Blogs e Colunistas

José Dirceu

15/06/2015

às 9:37 \ Opinião

Ricardo Noblat: PT sem petismo

Publicado no Blog do Noblat

RICARDO NOBLAT

A história do PT guardará o nome de João Vaccari, ex-tesoureiro do partido, preso por envolvimento com corrupção na Petrobras.

Ele foi citado na abertura e no fechamento do 5º Congresso do PT, em Salvador.

Na quinta-feira à noite, lembrado por um militante, Vaccari ganhou três minutos de aplausos.

No sábado à tarde, elogiado por Rui Falcão, presidente do partido, foi de novo demoradamente aplaudido.

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07/06/2015

às 20:29 \ Sanatório Geral

Os três mosqueteiros

“Lula, Dilma e eu estamos no mesmo saco”.

José Dirceu, em conversa com amigos divulgada no Estadão deste domingo, insinuando que só voltará à Papuda a bordo do Petrolão se estiver em companhia dos comandantes da tripulação.

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22/05/2015

às 17:58 \ Direto ao Ponto

A ladroagem do Petrolão encolheria alguns bilhões se Severino tivesse vencido Dirceu na disputa pela diretoria que fura poço

Em 20 de maio de 2005, às vésperas da devassa do escabroso esquema do mensalão, o deputado pernambucano Severino Cavalcanti (PP-PE) revelou à ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, o que ganharia em troca da submissão ao governo federal: “O que o presidente Lula me ofereceu foi aquela diretoria que fura poço e acha petróleo, é essa que eu quero”, resumiu o então presidente da Câmara. Queria mas não levou: antes de apossar-se do cofre, meteu-se num caso de corrupção miúda que lhe custou o mandato, a chefia do Legislativo e as atenções da imprensa.

Nesta semana, como registra o comentário de 1 minuto para a TVEJA, a drenagem do pântano do Petrolão localizou mais evidências que o velho Severino sabia das coisas. Depois da diretoria de Abastecimento e Refino, presenteada por Lula a Paulo Roberto Costa, depois da diretoria de Serviços, entregue pelo mestre da seita a um protegido de José Dirceu chamado Renato Duque, acaba de entrar no palco da imensa gatunagem a diretoria de Exploração e Produção da Petrobras. É esse o nome de batismo da furadora de poços. Ali vinham agindo há muito tempo afilhados de Dirceu abençoados pelo chefe supremo.

O país sairia no lucro se Severino tivesse vencido a parada. As bandalheiras que envolveram o parlamentar pernambucano eram medidas em milhares de reais. O redimensionamento da ladroagem, articulado pelo Altos Companheiros,  desmoralizou a moeda nacional e inflacionou espetacularmente a tabela de preços da corrupção.

Lula e Dirceu envelhecem há 12 anos em tonéis de petrodólares. A propina agora é calculada em milhões. E os pagamentos são feitos em moeda americana.

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23/04/2015

às 13:10 \ Opinião

Carlos Alberto Sardenberg: ‘Todos Tiradentes’

Publicado no Globo

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

O governador de Minas, Fernando Pimentel, não citou nomes mas deixou claro que estava comparando a história de Tiradentes com algum ou alguns personagens da política de hoje.

Depois de lembrar que o alferes foi um subversivo condenado injustamente para depois ser recuperado como um herói da liberdade, arrematou no último dia 21, em cerimônia em Ouro Preto: “Não poderia ser mais adequado neste momento da história brasileira celebrarmos Tiradentes”.

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05/04/2015

às 11:20 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘A farsa do PT no campo social’

O Partido dos Trabalhadores (PT) tem sido motivo de profundas e amargas decepções para quem acreditou em seus propósitos iniciais. Criado há 35 anos por um grupo heterogêneo composto por acadêmicos de esquerda, líderes sindicais e católicos identificados com a Teologia da Libertação, levantou a bandeira da justiça social e da moralização da vida pública e se propôs a lutar contra “tudo o que está aí”, para garantir os direitos dos trabalhadores e a inclusão na vida econômica dos miseráveis abandonados na periferia das metrópoles e nos grotões do interior. Depois de mais de 20 anos, ao custo de renegar fundamentos de seu ideário, conquistou o poder e ali permanece até hoje, de braços dados com as lideranças políticas mais retrógradas que antes combatia. Hoje, o PT “ou muda ou acaba”, segundo anátema lançado por um de seus muitos militantes desiludidos, a senadora Marta Suplicy.

