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Gilmar Mendes

27/04/2013

às 2:21 \ Feira Livre

Reynaldo-BH: ‘Tirem as patas do Judiciário’

REYNALDO ROCHA

Gilmar Mendes: ‘Executivo ameaça funcionalidade do Congresso’.

Até quando vamos – em nome do politicamente correto ou por receio das patrulhas ensandecidas – pintar com cores suaves o quadro que exige tons escuros?

O “Executivo” é a generalização comportada da verdade.

O PT ameaça os outros poderes. Este é o resumo dos absurdos que denunciamos em defesa da democracia. Não nos ouvem. Não nos querem ouvir. Como soldados nazistas marchando em um desfile militar, os lulopetistas continuam a blitzkrieg contra os inimigos — que somos nós.

Passam por cima das leis e do Judiciário. Defendem e enaltecem bandidos condenados. Abusam do não sei, nunca soube e não sabia.

Usam sabujos para o serviço sujo. Desde um Delúbio louvado por ter “matado no peito” a cadeia e tratado como herói pelos que lhe são gratos. Tentam censurar quem ousa mostrar que o rei está nu. Disseminam a compra escancarada de votos – antes com mensalão, hoje com arranjos partidários. Usam o Legislativo como banheiro.

Governadores e prefeitos, com receio de serem penalizados com a suspensão das verbas que são DIREITO dos cidadãos dos estados/municípios, aceitam uma convivência “pacífica” que se traduz em cumplicidade com os crimes cometidos pela elite (??!!??) dominante.

BASTA!

Tirem as patas do Judiciário! Nossos votos valem menos do que deveriam valer. São comprados  por algumas bolsas.

Miseráveis não entendem que precisam continuar miseráveis, para que sejam preservados currais que nem os mais retrógrados coronéis do Nordeste ousaram montar.

O Legislativo está onde sempre esteve nestes dez anos de compra e venda: na fossa sanitária. Os parlamentares se sentem em casa.

Mas não conseguiram dominar o Judiciário. Existem juízes venais? SIM! E muitos. Que esperam uma intervenção patrocinada pelos bandidos que dominaram o Executivo e Legislativo. Vimos isso na Venezuela, na Bolívia, em Cuba e na Argentina.

O Judiciário há de resistir! Precisa resistir! Nós precisamos que assim seja.

Ministro Gilmar Mendes, não é o Executivo quem ameaça a democracia! Sejamos claros: é o partido que está à frente deste poder republicano!

26/04/2013

às 15:09 \ Feira Livre

‘STF tem a palavra final’, de Merval Pereira

PUBLICADO NO GLOBO DESTA SEXTA-FEIRA

MERVAL PEREIRA

Não há como negar a existência de uma crise entre o Legislativo e o Judiciário neste momento, e o pano de fundo é o julgamento do mensalão, agora na sua fase decisiva. Há diferenças fundamentais, no entanto, entre decisões tomadas nas últimas horas que geraram esse ambiente de mal-estar institucional.

O equilíbrio entre os poderes da República será quebrado caso o escandaloso projeto de emenda constitucional aprovado pela CCJ da Câmara, dando ao Congresso a possibilidade de rever decisões do Supremo e até mesmo submeter algumas delas a plebiscito, prossiga até o final do processo legislativo. Uma retaliação clara de um grupo petista à atuação do Supremo no julgamento do mensalão.

Já a liminar concedida pelo Ministro Gilmar Mendes sustando a tramitação do Projeto de Lei que cria obstáculos a novos partidos segue rigorosamente a jurisprudência da Corte e representa a defesa constitucional dos “princípios democráticos, do pluripartidarismo e da liberdade de criação de legendas.” A base de toda a discordância está na não aceitação por parte de grupos políticos da predominância do Supremo Tribunal Federal no que se refere à interpretação constitucional.

