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José Dirceu

01/03/2014

às 13:05 \ Feira Livre

Autor de ‘Cadê o Zé’, Luiz Trevisani acaba de lançar a marchinha ‘Lula-lá na cadeia’

PUBLICADO EM 19 DE DEZEMBRO DE 2013

É só o começo, avisou o post que apresentou aos leitores a marchinha composta por Luiz Trevisani em homenagem a José Dirceu, xerife da cela S 13. Era mesmo: o sucesso de Cadê o Zé? obrigou o autor a apressar o lançamento de Lula-lá-na-cadeia, que se inspira no grande ausente do Bloco da Papuda.

Como diria Gilberto Carvalho, o bicho vai pegar em 2014. E já está de olho em quem vira tema de marchinha por ter virado caso de polícia. Ouçam a música e decorem a letra, amigos. Esse Carnaval promete.

Ele jurou que não sabia da nada
E reclamou que se sentiu traído
Aquilo tudo era coisa
Dos aloprados do Partido.

Com esse tipo de conversa mole
Ele acredita que vai se safar
Esquenta não, ô apedeuta
A sua hora vai chegar

O bando tá sendo julgado
A cela já tá quase cheia
Só falta o Lula-lá na cadeia (2X)

E a companheira que virou amante
Fez uma zona na Secretaria
É típico dessa gentinha
Virar notícia só com baixaria

Mas ele fala que fez tudo certo
E ainda quer continuar aprontando
Vacila não, ô apedeuta
A sua chapa tá esquentando

O bando tá sendo julgado
A cela já tá quase cheia
Só falta o Lula-lá na cadeia (2X)

28/02/2014

às 13:22 \ Feira Livre

A letra completa da marchinha inspirada em José Dirceu avisa que o Bloco da Papuda vai brilhar no Carnaval de 2014

PUBLICADO EM 15 DE DEZEMBRO DE 2013

O corrupto juramentado Delúbio Soares garantiu em 2005 que a descoberta do escândalo do mensalão daria em nada: a grande roubalheira acabaria virando piada de salão, previu. Deu no que deu. Acaba de dar até cadeia. E, como atesta o segundo áudio enviado pelo comentarista José Limeira, já virou tema de anedotas carnavalescas.

Cadê o Zé?, de Luiz Trevisani, agora com a letra completa, é só o começo. José Genoino tem reiterado que os “presos políticos do partido não podem ser esquecidos pelos companheiros”. Se é só isso que o impede de dormir, logo estará desfrutando do sono sereno de bebê de colo. José Dirceu já ganhou uma marchinha para chamar de sua. Os parceiros da cela S 13 não demorarão a ser lembrados.

Bem-vindo seja o sarcasmo que desmoraliza quem debochou do país que presta e pensa. A seita dos vassalos carrancudos que se prepare para mais um surto de chiliques e ataques de nervos. O Bloco da Papuda vai brilhar no Carnaval de 2014.

27/02/2014

às 17:44 \ Direto ao Ponto

O PT está eufórico com a grande notícia: os companheiros presidiários não são quadrilheiros. São apenas corruptos

“O PT não róba nem dexa robá”, recitava José Dirceu antes da descoberta do mensalão. Hoje, como resumiu Joelmir Betting, o partido dos ex-presos políticos se tornou um partido de políticos presos.

Antes do julgamento do mensalão, Dirceu reinava na Casa Civil, governava o PT e sonhava com a presidência da República. Hoje só reina na cela S13 da Papuda e sonha com a vida fora da cadeia.

Antes do mensalão, a seita que tem como único Deus um palanque ambulante posava de detentora do monopólio da ética. Nesta quinta-feira, a notícia de que os companheiros presidiários escaparam do regime fechado foi suficiente para antecipar o Carnaval dos devotos de Lula.

O PT, quem diria, está grávido de felicidade com a decisão que anulou a condenação de Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo crime de formação de quadrilha. Graças à bancada dos ministros da defesa, o STF resolveu que os três delinquentes não devem ser qualificados de quadrilheiros. Vão continuar engaiolados porque são apenas corruptos.

