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José Dirceu

21/08/2015

às 17:51 \ Feira Livre

Acompanhe a volta de José Dirceu à cadeia ao som da voz de Roberto Carlos

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15/08/2015

às 17:28 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘Velório em câmera lenta’

Publicado na versão impressa de VEJA

J. R. GUZZO

José Dirceu fecha enfim o seu ciclo na paisagem pública brasileira. Acaba onde começou: numa prisão. Em outubro de 1968, aos 22 anos de idade, entrou em cena ao ser preso num congresso clandestino de estudantes no interior de São Paulo. Na semana passada, apanhado nessa prodigiosa chacina que a corrupção criou dentro e em torno da Petrobras, estava de volta à cadeia, desta vez num xadrez da Polícia Federal de Curitiba, para o ato final de sua jornada. Há uma gelada melancolia nisso tudo. Entre um momento e outro, Dirceu investiu 47 anos na luta sem descanso pelo poder. Chegou lá, depois de esforços maiores do que prometia a força humana, em 2003, quando o Partido dos Trabalhadores emergiu como a principal força política do Brasil ─ mas ao chegar conseguiu ficar apenas dois curtíssimos anos, lançado ao mar pelos companheiros nas primeiras trovoadas do que viria a ser o mensalão.

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14/08/2015

às 16:14 \ Sanatório Geral

Pecador ressabiado

“Queria dizer que eu estou preparando o meu caminho para voltar a viajar por este país”.

Lula, na quinta Marcha das Margaridas, informando que, depois do que aconteceu ao companheiro José Dirceu, resolveu exercer intensamente o direito de ir e vir enquanto pode.

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13/08/2015

às 14:38 \ Direto ao Ponto

No vídeo de 2005, à beira de um ataque de nervos, Lula topa ser testemunha de defesa de Dirceu e jura que o Mensalão não existiu

Em dezembro de 2005, depois de cinco meses de esquivas, negaceios, dribles e fintas, Lula enfim aceitou conceder uma entrevista ao Roda Viva, então sob o comando de Paulo Markun.  “Mas tem de ser aqui no Palácio do Planalto”, condicionou o presidente, decidido a valer-se dos fatores campo e torcida para inibir a bancada formada por ex-apresentadores do programa. Eu estava entre eles.

O vídeo registra um dos trechos em que Lula foi confrontado com incômodas perguntas sobre o Mensalão, assombração da qual fugia desde julho como o diabo foge da cruz e o vampiro da claridade. Passados dez anos, o que se vê é um documento atualíssimo. Vale a pena ouvir o entrevistado, sempre à beira de um ataque de nervos, proclamando a inocência de José Dirceu. E vê-lo jurando que o Mensalão não existiu é coisa que não tem preço.

Antes de virar presidente, Lula era freguês de carteirinha do programa da TV Cultura. Depois daquele dezembro (e não por falta de convite), nunca mais voltou ao Roda Viva. Seria interessante saber se ainda topa, como topou em 2005, ser arrolado entre as testemunhas de defesa do companheiro agora engaiolado em Curitiba.

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12/08/2015

às 14:56 \ Opinião

Valentina de Botas: ‘Tirem sua farsa do caminho para o futuro passar’

VALENTINA DE BOTAS

Na república dos pixulecos e pixulecas farsantes que interditam o futuro, os fantasmas já não se divertem: JD está na cadeia com o punho encolhido; disfarçando o medo do camburão, Lula reclama que não pode nem mais ir a um restaurante; e Dilma, dedilhando a lira do delírio, janta com Renan e o bando ministerial na sofreguidão de produzir notícias falsas que não sejam crimes reais. Envergando o novo fetiche da súcia – a legitimidade das urnas – a presidente desfila um traje roto, feito sob medidas morais que não acomodam tal exercício imoral do cargo.

