Blogs e Colunistas

internet

21/04/2011

às 14:18 \ Feira Livre

“A inteligência está na rede”, entrevista com Don Tapscott

ENTREVISTA PUBLICADA NA EDIÇÃO 2212 DA REVISTA VEJA

André Petry

O canadense Don Tapscott, 64 anos, fala em um ritmo pré-digital: lento, cadenciado, meticuloso. Nada nele trai que foi um rebelde nos anos 60, insurgindo-se contra a guerra no Vietnã e a opressão da mulher, ou que seja hoje um dos mais respeitados estudiosos do impacto da tecnologia nas empresas e nas sociedades. Autor ou coautor de catorze livros, Tapscott participará no dia 3 de maio, em São Paulo, a convite do grupo TV 1, de um seminário sobre o futuro do marketing. A internet, diz ele, não muda o que aprendemos, mas o modo como aprendemos – e o impacto disso será tão intenso quanto a invenção dos tipos móveis da imprensa por Gurenberg. “Não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”, explica. Na entrevista a seguir, Tapscott diz como vê as empresas e os governos da nova era.

Há tecnologias que melhoram a vida humana, como a invenção do calendário, e outras que revolucionam a história humana, como a invenção da roda. A internet, o iPad, o Facebook, o Google são tecnologias que pertencem a que categoria?

À das que revolucionam a história. O que está acontecendo no mundo de hoje é semelhante ao que se passou com a sociedade agrária depois da prensa móvel de Gutenberg. Antes, o conhecimento estava concentrado em oligopólios. A invenção de Gutenberg começou a democratizar o conhecimento, e as instituições do feudalismo entraram num processo de atrofia. A novidade afetou a Igreja Católica, as monarquias, os poderes coloniais e, com o passar do tempo, resultou nas revoluções na América Latina, nos Estados Unidos, na França. Resultou na democracia parlamentar, na reforma protestante, na criação das universidades, do próprio capitalismo. Martinho Lutero chamou a prensa móvel de “a mais alta graça de Deus”. Agora, mais uma vez, o gênio da tecnologia saiu da garrafa. Com a prensa móvel, ganhamos acesso à palavra escrita. Com a internet, cada um de nós pode ser seu próprio editor. A imprensa nos deu acesso ao conhecimento que já havia sido produzido e estava registrado. A internet nos dá acesso ao conhecimento contido no cérebro de outras pessoas em qualquer parte do mundo. Isso é uma revolução. E, tal como aconteceu no passado, está fazendo com que nossas instituições se tomem obsoletas. Os exemplos estão por toda parte. As instituições globais não conseguem resolver a crise da divida na Europa. Os jornais estão entrando em declínio. As universidades estão perdendo o monopólio da educação superior. São inscrições da era industrial, que está finalmente chegando ao fim.

Quais são, na sua visão, as principais características da sociedade pós-industrial?

Na era industrial, tudo é feito para a massa. Criamos a produção de massa, a comunicação de massa, a educação de massa, a democracia de massa, a sociedade de massa. A característica central da sociedade industrial é que as coisas começam com um (aquele que tem o conhecimento) e chegam a muitos (aqueles que não têm o conhecimento). No modelo da educação de massa, eu sou o professor, porque tenho o conhecimento. e os outros são os alunos, porque não têm o conhecimento. O fluxo é sempre no sentido de um para muitos. No sistema de saúde, eu sou o médico, porque tenho o conhecimento. E os outros são os pacientes, não apenas porque estão doentes, mas porque não têm o conhecimento. De novo, é de um para muitos. A democracia de massa funciona nos mesmos moldes. Os eleitores votam num dia, mas apenas um governa por alguns anos. Na sociedade pós-industrial, o conhecimento será transmitido não mais de um para muitos, mas de um para um ou de muitos para muitos. Será a era da inteligência em rede, num sistema de colaboração de massa.

No melhor espírito capitalista, as pessoas cuidam de seus próprios interesses. Por que subitamente se entregariam à colaboração coletiva?

