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José Dirceu

06/07/2014

às 6:35 \ Sanatório Geral

Patrão criterioso

“Conversamos abobrinhas. Ele falou que não tem o que recriminar no sistema penitenciário de Brasília”.

José Gerardo Grossi, advogado que acaba de empregar José Dirceu, revelando que contratou o mensaleiro hospedado na Papuda para chefiar o Departamento de Abobrinhas e Assuntos Penitenciários do seu escritório em Brasília.

05/07/2014

às 9:54 \ Sanatório Geral

Passarinho mensaleiro

“É uma coisa natural, excitação de uma pessoa há tanto tempo presa e se vê livre. Você já abriu gaiola de passarinho? Ele sai, canta, roda”.

José Gerardo Grossi, dono do escritório de advocacia em Brasília que acaba de contratar José Dirceu, ao descrever o primeiro dia do guerrilheiro de festim fora da Papuda, revelando que o novo empregado, como Hugo Chaves, apareceu para trabalhar em forma de passarinho.

 

05/07/2014

às 6:44 \ Sanatório Geral

Patrão obediente

“Minha biblioteca está uma bagunça. Se ele quiser trabalhar, terá muito trabalho. Se não quiser, será mandado embora como qualquer outro funcionário”.

José Gerardo Grossi, advogado que resolveu fantasiar-se de patrão de José Dirceu, fazendo de conta que é muito rigoroso com os empregados, especialmente os que dormem na gaiola da Papuda.

01/07/2014

às 14:00 \ Opinião

‘Campanha na cadeia’, de José Casado

Publicado no Globo desta terça-feira

JOSÉ CASADO

A partir desta semana, a monotonia entre corredores e celas será substituída por viagens diárias para trabalho em escritórios. São presidiários — “reeducandos” no vetusto linguajar de um dos juízes que os condenou por corrupção.

Têm mais de 40 anos no ativismo político. Foram liberados para serviços burocráticos à luz do dia, embora nunca tenham deixado de trabalhar na penumbra dos presídios: profissionais da política, tentam ampliar espaços de poder na eleição que acontece em 90 dias.

Mesmo com movimentos limitados à margem do frenesi da campanha, eles passaram os últimos seis meses empenhados em mostrar que não há muro de penitenciária capaz de impedi-los de participar do jogo eleitoral. À distância, José Dirceu (PT), Roberto Jefferson (PTB) e Valdemar Costa Neto (PR) entraram na disputa pelos governos federal e estaduais.

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27/06/2014

às 10:58 \ Direto ao Ponto

Sexta-feira festiva na cela S13 da Papuda: 27 de junho é o Dia Nacional do Quadrilheiro

A Lei 12.390 informa que 27 de junho é o Dia Nacional do Quadrilheiro. “Quadrilheiro junino”, ressalva o texto aprovado pelo Congresso e promulgado em março de 2011 (veja o post reproduzido na seção Vale Reprise). Naquele ano, a coluna festejou a data com a eleição do mais expressivo representante da categoria. Como a impressionante votação de Lula transformou-o em hors concours, o título de Maior Quadrilheiro de Junho ficou com José Dirceu.

Hoje é 27 de junho. Vai ser animada a festa na cela S13 da Papuda.

25/06/2014

às 18:35 \ O País quer Saber

Sete episódios infames desmoralizam a ladainha da seita que louva a hipocrisia

As oitavas de final já vão chegando, mas o time do Planalto continua tentando prorrogar o jogo de abertura da Copa, que terminou com a vitória do Brasil sobre a Croácia e a goleada sonora imposta a Dilma Rousseff pela multidão cansada de vigarices e bandalheiras protagonizadas pela seita lulopetista. Lula cobra dos adversários gestos de subserviência explícita à mãe e avó constrangida por xingamentos. Rui Falcão exige que os candidatos oposicionistas condenem (e com veemência) o comportamento dos 50 mil brasileiros que recomendaram à chefe de governo, em coro, o que todas as torcidas, em todos os estádios, invariavelmente ordenam ao juiz ou ao bandeirinha.

