11/03/2013
às 17:28 \ Direto ao PontoSe houvesse mais Andreinas por aqui, o órfão brasileiro de Chávez não estaria há 108 dias sem dar um pio sobre o caso Rose
A jornalista venezuelana Andreina Flores precisou de 1 minuto e 39 segundos para levar às cordas o presidente Hugo Chávez. Se o governo vencera as eleições legislativas por uma diferença ligeiramente superior a 100 mil votos, quis saber a repórter da Rádio França Internacional, como conseguira instalar uma bancada parlamentar com 37 integrantes a mais que o bloco oposicionista? Nos 7min58 segundos restantes do vídeo reproduzido na seção História em Imagens, o caudilho em apuros faz o que pode para retomar a ofensiva. Parece mais grogue a cada segundo.
Vestido de bandeira venezuelana, como registra o texto publicado em 29 de setembro de 2010, Chávez enfileira piadas infames, provocações grosseiras, frases desconexas, bravatas, insinuações preconceituosas, ameaças veladas ou ostensivas ─ tudo, menos argumentos consistentes. Sem arrogância e sem medo, Andreina limita-se a esperar na primeira fileira as respostas que não virão.
O rei Juan Carlos desmoralizou o bufão bolivariano com a célebre ordem para calar-se. A jornalista venezuelana desmoralizou-o ao exigir que falasse. Se houvesse mais Andreinas por aqui, Lula não estaria há 108 dias sem dar um pio sobre o caso de polícia em que se meteu ao lado de Rose Noronha, a Primeiríssima Amiga










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