Porque a internet está derrubando radicalmente o custo da colaboração e será do interesse das pessoas colaborar umas com as outras. Por exemplo: a indústria chinesa de motocicletas é formada por centenas de pequenas empresas que cooperam entre si. Não há uma empresa central, uma sede, uma fábrica nos padrões tradicionais da era industrial. Os envolvidos se encontram em casas de chá ou conversam on-line. Cada um responde por uma parte do negócio. Um fabrica o sistema de ignição. Outro faz os freios, um recolhe o dinheiro, outro opera o marketing do produto. Em pouco tempo, essa rede se tornou a maior indústria de motocicletas da China. No meu penúltimo livro, chamei esse sistema de wikínomia, a fusão de “wiki” com “economia”. É o princípio da Wikipédia aplicado à economia. A Wikipédia não tem dono, é feita por 1 milhão de pessoas, já é dez vezes maior que a Enciclopédia Britannica e é traduzida em 190 idiomas. Os estudos mostram que a Wikipédia é quase tão precisa quanto a Britannica. A wikinomia é a arte ,e a ciência da inovação colaborativa. Será a mudança mais profunda na estrutura das corporações em um século. Vai mudar o modo como inovamos, o modo como criamos bens e serviços. Como a internet reduz brutalmente custo da colaboração, as pessoas podem se juntar e criar valor, sem o sistema tradicional de hierarquias.

Qual é o setor da economia que melhor aplica os princípios da wikinomia?

Há exemplos de empresas isoladas, não setores inteiros. A Procter & Gamble, conglomerado de produtos de higiene e limpeza, está usando a colaboração em massa. Começou procurando uma molécula capaz de tirar mancha de vinho tinto da roupa. Em vez de buscar a resposta entre os 7.000 engenheiros químicos da própria empresa, criou um site e foi procurá-la entre os milhões de engenheiros químicos fora da empresa. Multiplicou a probabilidade de encontrar o que busca. Quem sabe um químico aposentado em São Paulo ou um químico recém-formado em Nova Délhi aparece com a resposta certa. Nesse caso, a P&G paga 300.000 dólares ao químico e fica com um novo produto.

Qual é o setor mais atrasado da wikinomia?

Sem dúvida, o setor financeiro. Os bancos funcionam na velha base da sociedade industrial. Pelo menos nos Estados Unidos, eles têm sido a própria negação dos cinco princípios centrais da nova economia, que são: colaboração, abertura, compartilhamento de propriedade intelectual, interdependência e integridade. A crise financeira de 2008 é resultado da mais perfeita negação desses princípios.

Na economia tradicional, há uma tensão permanente entre o estado e a iniciativa privada. Na wikinomia, qual é o papel do estado?

Os governos, com as toneladas de informações que possuem, podem se transformar em plataformas para criação de valor. Recentemente, numa conversa com autoridades de Melbourne, a segunda maior cidade da Austrália, pedi um exemplo de dados arquivados pela policia local. Eles citaram estatísticas sobre acidentes com bicicletas. Eu disse: “Ótimo. Então coloquem essas estatísticas na internet e aposto que, dentro de 24 horas, alguém vai aparecer com algum tipo de mapa interativo dos lugares mais perigosos. Em breve, as pessoas estarão evitando os locais mais perigosos e Melbourne estará salvando vidas sem gastar um tostão”. É um exemplo trivial de como os governos podem atuar como plataforma para criação de valor. Considerando que os governos têm milhares de categorias de dados que poderiam divulgar, o potencial é enorme.

Os governos têm tendência a esconder informação, e não a distribuí-la. Como mudar isso?

A ideia de que a concentração de informação é sinônimo de poder faz parte do velho modelo industrial. Quando retemos conhecimento e informação, criamos poder sobre as pessoas. No novo modelo, criaremos poder por meio das pessoas. O caso da Goldcorp, empresa do setor de mineração, é exemplar. A companhia estava insegura sobre onde tentar explorar ouro e tomou uma atitude inédita: divulgou seus dados geológicos, que normalmente são o grande segredo desse setor, e ofereceu um prêmio a quem tivesse a melhor análise que indicasse onde fazer uma exploração. A empresa pagou 500.000 dólares em prêmio e encontrou 3,4 bilhões de dólares em ouro. O valor de mercado da Goldcorp pulou de 90 milhões para 10 bilhões de dólares.

Na era da colaboração em massa, as pessoas serão mais influentes do que hoje, seja como cidadãos, eleitores ou consumidores?

