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Honduras

05/05/2010

às 22:41 \ Direto ao Ponto

A ultrapassagem das últimas fronteiras da canalhice

Parida por stalinistas farofeiros, avalizada por um presidente ignorante também em geopolítica e executada por um chanceler poltrão, a política externa do governo brasileiro ultrapassou uma das últimas fronteiras da canalhice ao retomar a sequência de agressões a Honduras. Pronto para a viagem ao Irã, em fase de aquecimento para a tarefa de distrair aiatolás atômicos com afagos subalternos e anedotas vulgares, Lula voltou a absolver um governo infame enquanto reiterava a excomunhão de um presidente democraticamente eleito.

O bando de Mahmoud Ahmadinejad fraudou as eleições, reprimiu com ferocidade todas as manifestações de protesto e há meses vem assassinando dissidentes. O presidente Porfirio Lobo candidatou-se por um partido de oposição, foi escolhido pelo voto direto e governa um país sem presos políticos. Mas só merecerá alguma atenção do Brasil quando o ex-presidente Manuel Zelaya voltar a conspirar em Honduras. Só depois disso Lula decidirá se a pequena nação centro-americana terá o privilégio de ver estendida a mão misericordiosa da potência de araque.

O Itamaraty já não se orienta por normais morais. Não existem mais diretrizes regidas por princípios éticos. Existem  manobras e jogadas urdidas por sacerdotes da esquerda psicótica, todas engolidas sem engasgos pelo chanceler sabujo. O país que se nega a reatar relações diplomáticas com Honduras é o mesmo que há seis meses festejou a abertura da embaixada na Coreia do Norte.

O governo que enxerga uma tirania em Tegucigalpa é o mesmo que protege o genocida sudanês Omar al-Bashir. O presidente que hostiliza um chefe de governo livremente escolhido pelo povo é o mesmo que chama de “irmão” o sociopata líbio Muammar Khadaffi, ou culpa presos políticos cubanos pela própria morte para inocentar a ditadura mais antiga do mundo.

Não há mais uma política externa brasileira.  O Itamaraty deixou de servir aos interesses da nação. Hoje é só um braço do PT no exterior.

27/04/2010

às 6:30 \ Sanatório Geral

Áulico Internacional

“Aliás, mutatis mutandis, o golpe hondurenho se assemelha muito ao de 1964″.

Celso Amorim, na entrevista ao Estadão, em campanha pelo título de Áulico Internacional de 2010, comparando a queda do governo João Goulart à deposição do companheiro golpista Manuel Zelaya, que entrou para a história como o primeiro presidente que trocou o palácio pela Pensão do Lula.

28/02/2010

às 19:14 \ Direto ao Ponto

E se Uribe imitasse Zelaya?

Neste fim de fevereiro, a Suprema Corte da Colômbia fez exatamente o que fez em março de 2009 a Suprema Corte de Honduras: vetou a realização de um plebiscito cujo resultado poderia permitir a candidatura do presidente da República a outro mandato. Nos dois casos, a decisão ─ corretíssima ─ foi anunciada com a campanha pela sucessão em andamento.

O colombiano Alvaro Uribe ─ que ficaria ainda melhor no retrato se nem tivesse pensado numa segunda reeleição ─ reagiu como deve reagir um democrata: “Aceito e acato a sentença da Suprema Corte”, resumiu. A disputa presidencial seguirá seu curso sem sobressaltos. Como um caudilho aprendiz, o hondurenho Manuel Zelaya ignorou o veto do Poder Judiciário, continuou tramando o golpe, acabou deposto por crimes contra a Constituição e foi expulso do país. Nos meses seguintes, fez o que pôde para que o processo eleitoral naufragasse.

Vale a pena imaginar o que faria o Brasil se Uribe imitasse Zelaya e também acabasse destituído. A imprensa e o governo continuariam a chamá-lo de “presidente democraticamente eleito”? Os defensores das normas constitutionais seriam tratados como “golpistas”? Os companheiros Lula e Hugo Chávez costurariam mais uma trama destrambelhada para alojar Uribe na embaixada do Brasil em Bogotá? A dupla de vizinhos trapalhões se negaria a reconhecer o governo do novo presidente escolhido nas urnas?

Não para todas as perguntas, sabe até a gravata borboleta que torna Celso Amorim um pouco mais ridículo em saraus no Exterior. O Itamaraty deste começo de século não obedece a princípios, não respeita códigos éticos. Cumpre o regimento interno do clube dos cafajestes e atende a interesses subalternos. Não faz gestões, faz jogadas.  A Era Lula instituiu a diplomacia da canalhice.

