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Gim Argello

19/04/2013

às 15:45 \ Sanatório Geral

Gente que mente (58)

“Sou a favor do concurso público, porque Brasília ganha muito com isso”.

Gim Argello, senador da base alugada, setor PTB, guichê do Distrito Federal, relator do projeto aprovado nesta quinta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça que prevê a criação de 6.818 cargos públicos federais ao custo de R$ 484 milhões anuais aos cofres públicos, esquecendo-se de dizer que, se o bando que usa o codinome “Brasília” vai ganhar mais algum, os brasileiros que pagam a conta serão tungados de novo.

24/03/2013

às 16:56 \ Sanatório Geral

Surto de sinceridade

“Enfim vamos ter um ministério. E sabem por quê? Porque temos cerca de dois minutos de propaganda na TV. Isso vale muito”.

Gim Argello, senador da base alugada, setor PTB, guichê do Distrito Federal, ensinando que, na Era da Mediocridade, dois minutos invalidam qualquer prontuário.

15/02/2013

às 22:17 \ Direto ao Ponto

O abaixo-assinado contra Renan ficou ainda mais gordo depois da gastança no spa

Para esquecer o abaixo-assinado em que mais de 1,5 milhão de brasileiros exigem que seja afastado da presidência do Senado, Renan Calheiros resolveu refugiar-se em companhia da mulher, Verônica, num dos 10 melhores (e mais caros) spas médicos do mundo. Pelo “pacote antiestresse” partilhado com a mulher na semana do Carnaval, pagou R$ 22,2 mil ao Kurotel, encravado na serra gaúcha. Acrescentadas as despesas com passagens aéreas e compras nas lojas de Gramado, a gastança certamente passou de R$ 26,7 mil. É esse o salário oficial de um senador.

Quem pagou a conta?, pergunta o comentário de 1 minuto para o site de VEJA. Alguma empreiteira agradecida? Um lobista perdulário?  Se foi o próprio Renan, de onde veio o dinheiro? Do saco sem fundo da “verba de representação”? Da venda de cabeças de gado que só pastam na cabeça do inventivo alagoano? Quando se descobriu a história do romance extraconjugal com Mônica Veloso, a bonita jornalista revelou que Renan havia alegado insuficiência financeira para terceirizar o sustento da segunda família. O que andou fazendo para que agora sobre o que faltava há cinco anos?

Hospedado numa das quatro suítes de alto luxo, o gerente da Casa do Espanto combateu o estresse com a ajuda de médicos e enfermeiros especializados, além de revigorantes confortos que incluíram elevador privativo, espaço com business center, sala de massagem, serviço de abrir mala, lençol de algodão egípcio, cobertores de pluma de ganso, menu de travesseiros e outras demasias divulgadas por uma reportagem do Globo. Fora o prazer de trocar ideias ─ sem polícia por perto ─ com o senador Gim Argello (PTB-DF), também instalado no spa.

Renan Calheiros não sossega nem quando descansa. A temporada no spa só serviu para engordar o documento que exige a demissão do presidente do Senado. Nesta sexta-feira, o ritmo de adesões tornou-se vertiginoso: mais de uma assinatura por segundo. Pela primeira vez na história do Kurotel, um tratamento antiestresse vai deixar o freguês muito mais estressado.

13/04/2012

às 16:21 \ Sanatório Geral

Servidores da pátria

“O senador Lobão Filho pediu para dizer que nessa hipótese, ele não quer, não aceita, declina”.

Renan Calheiros, senador do PMDB alagoano e líder do partido na Casa do Espanto, avisando que o colega Lobão Filho, primeiro escolhido por sorteio para assumir a relatoria do processo contra Demóstenes Torres, mandou dizer que não aceitaria a missão nem sob tortura.

“Por questão de foro íntimo, eu declino. Prêmio de loteria eu não ganho!”

Gim Argello, senador do PTB do Distrito Federal, segundo escolhido por sorteio, alegando que já divergiu de Demóstenes Torres e aproveitando para informar que é a favor da jogatina.