As revoluções no Oriente Médio são a prova de mudança dessa natureza. Até três meses atrás, todas as revoluções eram verticais. Havia um líder e uma vanguarda. Eles organizavam a revolução e, quando o velho regime caía, tomavam o poder. A mesma dinâmica pautava todas as revoluções, pouco importando seu arcabouço ideológico. Foi assim com George Washington, com Fidel Castro ou Mao Tsé-rung. Agora, como a internet reduz o custo da colaboração, as pessoas podem se unir da noite para o dia com uma força tão extraordinária a ponto de, no Egito. derrubar Hosni Mubarak. O Oriente Médio está fazendo wiki-revoluções. São revoluções que só aconteceram de modo repentino e horizontal em decorrência das mídias sociais, principalmente o Facebook. Na Tunísia. havia franco-atiradores da polícia escondidos nos telhados para disparar contra os manifestantes nas ruas. Os jovens rebeldes tiravam foto, triangulavam a localização dos franco-atiradores e mandavam os dados para aliados nas unidades militares, que, em seguida, saíam às ruas para desmobilizar os atiradores. As mídias sociais não servem só para localizar a namorada ou fazer comunidade de jardinagem. Elas salvam vidas. Isso não quer dizer que a tecnologia esteja instigando levantes populares pelo mundo. Apenas que mudou o modo como são feitos. Antigamente, a militância saía colando cartazes nos postes.

Mas os regimes autoritários não censuram o fluxo de informação na internet, controlam a rede, podendo até tirá-la do ar?

É verdade, mas os governos árabes que tentaram cortar a internet deram um tiro no próprio pé. Os ditadores queriam impedir que os jovens se articulassem, mas o efeito colateral foi que o pequeno comerciante não pôde fazer sua encomenda on-line, a mãe não recebeu o diagnóstico do filho doente, e assim por diante.

Atualmente, em muitos países os jovens são maioria, vivem numa economia de desemprego altíssismo e têm acesso a uma tecnologia poderosa. É uma mistura explosiva, não?

Sim. Estamos caminhando para um choque de gerações. Começou na Tunísia, com a revolução do desemprego. Os jovens correspondem a uma enorme parcela da população hoje, à exceção da Europa Ocidental e do Japão. Além de numerosos, eles são a geração mais bem instruída da história, e a tecnologia lhes permite saber o que está acontecendo, distribuir informação e organizar respostas coletivas. Os jovens de hoje cresceram ouvindo que se estudassem com dedicação e não se metessem em problemas teriam uma vida confortável na idade adulta. Mentimos para eles. Chegaram ao mercado de trabalho e não há emprego. Esses jovens esperavam muito mais do que a realidade está lhes oferecendo.

A tecnologia digital conectada vai liberalizar também o regime chinês, que hoje é ditatorial?

Para mim, é inquestionável que as restrições da China à liberdade de expressão causam danos à economia. A longo prazo. a Índia, por ser mais aberta e ter uma sociedade mais colaborativa, tem melhores chances que a China. A Foxconn é a maior fabricante de componentes eletrônicos do mundo, emprega 900.000 pessoas na China, mas é descrita como uma prisão de segurança mínima. Boa parte dos trabalhadores mora na própria fábrica. A taxa de suicídio é alarmante. Pesquise as imagens da Foxconn no Google. Você verá que colocaram redes em torno do edifício para impedir que os trabalhadores se matem jogando-se da janela. A Foxconn, com seu regime militar de produção, pode ser ótima para a economia, mas seu benefício é limitado.

12/04/2011

às 21:16 \ Frases

Vale a pena

“Estamos tirando a máscara, mostrando o verdadeiro rosto do totalitarismo e ensinado ao nosso concidadão que comportar-se como um homem livre tem seu preço, tem seus riscos, mas tem uma infinita quantidade de gratificações”.

Yoani Sánchez, blogueira cubana, ao afirmar que a internet em seu país está se convertendo num campo de treinamento cívico.

01/04/2011

às 13:29 \ Feira Livre

Delação premiada à cubana

TEXTO PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA SEXTA-FEIRA

Nelson Motta

Cuba está inovando na repressão política com um novo formato intimidatório: na série de televisão As razões de Cuba, agentes secretos saem das sombras e, de cara limpa e apresentados como heróis, contam como se infiltraram em grupos de dissidentes, de blogueiros de oposição, e até das Damas de Branco. Arrá! Sabemos quem vocês são, inimigos da Revolução a soldo do Império, é o recado dos espiões de crachá. Mas ninguém se intimidou, muito pelo contrário.

“Ele se mostrou tão solidário e curioso, que logo desconfiamos que poderia ser um espião. Temos grande know how na matéria”, contou em vídeo uma blogueira cubana, às gargalhadas, ao identificar um “amigo” no programa. “Ninguém ligava para ele, não havia nada a esconder, afinal, nós não queremos o poder, mas apenas viver dignamente do nosso trabalho, expressar nossas opiniões em liberdade, viajar, ter acesso a novas tecnologias. Quem não quer ?”