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01/04/2015

às 16:22 \ História em Imagens

A mão do destino

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genoino punho

 

SAO PAULO  15/11/2013 NACIONAL  MENSALÃO JOSE DIRCEU

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30/03/2015

às 12:23 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘O grande culpado’

A grave crise política e econômica na qual o País está mergulhado coloca Dilma Rousseff na berlinda. E não poderia ser diferente. Afinal, ela é a presidente da República e tem demonstrado uma inacreditável inépcia no exercício das funções de primeira mandatária. Mas uma análise conjuntural que amplie o foco de observação da cena política para além dos episódios do dia a dia e se projete sobre os 12 últimos anos expõe à luz o protagonista oculto, o ardiloso responsável maior pela tentativa de reinventar o Brasil – aventura que hoje custa caríssimo para cada um dos brasileiros: Luiz Inácio Lula da Silva.

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23/03/2015

às 22:10 \ Direto ao Ponto

A quantia arrecadada pela ‘vaquinha’ dos Amigos do Dirceu é dinheiro de troco para o traficante de influência que conseguiu ficar ainda mais rico sem sair da cadeia

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Em 16 de novembro de 2013, dia do check-in na Papuda, José Dirceu de Oliveira confundiu portão de cadeia com palanque e, a caminho dos 68 anos, resolveu incorporar o líder estudantil de 68. Para delírio de meia dúzia de milicianos que saudavam aos gritos o “guerreiro do povo brasileiro”, hasteou o braço esquerdo com o punho cerrado e, caprichando na expressão feroz de quem vai dizimar sozinho um pelotão de fuzileiros navais americanos, berrou a informação: “Eu me considero um preso político”.

Como assim?, perguntou-se quem não perdeu de todo o juízo. Desde sempre, só se enquadra nessa categoria gente encarcerada ─ sem o devido processo legal, sem o exercício do direito de ampla defesa ─ para refletir numa cela sobre os perigos reservados a quem faz qualquer tipo de oposição a uma ditadura consolidada ou embrionária. O Brasil, convenhamos, ainda não é uma Venezuela que fala português, muito menos uma Cuba tamanho família. Mais: Dirceu sempre fez parte do grupo que desde janeiro de 2003 desgoverna o país.

Perdeu o emprego de ministro em 2005, mas não o status de figurão do PT, nem a cumplicidade mafiosa dos companheiros que alojou em cargos estratégicos enquanto chefiou a Casa Civil no primeiro mandato de Lula. E tampouco foi engaiolado arbitrariamente. No julgamento do processo do mensalão, que demorou quase sete anos para começar e outros dois para chegar ao desfecho, sobrou-lhe tempo para rebater acusações e contestar a solidez das provas acumuladas contra a estrela do bando.

Além de advogados que calculam honorários em dólares por minuto, Dirceu foi defendido por ministros do Supremo Tribunal Federal que estão lá para inocentar bandidos de estimação do Planalto. Acabou forçado a hospedar-se na Papuda não por crimes de pensamento, mas por corrupção ativa. Quem trocou a cama de casal por um catre não foi o revolucionário aposentado, ou o guerrilheiro de festim diplomado na ilha-presídio, ou o ex-presidente do PT, ou o ex-chefe da Casa Civil. Foi o chefe (ou subchefe?) da quadrilha do mensalão.

Diante de tantas e tão contundentes evidências, quantos brasileiros ─ além do próprio detento ─ ousariam enxergar um preso político num político preso por tratar o Código Penal a socos e pontapés? Quase 4 mil, informou em fevereiro de 2014 o balanço oficial da “vaquinha” online promovida para pagar a multa de R$ 971.128,92 imposta ao sentenciado pelo STF. As quantias doadas por 3.972 “amigos do Zé Dirceu” somaram R$ 920.700. A diferença foi coberta por R$ 163 mil extraídos das sobras das “vaquinhas” que haviam socorrido os mensaleiros José Genoíno e Delúbio Soares.

O ator José de Abreu, por exemplo, entrou com R$ 1 mil na operação concebida para livrar da falência “a grande vítima de um julgamento político”. Com a fisionomia sofrida de quem não conseguira uma vaga na lista de visitas íntimas, alegou que aquela fora “uma maneira de dividir a pena com ele”. Em 22 de fevereiro, a página eletrônica aberta para a coleta dos adjutórios comemorou o sucesso da mobilização: “Juntos, vencemos esta batalha. Ainda há outras por vir, certamente. E, juntos mais uma vez, estamos prontos para enfrentá-las”. Bingo. A batalha prevista há um ano está em curso desde quinta-feira passada.

Começou com a ruidosa chegada de José Dirceu ao front do Petrolão e ninguém sabe quando vai terminar. Mas é improvável que haja outra “vaquinha”. Os desdobramentos da Operação Lava Jato revelaram que o dono da J. D. Assessoria e Consultoria embolsou nos últimos nove anos cachês de matar de inveja canastrões de novela. Nesse período, agindo como facilitador de negócios, vários deles cobiçados por participantes do assalto à Petrobras, o consultor embolsou R$ 29 milhões. Para quem junta tal fortuna em tão pouco tempo, a multa imposta pelo Supremo é dinheiro de troco.

