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governador

07/02/2012

às 0:15 \ Direto ao Ponto

Jaques Wagner aderiu à greve da PM

Adiei por algumas horas a conclusão do caso Gilberto Carvalho para que os leitores pudessem saborear a transcrição, em negrito,  do histórico pronunciamento do senhor Jaques Wagner sobre a greve da Polícia Militar da Bahia:

“Em primeiro lugar solidarizo-me com nossos conterrâneos da Polícia Militar do Estado da Bahia, que há aproximadamente dez dias vêm se movimentando juntamente com seus familiares, particularmente as esposas, numa justa reivindicação por melhorias salariais. Infelizmente, a impermeabilidade do Governador do Estado fez com que o Comando da Polícia Militar punisse cerca de 110 militares.

É absolutamente pertinente que a corporação dos policiais militares, que devem estar a serviço do conjunto da sociedade e não simplesmente se comportar como um viés, como uma matiz da política local, reivindique melhorias salariais. Reitero apelo que fiz, através de telegrama enviado ao General Comandante da Polícia Militar baiana, no sentido de que perceba a justeza das reivindicações dos seus comandados ao considerar que, para o exercício da profissão, necessitam de melhores soldos.

Acho um absurdo o atual vencimento dos agentes da Polícia Militar da Bahia, bem como o dos oficiais. Entendo que aqueles que têm por tarefa a manutenção da ordem pública precisam ter uma remuneração condizente com o risco de vida a que se expõem todos os dias.

Por isso, registro minha solidariedade aos 110 oficiais e policiais militares já punidos e reitero veementemente meu apelo ao Comando da Polícia Militar para que, em vez de simplesmente seguir as ordens do Governador do Estado da Bahia, sempre impermeável às reivindicações do funcionalismo do nosso Estado, tente sensibilizar o Executivo do nosso Estado no sentido de que sejam atendidas as reivindicações das esposas dos militares que, na verdade, estão indo às ruas porque não têm como comprar alimentos para a família”.

PS: O pronunciamento, capturado pelo comentarista no Diário do Congresso Nacional, foi feito na Câmara dos Deputados em setembro de 1992, quando o vibrante parlamentar do PT nem imaginava que os eleitores da Bahia um dia cometeriam a insanidade de transformá-lo em governador.

 

30/01/2012

às 16:14 \ Feira Livre

Conselho a Cabral

COLUNA DE RICARDO NOBLAT PUBLICADA NO GLOBO DESTA SEGUNDA-FEIRA

Ricardo Noblat

Por pouco uma tragédia não surpreende o governador Sérgio Cabral fora do Estado ou do país. Cabral voou a Paris no dia 19, retornando no dia 24, véspera da queda de três prédios no centro do Rio. A pergunta que não quer calar: por que Cabral viaja tanto ao exterior? E por que a maioria de suas viagens quase sempre é cercada de mistério?

Não, Cabral não tem o dom de abortar tragédias com a sua simples presença. Dele não se cobraria tamanho prodígio. De resto, manual algum recomenda que o bom governante esteja sempre por perto quando ocorrer uma tragédia. Ou que visite de imediato o local onde ainda há mortos e feridos.

Lula fazia questão de manter distância de desastres de qualquer porte. Não pôs os pés, por exemplo, em São Paulo quando ali se espatifou no dia 17 de julho de 2007 o Airbus A-320 da TAM, matando as 187 pessoas que transportava e mais 12 em solo. Na ocasião, o Comandante da Aeronáutica foi a São Paulo representando Lula.

Eis a questão de fato mais relevante neste momento: em uma democracia, o cidadão tem o direito de saber o que fazem com o seu dinheiro recolhido por meio de impostos. É uma fatia desse dinheiro que paga os frequentes deslocamentos de Cabral e de sua comitiva. Logo, tudo que tenha a ver com o assunto nos interessa. Ou deveria interessar.

Se Cabral viaja ou viajou de graça à custa de empresários amigos, isso também importa – e como! É direito de o cidadão conhecer todos os aspectos do comportamento dos seus governantes para poder avaliá-los e fazer suas escolhas. O homem público não tem vida privada, sinto muito. Se quiser ter que abdique da condição de homem público.