O programa Ciberguerra foi sensacional ─ para os blogueiros de oposição. Nem se tivessem encomendado o serviço a um marqueteiro seria melhor: um “comercial” de uma hora em horário nobre, contando quem são e o que fazem esses inimigos do povo ─ os combatentes da liberdade que estão rompendo a cortina de chumbo da informação em Cuba. Deram os nomes, fotos e links dos contrarrevolucionários para a execração pública e ─ como no episódio em que Collor pediu verde e amarelo e a população saiu de preto ─ a delação premiou os delatados: no dia seguinte, os blogs explodiram com mensagens de apoio.

O telefone de Yoani Sanchez, estrela da nova mídia independente, não parou, e ela quase não pôde andar na rua, de tantos cumprimentos. Novos tempos. Antes, ela seria cercada por um “comitê de repúdio”, as brigadas de militantes ferozes que gritam, xingam e agridem quem tem opinião diferente da oficial.

Mas velhos slogans e palavras de ordem patrióticas já não conseguem conter a ofensiva da realidade: o comunismo tropical faliu. Quando chegar o cabo de fibra ótica da Venezuela e os cubanos tiverem amplo acesso à internet, como prometeu o governo, a ditadura estará com os megabytes contados.

26/02/2011

às 0:06 \ Sanatório Geral

Madre bestificada

“No Oriente Médio, a convulsão, diferentemente de todas as passadas, que não mais mobiliza diretamente o povo, como nos tempos de Napoleão, e sim pelas ondas invisíveis da internet ─ essa coisa diabólica que fundou uma nova era de comunicação, um caminho sem volta ─ num chamamento que começa nas casas e transborda para as praças motivadas por ideias, e não pessoas”.

José Sarney, vulgo Madre Superiora, na coluna desta sexta-feira na Folha, explicando que as manifestações que agitam o Oriente Médio não são formadas por homens e mulheres, mas por internautas.

18/02/2011

às 19:31 \ Sanatório Geral

Madre doidona

“A internet, a maior alavanca da modernidade ─ Deus queira que eu esteja vendo fantasmas ─ vai ajudar, como Bush no Iraque, a implantar teocracias, e a Esfinge não decifra o labirinto mitológico que está pela frente”.

José Sarney, vulgo Madre Superiora, na coluna da Folha, misturando a internet com fantasmas, George Bush, a Esfinge e o futuro para deixar claro que, aos 80 anos, precisa ser urgentemente dispensado de sacrificar-se pelo país para garantir a prosperidade da Famiglia.

14/02/2011

às 21:24 \ Direto ao Ponto

Mirem-se no exemplo dos egípcios

Que fazer?, vivem perguntando nos sites e blogs da internet os incontáveis brasileiros indignados com a procissão de escândalos, afrontas e patifarias ─ todos aflitos com a impotência aparente. Se os partidos de oposição não se opõem, se não existe nenhuma organização capaz de aglutiná-los, se faltam líderes dispostos a conduzir a multidão de inconformados, como impedir que o Brasil fique cada vez mais parecido com um imenso clube dos cafajestes?

As interrogações foram desfeitas neste fim de semana. Mirem-se no exemplo dos egípcios, devem dizer uns aos outros os que testemunharam a agonia e a queda da ditadura de Hosni Mubarak. Não há como adivinhar o epílogo do drama ainda em curso, e a construção de uma democracia genuína é mais demorada e complexa do que o afastamento de um tirano. Seja qual for o desfecho, nada poderá revogar as luminosas lições do primeiro ato, encerrado com o despejo de Mubarak.

Uma delas, velha como o mundo, ensina que a surdez dos monarcas só pode ser superada pela voz rouca das ruas. Quem quer mudar as coisas precisa sair de casa, reiteraram os manifestantes da Praça Tahrir. Quem quer mudar as coisas sem deixar a sala deve contentar-se em mudar o canal de TV com disparos do controle remoto. Mas a rebelião popular no Egito também ensinou que é possível fazer por outros meios, entre os quais a internet, o que deveria ser feito pelos políticos e pelos partidos.

A mobilização de milhões de oposicionistas prescindiu de líderes carismáticos. Em seu lugar, agiram ativistas da web. As manifestações não foram articuladas por organizações políticas, cuja atuação foi acessória. Muito mais eficaz foi a multiplicação de correntes nas redes sociais. A Irmandade Muçulmana esteve todo o tempo de tocaia, mas ainda tenta pegar carona num fenômeno que não pilotou. A virada de página no Egito resultou, essencialmente, da exaustão dos mais velhos, da impaciência dos jovens e das aspirações libertárias comuns.