Os zés-de-abreu acabam de saber que, comovidos com um preso político, dispensaram do castigo financeiro o multimilionário que conseguiu uma proeza até então só alcançada por chefões do PCC: ficou mais rico sem sair de uma cela de cadeia. Entre novembro de 2013 e novembro passado, enquanto cumpria pena, JD faturou pelo menos R$ 1,2 milhão. A gigante da indústria farmacêutica EMS tornou  R$ 700 mil mais obesa a receita da consultoria. Outros R$ 500 mil vieram da construtora Consilux.

Até agora, nem os doadores tapeados pediram o dinheiro de volta nem o beneficiário do conto da vaquinha parece disposto a devolvê-lo. A façanha desempatou em favor do maior traficante de influência o duríssimo duelo com o maior traficante de drogas. Dirceu é mais que um Marcola do PT. O concorrente do guerrilheiro de festim nunca foi homenageado pela soldadesca com uma “vaquinha”. Só depois de preenchida a lacuna Marcola poderá reivindicar o título de Dirceu do PCC.

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19/03/2015

às 20:44 \ O País quer Saber

Depois de debochar das manifestações de 15 de março, Marcelo Heitor, sobrinho do Zeca do PT, deveria aceitar o convite de uma conterrânea: Vem pra rua!

BRANCA NUNES

Sobrinho do deputado federal Zeca do PT, ex-governador de Mato Grosso do Sul, Marcelo Heitor Miranda dos Santos decidiu revelar ao país o que pensa das manifestações que, em 15 de março, levaram às ruas mais de 2 milhões de brasileiros. Óculos escuros de piloto do próprio jatinho, camisa pólo cor de rosa, sotaque de quem morou no Rio em vidas passadas, o filho do prefeito de Porto Murtinho (MS) usou o celular para filmar-se a bordo do seu carrão esporte com teto solar: “Bom dia Campo Grande, Capital Morena! Bom dia Brasil!”, capricha no sorriso cínico que sublinha a saudação inicial. “Deu não, né? Dilminha tá lá, né? Como é que faz? Muito bom, é delicioso ganhar da direitinha. São quatro anos saboreando a vitória, o desespero, o mimimi, o chororô eterno, tipo aquela criancinha mimada que perde o doce, sabe?”

Entre risadinhas e fungadas, o playboy esquerdista pisa no acelerador: “Não deu, né? Mas valeu a caminhada, perdeu um pouquinho de caloria, tipo caminhada da saúde, né?”, desdenha. “Mas olha, não cansa não. Vamos continuar fazendo manifestaçõezinhas dessas daí política, né? Não tem essa de apolítica, né? Manifestação política de quem não votou na Dilma, está com dorzinha de cotovelo, doído pela derrota, mas Lulinha vem aí em 2018 e aí é ferro de novo e mais quatro anos de chororô e mimimi. Mas que é bom é, é muito bom ganhar de vocês. Um beijinho gente, até a próxima, tchau!”

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Marcelo Heitor, em sua página do Facebook

Aos 33 anos, torcedor do Botafogo carioca e apreciador de duplas sertanejas, Marcelo Heitor percebeu tarde demais que se tornara protagonista de um sucesso de público devastado pelo fracasso de crítica. Assustado com o tsunami de insultos, provocações e deboches de grosso calibre, tentou refugiar-se num boletim de ocorrência por “injúria”. O pai, Heitor Miranda dos Santos, correu em socorro do filhão com a alegação de que não houve maldade alguma no vídeo. “Eu já vi montagens muito piores contra a presidenta Dilma e nada foi comentado”, garantiu ao site Campo Grande News. “Há dois pesos e duas medidas, de um lado pode-se tudo em nome da liberdade de expressão, mas do lado de cá, quando alguém se manifesta, recebe essa avalanche de críticas”.

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Zeca do PT, José Dirceu, Heitor Miranda dos Santos e Marcelo Heitor (da esquerda para a direita)

Não foi a primeira vez que Marcelo apareceu numa delegacia. Primo do deputado federal Vander Loubet, um dos 49 políticos denunciados na Operação Lava Jato por envolvimento no escândalo do Petrolão, ele responde a um processo por improbidade administrativa na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. Coerentemente, protagoniza o caso de polícia em companhia de parentes.

Segundo o jornal Correio do Estado, Marcelo, Loubet, seu tio Ozório Miranda dos Santos e o pai prefeito são acusados de irregularidades na concessão do terminal portuário de Porto Murtinho. Na ação civil pública, o Ministério Público Estadual acusa a família Miranda dos Santos de ferir o princípio da impessoalidade na concessão para exploração do terminal já que, na época, o Estado era governado por Zeca do PT e Loubet comandava a secretaria de Infraestrutura.