A deputada Clarissa Garotinho (PR) pediu à Assembleia Legislativa do Rio que levantasse todas as informações pertinentes às viagens de Cabral. Queria saber quantas vezes ele viajou desde que se elegeu governador; na companhia de quem; se em voo comercial ou particular; e os custos de cada viagem.

O pedido da deputada foi recusado por Paulo Melo (PMDB), presidente da Assembléia e aliado de Cabral, sob o pretexto de que o assunto é da órbita federal. Então o deputado Garotinho fez pedido idêntico à Câmara dos Deputados. Rose de Freitas (PMDB-ES), vice-presidente, recusou o pedido. Decretou que o assunto é da órbita estadual.

Não é. Na verdade, quem pode dispor das informações requisitadas por Garotinho filha e pai é a Polícia Federal e a Secretaria de Aviação Civil da presidência da República. À Secretaria se vinculam a Agência Nacional de Aviação Civil e a Infraero, que administra os 66 aeroportos brasileiros.

Garotinho recorreu da decisão de Rose à direção da Câmara, mas perdeu. Apelou à Justiça. Seu apelo, hoje, repousa empoeirado à sombra de alguma toga. Uma sugestão: por que Cabral não abre espontaneamente a caixa preta de suas viagens para mostrar que nada de podre se esconde ali? Somente em uma democracia de fachada – ou uma democracia capenga – um governante pode esconder dos governados informações sobre suas viagens ao exterior e a outros Estados.

16/11/2011

às 19:10 \ Direto ao Ponto

Agnelo tenta fugir do Sanatório Geral e, por falta de cadeia para governadores, é internado na ala de segurança máxima

Às 8h11 desta quarta-feira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi internado no Sanatório Geral a bordo de uma frase de assustar enfermeiro aposentado: “Palavra de um governador de estado já é, por si, uma prova”. Envolvido até o pescoço em maracutaias, Agnelo achou uma boa ideia lembrar que o que diz merece tanto respeito quanto o palavrório de antecessores como Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Não é um caso simples, deduziu o corpo clínico do movimentado nosocômio.

É mais grave do que parece, soube-se às 10h30, quando o governador tentou escapar  usando como salvo-conduto uma “Nota de esclarecimento sobre frase do governador Agnelo Queiroz publicada no blog do colunista Augusto Nunes“. Transcrevo sem correções a íntegra do documento encaminhado à coluna pela Secretaria de Comunicação do Governo do Distrito Federal:

“Lamentamos que uma frase descontextualizada, tirada de uma das inúmeras notas emitidas pela Secretaria de Estado de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal em resposta à imprensa e que, mais uma vez, não teve seu inteiro teor levado ao conhecimento público, tenha resultado na publicação, na edição desta quarta-feira (15/11) do jornal FOLHA DE SÃO PAULO, da matéria Palavra de um governador já é prova, diz Agnelo.

O governador Agnelo Queiroz reafirma a boa fé no empenho de sua palavra. E relembramos que cabe a quem acusa apresentar provas. No geral, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, tem apresentado um conjunto de provas que é ignorado quando ele se manifesta nas respostas aos veículos de comunicação.

Uma sequência de entrevistas, trocas de emails e remessas de documentos que provam a ausência de processos criminais e administrativos que tragam o nome de Agnelo Queiroz como réu ou responsável por quaisquer irregularidades têm sido ignoradas nos últimos dias por parte da imprensa. Mais uma vez encaminhamos o conjunto de documentos disponíveis. Esperamos que venha ao conhecimento público a totalidade das informações prestadas”.

Se a nota é anêmica, padece de raquitismo agudo o “conjunto de documentos disponíveis” ─ uma certidão negativa de débitos relativos aos tributos federais e à dívida ativa da União, uma certidão atestando que o nome do governador não figura em ação movida pelo Ministério Público Federal contra sete acusados, uma certidão negativa criminal, uma certidão negativa de contas julgadas irregulares e um comunicado oficial. Resumo da ópera bufa: para fugir, Agnelo valeu-se de um papelório tão consistente quanto um depoimento de Carlos Lupi.

