com o afago do chefe. “Olha, tem acontecido tanta coisa na minha vida e na história do Brasil que a gente só tem que acreditar no Brasil e no futuro, porque muita coisa surpreendente vem acontecendo positivamente”, recitou. Essa é a visão dos culpados impunes. Para quem enxerga as coisas como as coisas são, o que houve foi mais um intolerável triunfo dos fora-da-lei.

“O que o Brasil deseja fazer é um grande ajuste de contas com seu futuro”, tentou justificar Jobim. “O Brasil não quer retaliar seu passado”. Conversa fiada: o que ele chama de “grande ajuste de contas com o futuro” é a absolvição do protegido daqui a alguns meses. Ao nomeá-lo assessor especial, fez de Genoíno o braço-direito do civil que comanda militares. Ao condecorá-lo, travestiu de patriota a serviço da nação um protagonista de maracutaias repulsivas.

Conjugadas, as duas afrontas gritam que Jobim insultou a verdade, debochou dos brasileiros honestos e desferiu outra bofetada no rosto do Supremo. Que os ministros se lembrem da insolência no dia do julgamento do processo do mensalão. Jobim imagina que ainda comanda o tribunal. É preciso mostrar-lhe que não passa de um protetor de quadrilheiros.

09/05/2011

às 17:30 \ Direto ao Ponto

Isto é José Genoíno

Quem quiser conhecer a obra de José Genoíno só precisa consultar o relatório da CPI dos Correios, a denúncia de Antonio Fernando de Souza, então procurador-geral da República, e o parecer do ministro Joaquim Barboza que resultou no processo que registra as pilantragens de 40 mensaleiros. Quem quiser conhecer a alma do réu condecorado pelo ministro Nelson Jobim só precisa ver o vídeo de 9 minutos reprisado na seção O País quer Saber. Não perca.

06/04/2011

às 0:46 \ Direto ao Ponto

O relatório da Polícia Federal sobre o mensalão fez Lula perder a pose e a voz

PUBLICADO EM 6 DE ABRIL DE 2011

Surpreendido pela divulgação do relatório da Polícia Federal sobre o mensalão, que ampliou o número de integrantes e o acervo das bandalheiras da quadrilha, o ex-presidente Lula perdeu de novo a pose e a voz. Achou melhor guardá-las para duas palestras pagas em dólares e proibidas para jornalistas — uma em Washington, outra em Acapulco — e um encontro (sem remuneração em dinheiro) com banqueiros internacionais na Cidade do México. Nesta terça-feira, depois do acesso de mudez que o livrou da imprensa na véspera, embarcou rumo aos EUA num jatinho cedido pela Coteminas. Mandou avisar que estará de volta no fim de semana.

O ilusionista terá cinco dias para planejar o próximo ato do interminável espetáculo da mentira — e preparar o próximo truque . O estoque vai chegando ao fim. Desde julho de 2005, quando o país foi confrontado com o pai de todos os escândalos, Lula já pediu desculpas por não ter enxergado o mensalão, já se declarou traído sabe-se lá por quem, já procurou transformar roubalheira em caixa 2, já tentou reduzir crimes hediondos a erros corriqueiros, já jurou que o mensalão não existiu – até decidir, há um ano e meio, que tudo não passou de uma invencionice forjada pela oposição para derrubar o governo. E prometeu apurar a trama assim que deixasse a Presidência.

Em 5 de novembro de 2009, numa entrevista ao repórter Kennedy Alencar, caprichou na imitação de detetive de filme classe C para impressionar os espectadores da RedeTV! com a frase enigmática: “Essa história de mensalão ainda vai ser esclarecida. Quando estiver fora do governo, eu vou me dedicar a estudar o caso até entender o que realmente aconteceu”.

Se tivesse lido a denúncia do procurador-geral Antonio Fernando Souza, trataria de manter-se distante do tema de altíssima voltagem. Se conhecesse o conteúdo do processo que corre no Supremo Tribunal Federal, não teria embarcado na falácia irresponsável. Se pressentisse a aproximação do relatório da Polícia Federal, teria procurado Kennedy Alencar para retirar o que disse. Ou por sobra de autoconfiança ou por falta de juízo, segue na trilha que leva ao penhasco.

Oficialmente, Lula ainda não comentou o relatório por ignorar-lhe o teor. Como não teve acesso ao documento, mandou dizer por um assessor de imprensa que só poderia falar mais tarde. Quem jamais leu um livro dificilmente encontrará ânimo para a travessia das 332 páginas que resumem as descobertas dos investigadores. Mas decerto pediu que alguém lesse em voz alta o noticiário dos jornais. Descobriu que a bravata declamada em 2009 foi implodida de vez pela Polícia Federal. E soube que o bando de mensaleiros ficou um pouco maior.

Ficou também um pouco pior para quem sempre alegou não ter visto nem ouvido nada que o alertasse para a roubalheira arquitetada nas salas ao lado ou um andar acima do gabinete no Planalto. A turma que acaba de subir ao palco inclui, por exemplo, o notório Freud Godoy, amigo e ex-segurança de Lula, que confessou aos investigadores da Polícia Federal ter embolsado dinheiro do propinoduto administrado por Marcos Valério.

Lula está dispensado de investigar o falso enigma. Ele sabe o que houve. Sempre soube. Se acaso esqueceu alguns detalhes da grande farra de 2005, basta convocar para uma noitada de drinques e conversas os companheiros Delúbio Soares, José Genoíno, Freud Godoy e mais dois ou três comparsas. Com José Dirceu como convidado especial, naturalmente.

13/03/2011

às 19:06 \ Sanatório Geral

Amizade de infância

“Minha relação com as Forças Armadas é também dessa época. Eu sempre tive uma relação institucional, fluente, uma relação de discussão e debate sobre temas das Forças Armadas”.

José Genoino, assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim, explicando que começou a se entender com as Forças Armadas quando foi preso como guerrilheiro e conversava com os oficiais carcereiros.

12/03/2011

às 4:02 \ Sanatório Geral

Às ordens

“Não existe de minha parte segundas intenções nem nada. Eu serei assessor do que o ministro determinar”.

José Genoíno, ainda em liberdade, nomeado “assessor especial” de Nelson Jobim, avisando que, em troca dos R$ 8.988,00 por mês, faz qualquer negócio que interessar ao chefe, inclusive compra e venda de avião.


 

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