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greve

10/02/2012

às 2:22 \ Sanatório Geral

Dupla personalidade

“Naquela época eu fiz uma mediação como deputado federal”.

Jaques Wagner, sobre a greve da PM baiana ocorrida em 2001, confirmando que o deputado federal Jaques Wagner e o governador Jaques Wagner não são a mesma pessoa.

09/02/2012

às 22:03 \ Feira Livre

‘Mandem a conta para Lula’, de Carlos Alberto Sardenberg

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUINTA-FEIRA

Carlos Alberto Sardenberg 

Há um interessante debate sobre a privatização dos aeroportos feita pelo governo Dilma, mas há também o entendimento de que a mudança é positiva. E desde já, se a coisa funcionar mais ou menos, fica assim: o governo ganha dinheiro com os aeroportos, ao vender as concessões (R$ 26 bilhões numa tacada inicial!) e receber participação nos lucros e ainda consegue turbinar os investimentos nessa área crucial de infraestrutura.

Ou seja, se tivesse feito isso há mais tempo, o governo poderia ter utilizado em outros setores carentes, saúde, por exemplo, o dinheiro que gastou em aeroportos e o que teria recebido nas privatizações. E o público estaria mais bem servido. Por que não se fez antes? Porque o então presidente Lula não deixou. A conversa sobre privatização dos aeroportos não é nova, sobretudo no mundo privado.

No governo FHC, tratouse disso no segundo mandato, quando o presidente já estava desgastado e privatizar era pior do que qualquer outra coisa.
Em suas duas campanhas vitoriosas, Lula voltou a demonizar a privatização, com tal força que os próprios tucanos fugiram dela como diabo da cruz. Mas no segundo governo Lula, a partir de 2007, o tema voltou, quando a administração lidava com o caos aéreo que explodira no final de 2006. Foi quando as autoridades finalmente admitiram que todo o sistema aéreo era, literalmente, uma permanente ameaça de desastre: recursos mal administrados; os aeroportos sem estrutura adequada; falta de pessoal especializado, como os controladores de tráfego aéreo; radares com zonas cegas; falhas nas comunicações via rádio.

Feitas as contas, estava na cara que os recursos necessários para atacar todos esses problemas estavam muito acima da capacidade do governo federal. Conclusão óbvia: era preciso trazer dinheiro, empresas e gente nova para o setor. Vender concessões era a óbvia saída. Pelo menos três ministros do governo Lula disseram a este colunista que a privatização era inevitável. A necessidade venceria as resistências ideológicas.

Modelos foram analisados pelos técnicos da administração federal, alguns chegaram a ser anunciados. Por exemplo: em julho de 2007, o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, deu prazo de 90 dias para que a Agência Nacional de Aviação Civil, Anac, e a Infraero apresentassem o projeto para o terceiro aeroporto de São Paulo. Ficou pelo caminho. A coisa simplesmente morreu, não se falou mais nisso.

Já havia então um projeto preparado por um grupo de empresas privadas para a construção desse aeroporto na região de Araucária.
Aliás, o projeto continua de pé, e voltou a ser lembrado agora que o governo fez três concessões privadas de aeroportos já existentes.
Por que não autorizar a construção de um outro, inteiramente e desde o início privado? Resumindo: a presidente Dilma e seu pessoal celebraram os leilões de Guarulhos, Viracopos e Brasília.

Disseram, corretamente, que se inicia uma nova era, com mais investimentos e mais eficiência. Por que não fizeram antes se todos estavam no governo Lula? Porque Lula disse que tudo se resolveria com o PAC, no qual destinou uns R$ 5 bilhões à Infraero, para os 12 aeroportos da Copa.
Reparem como não fazia sentido além da propaganda. Só para a privatização de Guarulhos, o governo exigiu da nova concessionária compromisso de investimentos de… R$ 5 bilhões. Para Brasília, mais de R$ 8 bilhões.

Resumo da ópera: Lula é responsável por um atraso de cinco anos nessa privatização.

Greve de policiais ─ Tem ainda uma outra conta para o ex-presidente, a falta de legislação regulando greves de funcionários e de policiais, como essa que assombra a Bahia. Entre o final de 2006 e o início de 2007, houve uma sequência de greves de servidores públicos da educação, previdência, meio ambiente e também da polícia.

O impacto foi tão negativo que até o presidente Lula reclamou. Lembram-se? Disse que funcionário público em greve parecia, na verdade, estar em férias, pois não tinha desconto dos dias parados. Encarregou o então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de preparar um projeto regulamentando o tema. O ministro chegou a anunciar os princípios da nova legislação.