É com o objetivo de ressaltar esse papel do Supremo de dar a última palavra em termos de Constituição que o Ministro Gilmar Mendes lembra na liminar que, quando analisou a ação direta de inconstitucionalidade contra o PSD, que tinha o objetivo de impedir que os parlamentares que foram para a nova legenda levassem consigo o tempo de televisão e o dinheiro do Fundo Partidário, o Supremo decidiu “assegurar aos partidos novos, criados após a realização das últimas eleições gerais para a Câmara dos Deputados, o direito de acesso proporcional aos dois terços do tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, considerada a representação dos deputados federais”.

Diante dessa decisão, que, lembra Gilmar Mendes, foi acatada na última eleição municipal, o Projeto de Lei “parece afrontar diretamente a interpretação constitucional veiculada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Adin 4.430, relator Ministro Dias Toffoli, a qual resultou de gradual evolução da jurisprudência da Corte, conforme demonstrado”.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, levou a questão para o plano emocional quando afirmou que, “da mesma forma que não interferimos no Judiciário, não aceitamos que o Judiciário influa nas nossas decisões”. Na própria liminar, o Ministro Gilmar Mendes já respondera a essa acusação reproduzindo um texto do decano da Corte, o ministro Celso de Mello, que diz que o Supremo pode interferir “sempre que os corpos legislativos ultrapassem os limites delineados pela Constituição ou exerçam as suas atribuições institucionais com ofensa a direitos públicos subjetivos impregnados de qualificação constitucional e titularizados, ou não, por membros do Congresso Nacional”.

Para o Ministro Gilmar Mendes, diante da decisão anterior do STF, “a aprovação do Projeto de Lei em exame significará, assim, o tratamento desigual de parlamentares e partidos políticos em uma mesma legislatura. Essa interferência seria ofensiva à lealdade da concorrência democrática, afigurando-se casuística e direcionada a atores políticos específicos”.

O Ministro Gilmar Mendes trouxe ao debate mais uma vez, na sua liminar, a impossibilidade de se alterar uma decisão do STF através de um projeto de lei, coisa que o próprio Supremo já considerou inconstitucional. A esse respeito, há a famosa discussão entre Rui Barbosa e Pinheiro Machado, que criticava uma decisão do STF. O episódio foi lembrado por Celso de Mello durante o julgamento do mensalão, dizendo que Rui definira “com precisão” o poder da Suprema Corte em matéria constitucional:

“Em todas as organizações, políticas ou judiciais, há sempre uma autoridade extrema para errar em último lugar. O Supremo Tribunal Federal, não sendo infalível, pode errar. Mas a alguém deve ficar o direito de errar por último, a alguém deve ficar o direito de decidir por último, de dizer alguma coisa que deva ser considerada como erro ou como verdade.”

29/12/2012

às 5:00 \ Direto ao Ponto

Reportagem de VEJA revela a obscena ofensiva de Lula para subjugar o Supremo e livrar do castigo a quadrilha do mensalão

PUBLICADO EM 26 DE MAIO

O ex-presidente Lula vem erguendo desde o começo de abril o mais obsceno dos numerosos monumentos à cafajestagem forjados desde 2005 para impedir que os quadrilheiros do mensalão sejam castigados pela Justiça. Inquieto com a aproximação do julgamento, perturbado pela suspeita de que os bandidos de estimação correm perigo, o Padroeiro dos Pecadores jogou o que restava de vergonha numa lixeira do Sírio Libanês e resolveu pressionar pessoalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal. De novo, como informou VEJA neste sábado, o colecionador de atrevimentos derrapou na autoconfiança delirante e bateu de frente com um interlocutor que não se intimida com bravatas.

A reportagem de Rodrigo Rangel e Otávio Cabral reproduz os momentos mais espantosos do encontro entre Lula e o ministro Gilmar Mendes ocorrido, há um mês, no escritório mantido em Brasília pelo amigo comum Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Defesa. A conversa fez escala em assuntos diversos até que o palanque ambulante interrompeu o minueto para dar início ao forró do mensalão. “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”, disse Gilmar a VEJA. Não é para menos.