17/02/2014

às 20:33 \ Sanatório Geral

Rumo à Papuda

“Doei para dividir a pena com ele”.

José de Abreu, canastrão de novela, ao afirmar que doou mil reais para pagar a multa de José Dirceu, sem informar quando começará a dormir num dos beliches da cela S 13 da Papuda.

16/02/2014

às 22:58 \ Sanatório Geral

Ofensa gravíssima

“O gesto é muito comum. Genoino fez, Dirceu fez, Mandela fez”.

Vicentinho, líder do PT na Câmara dos Deputados, sobre o gesto ensaiado pelo colega André Vargas para provocar o presidente do STF, Joaquim Barbosa, ofendendo gravemente Nelson Mandela ao comparar o estadista morto com dois quadrilheiros condenados por corrupção.

16/02/2014

às 0:23 \ Sanatório Geral

Causa patriótica

“As pessoas se perguntam por que as campanhas conseguiram arrecadar tanto dinheiro em tão pouco tempo. A resposta é porque existe muita gente indignada com o resultado desse julgamento”.

Celso Antonio Bandeira de Mello, advogado e professor de direito da PUC-SP, ao ao justificar a doação de R$ 2 mil para a campanha de arrecadação de José Dirceu, revelando quem é o consultor-geral da bancada dos ministros da defesa em que se destacam Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

26/01/2014

às 17:16 \ Opinião

‘Por uns pelos a mais’, um artigo de Roberto Pompeu de Toledo

Publicado na edição impressa de VEJA

Se tudo correr conforme o esperado, frutificarão na cabeça do senador Renan Calheiros ao longo da sessão legislativa que se abre no próximo mês os 10.118 fios de cabelo que lhe foram transplantados da nuca para o cocoruto, em cirurgia realizada em dezembro no Recife. Projeta-se em três meses o prazo para que irrompam, desassombrados como brotos a forçar passagem no solo, os primeiros fios. Isso ocorrerá lá para meados de março. No segundo semestre já terão crescido o suficiente para fazerem diferença. Ganhará o senador no cobiçado reforço à cobertura capilar. Perderá o Senado. Ao vir a público que Calheiros viajou num avião da FAB para fazer o transplante, enfatizou-se, com justiça, o escândalo que foi ter usado transporte oficial para uma atividade privada. Esqueceu-se desse outro escândalo que é um senador da República submeter-se a transplante de cabelos. Renan comandará o Senado neste ano mais cabeludo, mais satisfeito com a imagem que vê no espelho e tomado de renovado prazer ao deslizar o pente sobre o couro cabeludo ─ mas também mais falso e incondizente com o que se espera de um senador.

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17/01/2014

às 16:54 \ Sanatório Geral

Bandido irrecuperável

“Para nós, da Ação Penal 470, eu, José Dirceu, José Genoino e o companheiro Delúbio Soares, é fundamental ganhar a eleição porque queremos mostrar que toda essa armação em torno da nossa ação penal é política”.

João Paulo Cunha, deputado federal condenado a nove anos e quatro meses de cadeia por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, explicando que, se Dilma Rousseff for reeleita, estará provado que o STF é um partido de oposição.

12/01/2014

às 9:01 \ Direto ao Ponto

O exército fantasma do comandante Dirceu foi dizimado sem ter entrado em combate

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PUBLICADO EM 21 DE NOVEMBRO

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Em agosto de 2005, despejado da chefia da Casa Civil pela descoberta da grande roubalheira, José Dirceu resolveu assumir ostensivamente o comando do colosso paramilitar aquartelado na imaginação sempre fértil do guerrilheiro de festim diplomado em Cuba. “Vou percorrer o país para mobilizar militantes do PT, dos sindicatos e dos movimentos sociais”, ameaçou o ainda deputado federal num encontro da companheirada em São Paulo. “Temos de defender o governo de esquerda do presidente Lula do golpe branco tramado pela elite e por conservadores do PSDB e do PFL”.