Já que esbanja confiança na popularidade de Dilma, de Lula e do PT, Marcelo deveria retribuir “o chororô e o mimimi” da “direitinha” com a aceitação da proposta apresentada por uma moradora de Porto Murtinho, reproduzida no vídeo abaixo. Depois de relatar alguns desmandos do pai e denunciar o estado degradante de escolas e prédios públicos, a conterrânea faz a exortação ao filho do prefeito: “Vem pra rua!”.

A coluna espera que Marcelo tope o convite. E lhe deseja boa sorte.

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18/03/2015

às 15:20 \ Direto ao Ponto

A plateia do Petrolão saúda a chegada de Dirceu e exige a entrada em cena da dupla que modernizou o faroeste à brasileira

Atualizado às 15h20

Arte: Tiago Maricate

Arte: Tiago Maricate

Em meados do século 20, auge do faroeste americano, nunca faltaram serviço e dinheiro a atores que, embora esbanjassem talento em qualquer papel, pareciam ter acabado de chegar de um círculo de carroções sitiado por índios, de uma perseguição a cavalo nas pradarias do Wyoming, de um tiroteio no saloon de Abilene ou de um assalto ao banco de Kansas City. Como em obras de ficção ninguém morre ou continua na cadeia, faziam um filme atrás do outro.

Todo clássico do gênero inclui no elenco integrantes dessa tropa de elite. Em Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven, 1960), por exemplo, lá estão Steven McQueen, James Coburn, Charles Bronson e Eli Wallach. Hoje é impossível imaginá-los fora da história. Sem o quarteto, pareceriam desfalcados tanto o grupo de pistoleiros que se juntam para livrar do inferno um vilarejo mexicano quanto o bando de vilões que o inferniza.

Neste início de século, auge do faroeste à brasileira, sobram serviço e dinheiro a personagens nascidos e criados para o papel de bandido na vida real. Esses meliantes vocacionais atuam com o desembaraço de quem começou roubando chupetas no berçário, atravessou a adolescência esvaziando o cofrinho da avó e virou PhD em assalto a cofres públicos com vinte e poucos anos. Para os delinquentes de estimação do governo lulopetista, é tão longa a vida quanto curto o castigo ─ quando acontece.

É compreensível que a elite desse clube dos cafajestes protagonize uma safadeza atrás da outra ─ e  que os donos dos prontuários mais notáveis apareçam num escândalo como o Petrolão, que transformou a maior estatal do país na mais produtiva usina de maracutaias do mundo. Até esta terça-feira, faltava no elenco do grande momento do faroeste à brasileira o imprescindível José Dirceu. A ilustração inspirada no inesquecível faroeste americano atesta que o destino enfim completou o grupo de sete pecadores envolvidos na maior ladroagem desde o Descobrimento.

Graças à devassa da movimentação financeira das empreiteiras do petrolão e da JD Assessoria e Consultoria, controlada pelo ex-chefe da Casa Civil, Dirceu entrou no script encarnando um consultor especializado em negociatas bilionárias. Entre 2006, já despejado do Planalto, e 2013, quando passou a hospedar-se na Papuda por decisão do STF, o ex-capitão do time do Lula faturou 29,2 milhões de reais. A Justiça e o Ministério Público Federal descobriram que boa parte dessa bolada lhe foi repassada pelos saqueadores da Petrobras.

Em 2012, já acossado pelo julgamento do Mensalão, o consultor embolsou 7 milhões de reais. Em 2013, condenado por corrupção a sete anos e onze meses de prisão, amealhou outros 4,159 milhões de reais sem sair da cela. Não é pouca coisa. Mas a façanha não surpreendeu quem acompanha de perto a carreira do artista. À promissora estreia no cult que revelou Carlinhos Cachoeira e Valdomiro Diniz seguiu-se a extraordinária performance como chefe da quadrilha de mensaleiros. Dirceu vai brilhar no Petrolão. E tem tudo para encarnar mais de um personagem relevante.

Como tudo no moderno faroeste à brasileira, o Petrolão é coisa de Lula e Dilma Rousseff. Produtor, roteirista e diretor, o ex-presidente faz de conta que também desta vez não sabe de nada. Melhor perguntar a Dilma, sugere. A assistente de produção finge que a obra lhe caiu no colo pronta e acabada ─ e jura que não tem nada de extraordinário. A plateia discorda. Neste domingo, quase 2 milhões de brasileiros gritaram nas ruas os nomes dos dois realizadores que insistem em manter distância dos holofotes.

Logo o país inteiro saberá que o mais repulsivo dos escândalos não teria existido sem Lula e Dilma. Os espectadores saudarão a entrada em cena da dupla com uma vaia do tamanho do Petrolão.       .

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