“É inconveniente julgar o processo agora”, começou Lula, lembrando que, como 2012 é um ano eleitoral, o PT seria injustamente afetado pelo barulho em torno do escândalo. Depois de registrar que controla a CPI do Cachoeira, insinuou que o ministro, se fosse compreensivo, seria poupado de possíveis desconfortos. “E a viagem a Berlim?”, perguntou em seguida, encampando os boatos segundo os quais Gilmar Mendes e Demóstenes Torres teriam viajado para a cidade alemã num avião cedido por Carlinhos Cachoeira, e com todas as despesas pagas pelo meliante da moda.

Gilmar confirmou que se encontrou com o senador na Europa. Mas esclareceu que foi e voltou em avião de carreira, bancou todas as despesas e tem como provar o que diz. “Vou a Berlim como você vai a São Bernardo. Minha filha mora lá”, informou, antes da recomendação final: “Vá fundo na CPI”. Lula preferiu ir fundo no palavrório arrogante. Com o desembaraço dos autoritários inimputáveis, o ex-presidente que não desencarnou do Planalto e dá ordens ao Congresso disse o suficiente para concluir-se que, enquanto escolhe candidatos a prefeito e dá conselhos ao mundo, pretende usar o caso do mensalão para deixar claro quem manda no STF.

Alguns dos piores momentos da conversa envolveram quatro dos seis ministros que Lula nomeou:

CARMEM LÚCIA
“Vou falar com o Pertence para cuidar dela”. (Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF e hoje presidente da Comissão de Ética Pública, é tratado por Carmen Lúcia como “guru”).

DIAS TOFFOLI
“Ele tem que participar do julgamento”. (O ministro foi advogado do PT e chefe da Advocacia Geral da União. Sua mulher defendeu três mensaleiros. Mas ainda não descobriu que tem o dever de declarar-se sob suspeição).

RICARDO LEWANDOWSKI
“Ele só iria apresentar o relatório no semestre que vem, mas está sofrendo muita pressão”. (Só falta o parecer do revisor do processo para que o julgamento comece. Lewandowski ainda não fixou um prazo para terminar o serviço que está pronto desde que ganhou uma toga).

Os outros dois ministros nomeados por Lula são Joaquim Barbosa (considerado “um traidor, um complexado”) e Ayres Britto, a quem Gilmar relatou na quarta-feira o encontro em Brasília. O atual presidente do STF soube pelo colega que Lula pretende seduzi-lo com a ajuda do jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, amigo de ambos e um dos patrocinadores da sua indicação. Imediatamente, Ayres Britto associou o que acabara de escutar ao que ouviu de Lula num recente almoço no Palácio da Alvorada. “O ex-presidente me perguntou se eu tinha notícias do Bandeirinha e disse: ‘Qualquer dia a gente toma um vinho’”, contou o ministro a VEJA.

Na mesma quarta-feira, a chegada ao STF de um documento assinado por dez advogados de mensaleiros comprovou que Lula age em parceria com a tropa comandada pelo inevitável Márcio Thomaz Bastos. “Embora nós saibamos disso, é preciso dar mostras a todos de que o Supremo Tribunal Federal não se curva a pressões e não decide ‘com a faca no pescoço’”, diz um trecho desse inverossímil hino à insolência. A expressão foi pinçada da frase dita em 2007 pelo ministro Ricardo Lewandowski, num restaurante em Brasília, depois da sessão que aprovou a abertura do processo do mensalão. Faltou completar a frase do revisor sem pressa: “Todo mundo votou com a faca no pescoço. A tendência era amaciar pro Dirceu”.