“Por questão de foro íntimo, eu declino. Eu me bati com ele o tempo todo. Poderia parecer retaliação”.

Romero Jucá, senador do PMDB de Roraima, explicando que só aceita ser relator de processos contra colegas dos quais jamais divergiu.

23/01/2011

às 18:08 \ Sanatório Geral

Justa causa

“Ela foi promovida, pois trabalha direitinho, mas se for proibido eu vou ter que demiti-la”.

Gim Argello, senador da base alugada, setor PTB, guichê do Distrito Federal, afastado da relatoria do Orçamento depois de ser acusado de desviar recursos do Ministério do Turismo para empresas de fachada, ao comentar a nomeação da namorada de seu filho Argello Júnior, Mariana Naoum, promovida quatro vezes desde 2008, que ganha R$ 6 mil por mês para fazer ninguém sabe exatamente o quê.

20/12/2010

às 7:50 \ Sanatório Geral

Tudo explicado

“O critério é o fomento do turismo e das atividades culturais do Distrito Federal e Região do Entorno, duas áreas que se relacionam geográfica, cultural e economicamente”.

Gim Argello, senador da base alugada, setor PTB, guichê do Distrito Federal, ainda em liberdade, ao revelar quais são os critérios usados para a aprovação de uma emenda parlamentar, explicando que só renunciou ao cargo de relator do Orçamento por agir estritamente dentro da lei.

15/12/2010

às 22:30 \ Homem sem Visão

Franklin Martins ganha o troféu, garante vaga na finalíssima do ano e recorda companheiros de luta no discurso da vitória

“Dedico o troféu a todos os companheiros de batalha”, emocionou-se Franklin Martins ao ser oficialmente informado da conquista do título de Homem sem Visão de Dezembro. Em seguida, o campeão tirou do bolso do paletó uma lista com os nomes dos que mereciam “agradecimentos especiais”: Fidel Castro, Luis Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, Fidel Castro, todos os jornalistas da redação do Granma, Fidel Castro, Dilma Rousseff, Fidel Castro, Che Guevara, Raul Castro, Fidel Castro, Mao Tse Tung, Jão Pedro Stédile e Fidel Castro.

Com 1.349 votos (64% do total de 2.116), o ex-jornalista e principal defensor da adoção do controle social da mídia como garantia da liberdade de expressão arrematou a última vaga para a finalíssima de 2010. Quase mil votos atrás do vitorioso, Sérgio Cabral ficou com a medalha de prata (426 votos, 20%). “O jogo começou a virar depois da declaração de ontem, mas já era tarde”, lamentou um assessor do governador do Rio.

A medalha de bronze foi para Gim Argello (247 votos, 12% do total). José Eduardo Dutra (94 votos, 4%) terminou numa humilhante lanterninha. “O chefe já estava achando que era o porquinho da Dilma de menor visibilidade”, revelou um assessor do presidente do PT. “Agora está arrasado. Vive dizendo que o José Eduardo Cardozo é mais bonito e o Antônio Palocci mais esperto”.

Foi dada a largada para a sensacional corrida pelo título de Homem sem Visão do Ano! Quem levará o troféu que só foi conquistado por Dilma Rousseff, a grande HSV de 2009? A votação na enquete começou! Quem será o HSV de 2010? Ninguém sabe. O que se sabe é que, aconteça o que acontecer, vencerá o pior entre os piores!

15/12/2010

às 22:03 \ Direto ao Ponto

Dilma acertou: as companheiras aprenderam a fazer o serviço tão bem quanto os homens

“As mulheres estão preparadas para fazer serviços que antes só os homens faziam”,  repetiu Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral. E pelo menos algumas mulheres do PT fazem certos serviços melhor que qualquer marmanjo, informam as proezas consumadas pela própria presidente eleita e pelas três companheiras agrupadas na foto quando agiam juntas no Senado. Ao transformar Erenice Guerra em gerente-geral da Casa Civil, por exemplo, Dilma forneceu-lhe a gazua que provocou estragos suficientes para reduzirem a amadores os amigos José Dirceu e Valdomiro Diniz. A trinca que aparece na passarela confirma que a seleção feminina do PT está pronta para enfrentar de igual para igual o time que junta os piores do partido e da base alugada.

