Blogs e Colunistas

Irã

23/01/2012

às 17:57 \ Sanatório Geral

Faz falta

“Lula está fazendo muita falta”.

Ali Akbar Javanfekr, porta-voz  de Mahmoud Ahmadinejad e chefe da agência de notícias do governo do Irã, informando que a tribo dos aitolás atômicos está com saudade dos tempos em que Lula, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia baixavam em Teerã para perguntar, de joelhos, o que o Brasil deveria fazer na ONU.

22/01/2012

às 18:33 \ Sanatório Geral

Ah, bom!

“Na realidade ele não queria dizer que Israel deveria desaparecer do mapa, mas sim desaparecer da história”.

Antonio Salgado, embaixador do Brasil no Irã, capturado pelo comentarista Otavio ao tranquilizar o mundo com a informação de que o companheiro Mahmoud Ahmadinejad não vai sossegar até destruir Israel e varrer o país da história, mas depois disso não exigiria que os mapas da região fossem atualizados.

14/10/2011

às 19:00 \ Sanatório Geral

Potência exigente

“Os Estados Unidos reconhecem que existem ainda hiatos de informação”.

Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores, sobre a revelação, feita pelo governo americano, de que o serviço secreto do Irã planejou um atentado contra o embaixador da Arábia Saudita nos Estados Unidos, avisando que o Itamaraty só vai acreditar que os aiatolás atômicos são capazes de fazer uma coisa dessas se Barack Obama liquidar os “hiatos de informação” com um bilhete manuscrito, endereçado a Dilma Rousseff, contendo o local e a hora do crime, além dos nomes dos matadores, com fotos, CIC e RG.

14/10/2011

às 9:06 \ Frases

Sede de vingança

“Alguém no Irã terá que pagar o preço”.

Turki al-Faisal, príncipe saudita, sobre o complô iraniano para matar o embaixador da Arábia Saudita nos Estados Unidos.

09/10/2011

às 11:46 \ Direto ao Ponto

Brasil e Turquia repetem a parceria para garantir o triunfo no campeonato do ridículo

No campeonato do ridículo, o Brasil Maravilha registrado em cartório é sempre um fortíssimo candidato ao título. Torna-se imbatível quando joga em parceria com a Turquia, confirmou Dilma Rousseff nesta sexta-feira. A última façanha da dupla ocorreu em maio de 2010, quando o presidente Lula e o primeiro-ministro Recep Erdogan baixaram no Irã para fechar um acordo com os aiatolás atômicos. A maluquice foi pulverizada pelas potências de verdade e os negociadores trapalhões tiveram de engolir o fiasco sem engasgos. Na passagem por Ancara, ao lado do colega turco Abdullah Gil, Dilma resolveu liquidar com um falatório a crise econômica internacional. Tem tantas chances de sucesso quanto a missão Lula-Erdogan em Teerã.

Em 2008, o reconstrutor do País do Carnaval ordenou a Barack Obama que proibisse o tsunami financeiro de cruzar o Atlântico. Dilma acaba de ordenar aos governantes europeus que deem um jeito nos problemas que andam criando. Depois de dar um pito nos países desenvolvidos, a presidente búlgara do Brasil torturou o tradutor com palavrórios desconexos, a gramática com pontapés na concordância e a Europa com conselhos sem pé nem cabeça ─ concebidos, presume-se, para ensinar ao inexperiente Velho Mundo o que devia ter sido feito e o que é preciso fazer agora.

Reproduzidos sem correções, os trechos em itálico dão uma ideia do que foi a aula em dilmês castiço. “Os europeus não definiram os modelos de regulação capazes de resolver a pesada dívida soberana que pesa sobre seus própios bancos” (…) A Turquia e o Brasil têm sabido resisitir à crise porque aposta no fortalecimento dos seus mercados domésticos, porque aposta na expansão dos investimentos industriais, agrícolas e de infraestrutura. (…) E também tem estrutura de coordenação. (…) Todos nós devemos discutir como fazer para superar essa fase, que é uma fase grave das crise internacional até porque, indiretamente, ela afeta todos nós. Somos países muito similares e, como disse os que me antecederam, complementares“.

Em maio de 2010 depois do fiasco no Teerã, escrevi neste espaço que o problema não é o complexo de vira-lata diagnosticado  por Nelson Rodrigues. Essa disfunção só deu as caras por aqui entre 1950, quando a derrota na final contra o Uruguai transformou o brasileiro no último dos torcedores, e 1958, quando a Seleção triunfou na Copa da Suécia. O problema destes trêfegos trópicos é o oposto do complexo de vira-lata: é a síndrome de com-o-Brasil-ninguém-pode.

