Blogs e Colunistas

Goiás

23/10/2010

às 10:23 \ Sanatório Geral

Entrincheirado no palanque

“Íris, você podia pegar o nosso adversário e pedir para ele dizer quanto é o que o presidente dele, o tucano com bico grande, porque tucano tem um bico grande e bonito para muita lábia, e é só xaveco no ouvido da gente, e pergunta a ele quanto eu investi no estado de Goiás, mesmo ele sendo tucano”.

Lula, em Goiás, pedindo a Iris Rezende que faça a Fernando Henrique Cardoso uma das perguntas que poderá fazer pessoalmente no dia em que parar de entrincheirar-se em palanques, topar o desafio feito pelo antecessor e enfrentá-lo num debate na TV.

21/10/2010

às 5:11 \ Direto ao Ponto

Proibido de entrevistar Marconi Perillo, jornalista da TV goiana denuncia ao vivo os censores da aliança governista e se demite

Lula ordenou ao eleitorado catarinense que tratasse de erradicar o DEM da paisagem política. O candidato a governador do partido, Raimundo Colombo, elegeu-se já no primeiro turno. Nesta terça-feira, o presidente que abandonou o emprego baixou em Goiás para exigir, aos berros, a derrota do senador Marconi Perillo, candidato do PSDB e franco favorito na disputa com Iris Rezende, do PMDB. Os desdobramentos do palavrório avisam que o eleitorado goiano vai reprisar o corretivo aplicado pelo povo de Santa Catarina, para ensinar ao reizinho nu que a monarquia acabou.

Outro tiro no pé, atestam os dois vídeos que ilustram o post. No primeiro, gravado nesta quarta-feira, o jornalista Paulo Beringhs denuncia ao vivo a ressurreição da censura na TV Brasil Central, controlada pela administração estadual. Atendendo a uma ordem do governador Alcides Rodrigues, a direção da emissora comunicara a Beringhs, minutos antes, que a entrevista com Perillo, marcada para esta quinta-feira, deveria ser cancelada. No ar, o jornalista identificou os responsáveis pelo atentado à liberdade de expressão, cometido para anabolizar a claudicante candidatura de Iris Rezende, pediu demissão e disse ao diretor da emissora, sentado à sua direita, a grande frase: “Garanta seu emprego que eu garanto a minha dignidade”. Confiram:

O segundo vídeo consuma o desastre. Na cena inicial, Lula aproxima-se de Iris Rezende no palanque e pede à platéia que “olhe na cara deste homem”. É em gente assim que os goianos devem confiar, ensina. Na cena seguinte, gravada em 2005, Iris invoca o escândalo do mensalão e outras bandalheiras federais para afirmar que “é até deprimente eu chegá e apoiá Lula”. Não perca:

A louvação da intolerância feita por Lula na terça-feira conseguiu, em 24 horas, açular milícias petistas no Rio e ressuscitar a censura em Goiás. Agredidos, José Serra e Marconi Perillo saíram ganhando. Se o passageiro do ressentimento mantiver o ritmo e o estilo, a nau dos insensatos vai acabar naufragando sem a ajuda de adversários.

19/10/2010

às 19:19 \ Sanatório Geral

Twitteira erudita

“Estou indo p/ Goiás.Tenho relaçâo de carinho e admiraçäo por aquela terra e seu povo.Colhem pequi,exportam softwares… Gente fabulosa!”

Dilma Rousseff, no twitter, mostrando que o neurônio solitário já conseguiu aprender que Goiás tem fruta, computador e povo.

04/10/2010

às 21:56 \ História em Imagens

A verdade vence a fraude: foi Perillo quem sugeriu a Lula a criação do Bolsa Família

O vídeo de 2 minutos e 27 segundos implode outro monumento à mentira:  foi o governador goiano Marconi Perillo, do PSDB, quem propôs a unificação das ações sociais já existentes num programa que ganhou o nome de Bolsa Família. Vejam o discurso de Lula em 2003, na festa de batizado. Ele fez questão de atribuir a Perillo a paternidade da inovação que logo trataria de expropriar.

Desde 2005, quando foi informado pelo governador de Goiás da existência do mensalão, Lula sonha com a morte política de Perillo. Nenhuma novidade: todo monarca gostaria de matar o mensageiro da má notícia. O vídeo informa que Lula também se vinga de quem apresenta a boa ideia que não teve.

09/07/2010

às 17:27 \ Direto ao Ponto

Chegou a vez do Pavilhão Centro-Oeste

Foi exemplar o comportamento exemplar dos leitores e comentaristas durante a escala no Pavilhão Sudeste, o mais tenebroso entre os que compõem o palanque de Dilma Rousseff, cada vez mais parecido com um filme de terror. Numa corajosa demonstração de civismo, os visitantes examinaram de perto a paisagem inquietante, constataram a ausência de figuras indispensáveis e participaram da operação de captura dos foragidos, todos já alojados nas respectivas vagas.

A coluna espera que a demonstração de civismo seja repetida nesta sexta-feira, que expõe à visitação pública o Pavilhão Centro-Oeste, composto por representantes do Distrito Federal, de Goiás, de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Todas as alas exibem mais de um espanto, mas os organizadores da visita guiada desconfiam de que falta gente por lá. Observem atentamente as atrações desta escala, amigos. E identifiquem os ausentes. Há vagas paras todos:

ALA CANDANGA
Agnelo Queiroz, Erenice Guerra, Gim Argello, Valdomiro Diniz, Tadeu Felipelli, Geraldo Magella, Rodrigo Rollemberg, Chico Leite, Osório Adriano, Wagner Canhedo, Egberto Tartucci e Luiz Estêvão.