O escândalo descoberto há sete anos se arrasta no STF há cinco, mas os dez doutores criticaram “a correria para o julgamento, atiçada pela grita”. Eles resolveram dar lições ao tribunal por estarem “preocupados com a inaudita onda de pressões deflagradas contra a mais alta corte brasileira”. O Brasil decente faz o que pode para manifestar seu inconformismo com o tratamento gentil dispensado pela Justiça a pecadores que dispõem de padrinhos poderosos e advogados que cobram por minuto. São pressões legítimas. Preocupante é o cerco movido a um Poder independente por um ex-chefe do Executivo. Isso não é uma operação política, muito menos uma ação jurídica. É um genuíno caso de polícia.

Se os bacharéis do mensalão efetivamente se preocupam com pressões ilegais, devem redigir outro documento exigindo que Lula aprenda a comportar-se como ex-presidente e pare de agir como um fora-da-lei.

 

29/08/2012

às 21:55 \ Sanatório Geral

Distúrbio auditivo

“Houve encantadoras sustentações orais da defesa dos réus”.

Gilmar Mendes, sobre o desempenho dos bacharéis do mensalão, confirmando que quem ouve o palavrório de um Ricardo Lewandowski ou de um Dias Toffoli pode acabar confundindo camelô com tribuno.

19/06/2012

às 11:05 \ Feira Livre

‘Erro com erro’, por J.R. Guzzo

PUBLICADO NA EDIÇÃO DE VEJA DESTA SEMANA

J.R. GUZZO

Vai ficando cada vez mais distante, no Brasil, a época em que existia uma fronteira clara en­tre o bem e o mal ─ o certo estava de um lado e o erro estava de outro, e por aí se cos­tumava parar. Hoje, estranhamente, a fronteira mais comum nos conflitos políticos é entre o mal e o mal. Poucas histórias, entre tantas que acontecem na vida pública atual, demonstram tal mudança tão bem quanto essa extraordinária conversa entre o ex- presidente Luiz Inácio da Silva e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, no escritó­rio do hoje advogado Nelson Jobim, ex-ministro de uma porção de coisas e amigo de ambos. Como se sabe, Mendes revelou a VEJA, e depois confirmou em várias entrevistas, que foi pressionado por Lula, durante o encontro, a favorecer os réus nesse malfadado mensalão que tanto desmoralizou o seu gover­no e está perto, enfim, de ser julgado pelo STF. Lu­la, é claro, negou tudo. O caso entrou em banho-maria e já está a caminho do congelador, mas deixa um retrato perfeito de situação em que não há nada que preste. É a briga do erro com o erro.

Em primeiro lugar, causa espanto, ou deveria causar, a conduta do ministro Gilmar Mendes ─ por aceitar, como se fosse a coisa mais normal do mundo, uma reunião absolutamente imprópria com o ex-presidente. Ele nunca poderia ter tido uma conversa em particular como a que teve; em sua condição de ministro do STF, que se prepara para um julgamento no qual Lula tem interesses diretos e importantes, Mendes está impedido de qualquer contato pessoal com o ex-presidente, ou outras pessoas de alguma forma ligadas ao caso. Afinal, ele será um dos julgadores do mensalão, e por um dever rudimentar de imparcialidade não tem nada a tratar com acusados ou com acusado­res. Conversar sobre o que com Lula, e para quê? O ministro talvez não se lembre, mas já houve um tempo neste país em que juízes, ou pelo menos juízes de verdade, não aceitavam nenhum tipo de conversa particular sobre qualquer caso em apre­ciação por eles próprios ou pelo Judiciário em ge­ral ─ com ninguém, e em nenhuma circunstância.

Se alguém quisesse falar com o juiz, que fosse ao fórum e, ali, na presença do escrivão ou de outros funcionários do juizado, dissesse tudo o que tinha a dizer. Mas a Justiça brasileira, como tantas ou­tras coisas, foi remasterizada durante os últimos anos; atitudes de simples decência por parte de um magistrado são consideradas, hoje, uma anomalia própria da idade da pedra. O ministro Mendes, é óbvio, tem de atender um ex-presidente da República que deseja falar com ele. Mas por que não fez isso em seu gabinete no Supremo, diante de testemunhas neutras, em vez de ter a tal conversa no escritório de um amigo? É um desastre ─ mas o mundo político não viu nada de estranho na his­tória, nesta época em que juízes, advogados de renome e até réus, quando são importantes ou ri­cos, convivem alegremente uns com os outros em churrascos, festas de casamento e a bordo de jatinhos particulares.

