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inflação

30/11/2011

às 20:51 \ Sanatório Geral

Historiador pilantra (2)

“O que aconteceu depois do controle da inflação? Nos tornamos ativos na política internacional”.

Lula, na entrevista à revista The New Yorker, informando que, depois de ter inventado o Plano Real, que acabou com a inflação que começou com FHC, apresentou o Brasil ao resto do mundo, que nunca tinha ouvido falar no colosso tropical descoberto em 1500.

10/10/2011

às 0:35 \ Sanatório Geral

Um ano = 24 meses

“O que dissemos em março deste ano foi que prevíamos inflação no centro da meta para dezembro de 2012″.

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, explicando que a meta fixada pelo governo para 2011 ─ inflação anual de 4,5% ─ será atingida no ano que vem.

05/10/2011

às 8:31 \ Sanatório Geral

Herança maldita

“Não terá inflação de jeito nenhum.”

Guido Mantega, ministro da Fazenda, avisando que, se a inflação que Lula expulsou do Brasil Maravilha aparecer no país de verdade, a culpa será de  Fernando Henrique Cardoso.

25/05/2011

às 22:12 \ Sanatório Geral

Oposição companheira

“O governo está vivendo um momento ímpar de colher os frutos do que foi feito. A inflação começa a ser controlada, os índices de crescimento são muito bons, temos a maior base parlamentar da História e força junto à sociedade, muitas obras para mostrar. E a oposição vem com um negócio desse com o Palocci para atrapalhar?”

Lula, confirmando que fixou residência no Brasil Maravilha registrado em cartório e transferindo para a oposição os companheiros José Dirceu e Ricardo Berzoini, que continuavam no PT quando revelaram o milagre da multiplicação do patrimônio de Antonio Palocci.

12/05/2011

às 21:56 \ Sanatório Geral

Aula magna

“Temos de garantir que o país faça a consolidação fiscal e, ao mesmo tempo, controle a inflação. Mas também temos de garantir que, para que essa inflação seja, de fato, efetivamente controlada, no médio e no longo prazo, o nosso país cresça”.

Dilma Rousseff, ao discursar na abertura dos trabalhos da Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade, ensinando em dilmês rústico que um país com inflação baixa e taxa de crescimento alta é melhor que um país com inflação alta e taxa de crescimento baixa.

09/05/2011

às 23:25 \ História em Imagens

A profecia de Regina Duarte

“Eu estou com medo”, assim começa o depoimento de Regina Duarte exibido pelo programa eleitoral de José Serra na campanha presidencial de 2002. No vídeo de 1 minuto, a grande atriz explica que, por conhecer o candidato que apoia, sabe o que fará se for eleito. Lula não lhe inspira a mesma confiança. Julgava conhecê-lo até ficar intrigada com súbitas mudanças de rumo e discurso. Por já não saber exatamente quem é o candidato do PT, teme, por exemplo, a volta da inflação que galopou à solta anos a fio até ser domada em 1994 pelo Plano Real.

O medo de Regina Duarte foi imediatamente justificado pela reação dos devotos de Lula. Favorecidos pela omissão covarde dos artistas, patrulheiros coléricos e intelectuais intolerantes reduziram a opção feita democraticamente por uma eleitora brasileira a uma manifestação “preconceituosa”, “direitista” ou “elitista”. Nos anos seguintes, o medo inspirado por Lula foi justificado pelo troca do modelo antigo pela metamorfose ambulante.

Neste outono, confrontado com sinais de que a inflação pode escapar ao controle da equipe econômica, o governo que Lula elegeu coleciona demonstrações de perplexidade, inépcia e despreparo ─ em proporções amedrontadoras. Milhões de brasileiros temem o que Dilma Rousseff e seus ministros podem fazer, ou deixar de fazer. Revejam o depoimento de Regina Duarte. O que sempre pareceu apenas uma declaração de voto está ficando com cara de profecia.

09/05/2011

às 15:28 \ Feira Livre

Querem reescrever a História, um artigo de Arthur Virgílio

ARTIGO PUBLICADO NO ESTADÃO DESTE SÁBADO

Arthur Virgílio*

O lulopetismo intenta “reescrever” a História recente do País. Começa com a apropriação do Plano Real, sem lhe citar o nome, e da estabilidade econômica dele advinda. Passa pela demonização das reformas estruturais do período Fernando Henrique Cardoso, mesmo sabendo que foi à custa delas e da conjuntura internacional benigna que Lula surfou nas ondas da popularidade. Desemboca na tentativa de convencer a opinião pública de que não houve mensalão nem desvio ético algum do “comissariado”.

As trapaças de Erenice Guerra, braço direito de Dilma Rousseff na Casa Civil, caem no esquecimento. A atual presidente certamente sabe que, no seu gabinete anterior, foi elaborado torpe dossiê contra Ruth Cardoso, e não inexplicável “banco de dados”.

Cristovam Buarque, por suposta incompetência, foi demitido por telefone da pasta da Educação. José Dirceu, acusado pelo Ministério Público de ser o chefe da “quadrilha do mensalão”, jamais deixou de frequentar rodas palacianas ou de ser atendido, pelos diversos escalões da administração, em seu mister de “consultor”.

Não tenho Cristovam como incompetente. Mas se o julgamento do Planalto é esse, o que dizer de Fernando Haddad, que desmoralizou o Enem? E dos executores do PAC, a começar por sua “gerente”, que gastaram absurdos em propaganda de obras incompletas ou que nem saíram do papel? E do monte de ministros, cujo nome a população ignora?