Por exemplo: servidor armado não pode fazer greve; greves têm de ser aprovadas em assembleias com pelo menos dois terços da categoria (a greve dos PMs da Bahia seria ilegal nos dois quesitos); e servidor em greve não recebe salário. Onde está o projeto? Sumiu. Os sindicatos de funcionários não gostaram, Lula esqueceu. É sempre difícil saber como as coisas teriam se passado se outras providências tivessem sido tomadas.
Mas o olhar em retrospectiva mostra, sim, o que deixou de ser feito.

08/02/2012

às 17:41 \ Feira Livre

‘Os grevistas inconsequentes e o governador irresponsável se unem contra o povo’, de Mauro Pereira

Mauro Pereira

Essa queda de braço insana travada entre policiais militares inconsequentes, que escolheram o caos e a baderna como elementos de coação para ver suas reivindicações atendidas, e um governador irresponsável, que tinha conhecimento prévio da mobilização dos PMs em torno da greve anunciada, mas preferiu apostar no fracasso do movimento e juntar-se à comitiva que foi a Cuba prestar vassalagem à ditadura dos Irmãos Castro, produziu um único perdedor: o povo da Bahia. Jogado ao Deus dará, tornou-se refém do terror e, sem ter a quem recorrer, assistiu à multiplicação da barbárie contando seus mortos, que já passam de uma centena. Vítima da inconsequência de seus governantes, a sociedade baiana testemunhou a instalação de um território sem lei, onde sempre prevalece a vontade do mais forte. E foi subjugada pela ação dos marginais.

A gravidade que cerca a greve dos PMs da Bahia me faz retroagir ao início dos anos 90, quando era prefeita de São Paulo a então petista Luiza Erundina, confirmando minha desconfiança de que a impostura é companheira dos discípulos de Lula desde priscas eras. Beneficiária direta de uma ação desastrada do governo paulista, comandado na época pelo PMDB, que redundou no confronto entre a PM e professores em greve, a ainda incipiente, mas já bem azeitada máquina de propaganda do PT soube explorar eleitoralmente as imagens do conflito, transformando aquele episódio em alguns milhares de votos. Uma foto ocupando quase que uma página inteira do Jornal da Tarde, mostrando um cavalariano de espada em punho, foi uma das bandeiras do partido na campanha que elegeu Erundina prefeita da mais importante cidade do país.

Ao deparar com o primeiro entrave de sua administração, a prefeita deixou cristalina a incrível incompetência do PT no gerenciamento de emergências. Reivindicando aumento de salário e melhores condições de trabalho, motoristas e cobradores da extinta CMTC entraram em greve convencidos de que teriam as reivindicações prontamente atendidas. Foi no sangue derramado pelos grevistas, submetidos à sensibilidade exalada dos cassetetes da polícia a mando de Luiza Erundina, que perceberam tarde demais que quem estava no comando era o Partido dos Trabalhadores e não um partido de trabalhadores. No sentimento de frustração daqueles operários traídos pude vislumbrar, então, o estágio ainda embrionário daquilo que se transformaria em uma das maiores fraudes, tanto política quanto ideológica, dos últimos 30 anos.

Jaques Wagner reproduz o mesmo oportunismo político que elegeu Erundina. Como deputado, não só inflamou os ânimos como ajudou a financiar a greve dos PMs baianos em 2001, colhendo polpudos dividendos eleitorais. Hoje governador, sua reação é tão previsível quanto foi a de Erundina ou de qualquer outro petista. Do lado de lá da vidraça preocupou-se em disfarçar a monumental incompetência da política de segurança pública, mandando às favas os antigos aliados fardados, chegando mesmo a negar qualquer participação no movimento de 2001, rotulando de criminosos e foragidos da justiça os ex-companheiros de beligerâncias. Incomodado com a semelhança da situação que outrora lhe fora tão útil e lucrativa, não relutou em convocar o Exército e a Força Nacional para desalojá-los. Se os policiais não representam os motoristas e cobradores da CMTC paulistana, Jaques Wagner, sem dúvida, é a Erundina que os baianos nunca elegeram.

Nem mesmo a prisão dos baderneiros, que impuseram o medo como alternativa, e a perda do mandato de um governador irresponsável seriam suficientes para reparar o imenso dano que ambos causaram aos baianos. Essas medidas talvez lhes restituíssem a confiança, mas não os reembolsariam dos prejuízos sofridos.

Em 2001, Lula se armou do mais covarde oportunismo eleitoreiro para insuflar a greve da PM baiana, declarando que os policiais militares tinham mesmo é que cruzar os braços por receberem uma mixaria de salário. Insatisfeito com a patifaria, insinuou que o então governador César Borges estava interessado em mostrar para o restante do Brasil que todo baiano era bandido. Em respeito ao seu estado de saúde, abstenho-me de afirmar que, desfilando a mesma covardia de 2001, o ex-presidente se mantém convenientemente distante do evento que transformou a Assembleia Legislativa baiana em um barril de pólvora.