Em segundo lugar, deveria causar ainda mais espanto que o ex-presidente da República participe de um encontro a portas fechadas com um dos onze magistrados que vão julgar o mensalão. Se Mendes não tinha nada de conversar com Lula, Lula tam­bém não tinha nada de conversar com Mendes ─ sobretudo levando em conta as coisas para lá de esquisitas que disse, segundo garante o ministro. O momento pior dessa comédia, como de costume, foi a indi­ferença do ex-presidente dian­te do seu dever de dar alguma explicação coerente para o ca­so. Disse que estava “indigna­do”, e precisava se precaver contra “uma minoria que não gosta de mim”. Mas o problema não é saber quanta gente gosta e quanta gente não gosta dele; é saber o que foi fazer nessa conversa com o ministro e, principalmente, o que disse a ele. Mendes falou que houve pressão e algo muito parecido com chantagem. Como é que fica? Quanto a Nelson Jobim, nenhuma esperança de lu­zes ─ pelo pouco que disse, parecia uma dessas testemunhas que viram um homem nem alto nem baixo, que também poderia ser uma mulher, perto de um carro vermelho ou azul, que talvez fosse uma moto amarela.

Os homens públicos do Brasil, já há bom tem­po, desfrutam de uma espécie de indulgência plená­ria ─ aquela que não apaga o pecado, mas elimina as penas devidas pelo pecador, e que os papas de antigamente vendiam para fazer caixa. Todo mundo pode agir como bem entende e não acontece nada a ninguém. É o ambiente ideal para conversas que nunca deveriam ocorrer.

04/06/2012

às 15:23 \ Direto ao Ponto

Neil Ferreira: ‘Gilmar desinfeta o esgoto’

Confira o artigo do grande publicitário Neil Ferreira na seção Feira Livre.

04/06/2012

às 14:40 \ Feira Livre

‘Gilmar Mendes desinfeta o esgoto’, um artigo do publicitário Neil Ferreira

PUBLICADO NO DIÁRIO DO COMÉRCIO DESTE DOMINGO

NEIL FERREIRA

Até a cumpanherada mensaleira abertamente acha que o Cara pisou na maionese; a zelite aposta que desta vez nem o teflon, que é a sua primeira pele, salva o Cara. A oposicinha, ora a oposicinha, caladinha da silva.

Manchete histórica deste DC, referindo-se ao Ministro Gilmar Mendes: “O 1º brasileiro a impor a Lei a Lula”. Declaração histórica de Gilmar Mendes: “Lula ajuda bandidos que querem melar o mensalão”. Atitude histórica de Gilmar Mendes: jogou lula no ventilador. Os pés de barro se desmancharam em lama. Meu pronunciamento histórico: Gilmar Mendes para Presidente, primeirão a falar.

Nunca antes nestepaíz se viu tanta lula voando. Nem no mensalão a coisa ficou tão afradescendenta para o Cara e malcheirosa para todos nós. Tapo o nariz e, sôfrego, leio os jornais independentes, que cumprem a obrigação de publicar tudo o que o público tem direito de saber, duela a quem duela.

Sentido-se ameaçado por ação nefasta praticada à sorrelfa pelo Cara, Gilmar Mendes, talvez sem querer querendo, abriu a tampa do esgoto e tratou de desinfetá-lo, ao exercer seu legítimo direito de defesa.

Você sabe de todos os detalhes do havido em Brasília, no escritório de Jobim, o Alter Ego de Deus. Alegadamente, seria uma inocente tricotagem entre comadres: o dono da casa, Nelson Jobim, e os special guest stars, o Cara e Mendes. Não era inocente.