Aprende-se ainda no útero que a nossa bandeira é a mais bonita do mundo, embora ninguém se atreva a sair por aí tentando combinar camisa azul, calça verde e paletó amarelo. Aprende-se no berço que o nosso hino é o mais bonito do mundo, muitos sustenidos e bemóis à frente da Marselhesa. Aprende-se no jardim da infância que Deus é brasileiro. Portador da síndrome em sua forma mais aguda, Lula botou na cabeça que um país assim merecia um governante que pode tudo.

No cérebro do ex-presidente, a área reservada à acumulação de conhecimentos é um terreno baldio. Por não ter assistido a uma só aula de geografia, precisa de ajuda para localizar o Oriente Médio no mapa-múndi. Mas achou que podia encerrar com duas reuniões confrontos sobre os quais nada sabe. Por nunca ter lido um livro de história, ignora que o Irã é a antiga Pérsia, confunde o xá com chá, não faz a menor ideia de quem foi Khomeini. Desconhece o passado que produziu os ahmadinejads do presente. Mas tratou como amigo de infância um psicopata sem remédio.

O Brasil é uma procissão de primitivismos. Há mais de 12 milhões de analfabetos, o sistema educacional não educa, a rede de saneamento básico atende a metade das moradias, cicatrizes apavorantes percorrem o sistema de saúde, favelas miseráveis seguem penduradas em morros sem lei, milhares de quilômetros de fronteira estão fora do alcance do Estado, zonas de exclusão encolheram o mapa oficial em milhões de quilômetros quadrados, a violência é epidêmica, a corrupção endêmica e impune sangra os cofres públicos, a infraestrutura é de terceiro mundo, há uma demasia de carências a eliminar.

Não é pouca coisa, e não é tudo. O mundo vai descobrindo que a potência de araque não sabe sequer organizar uma Copa do Mundo. Faltam aeroportos modernos, a rede ferroviária em frangalhos é um problema secundário para quem vive brincando de trem-bala, os farsantes celebram proezas inexistentes e inauguram pedras fundamentais. Como Lula durante oito anos, há nove meses Dilma faz de conta que isso é conversa de inimigo da pátria, traidor da nação, gente que torce para que tudo dê errado.

Depois que Lula se promoveu sem concurso a conselheiro político do universo, só faltava a doutora em nada nomear-se consultora econômica do planeta. Depois da performance na Turquia, já não falta mais nada.

21/07/2011

às 10:05 \ Frases

Fim do apoio

“Bashar Assad perdeu legitimidade. Ele pediu e recebeu ajuda dos iranianos para reprimir seu povo”.

Hillary Clinton, secretária de Estado americana, sobre as manifestações por democracia que ameaçam o presidente da Síria.

26/06/2011

às 16:18 \ Sanatório Geral

Iraniano doidão

“É lamentável que eu tenha que anunciar que os indivíduos e grupos responsáveis por incidentes terroristas são apoiados por certos governos europeus e por alguns políticos norte-americanos”.

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, neste sábado, durante a Conferência Internacional de Luta Global contra o Terrorismo, insinuando que o atentado contra o World Trade Center foi planejado por Osama Bin Laden, dirigido por Bill Clinton e coreografado por Carla Bruni.

19/04/2011

às 21:44 \ Frases

Só faltava essa

“O governo está em uma guerra cultural com o Ocidente e falha em apresentar uma alternativa islâmica. É como se o povo iraniano e o governo vivessem em dois mundos diferentes”.

Omid Memarian, jornalista iraniano especialista em direitos humanos, ao comentar a possibilidade de o governo do Irã proibir a população de ter cachorros de estimação.

28/03/2011

às 22:48 \ Direto ao Ponto

O recomeço dos pontapés na verdade avisa que o espetáculo da canalhice não vai parar

Sempre favorecido pela mudez pusilânime da oposição oficial, o ex-presidente Lula retomou a rotina dos socos e pontapés na verdade, agora para remover da biografia as patifarias e bandalheiras que sublinharam a política externa brasileira nos últimos oito anos. O novo ato da farsa começou em 8 de fevereiro,  quando Lula desembarcou no Senegal com pose de conselheiro do mundo. O que estava achando da rebelião que ameaçava o reinado de Hosni Mubarak?, alguém quis saber.