Haja hipocrisia, grita o calendário da infâmia resumido neste post. Pinçados no vastíssimo acervo de violências liberticidas acumuladas pelo PT desde o dia do nascimento, sete episódios bastam para escancarar o farisaísmo das carpideiras do Itaquerão. Por achar que os fins justificam os meios, o bando no poder age há 13 anos como se tudo fosse permitido. Só é proibido alvejar com nomes feios a candidata em queda nas pesquisas e abandonada por antigos aliados, ressalva o mestre e repetem os coroinhas de missa negra. A ladainha é desmoralizada pela amostra exibida a seguir:

MAIO DE 2000
Sem perceber que os microfones estavam ligados, Lula se preparava para gravar a declaração de apoio a Fernando Marroni, candidato do PT a prefeito de Pelotas, quando qualificou a cidade gaúcha de “pólo exportador de veados”. Nunca se desculpou pela afronta. O partido não viu nada de mais no deboche homofóbico.

MAIO DE 2000
Ao discursar para a tropa companheira, o deputado federal José Dirceu afirmou que os adversários políticos mereciam “apanhar nas ruas e nas urnas”. Dias depois da instrução expedida pelo presidente do PT, milicianos destacados para agitar a greve dos professores agrediram fisicamente o governador Mário Covas, já debilitado pelo câncer. Dirceu desmente ter dito o que disse no vídeo. Lula criticou Covas por ter aparecido no portão de um prédio público. O PT não viu nada de mais no monumento à violência.

JUNHO DE 2007
Alguns jornalistas perguntaram a Marta Suplicy, à época acampada no Ministério do Turismo, se tinha algum conselho a oferecer aos milhares de passageiros atormentados pelo colapso da aviação civil. “Relaxa e goza”, sugeriu a companheira. Marta diria depois que “estava brincando” com os flagelados dos aeroportos. O PT não viu nada de mais no surto de humor da sexóloga em recesso.

JULHO DE 2007
Ao lado de um assessor, em sua sala no Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia soube pelo Jornal Nacional que a explosão do avião da TAM que matou 199 pessoas no aeroporto de Congonhas fora provocada por problemas mecânicos. O chanceler para assuntos cucarachas comemorou a notícia, que isentava o governo de culpas, com um obsceno toptoptop filmado por um cinegrafista. Garcia não pediu desculpas sequer aos parentes dos mortos. O PT não viu nada de mais no espetáculo da boçalidade.

FEVEREIRO DE 2013
Numa livraria em São Paulo, onde faria uma palestra seguida de uma sessão de autógrafos, a jornalista cubana Yoani Sánchez foi sitiada por manifestantes que, berrando insultos, cassaram o direito de expressão da mulher que se opõe à ditadura comunista. O evento foi cancelado pelos organizadores. O PT não viu nada de mais na agressão liberticida.

FEVEREIRO DE 2014
O companheiro paranaense André Vargas, vice-presidente da Câmara, aproveitou a abertura do ano legislativo para insultar o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal. Durante a cerimônia, o relator do processo do mensalão teve de ignorar as provocações do parlamentar a seu lado, que erguia o punho cerrado para solidarizar-se publicamente com os quadrilheiros engaiolados na Papuda. O PT não viu nada demais na ofensa intolerável ao chefe do Poder Judiciário. Vargas só foi expulso depois que a Polícia Federal descobriu os laços repulsivos que o vinculam à lavanderia de dólares do bandido Alberto Yousseff.

ABRIL DE 2014
Escoltado por duas militantes, Rodrigo Grassi, assessor parlamentar da deputada companheira Érika Kokay, perseguiu Joaquim Barbosa numa avenida em Brasília, berrando termos ofensivos ao ministro do STF e palavras de ordem simpáticas aos quadrilheiros do mensalão. As imagens foram gravadas pelos próprios agressores. Pressionada pelo Brasil decente, a deputada teve de livrar-se do delinquente que sustentava. O PT achou muito compreensível a missão cumprida por Grassi.

Num comentário enviado à coluna, meu velho amigo Gonçalo Osório precisou de poucas linhas para desmontar a ópera dos farsantes. “O primeiro a insultar a instituição da Presidência da República foi Lula. E o PT é o responsável pelo constante desrespeito a normas jurídicas, a decisões judiciais, ao mínimo decoro, à ordem, à ética e ao respeito que deve haver entre adversários políticos. O lulopetismo fez o que pôde para criar no Brasil antagonismos de classe, de raça, de religião, de ideologia. O que Dilma ouviu no Itaquerão é apenas consequência”.