27/02/2010

às 16:16 \ Sanatório Geral

Honduras é Brasil

“Eu aprendi também a não dar muito palpite sobre as atitudes do governo dos outros. Porque, muitas vezes, a gente mete o dedo onde não deveria estar metendo o dedo”.

Lula, capturado pelo comentarista Joe ao explicar por que não dá um pio em defesa dos perseguidos políticos cubanos e remetido ao Sanatório com o seguinte parecer: “Como ele não para de se intrometer em Honduras, deve estar pensando que aquele país já foi anexado ao Brasil e fica logo ali, ao lado do Acre”.

22/02/2010

às 18:46 \ Homem sem Visão

Garcia aposta nas Malvinas para levar o troféu de fevereiro

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“Ele está jogando todas as fichas para levar o troféu de fevereiro”, revelou um secretário de Marco Aurélio Garcia durante o lançamento da candidatura do assessor presidencial para complicações cucarachas ao título de Homem sem Visão do mês. “Ele acha que, como Honduras não garantiu o HSV do ano em 2009, vai de Ilhas Malvinas em 2010″.

“Tenho certeza de que o discurso que escrevi para a Dilma ler no Congresso do PT também vai render votos”, confidenciou a um amigo, antes de repetir o célebre top-top-top, agora direcionado aos companheiros José Roberto Arruda, Nelson Jobim e Celso Amorim, que até o momento são os principais candidatos a uma vaga no segundo turno do troféu. “Quero provar que entro aos 45 do segundo tempo e ainda faço o gol da vitória, nem que seja com a mão”, disse, explicando que a metáfora futebolística era uma homenagem ao líder Lula.

Ao saber da candidatura do amigo brasileiro, Hugo Chávez mandou dizer à Comissão Organizadora que, como Homem sem Visão da Década, chefiará uma campanha internacional a favor de Garcia. “El compañero Garcia tiene el apoyo total de la revolución bolivariana”, discursou durante uma aparição surpresa com o “De repente… com Chávez” – programa radiofônico do presidente venezuelano que pode entrar no ar a qualquer hora do dia, com informações sobre decisões governamentais, ou de madrugada, para o presidente “cantar com um violão”.

O primeiro turno vai até o dia 24! Nada está decidido! Outros nomes podem ser lançados! Quem levará o troféu de fevereiro? Como sempre, que vença o pior!

22/02/2010

às 18:39 \ Sanatório Geral

Rendição vitoriosa

“O Brasil não está baixando a guarda para Honduras. Continuamos com posição clara de condenação ao golpe. Mas o Brasil está consultando os países amigos que compartilharam e compartilham essa posição conosco para ver quais são as transformações que vão ocorrer no país”.

Marco Aurélio Garcia, assessor presidencial para complicações cucarachas, explicando que o Brasil precisa combinar com Hugo Chávez a discurseira que garantirá que a rendição foi uma vitória.

19/02/2010

às 23:46 \ Sanatório Geral

Paixão hondurenha

“Lula segue preocupado com o precedente aberto pela ruptura institucional que representou o golpe que derrubou Manuel Zelaya, mas acha importante o retorno de Honduras à OEA e a retomada do diálogo com o novo governo presidido por Porfírio Lobo”.

Marcelo Baumbach, porta-voz do presidente da República, informando que Lula começou a cair na real, mas não consegue esquecer o amigo hondurenho que nem Xiomara Zelaya lembra direito quem é.

11/02/2010

às 9:30 \ Sanatório Geral

Vigarista irrecuperável

“Se as sanções econômicas ao Irã se tornarem mais apertadas, quem sofrerá serão os setores mais frágeis da sociedade”.

Celso Amorim, com voz de vigarista preso em flagrante, explicando que, por ser misericordioso, não quer que os setores mais frágeis da sociedade iraniana sofram com as mesmas sanções que fariam sofrer os setores mais frágeis da sociedade de Honduras se os Estados Unidos decretassem o bloqueio econômico que o chanceler de bolso reivindicou meses a fio, para castigar o país centro-americano pelo crime de defender a democracia constitucional.

28/01/2010

às 23:00 \ Sanatório Geral

Besta quadrada

“Tudo isso só aconteceu porque o Zelaya esteve na nossa embaixada”.

Celso Amorim, chanceler de bolso de Hugo Chávez, revelando que, se o Brasil não tivesse instalado Manuel Zelaya na Pensão do Lula, o governo hondurenho não precisaria tirar Manuel Zelaya da Pensão do Lula.

28/01/2010

às 22:00 \ Sanatório Geral

Nenhum parentesco

“Que nossos inimigos saibam que não há uma Honduras aqui”.

Hugo Chávez, presidente do Serviço de Censura Bolivariano, deixando muito claro que a Venezuela não pretende realizar eleições democráticas.


 

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