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12/08/2015

às 14:45 \ Direto ao Ponto

A farsa em frangalhos: o guerreiro do povo brasileiro era só um caçador de pixuleco

Dirceu foto

PRESO NA OPERAÇÃO PIXULECO, informa a mais recente anotação no prontuário de José Dirceu de Oliveira e Silva, mineiro de Passa Quatro, 69 anos, advogado com especialização em corrupção ativa e formação de quadrilha. A palavra que batizou a 17ª etapa da Lava Jato, usada pelo gatuno João Vaccari Neto como sinônimo de propina, é vulgar na forma, abjeta no conteúdo e rima com José Dirceu. Pixuleco é um nome perfeito para a operação que consumou a morte política do general sem soldados ─ e implodiu uma farsa que durou quase meio século.

Como pôde durar tanto a vigarice protagonizada por um compulsivo colecionador de fiascos? Já em 1968, quando entrou em cena fantasiado de líder estudantil, nosso Guevara de galinheiro namorou uma jovem chamada Heloísa Helena sem saber que convivia dia e noite com “Maçã Dourada”, espiã a serviço da ditadura militar. Se quisesse prendê-lo, a polícia nem precisaria arrombar a porta do apartamento onde o casal dormia: a namorada faria questão de abri-la. No mesmo ano, a usina de ideias de jerico resolveu que o congresso clandestino da UNE marcado para outubro, com mais de mil participantes, seria realizado em Ibiúna, com menos de 10.000 moradores.

Intrigado com o tamanho da encomenda ─ 1.200 pães por manhã ─ o padeiro que nunca fora além de 300 por dia procurou o delegado, que ligou para a Polícia Militar, que prendeu todo mundo. Libertado 11 meses pelos sequestradores do embaixador americano Charles Elbrick, declarou-se pronto para recomeçar a guerra contra a ditadura, fez uma escala no México, aprendeu a empunhar taças de tequila e enfim entendeu que chegara a hora de matricular-se num cursinho de guerrilha em Cuba que, por falta de verba para balas de verdade, municiava os futuros revolucionários com balas de festim.

Combatente diplomado, submeteu-se a uma cirurgia para que o nariz ficasse adunco antes de regressar ao Brasil na primeira metade dos anos 70. Percebeu que a coisa andava feia assim que cruzou a fronteira e, em vez de mandar chumbo no campo, mandou-se para Cruzeiro do Oeste, interior do Paraná, armado de documentos que o apresentavam como Carlos Henrique Gouveia de Mello, comerciante de gado. Logo se engraçou com a dona da melhor butique da cidade, adiou por tempo indeterminado a derrubada do governo e se entrincheirou na máquina registradora do Magazine do Homem.

Em 1979, a decretação da anistia animou o forasteiro conhecido no bar da esquina como “Pedro Caroço” a contar quem era à mãe do filho de cinco anos e avisar que precisava voltar à cidade grande. Afilou o nariz com outra cirurgia e reapareceu em São Paulo ansioso por recuperar o tempo perdido. A gula e a pressa aceleraram a expansão da cinzenta folha corrida. Deputado estadual e federal pelo PT paulista, rejeitou todas as propostas de todos os governos. Presidente do partido, instalou Delúbio Soares na tesouraria. Com o triunfo de Lula em 2002, o pecador trapalhão foi agir na capital federal.

Capitão do time do presidente, mandou e desmandou até a erupção do escândalo inaugural: um vídeo provou que Dirceu promovera a Assessor para Assuntos Parlamentares o extorsionário Waldomiro Diniz, com quem havia dividido um apartamento em Brasília. Era só mais um no ministério quando, em 2005, o Brasil ficou sabendo que o chefe da Casa Civil também chefiava a quadrilha do mensalão. Despejado do emprego em junho, prometeu mobilizar deus e o mundo, além dos “movimentos sociais”, para preservar o mandato em perigo. Em dezembro, conseguiu ser cassado por uma Câmara que inocenta até a bancada do PCC.

Sem gabinete no Planalto ou no Congresso, sem rendimentos regulares e sem profissão definida, escapou do rebaixamento à classe média ao descobrir o mundo maravilhoso dos consultores de araque. Com a cumplicidade dos afilhados que espalhara pela administração federal, Dirceu não demorou a tornar-se um próspero facilitador de negociatas engendradas por capitalistas selvagens. Em 2012, o julgamento do mensalão ressuscitou o perseguido político: de novo, jurou que incendiaria o país se o Supremo Tribunal Federal fizesse o que deveria fazer. Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, entrou no presídio com um sorriso confiante e o punho erguido.