Um ataque de tropas lideradas por José Dirceu só consegue matar de rir, registrou o post que desmontou a dupla tapeação: o que o orador pretendia defender com a entrada em ação do exército fantasma era o próprio mandato parlamentar. O comandante sem comandados passou as semanas seguintes mendigando votos até entre os contínuos da Câmara, amargou a cassação em dezembro e caiu fora do Congresso chamando o porteiro de “Vossa Excelência”. Encerrada a ofensiva inaugural que não houve, as tropas invisíveis a olho nu foram recolhidas ao acampamento imaginário.

Ali ficaram até agosto de 2012, quando o chefe do esquema criminoso decidiu intimidar o Supremo Tribunal Federal às vésperas do início do julgamento do mensalão. “Todos sabem que este julgamento é uma batalha política”, reincidiu o general da banda podre no congresso nacional de uma certa União da Juventude Socialista. “Essa batalha deve ser travada nas ruas também, porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas. É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês”.

Os ministros que tratassem de inocentar os culpados, advertiu. Caso ousassem enxergar a montanha de provas e evidências que incriminavam o declarante e seus comparsas, o comandante não hesitaria em sublevar a imensidão de “companheiros das forças progressistas e dos movimentos populares”.

Qualquer torcida organizada de time de futebol tem mais militantes que o PT, replicou a coluna em outro post. Assembleias organizadas por sindicalistas pelegos são menos concorridas que reunião de condomínio. Sem duplas sertanejas, cerveja, tubaína e mortadela, as celebrações do Dia do Trabalho juntariam menos gente que quermesse de lugarejo. Todos os movimentos sociais morreriam de inanição uma semana depois de suprimida a mesada federal. O palavrório beligerante, portanto, era só mais um blefe do jogador falastrão. E se o STF resolvesse pagar para ver?

Foi o que fez o ministro Joaquim Barbosa. E então o embuste virou cinza, feito vampiro de filme B confrontado com um crucifixo. Dirceu estava entrincheirado no sítio em Vinhedo quando foi condenado à prisão. Estava de sunga branca numa praia da Bahia quando soube que seria obrigado a bronzear-se no pátio da cadeia. Para livrar-se da traseira do camburão, entregou-se espontaneamente à Polícia Federal. Mas nenhum canastrão de nascença resiste à tentação do patético. E Dirceu achou uma boa ideia posar para as câmeras com o punho esquerdo cerrado apontando para o céu.

Excitados pelo gesto do comandante, enfim deram as caras nas ruas os combatentes dispostos a matar ou morrer pelo guerreiro do povo brasileiro. Como atesta a imagem abaixo, cabem numa foto. Pelo que se vê, não amedrontam nem um destacamento de escoteiros aprendizes. Seriam neutralizados em poucos minutos por qualquer pelotão que agrupasse um oficial psiquiatra e meia dúzia de enfermeiros armados de tranquilizantes e camisas-de-força.

(Foto: Ivan Pacheco)

(Foto: Ivan Pacheco)

24/12/2013

às 1:45 \ Sanatório Geral

Pecador sem remorso

“Já na rotina para o tempo passar, lendo, estudando e trabalhando. Fazendo muita ginástica e planos. O estudo e o trabalho contam como remição de pena. O ambiente entre nós é bom e apesar da ilegalidade da prisão e do regime fechado, as condições carcerárias são razoáveis.Temos biblioteca e banho de sol, como todos os internos, inclusive acesso a uma cantina. Apesar da saudade, da indignação, continuo daquele meu jeito que você também conhece”.

José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão a 10 anos e 10 meses de cadeia, ao comentar a rotina na Papuda, revelando que as semanas que já passou na gaiola foram insuficientes para induzi-lo a arrepender-se dos muitíssimos pecados cometidos.

 

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