Mubarak e seus comparsas acordaram tarde. Quando buscaram controlar o inimigo eletrônico, a multidão já estava nas ruas e nas praças. A consolidação da democracia no Egito decerto exigirá articulações mais complexas, e é cedo para saber se chegará a bom porto. Neste aspecto, os brasileiros estão em vantagem. O que ainda é um sonho para os egípcios já existe no Brasil. Aqui, não há uma ditadura a derrubar e um regime democrático a erigir. Há um Estado de Direito a defender.

O aumento salarial que os parlamentares se concederam é um caso de polícia? A quarta eleição de José Sarney para a presidência do Senado é intolerável? A Polícia Federal vai varrendo furtivamente para baixo do tapete o escândalo da Receita Federal? O Planalto prepara a absolvição da delinquente Erenice Guerra? A máquina administrativa está infestada de meliantes? O Executivo e o Legislativo tecem ostensivamente a trama concebida para obrigar o Judiciário a livrar da cadeia a quadrilha do mensalão? Se consegue acabar com uma ditadura em três semanas, a multidão indignada levará menos tempo para acabar com a impunidade dos corruptos.

Mirem-se no exemplo dos egípcios.

20/01/2011

às 10:00 \ Frases

A internet é nossa

“Defendam a internet. Ela não pode ser controlada por governos ou grandes corporações. A internet é do povo”.

Al Gore, ex-vice-presidente americano.

16/10/2010

às 18:00 \ Frases

Mundo em transformação

“Estamos indo para um mundo em que tudo será conectado com a internet: roupas, carros. Em dez anos, a internet será como a eletricidade, estará em todos os lugares”.

Nick Bilton, jornalista da editoria de Tecnologia do jornal americano The New York Times.

06/10/2010

às 14:03 \ Direto ao Ponto

Aviso aos navegantes

Como a coluna avança para a fronteira do primeiro milhão de páginas vistas por mês, vai crescendo o berreiro dos milicianos que, desesperados com a implosão da farsa dos 80% de popularidade, pretendem invadir os territórios ocupados pela resistência democrática. Perdem tempo. Este blog nasceu para combater sem medos nem meias palavras todos os sacerdotes do autoritarismo e seus rebanhos abúlicos. Devotos da ditadura, seja ela qual for, aqui não têm vez. Incontáveis nostálgicos do século 19 estão no coração do poder, prontos para o assalto ensaiado desde sempre pelos stalinistas de chanchada. A coluna é radicalmente democrata. É natural que se oponha ao governo.

Quem frequenta este espaço sabe que aqui se pratica o convívio dos contrários. Ninguém aceita nem tenta impor o pensamento único. Os comentaristas se expressam livremente, divergem entre si, discordam do colunista, escrevem o que querem. Não tenho bandidos de estimação, não sou filiado a partidos, não admito que a aplicação da lei se sujeite à carteira de identidade, à posição política, ao círculo de amigos ou à conta bancária do delinquente. Corrupto é corrupto, liberticidas são todos gêmeos, canalhas são siameses. Culpados devem ser punidos. Ponto.

Como atestam os comentários sobre o último post, nem o candidato da oposição é poupado. Mas só merece participar dos debates quem é provido de autonomia intelectual, pensa com independência, não tem compromisso com o erro, é capaz de rever conceitos e mudar de ideia. Cabeças sem cérebro, ou robotizadas pela rendição incondicional a um demagogo afundado na soberba, não têm o que fazer na coluna. O Programa Bolsa Imprensa espalhou pela internet dezenas de blogs estatizados. Todos hospedam com pompas e fitas o coro dos contentes. Os patrulheiros fanáticos e os servos vocacionais que navegam pela rede devem escolher um deles para a celebração do Brasil Maravilha que Lula inventou.

Verdades milenares são sempre contemporâneas do mundo ao redor. Uma delas se ajusta perturbadoramente ao Brasil deste começo de século. Ensina que os democratas não podem permitir que os pastores da escuridão invoquem cinicamente a liberdade de opinião para a destruição do Estado de Direito.

04/09/2010

às 16:03 \ Sanatório Geral

Internet federal

Primeiro eu acho que nosso adversário deveria procurar um novo argumento. Não é possível que possa pedir que eu censure a internet. Não posso. Ele não me alertou. Ele se queixou”.

Lula, ao confirmar que José Serra se queixou da publicação de informações obtidas com o estupro do sigilo fiscal da filha Verônica, chamando de “internet” a rede de blogs estatizados, arrendados, alugados ou financiados pelo governo federal.


 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados