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greve

06/02/2012

às 21:11 \ Sanatório Geral, Sem categoria

Detetive doidão

“Esse movimento tem esse caráter nacional: tem uma direção nacional, uma cartilha cujo objetivo é a votação da PEC-300″.

Jaques Wagner, capturado pelo comentarista Otavio ao informar que não tem nada a ver com a greve da PM da Bahia, preparando-se para atribuir o movimento à herança maldita de FHC e a sórdidas manobras do imperialismo estadunidense.

06/02/2012

às 19:10 \ Sanatório Geral

Dúvida pertinente

“O que está liderando aqui é bandido”.

Jaques Wagner, governador da Bahia, no Globo desta segunda-feira, sem esclarecer se estava se referindo ao comando da greve ou ao comando da administração estadual.

05/02/2012

às 14:32 \ Direto ao Ponto

Lula: ‘A PM pode fazer greve. O governo quis passar a impressão de que, sem policial na rua, todo baiano é bandido’

Lula acusou o governo da Bahia de ter provocado saques, arrastões e outros formas de violência, durante a greve da Polícia Militar, para que os líderes do movimento suspendessem a paralisação.  “Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. Veja, o que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido”.  Segundo o chefe do PT, nenhuma greve pode ser considerada ilegal. “‘A Polícia Militar pode fazer greve”, afirmou. “Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário micho, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra.”

O parágrafo acima foi extraído sem retoques de uma reportagem publicada em 26 de julho de 2001 pela Agência Folha, quando o palanque itinerante passou pela cidade gaúcha de Santa Maria. Entrevistado pelos jornalistas Luiz Francisco e Léo Gerchmann, fez declarações que não perdem o prazo de validade. Se valiam para o então governador César Borges, então no PFL, valem para o companheiro Jaques Wagner. É ele o culpado por tudo. Pelo menos na opinião de Lula.

Em 2001, o então deputado Jaques Wagner não só endossou o palavrório do chefe como resolveu nomear-se PM honorário, ajudando os grevistas com dinheiro e discursos. Neste fim de semana, Wagner mostrou que a cabeça do governador não tem parentesco com a do parlamentar. Passados dez anos e meio, mudou de pista bruscamente. Ele agora acha que é a PM que está por trás da onda de homicídios, saques e atentados que varre as principais cidades da Bahia.

“Não tenho dúvida de que parte disso é cometido por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento”, descobriu o detetive de chanchada. “É uma tentativa de criar desespero na população para fazer o governo sucumbir, uma tentativa de guerra psicológica”. Conjugados, os falatórios do ex-presidente e do governador informam que a culpa muda de lado conforme a situação do PT. Se o partido está na oposição, a culpa é do governador adversário. Se está no poder, é dos grevistas.  Lula e Wagner merecem lugares cativos na confraria dos campeões do oportunismo irresponsável.

04/02/2012

às 1:11 \ Sanatório Geral

A lição do estadista

“Temos vivido momentos de intranquilidade, mas quero tranquilizar a todos”.

Jaques Wagner, governador da Bahia, capturado pelo comentarista Otavio quando ensinava à população apavorada com os efeitos da greve da Polícia Militar que, nos momentos de intranquilidade, a melhor coisa a fazer é ficar tranquilo.

 

15/10/2011

às 17:20 \ Sanatório Geral

Neurônio em ação

“Este país é diferenciado: não vamos tratar manifestação como se fosse uma atitude indevida ou incorreta. Pelo contrário, integra a nossa democracia o direito de manifestação, de greve e de fala”.

Dilma Rousseff, ensinando que todo brasileiro tem o direito de manifestar-se sem ser atendido.

02/09/2011

às 20:12 \ Direto ao Ponto

Os defuntos do Kassab, por Celso Arnaldo

A realidade brasileira supera a ficção até quando trata de coisas do outro mundo. No romance Incidente em Antares, Erico Verissimo conta o que acontece numa cidade do interior gaúcho depois que uma greve de coveiros impede que os mortos descansem. Embora não sejam muitos, os insepultos não demoram a acabar com o sossego dos vivos. Infinitamente menos imaginosos que o grande escritor gaúcho, o prefeito Gilberto Kassab e seus vereadores conseguiram reprisar a trama em proporções surrealistas. Desde terça-feira, São Paulo é Antares em escala amazônica, demonstra mais um texto impecável do jornalista Celso Arnaldo Araújo. (AN)

OS DEFUNTOS DO KASSAB

Celso Arnaldo Araújo

Há três dias, a maior cidade do país é candidata a cenário de um filme de George Romero. Mortos permanecem insepultos por horas, até dias, nas lajes gélidas das salas de óbito de hospitais ou sobre a cama da casa onde viveram seus últimos momentos, resgatando a tradição dos velórios em casa, mas quase sempre agravando a tragédia familiar – enquanto os chamados “funerários”, coveiros e funcionários burocráticos que dão ordem e destino aos defuntos paulistanos, agridem o luto com uma greve de serviço de vida e morte, sanitário, humanitário.

A cidade produz 350 corpos por dia. Noventa anos depois da epidemia de gripe espanhola que gerou uma fila de cadáveres à espera de transporte para saimento e enterro dignos, São Paulo retrocede no tempo e na civilidade, com essa necrose num serviço público absolutamente essencial.