Por mais que Lula e Jaques Wagner se esforcem, obviamente, jamais conseguirão me persuadir de que todo baiano é bandido. Mas a leviandade de um e a irresponsabilidade do outro, com certeza, me induzem a pelo menos considerar a hipótese de que todo petista é mau caráter!

08/02/2012

às 15:50 \ Direto ao Ponto

Milhões de brasileiros desconfiam que o ex-deputado Jaques Wagner e o governador Jaques Wagner não são a mesma pessoa

O nome é o mesmo, a voz é a mesma, a barba é a mesma e o assunto é o mesmo. Mas os dois discursos abaixo reforçam a suspeita que anda intrigando milhões de brasileiros: o ex-deputado Jaques Wagner e o governador Jaques talvez não sejam a mesma pessoa.

Deputado Jaques Wagner, 18 de setembro de 1992

Governador Jaques Wagner, 3 de fevereiro de 2012

06/02/2012

às 23:11 \ Sanatório Geral, Sem categoria

Amnésia malandra

“Eu não!”

Jaques Wagner, acometido de um violento surto de amnésia no momento em que o repórter da Folha quis saber como foi sua participação na greve promovida pela PM da Bahia em 2001.

06/02/2012

às 21:11 \ Sanatório Geral, Sem categoria

Detetive doidão

“Esse movimento tem esse caráter nacional: tem uma direção nacional, uma cartilha cujo objetivo é a votação da PEC-300″.

Jaques Wagner, capturado pelo comentarista Otavio ao informar que não tem nada a ver com a greve da PM da Bahia, preparando-se para atribuir o movimento à herança maldita de FHC e a sórdidas manobras do imperialismo estadunidense.

06/02/2012

às 19:10 \ Sanatório Geral

Dúvida pertinente

“O que está liderando aqui é bandido”.

Jaques Wagner, governador da Bahia, no Globo desta segunda-feira, sem esclarecer se estava se referindo ao comando da greve ou ao comando da administração estadual.

05/02/2012

às 14:32 \ Direto ao Ponto

Lula: ‘A PM pode fazer greve. O governo quis passar a impressão de que, sem policial na rua, todo baiano é bandido’

Lula acusou o governo da Bahia de ter provocado saques, arrastões e outros formas de violência, durante a greve da Polícia Militar, para que os líderes do movimento suspendessem a paralisação.  “Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. Veja, o que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido”.  Segundo o chefe do PT, nenhuma greve pode ser considerada ilegal. “‘A Polícia Militar pode fazer greve”, afirmou. “Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário micho, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra.”

O parágrafo acima foi extraído sem retoques de uma reportagem publicada em 26 de julho de 2001 pela Agência Folha, quando o palanque itinerante passou pela cidade gaúcha de Santa Maria. Entrevistado pelos jornalistas Luiz Francisco e Léo Gerchmann, fez declarações que não perdem o prazo de validade. Se valiam para o então governador César Borges, então no PFL, valem para o companheiro Jaques Wagner. É ele o culpado por tudo. Pelo menos na opinião de Lula.

Em 2001, o então deputado Jaques Wagner não só endossou o palavrório do chefe como resolveu nomear-se PM honorário, ajudando os grevistas com dinheiro e discursos. Neste fim de semana, Wagner mostrou que a cabeça do governador não tem parentesco com a do parlamentar. Passados dez anos e meio, mudou de pista bruscamente. Ele agora acha que é a PM que está por trás da onda de homicídios, saques e atentados que varre as principais cidades da Bahia.

“Não tenho dúvida de que parte disso é cometido por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento”, descobriu o detetive de chanchada. “É uma tentativa de criar desespero na população para fazer o governo sucumbir, uma tentativa de guerra psicológica”. Conjugados, os falatórios do ex-presidente e do governador informam que a culpa muda de lado conforme a situação do PT. Se o partido está na oposição, a culpa é do governador adversário. Se está no poder, é dos grevistas.  Lula e Wagner merecem lugares cativos na confraria dos campeões do oportunismo irresponsável.

04/02/2012

às 1:11 \ Sanatório Geral

A lição do estadista

“Temos vivido momentos de intranquilidade, mas quero tranquilizar a todos”.

Jaques Wagner, governador da Bahia, capturado pelo comentarista Otavio quando ensinava à população apavorada com os efeitos da greve da Polícia Militar que, nos momentos de intranquilidade, a melhor coisa a fazer é ficar tranquilo.

 

15/10/2011

às 17:20 \ Sanatório Geral

Neurônio em ação

“Este país é diferenciado: não vamos tratar manifestação como se fosse uma atitude indevida ou incorreta. Pelo contrário, integra a nossa democracia o direito de manifestação, de greve e de fala”.

Dilma Rousseff, ensinando que todo brasileiro tem o direito de manifestar-se sem ser atendido.


 

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