Acampada durante quatro anos no governo do Pará, Ana Júlia Carepa (à direita) superou até Jader Barbalho em todos os quesitos ─ do desmatamento da Amazônia à expansão do território dominado por grileiros bandidos, passando pela invenção das cadeias mistas, cujas celas chegam a abrigar 20 criminosos e uma menina de 15 anos presa por suspeita de furto. Despejada do palácio pelo eleitorado, aguarda uma vaga no ministério de Dilma Rousseff. Ideli Salvatti (centro) conseguiu o emprego de ministra da Pesca graças ao naufrágio da candidatura ao governo catarinense. A folha de serviços avisa que pode faltar pescado na Semana Santa.

Nesta quarta-feira, uma reportagem da Folha de S. Paulo confirmou que Serys Slhessarenko (à esquerda), impedida pelo PT de disputar a reeleição para o Senado, tem todos os defeitos necessários para reivindicar um gabinete no primeiro escalão.  Voraz como Gim Argello, destrambelhada como Ideli, inventiva como Ana Júlia, a relatora do Orçamento de 2011 também sabe mentir com a naturalidade de Dilma Rousseff. Há dois dias, jurou ignorar o que fazia Liane Muhlenberg. Leu hoje no jornal que sabia há oito meses das atividades da assessora que dirige uma ONG contemplada com verbas milionárias por parlamentares petistas.

Em abril deste ano, a Folha pediu à senadora mato-grossense que explicasse o generoso tratamento concedido ao Instituto de Pesquisa e Ação Modular (IPAM), comandado por Liane. “Busquei as informações e vimos que é tudo regular”, declarou Serys. Nesta segunda-feira, mudou bruscamente de rumo: “Eu desconhecia que ela tivesse qualquer relação com qualquer instituto”, disse sem ficar ruborizada. “Fui traída”. Não foi localizada nas últimas horas. Decerto está concentrada na divisão do bolo do Orçamento.

E ali continuará se os parlamentares da oposição não vocalizarem a indignação dos 44 milhões de brasileiros que rejeitaram a candidatura de Dilma Rousseff também para acabar com a roubalheira impune. O que há com os senadores oposicionistas, sobretudo os que estão deixando o Congresso, que não ouvem a grita do Brasil decente? O que faz um Artur Virgílio que não exige a imediata punição de Gim Argello? O que há com um Tasso Jereissati que aceita em silêncio a permanência de Serys Slhessarenko no cargo de relatora?

A renúncia do vampiro à gerência do banco de sangue não absolveu o fora-da-lei Gim Argello. A mentira contada pela raposa incumbida de proteger o galinheiro avisa que Serys espanca códigos morais com a mesma desenvoltura exibida nas agressões ao Código Penal. O governo perdeu a vergonha faz tempo. A oposição oficial está prestes a perder a confiança do Brasil que presta.

15/12/2010

às 9:59 \ Sanatório Geral

Notícias do galinheiro (2)

“À medida em que você tem liberdade de imprensa, você tem fiscalização, você vai trocando as pessoas até encontrar as pessoas adequadas”.

Lula, sobre a bandalheira protagonizada pelos últimos três relatores do Orçamento de 2011, convencido de que a troca de raposas contribui para o desenvolvimento do  galinheiro.