Aonde o Cara vai há tudo menos inocência; há de haver ao menos um pingo d´água para nele dar nó de olho fechado; havia. O pingo d´água da vez sob o risco de levar o nó era Mendes; levou e deu o troco.

Durante a tricotagem, o Cara, melífluo, suavemente, sugeriu-lhe comportar-se assim e assado no processo do mensalão, no STF. Senão… Mendes sentiu-se pressionado e chanteageado.

A coisa vazou e frequentou churrascarias, restaurantes chiques, happy hours, botecos de chope, mesas de bilhar e redações de jornais, acrescida do boato de uma viagem de Mendes a Berlim, paga por Cachoeira, e encontros suspeitos com Demóstenes, aquele que “alcagueta eu não sou” e “carola eu sou”.

Quando até a molecada da Escolinha de Aprendizes de Mensaleiros já palrava sobre o tema, Mendes recebeu de “fontes confiáveis” a informação de que vazamento e boato voaram de sob as asas do Cara e por ele foram espalhados aos ventos. Mendes confirmou à Veja a pressão e a chantagem, que podem mandar o Cara para a cadeia, se provadas.

Na minha opinião ─ e esta página é de “Opinião” ─ acredito no Mendes: o que ele fala do Cara balança o rabo como cachorro, coça pulga como cachorro e não larga o osso como cachorro: portanto, cachorro é.

Até a cumpanherada mensaleira abertamente acha que o Cara pisou na maionese; a zelite aposta que desta vez nem o teflon, que é a sua primeira pele, salva o Cara. A oposicinha, ora a oposicinha, caladinha da silva. Silêncio é ouro, reza a vox populi vox Dei.

Desta vez não cola o habitual “num vi nada, num iscuitei nada, num sei di nada”, nem bancar a vítima e colocar a culpa no colo da “mídia”, esperteza por demais praticada e que não engana mais nem “o país dos mais de 80%”, esses moços, pobres moços, ah se soubessem o que sei.

A “mídia” é como os lulopetistas chamam a imprensa independente, pensando que a estão injuriando. Não estão. Não sabem o que falam; Pai, não perdoai a ignorância pandêmica no lulopetismo. A imprensa é um segmento da “mídia”, que é plural de “medium”, meio.

O meio supradito não é a metade de um e nem é o meio ambiente. O ambiente inteiro acabou de acabar. O ambiente é meio mesmo, metade, porque já detonaram mais da metade das florestas e dos bichos; não há galho para macaco se pendurar e o chamar de seu, nem macaco há. “Cada macaco no seu galho”, nem pensar. Meio, neste caso, é como se convencionou chamar “meio de comunicação”, na língua falada no Brasil.

“Mídia”, filhote nascido de conluio matrimonial fora do matrimônio com a palavra latina “media”, está no Aurélio. “Media” sem acento não é nem prima distante da média com acento, delícia feita de café com leite na xícara grande. Escoltada por pão com manteiga na chapa, é acepipe encontradiço nas melhores padarias da esquina, saboreado em pé, umbigo no balcão.

“Medium”, sem acento, deu “meio”, que também está no Aurélio, uma linha acima da palavra “médium”, com acento, que Chico Xavier era. “Medium” sem acento é “meio para a transmissão de uma mensagem”. Se duvidar faça uma coisa antiga, mas eficiente: abra o Aurélio ─ se não for para enriquecer seu vocabulário, pelo menos treina teu muque com o levantamento do peso dele.

Mendes reafirma o que afirmou. Jobim soltou um “dois pra lá dois pra cá”, dizendo que aquilo não foi bem isso. O Cara disse que não disse o que disse; era melhor ter ficado quieto e mandado o Advogado dos Diabos, doutor Thomaz Bastos, produzir uma explicação, do tipo “essa foi uma conversa não contabilizada”. Mas que está voando lula do ventilador, está.