ALA MATO-GROSSENSE
Blairo Maggi, Serys Slhessarenko, Carlos Abicalil, Pedro Henry, Chico Daltro e Silval Barbosa.

ALA SUL-MATO-GROSSENSE
Zeca do PT, Delcídio Amaral, Vander Loubet, Marçal Filho e Dagoberto Nogueira.

ALA GOIANA
Delúbio Soares, Iris Rezende, Pedro Wilson, Maguito Vilela, Vanderlan Cardoso, Sandro Mabel e Aldo Arantes, Isaura Lemos, Euler Ivo, Henrique Meirelles, Iris de Araujo, Carlos Soares, Paulo Garcia, Linda Monteiro, Sandes Junior, Tatico, Ênio Tatico, José Nelto, Magda Mofatto, Luis Bittencourt, Rubens Otoni, Marina Santana, Jovair Arantes, Evando Magal e Fabio Tokarsk.

(Domingo, dia 11: visita ao Pavilhão Norte)

22/05/2010

às 1:20 \ O País quer Saber

O Brasil está livre do tesoureiro do mensalão por três eleições

Graças ao Tribunal de Justiça de Goiás, que suspendeu por oito anos os direitos políticos de Delúbio Soares, o Brasil estará livre do tesoureiro do mensalão pelo menos por três eleições. Na mesma decisão, os desembargadores condenaram o réu a devolver à Secretaria de Educação os R$ 164,6 mil que embolsou como pagamento por aulas de matemática que não existiram.

O tribunal pode ter encerrado uma carreira política que começou em 1994, quando foi escolhido por Lula e José Dirceu para representar a CUT no conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador. No FAT, Delúbio pode mostrar seus dotes de fabricante de dinheiro, articulando manobras frequentemente sombrias, sempre autorizadas pelos chefes. Com truques e artifícios ilegais, transferiu do FAT para o PT quantias com dígitos suficientes para deixar excitado um banqueiro americano. Como prêmio pelo bom trabalho, foi nomeado tesoureiro do partido em 2000.

“Nosso Delúbio”, como era carinhosamente chamado pelo amigo Lula, extorquiu empresários, financiou com dinheiro sujo dezenas de candidaturas, negociou empréstimos bancários ilegais, estuprou a legislação eleitoral, subornou meio mundo, montou um balcão de compra de votos nas catacumbas do Congresso, movimentou contas suspeitíssimas no Exterior, burlou a Receita Federal e arrombou o templo das vestais de araque para transformá-lo em cabaré especializado em lenocínio político. Em junho de 2005, o escândalo do mensalão transformou o companheiro goiano em celebridade nacional.

Nos depoimentos aos integrantes da CPI dos Correios, a voz pastosa de quem almoçou arroz com Lexotan só foi usada para informar que nada diria. O silêncio mafioso não o livrou da expulsão, decretada pelos companheiros da diretoria do PT. Quatro anos mais tarde, emergiu do retiro no sítio em Goiás para lembrar, numa carta-aberta endereçada ao partido, que não agira sozinho. “Não fui um alegre, um néscio, um ingênuo. Aceitei os riscos da luta. Mas não fui senão, em todos os instantes, sem exceção, fiel cumpridor das tarefas que me destinou o PT”. Fez o que mandaram que fizesse, cobrou Delúbio. Limitou-se a cumprir ordens. Se houve crimes, houve mandantes.

Com tempo de sobra, Delúbio publica artigos semanais no jornal goiano Diário da Manhã e luta contra o anonimato com um perfil no twitter, com mais de 2 mil seguidores, e o site Companheiro Delúbio, que oferece links para o blog do Planalto, do PT, da CUT e de Dilma Rousseff .

O tesoureiro do mensalão acreditava que o grande escândalo logo seria encarado como piada de salão. Acaba de ser punido e será novamente julgado em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal. A vida de Delúbio ficou bem menos divertida.

13/02/2010

às 1:46 \ Sanatório Geral

Me engana que eu gosto (9)

“Uma pessoa chique ganhando cachaça é algo chique. Um metalúrgico ganhando cachaça é cachaceiro”.

Lula, em Goiás, explicando que um cachaceiro é identificado pela primeira anotação na carteira de trabalho, não pela quantidade de garrafas que derruba..

08/07/2009

às 20:36 \ Sanatório Geral

A enxada e a gazua

“Numa transformação brusca, troquei a enxada pelos livros. E devo confessar que sinto o mesmo respeito e o mesmo carinho tanto por um quanto por outro desses instrumentos sagrados de vida e de trabalho”.

Delúbio Soares, fora-da-lei ainda à solta em Goiás, no mesmo artigo de estréia, narrando a sequência de metamorfoses que prosseguiria com a troca da enxada pela gazua e dos livros por malas de dinheiro.

27/04/2009

às 15:12 \ Sanatório Geral

Pai amoroso

“Não posso mais trazer minha filha para dormir comigo”.

Deputado Jovair Arantes, do PTB de Goiás, desesperado demais com o fim da farra das passagens aéreas para lembrar que a moça pode embarcar à tarde num ônibus em Goiânia chegar a Brasília à noitinha.


 

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