O Dirceu que voltou à cadeia a bordo das bandalheiras do Petrolão é uma versão avelhantada do sessentão que deixou a Papuda para cumprir em casa o restante da pena. Desfrutou por poucos meses do poder que perseguiu desde o berçário. Desfrutou por poucos anos da fortuna que passou a perseguir depois do regresso à planície. O casarão em Vinhedo é uma das muitas evidências tangíveis de que José Dirceu é hoje um milionário. Para quê? Para nada. De que vale a posse de mansões para alguém forçado a dormir no xilindró?

Tropas comandadas por um guerrilheiro de festim só conseguem matar de riso, repete esta coluna há seis anos. As dúvidas que assaltaram muitos leitores foram dissolvidas pela implosão do embuste. O guerreiro do povo brasileiro era apenas um caçador de pixuleco.

Casa Dirceu Vinhedo

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12/08/2015

às 14:30 \ Direto ao Ponto

J. R. Guzzo no Aqui entre nós: ‘O Brasil está descobrindo o estado de direito’

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10/08/2015

às 15:51 \ Opinião

“Crise é para os fracos” e outras cinco notas de Carlos Brickmann

Publicado na Coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Inflação em alta, PIB em baixa, desemprego em alta, popularidade da presidente em baixa, som das panelas em alta, vozes do governo em baixa ─ vozes que não se manifestaram nem para defender o companheiro de partido que sempre adularam, neste momento em que é recolhido à prisão. A coisa está tão séria que Aloizio Mercadante, em geral coerente em sua arrogância, comportou-se com modéstia no Congresso, dizendo que o PSDB age de modo elegante, e admitiu até que o Plano Real conteve a inflação ─ justo ele, que liderou a oposição do PT ao Real e garantiu que aquilo não ia dar certo. Tão grave que Michel Temer, sempre cauteloso, disse que alguém tem de unir de novo o país ─ alguém cujo nome, claro, comece com M, de Michel Miguel Elias Temer Lulia.

Mas a crise não é o maior problema de Dilma. O maior problema é que ela deixou de ter importância política. Convocou 80 parlamentares para um churrasco noturno ─ algo inusitado no horário ─ e lhes fez uma série de exortações. Dali os parlamentares saíram direto para um jantar normal, com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para rir dos pedidos de Dilma e combinar as próximas derrotas que lhe imporiam. Combinaram e executaram: multiplicaram o salário de várias carreiras jurídicas, com 95,3% dos votos (até de petistas), arrombando o ajuste fiscal. No dia seguinte abriram caminho para examinar as contas de Dilma. Se as rejeitarem, fica a seu critério colocar o impeachment em votação.

O problema de Dilma não é a crise. É não ser mais levada a sério.

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09/08/2015

às 21:22 \ Opinião

Oliver: Ponto de bala

VLADY OLIVER

Vamos combinar, meus caros. O Brasil não precisava chegar a esse ponto. Se chegou, foi com a cumplicidade, o relativismo, a covardia, o ostracismo e o lambebotismo de toda uma canalhada, não é mesmo? O que vi no dia 6 em meu condomínio é tão gritante que eu daria um conselho a essa vigarista vestida de bujão vermelho: saia com as mãos para cima enquanto é tempo, chefona da quadrilha. Você e aquele outro vigarista estão na linha de tiro. Perdeu, bandidona; a casa caiu. A coisa murchou. A mentira não se sustentou.

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05/08/2015

às 16:30 \ Sanatório Geral

Haja sabujice

“Pelo que o José Dirceu significa, mesmo que sua prisão não fosse política, seria política”.

Luis Fernando Veríssimo, patriarca dos humoristas a favor, ensinando que Dirceu deve ser considerado “preso político” mesmo se for engaiolado pelo furto da poupança da tia ou pelo assassinato de um escritor sabujo.

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