Assustados com a paisagem eleitoral cada vez mais perturbadora para o poste do Planalto, os semeadores de ódios fantasiar-se de apóstolos da paz. São tão convincentes quanto um dono de bordel indignado com a filha do vizinho que usa saias dois centímetros acima dos joelhos.

12/05/2014

às 22:11 \ Sanatório Geral

Faz sentido (2)

“A srta. Joana Saragoça manifestou preocupação em ir até o presídio por estar se sentindo insegura. Por isso, a inteligência da Sesipe a levou, em dia e horário de visitas, em carro descaracterizado, para que ela se encontrasse com José Dirceu”.

Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, disfarçado de nota da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública, sobre as visitas de familiares de José Dirceu à Papuda, confirmando que a inteligência da Sesipe consegue ser menos inteligente que o governador.

12/05/2014

às 16:23 \ Sanatório Geral

Faz sentido

“A inteligência da Sesipe verificou que essas ‘notícias’ estavam tendo repercussão no presídio, o que poderia causar uma insegurança no sistema prisional”.

Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, disfarçado de nota da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública, sobre as visitas de familiares de José Dirceu à Papuda, mostrando que a inteligência da Sesipe consegue ser menos inteligente que o governador.

30/04/2014

às 18:38 \ Opinião

‘Não dá para levar a sério’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta quarta-feira

Não se deve levar a sério quem não leva a sério a si mesmo. Diante das nuvens que ameaçam carregar de sombras o cenário eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu abrir a caixa de ferramentas e “partir para cima” de quem ou o que quer que seja que represente risco para o projeto de perpetuação do PT no poder.

Tem aproveitado todas as oportunidades para exercitar sua conhecida e inexcedível desfaçatez. Na noite de sábado passado, em entrevista à TV portuguesa, chegou ao cúmulo, ao interromper a entrevistadora que queria saber o nível de suas relações com José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares e sair-se com uma inacreditável novidade: “Não se trata de gente de minha confiança”.

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28/04/2014

às 11:00 \ Direto ao Ponto

Na entrevista a um canal da TV portuguesa, Lula insinua que não sabe quem é José Genoino e conhece José Dirceu só de vista

Atualizado às 11h00

“O que eu acho é que não houve mensalão”, disse o ex-presidente Lula na entrevista concedida à RTP, publicada neste domingo no site da emissora de televisão portuguesa. “Eu também não vou ficar discutindo a decisão da Suprema Corte”, tratou de desdizer-se na frase seguinte. E mudou de ideia na continuação: “Eu só acho que essa história vai ser recontada para saber o que aconteceu na verdade”. A hipótese é tentadora para o país que presta.

Se a história fosse recontada como se deve, não ficaria sem castigo o chefe supremo do esquema que produziu o maior escândalo político-policial desde o Descobrimento. Se a verdade prevalecesse, seria restaurada a decisão original do Supremo Tribunal Federal, desfigurada pela nomeação de Teori Zavaschi e Roberto Barroso. Ao tornar majoritária a bancada dos ministros da defesa de culpados, a dupla de togas ajudou a parir a obscenidade segundo a qual  um bando de quadrilheiros é diferente de uma quadrilha.

O camelô de empreiteira não parece preocupado com o destino dos condenados, revelou o melhor dos piores momentos da conversa. Quando a entrevistadora lembrou que estão na cadeia alguns velhos parceiros do entrevistado, Lula atirou ao mar a carga incômoda: antes de admitir o óbvio ─ “Sabe, tem companheiros do PT presos…” ─ recitou a ressalva abjeta: “Não se trata de gente da minha confiança”.

Nem a turma da cela S13?, talvez perguntasse a jornalista se conhecesse melhor a trajetória dos casos de polícia hospedados na Papuda. Os telespectadores portugueses e brasileiros então ouviriam Lula dizer que não sabe direito quem é José Genoino, acha que Delúbio é nome de rio e conhece José Dirceu só de vista.

Assista à integra da entrevista no site da RTP

 

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