Nosso impulso – e imagino que os parentes dos mortos insepultos tenham ganas de enterrar com as próprias mãos os coveiros que trocaram o trabalho nos cemitérios por assembleias com dirigentes muito vivos — é acusar os “funerários” de pelegos miseráveis. Mas uma análise mais fria da questão sugere que o buraco é mais embaixo – bem abaixo dos sete palmos da decência humana.

O serviço funerário de São Paulo é municipalizado – posso estar enganado, mas deve ser o único ou um dos raros municípios do Estado em que esse segmento está nas mãos do poder público. Mas o poder público aqui tem cara e nome – e, no caso em pauta, a cara é feia e o nome é um palavrão.

Circula entre os defuntos, à boca pequena, quase fechada, a suspeita de que o Serviço Funerário da cidade de São Paulo é um negócio mafioso controlado por edis que batem ponto no Viaduto Jacareí. A ser verdadeira a presunção, não uma fofoca de quem não tem mais nada a fazer na vida, a corrupção post mortem faz do serviço um dos mais caros e ineficientes do mundo.

Quem já teve a infelicidade de cuidar dos trâmites do enterro de um familiar nos últimos anos desconfia, por experiência dolorosa, que a tal máfia de vivaldinos comanda todas as etapas do processo – da contratação cartorial do enterro em si, superfaturado em todos os seus desdobramentos, aos acessórios do velório. Uma coroa fúnebre de flores murchas e mal arranjadas custa em São Paulo três vezes mais que as corbeilles mais finas produzidas pelos chiquérrimos “flower designers” que decoraram a Abadia de Westminster no casamento de William e Kate Middleton. Até o padre alquebrado, que se oferece à família para uma oração no velório do Araçá quando o corpo está para sair, pertence ao esquema. Nem olha para o morto e, depois de um Padre Nosso atropelado, pede um “auxílio” para as obras da igreja. Faz cara pouco cristã quando o trocado é pouco.

E nem se mencione, por redundante, o atendimento quase hostil, crudelíssimo para quem acabou de perder um filho ou a mãe – vivos e mortos compartilham democraticamente os maus serviços públicos, com as exceções de praxe.

A mortalha de malandragem que os vereadores paulistanos parecem estender sobre os cemitérios da cidade encobre outro fato que nos mata de vergonha: li hoje que o salário-base da categoria funerária é de R$ 440,39. Somando gratificações e abonos, dá R$ 630 – e isso só depois de uma primeira greve, menos radical que esta. Os donos do luto em São Paulo calaram-se diante desta greve: os vereadores se fazem de mortos, apenas torcendo contra o infortúnio de baterem as botas neste fim de semana. Só ouvi o prefeito Kassab – conclamando os grevistas a retornarem ao serviço, ou “serão substituídos”. Nenhuma palavra sobre a raiz do problema – o serviço é caro, é ruim e os que põem a mão no pó, com esse salário, vivem debaixo do nível da terra de uma existência digna. Locupletam-se, porém, os que só vão a velórios e cemitérios para fazer média, politicalha e elegias fúnebres a aliados e ex-inimigos, na base de “a morte de fulano veio preencher uma enorme lacuna”

Pensando bem: felizes devem estar os mortos que assinaram a lista de filiação do PSD, o novo partido de Kassab. Aprovados os trâmites legais da nova legenda, os escandalosos cadáveres que ressuscitaram ao se apaixonar pelo ideário da nova sigla partidária não foram afetados pela greve e estão enterrados para sempre com a generosa pá de cal da impunidade.

12/08/2011

às 5:28 \ Sanatório Geral

Contrato suspenso

“Há quanto tempo venho avisando que há insatisfação generalizada na base? O resultado vemos agora: ninguém vota nada”.

Lincoln Portela, líder do PR na Câmara, repetindo que a aliança governista só voltará a cumprir o que ficou combinado no contrato de aluguel quando todos os quadrilheiros forem liberados para continuar roubando sem sobressaltos.

20/11/2010

às 2:07 \ Sanatório Geral

Greve no berçário

“Aqui ninguém tem medo de greve. Surgimos na vida fazendo greve. Então, não temos problema em dialogar com os trabalhadores”.

Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, sobre a ameaça de greve dos servidores do Poder Judiciário e dos policiais, caprichando na pose de quem tinha dois dias de vida quando convenceu os bebês do berçário a suspenderem a mamadeira até que fossem todos contemplados com fraldas tamanho G.

22/10/2010

às 13:27 \ Frases

Greve geral

“Em razão da greve que atinge os jornais nacionais, Le Monde de quarta-feira ,20 de outubro, não foi impresso”.

Comunicado do Le Monde em seu site na internet.

12/08/2010

às 1:30 \ Sanatório Geral

Cada um por si

“Nós quem? O ministro é você!”

Lula, na réplica ao ministro da Previdência Social, um certo Carlos Eduardo Gabas, que depois de se queixar da greve dos médicos-peritos do INSS disse ao chefe um perigoso “nós precisamos resolver isso”, deixando muito claro que está na presidência para fazer comício, não para trabalhar.


 

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