13/12/2010

às 21:45 \ Direto ao Ponto

Em menos de uma semana, três raposas passaram pela gerência do galinheiro

Primeiro relator do Orçamento de 2011, o senador Gim Argello deixou o cargo em 7 de dezembro ─ antes que chegasse o camburão. Na edição do dia 5, o Estadão informou que o parlamentar do PTB de Brasília (e conselheiro de Dilma Rousseff) era o autor de emendas forjadas para favorecer entidades fantasmas e ONGs dirigidas por amigos ou agregados. A tunga não ficou por menos de R$ 4,5 milhões. Numa chorosa carta de despedida, Argello debitou a delinquência na conta de conspirações urdidas por adversários políticos e afastou-se do cenário do crime.

Indicada para substituí-lo, a senadora Ideli Salvatti, do PT de Santa Catarina, não completou 36 horas no cargo. Deixou-o em 9 de dezembro, uma quinta-feira, quando foi escolhida por Dilma Rousseff para servir à pátria no Ministério da Pesca. O novo emprego serviu-lhe de pretexto para sumir do Congresso antes que alguém chamasse o camburão: três dias mais tarde, o Estadão revelou que, nos orçamentos de 2009, 2010 e 2011, a relatora substituta destinara R$ 1,25 milhão de sua cota de emendas a cinco entidades catarinenses exploradas por companheiros do PT (quatro) e do PRB (uma).

Habitualmente ruidosa, Ideli preferiu sair à francesa. Não escreveu cartas de despedida, não tentou berrar explicações, nem transmitiu formalmente o posto à senadora Serys Slhessarenko, do PT do Mato Grosso. A euforia da companheira de sobrenome impronunciável, de saída do gabinete que a hospedou por oito anos, prestes a despedir-se do Congresso, quase não coube no twitter: “É isso mesmo, aceitei o desafio da relatoria do orçamento 2011. A primeira mulher a ocupar a vaga. Mais um avanço para nós, mulheres!!!”

Grávida de contentamento, não viu o camburão virando a esquina. “Eu me senti enganada, me senti traída”, acaba de informar à sucessora de Ideli, que sucedeu Argello. É uma trinca e tanto. Na edição desta semana, VEJA informou que Liane Maria Muhlenberg, 67 anos, assessora de Serys há três, conseguiu R$ 4,7 milhões em convênios com o governo – todos sem licitação. Para embolsar a bolada, garantida por emendas apresentadas por parlamentares do PT, Liane assinou uma declaração afirmando que os dirigentes do Instituto de Pesquisa, Ação e Mobilização (Ipam) – presidido por ela – “não são membros dos poderes Executivo e Legislativo”.

Funcionária do Senado desde 2007 (contratada por Serys), Liane foi transferida em agosto (a pedido de Serys) para a equipe subordinada à 2ª vice-presidência (ocupada por Serys). Mas a receptora do dinheiro garante que a chefe é inocente. “Para tirar a senadora do foco”, pediu demissão. Pretende enfrentar sozinha as consequências do pecado que diz ter cometido por distração.

“Não é justo que, por minha causa, ela fique numa situação embaraçosa”, recitou  Liane. “Tenho certeza que só divulgaram essa história porque a senadora é relatora do Orçamento. Não tem nada, nada e nada de ilegal”. Roberto Freire, presidente do PPS e deputado federal eleito por São Paulo, pediu nesta segunda-feira o afastamento de Serys. Ele acha que o pedido de demissão da parceira não encerra o caso.

A relatora acha que encerra. “Ela era uma pessoa que trabalhava em minha assessoria e eu desconhecia que ela tivesse relação com qualquer instituto”, alegou nesta tarde. “Eu nunca fiz nenhuma emenda para nenhum instituto, e ela foi exonerada e ponto. Eu tenho que tratar agora é do Orçamento”.  Serys acha que foi “enganada e traída”. Os brasileiros decentes acham que são considerados idiotas pelos três relatores delinquentes, pelos partidos que avalizaram seus nomes, pelos comparsas que os protegem e pelos oposicionistas que não os tratam como casos de polícia.

“O governo deve ter algum senador com ficha limpa  para ser relator do Orçamento”, acredita Roberto Freire. Se olhar a turma de perto, vai descobrir que não sobrou nenhum.

 

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