“Há muito tempo, todo o mundo sabia que era preciso voltar à democracia no Egito”, fantasiou o maior dos governantes desde a chegada das caravelas. “O que está acontecendo no Egito é simples: água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Chegou uma hora em que o povo falou: ‘Eu existo, quero participar’”. Nenhum repórter cobrou-lhe o falatório despejado durante a visita ao ditador companheiro em dezembro de 2003. “O presidente Mubarak é um homem preocupado com a paz no mundo, com o fim dos conflitos, com o desenvolvimento e com a justiça social”, derramou-se Lula no meio da discurseira.

Como nenhum político oposicionista se lembrou de desmascará-lo publicamente, o farsante entrou em março pronto para comentar a situação na Líbia de Muammar Kadafi com cara de quem conheceu só de nome o psicopata que qualificou de “amigo, irmão e líder”. Era previsível que, na semana passada, a metamorfose malandra começasse a apagar a história dos oito anos de relações promíscuas com o companheiro Mahmoud Ahmadinejad.

Um jornalista perguntou-lhe por que só agora o governo brasileiro resolveu votar a favor da apuração de denúncias de violações de direitos humanos no Irã. “Porque não houve votação, a votação foi só agora”, mentiu o ex-presidente que sempre se curvou à vontade dos aitolás atômicos. Sem ficar ruborizado, interrogou o entrevistador e respondeu por ele: “Por que você não fez essa pergunta antes? Porque só pode fazer agora”.

É muito cinismo, comprovam alguns trechos do post publicado neste espaço em 20 de novembro de 2010, reproduzidos abaixo em negrito:

Foi aprovada por 80 votos a resolução da ONU que expressa “profunda preocupação” com as violações dos direitos humanos promovidas pelo governo do Irã, critica a pena de morte e rejeita a violência contra a mulher. Trata-se de mais uma tentativa de salvar Sakineh Ashtiani, condenada a morrer apedrejada — e de colocar o regime dos aiatolás no caminho que leva para longe da Idade da Pedra.

Os 44 países que votaram contra a resolução se tornaram comparsas confessos de uma ignomínia assim justificada pelo embaixador iraniano, Mohammad-Javad Larijani:”O apedrejamento significa que você deve fazer alguns atos, jogando um certo número de pedras, de uma forma especial, nos olhos de uma pessoa. Apedrejamento é uma punição menor que a execução, porque existe a chance de sobreviver. Mais de 50% das pessoas podem não morrer”. Como optou pela abstenção, o governo brasileiro acha que a argumentação faz sentido. Por omissão, transformou-se em cúmplice do horror.

“A maneira pela qual algumas situações de direitos humanos são destacadas, enquanto outras não, serve apenas para reforçar que questões de direitos humanos são tratadas de forma seletiva e politizada”, miou em nome do Itamaraty o diplomata Alan Sellos. “Eu, pessoalmente, sou contra, mas não posso dizer a quem tem isso na sua cultura que seja contra”, emendou o ministro da Defesa e comerciante de aviões Nelson Jobim. No caso do Irã, o jurista de araque só autoriza discurseiras federais a favor dos aiatolás atômicos e de eleições fraudadas. Haja cinismo.

Jobim e o resto da turma sabem que a falsa neutralidade só reafirmou que o presidente Lula não hesita em envergonhar a nação para curvar-se à vontade do companheiro Mahmoud Ahmadinejad. Dilma Rousseff, que logo depois de eleita qualificou o apedrejamento de “uma barbárie”, não deu um pio sobre a abstenção pusilânime. A política externa da cafajestagem ao menos é coerente. Tão coerente, aliás, quanto o silêncio dos líderes oposicionistas, que entre uma e outra derrota eleitoral mergulham no recesso de quatro anos. Como está em férias, a oposição oficial não teve tempo para indignar-se com mais um ultrajante tapa na cara do país que presta.

O espetáculo da canalhice não pode parar.

O ex-presidente nega ter feito o que acabou de fazer sem ser aparteado por um único senador, deputado ou vereador. O silêncio estrepitoso da oposição oficial avisa que o espetáculo da covardia também não tem prazo para terminar.

26/03/2011

às 17:39 \ Sanatório Geral

Tá feia a coisa

“Porque não houve votação, a votação foi só agora. Por que você não fez essa pergunta antes? Porque só pode fazer agora”.

Lula, ao lhe perguntarem por que o governo não ousou contrariar o Irã nos últimos oito anos, fingindo ter esquecido que o Itamaraty se absteve em todas as deliberações destinadas a conter os aiatolás atômicos e convencendo os médicos do Sanatório de que, por não conseguir desencarnar da Presidência, o paciente piorou espetacularmente.


 

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