Recapturado ainda no corredor e transferido para a ala de segurança máxima, o governador só vai sair dali quando parar de esconder-se sob o terninho de Dilma Rousseff e tentar desmentir o que escreveu Celso Arnaldo Araújo no post “Agnelo: um corrupto com nome de cordeiro”, publicado em 8 de novembro. Alguns trechos:

A Folha revelou, com documentos oficiais, uma transferência de 5.000 reais da conta de um lobista de indústria farmacêutica para a conta de Agnelo Queiroz, em 2008, quando o atual governador de Brasilia (ex-PCdoB e hoje PT) era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A descarga de cinco mil reais se deu, por curiosíssima coincidência, horas antes de a indústria representada pelo lobista, a União Química, receber uma certidão de “nihil obstat” da Anvisa. Sem ela, estaria impedida de participar de licitações para fornecimento de medicamentos à rede pública e até de registrar novos medicamentos.

A liberação foi automática, como as transferências eletrônicas: caiu o dinheiro, saiu o certificado. A liberação dependia exclusivamente de Agnelo. E aqui nem cabe discutir se a decisão foi baseada em critérios técnicos.

Como confirmou a VEJA Daniel Almeida Tavares, o lobista, os cinco mil eram apenas uma parcela do acerto de cinquentinha feito com Agnelo. Isto é: o subornador não nega o suborno. E o subornado? Coloque-se no lugar de Agnelo Queiroz. Você está sendo ameaçado de impeachment como governador e, de repente, surge não apenas uma prova, mas um atestado de corrupção de seu caráter chancelado pelo Banco Central. Os cinco mil não foram para a conta de laranjas – mas do espremedor em pessoa, com seu nome de batismo e de inscrição no TER, sem nenhuma reserva, nenhum receio.

Não sei quanto tempo teve Agnelo entre a revelação cabal do malfeito e a providência de uma explicação. Se foram minutos ou horas, se foi improvisada ou estudada, foi a pior possível: uma emenda mais canalha que o soneto da corrupção. Um ladrão comum não ousaria uma desculpa desse teor.

Diz a Folha:

“O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), admitiu ontem que recebeu em sua conta pessoal R$ 5.000 de um lobista quando trabalhava como diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em 2008 (…) Em nota divulgada ontem, Agnelo voltou a rejeitar a versão do lobista de que recebeu dinheiro de propina e disse que os R$ 5.000 representavam o pagamento de um empréstimo que ele havia feito para Tavares. O governador admitiu à Folha que o empréstimo foi feito informalmente, sem documento ou contrato que comprove a transação. E disse que emprestou o dinheiro ao lobista em espécie, portanto não teria como comprovar sua versão”.

A desculpa de Agnelo não vale um fio de sua barba. Além da ladroagem desenfreada, essa gente não tem limites em seu cinismo sórdido. Ele acha que alguém, fora os asseclas da base aliada, comprará a história de que um dia levou cinco mil reais, em dinheiro vivo, para socorrer um lobista em apuros que mal conhecia – e justamente quem representava uma causa milionária que dependia de decisão de governo, no caso dele, para uma solução que seria efetivamente dada. Por essa versão, os cinco mil que apareceram em sua conta apenas retornaram ao local onde já pertenciam antes do empréstimo.

Concluo: internar uma figura dessas na ala de segurança máxima do Sanatório é o que pode fazer a coluna. O Ministério Público e o Judiciário podem muito mais. O que esperam promotores e juízes para estender aos bandidos com padrinhos poderosos os castigos aplicados à gente comum? Se a lei vale para todos, está mais que na hora de mandar para a cadeia os agnelos que infestam o Brasil.

16/11/2011

às 8:11 \ Sanatório Geral

A prova que faltava

“Palavra de um governador de estado já é, por si, uma prova”.

Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, envolvido até o pescoço em maracutaias com lobistas amigos, explicando que sua palavra merece o mesmo respeito dispensado ao que dizem, por exemplo, José Roberto Arruda e Joaquim Roriz.

09/11/2011

às 7:11 \ Sanatório Geral

Delinquente sensível

“Foi a devolução de quantia concedida em empréstimo à referida pessoa. Associar esse depósito a origem irregular é tentativa criminosa de acusação vazia.”