Beneficiam-se da Lei de Responsabilidade Fiscal, contra a qual votaram e que questionaram no Supremo Tribunal Federal (STF). Criticavam a dívida pública interna deixada por Fernando Henrique, como se não houvesse preço a pagar pela estabilidade: resgate de esqueletos, como o BNH da ditadura; renegociação das dívidas de Estados e municípios; saneamento dos bancos estatais estaduais, que, na prática, até moeda emitiam em favor do clientelismo e da corrupção; duas capitalizações num Banco do Brasil quebrado e uma na Caixa Econômica Federal, que foi profissionalizada e despolitizada.

Hoje a dívida pública é mais que o dobro da que herdaram: R$ 1,7 trilhão, sem desencavar nenhum esqueleto. Eleitoralismo, “esquerdismo” pelego, falta de espírito público.

Mistificam, confundem, mentem. Comparam o medíocre crescimento que obtiveram nos anos da bonança internacional com os números da luta contra a inflação e do enfrentamento de uma dezena de crises externas sistêmicas que danificaram a economia brasileira, recém-saída da hiperinflação. Esquecem-se de cotejar a evolução do PIB brasileiro, entre 2003 e 2010, com a de países vizinhos nossos, com os Brics, com o mundo desenvolvido. Olvidam que o “brilhante” 2010 (crescimento de 7,5%) nasceu da artificialização do crédito, do incremento assustador dos gastos públicos, coroando a crise fiscal, que se foi tornando mais aguda a cada ano do segundo mandato de Lula. Não tomam a América do Sul e a América Latina como parâmetros, opondo a evolução de seus respectivos PIBs aos períodos 1995-2002 e 2003-2010: aí o Brasil praticamente não alterou sua participação porcentual.

Lula melou as mãos de petróleo, alardeando autossuficiência que jamais houve. Mágico de circo, “trouxe” o pré-sal para o presente, dando a impressão de que os benefícios seriam para o hoje, quando mil dúvidas, a começar pelo marco regulatório, rondam o êxito das operações.

Apropriou-se da rede de proteção social, que visava à emancipação dos beneficiários, criando o Bolsa-Família. Jamais reconheceu méritos: procurava constranger Fernando Henrique (“ex-presidente não deve falar”), ao mesmo tempo que se beneficiava de palavras e votos congressuais de Collor e Sarney.

Gramsciano que não leu Gramsci, planejou minimizar a democracia, pelo aparelhamento da máquina pública e pela desmoralização das instituições. Um parasita de cargo comissionado de cota partidária se satisfaz com seus “proventos” e fica à disposição da “chefia” para gritar palavras de ordem nas ruas do Brasil. O cérebro do lulopetismo pretende mais. Seu espelho é o que foi o PRI mexicano. Sonha com amordaçar a imprensa e reinar sem oposição.

A desenvoltura palaciana de Dirceu, a fraternidade com Delúbio e a imposição de João Paulo Cunha para presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados não são obra do acaso. A ideia é apresentar fato consumado ao STF, intimidar a Corte, desmontar o processo do mensalão.

Fascistas enquistados no Ministério da Educação foram denunciados por imporem livros didáticos que criticam Fernando Henrique e endeusam Lula. Lavagem cerebral. Tentativa criminosa de “miliciar” a juventude, pondo-a a serviço de projeto de poder que jamais quis ser projeto estratégico de Nação. Fizeram isso na Argentina e deu em ópera cinematográfica; no getulismo do Estado Novo, em deposição do ditador; na Itália e na Alemanha, guerra e fim funesto para os ditadores.

Desde o início foi assim. Os discursos atrasados de Lula e do PT levaram os mercados à desconfiança em 2002 e os números da economia se deterioraram. Felizmente, souberam seguir as políticas macroeconômicas com que se depararam. Foi quando nasceu a “herança maldita”, mil vezes repetida até a culpa sair dos vencedores e cair nas costas de quem deixava o poder.

Agora, às voltas com renitente inflação gerada pela farra fiscal que fez Lula popular e elegeu Dilma, vivem momento difícil e não têm bode expiatório para execrar. Tergiversam. Candidatam-se a delirante Nobel de Economia falando em conter a inflação sem reduzir o ritmo de crescimento. A que ponto não chegarão quando a dura realidade lhes bater à porta?!

Temo turbulências. Que a democracia saia vencedora de qualquer desafio que se anteponha à sua consolidação plena.

*Diplomata, foi ministro-chefe da Secretaria-Geral Da Presidência da República, líder do governo Fernando Henrique Cardoso e do PSDB no Senado.

07/05/2011

às 23:12 \ Sanatório Geral

Ministro da Inflação (2)

“O desafio que temos é impedir que essa inflação seja transmitida aos preços futuros. Estamos tentando persuadir, conversando com os empresários. Estamos tomando medidas para reduzir o consumo e o crédito desde o ano passado. Estamos reduzindo os gastos do governo. Tivemos resultado excelente do ponto de vista fiscal”.

Guido Mantega, ministro da Fazenda, na Folha deste sábado, cada vez mais atarantado com a inflação, jurando que o governo fez no passado tudo o que pôde para impedir que o futuro seja igual ao presente.

07/05/2011

às 15:31 \ Sanatório Geral

Ministro da Inflação

“O grande vilão de abril foram os combustíveis”.

Guido Mantega, ministro da Fazenda, que há três meses coleciona desculpas para provar que o governo não tem nada a ver com a inflação, agora atribuindo o índice de abril aos combustíveis, cujos preços são controlados pelo governo.

07/05/2011

às 4:12 \ Sanatório Geral

Ministro em parafuso

“O pior momento da inflação está passando, está sendo deixado para trás em abril e, a partir de maio, os preços vão começar a cair no Brasil”.

Guido Mantega, ministro da Fazenda, nesta sexta-feira, tão atarantado com o avanço da inflação que nem sabe direito se abril terminou ou está começando.


 

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