Nota da assessoria de Agnelo Queiroz, sobre a suspeitíssima transação financeira entre o então diretor da Anvisa e um lobista de estimação, explicando que, no paraíso da ladroagem impune, agora é crime descobrir que um governador do PT é criminoso.

15/09/2011

às 8:06 \ Sanatório Geral

Neurônio exausto

“Queria também dizer ao governador Gilberto Kassab que nós estamos num processo de seleção de mais de 42 mil crianças em 136 municípios já realizados no que se refere a creche.”

Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, ao lado do prefeito Geraldo Alckmin, mostrando que o neurônio solitário ainda não se recuperou da extenuante conversa com Patrícia Poeta.

19/08/2011

às 22:56 \ Homem sem Visão

Novais começa a campanha e Alckmin quer oficializar a candidatura na reta final

“O chefe acha que vai ganhar porque só o Sarney consegue passar tanto tempo em companhia de um bando de delinquentes sem enxergar nenhum”, confidenciou um dos 415 assessores de Pedro Novais no lançamento da candidatura do ministro do Turismo ao título de Homem sem Visão de Agosto. Aos 81 anos, o campeão maranhense disse a amigos íntimos que seu maior sonho é tornar-se HSV antes de retirar-se da vida pública. “Ele quer colocar o troféu naquele motel em São Luiz onde vive dando festas com dinheiro do Senado ou do governo”, revelou o mesmo assessor.

Na disputa por não ter visto nada de errado no comportamento dos quadrilheiros presos pela Polícia Federal, Novais terá como conselheiros de campanha o senador José Sarney e o ministro Edison Lobão, ambos com larga experiência em eleições que escolhem gente que ninguém merece. “Madre Superiora e Magro Velho já sugeriram que ele use como slogan o ‘Relaxa e goza” da Marta Suplicy”, contou um sobrinho do candidato que trabalha no Ministério do Turismo.

Também nesta sexta-feira, ganharam força os rumores de que Geraldo Alckmin vai entrar na disputa na última hora. “Ele diz que sempre foi bom de chegada”, disse um dos 985 assessores do governador de São Paulo. Segundo a mesma fonte, Alckmin ficou muito animado com a repercussão da discurseira em que confessou enxergar uma patriota na figura de Dilma Rousseff. “O chefe também achou uma boa ideia chamar a Dilma de presidenta”, informou o assessor. “Se resolver disputar o troféu, vai fazer barulho lançando a candidatura do Lula a imperador do Brasil”.

A coisa está pegando fogo, leitores-eleitores! Já estavam em campanha os craques Mendes Ribeiro, Marta Suplicy, Wagner Rossi, Nelson Jobim e Celso Amorim! O primeiro turno termina no dia 25! Não deixe de votar sem remorso em gente que ninguém merece! E que vença o pior!

29/06/2011

às 18:57 \ Sanatório Geral

Me engana que eu gosto (3.987)

“Minha vida privada é uma coisa, minha vida pública é outra e nunca misturei isso. Jamais tomei qualquer decisão que envolva dinheiro público com base em questões pessoais”.

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, passageiro da Eike Airlines e hóspede de empreiteiros de estimação, em entrevista à Rádio CBN, jurando que nunca fez o que faz há quatro anos e meio.

19/02/2011

às 7:55 \ Sanatório Geral

Cabe todo mundo

“Eu estava em Fortaleza e fiquei sabendo que  o governador também ia para os Estados Unidos. Fomos eu, minha esposa, a minha cachorra, a babá da cachorra, o Júlio Ventura, o governador e a esposa dele”.

Alexandre Grendene, empresário gaúcho que levou o governador Cid Gomes para passear de jatinho nos EUA, revelando que não faz diferença entre amigos, parentes e a cachorra, mas sem contar quem viaja sentado ao lado da melhor janelinha.

29/10/2010

às 7:20 \ Sanatório Geral

Rio em perigo

“É um sonho, serei um bom governador”.

Wagner Montes, um dia depois de Netinho de Paula apavorar os paulistanos com a ideia de candidatar-se a prefeito, lançando uma ameaça que pode tirar do Rio o sono, a Copa do Mundo e a Olimpíada.


 

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