GIRMÁ MENDE, TU É NÓIS, NÓIS É TU.

 

03/06/2012

às 0:57 \ Feira Livre

‘O vilão e o bastão’, um artigo de Antônio Machado de Carvalho

PUBLICADO NO JORNAL O TEMPO EM 31 DE MAIO

ANTÔNIO MACHADO DE CARVALHO

Com o refinamento de um velho professor, melhor dizendo, de um professor doutor em trapalhadas e malfeitorias (reconhecido, até, como Honoris Causa por respeitáveis Universidades), o ex-presidente Luiz Inácio da Silva resolveu recentemente, e mais outra vez, fazer aquilo que sabe melhor: achincalhar a Constituição, as Leis e as Instituições, bases sobre as quais se assenta nosso Estado Democrático de Direito, numa peita inaceitável ao Ministro Gilmar Mendes, visando melar o julgamento pelo STF do mensalão, obra prima do governo Lula. Para seus padrões, nada de inusitado haveria em seu comportamento. Causaria espanto se fosse o contrário. Compostura, de fato, não é o seu forte.

Nem nos episódicos dias em que esteve detido, ainda no governo militar, ele soube se haver com decência. O estupro, real ou tentado, de um jovem que compartilhava com ele a prisão ─ o notório caso do “menino do MEP” ─ não foi esquecido pelos homens de bem. O sátiro predador de viuvinhas de sindicato não tinha pejo de se lançar contra qualquer pessoa que lhe acicatasse a libido, em crua e extremada falta de limites e de respeito às interdições sociais. Não se deve minimizar, igualmente, a bem da verdade, que seu partido ─ o PT ─ guardava, e guarda, coerência e fina sintonia com seu líder maior. Tanto é que deliberou, naqueles já distantes idos de 1988, em não reconhecer, e não assinar, a nova Constituição Federal para cuja elaboração fora eleito o então deputado Inácio da Silva. Aliás, aqueles que de alguma maneira acompanham o dia-a-dia da política nacional não encontrarão, nestas mais de duas décadas transcorridas, qualquer declaração do ex-presidente no sentido de defesa da Carta Magna.

Mas o melhor de suas manifestações, ou o pior, para ser mais exato, foram suas avaliações sobre membros do STF (por ocasião de seu incrível encontro com o ministro Gilmar Mendes na casa do ex-ministro Nelson Jobim), ao imaginá-los subalternos e submissos a seus patronos de nomeação para o pretório excelso. Lula tentou apequenar os ilustres ministros Ayres de Brito e Carmem Lúcia de maneira tosca e grosseira, usando um metro à sua imagem e semelhança. Os ministros Tóffoli e Levandowski foram referidos por ele como se fossem meninos de recado. Suas aleivosias contra o ministro Joaquim Barbosa, no entanto, tangenciam a injúria e a difamação, ao tachá-lo de “traidor” e “complexado”. Este último adjetivo, esclareça-se, é uma tradução popularesca do conceito de ressentimento. Ressentido, vejamos, por qual razão? Por ser negro? Homem cioso de si, de seu valor intelectual, de suas origens e de suas conquistas pessoais, o ministro Joaquim Barbosa pode ser tudo, menos ressentido. É uma psicologia barata, a que povoa o imaginário de Luiz Inácio da Silva. Ela não se confunde, todavia, com ditados hauridos da sabedoria popular, e que são o seu perfeito retrato: se quer conhecer o vilão, “basta lhe dar o bastão!”

01/06/2012

às 20:02 \ Homem sem Visão

Márcio Thomaz Bastos e Jobim puxam a fila de concorrentes ao troféu de junho

“Nem troquei o terno porque vim da CPI direto para cá”, informou Márcio Thomaz Bastos ao chegar ao puxadinho instalado pela Comissão Organizadora em Brasília para facilitar a inscrição da multidão de celebridades sem visão que circulam pela capital. Como não enxergou nenhum problema ético nos serviços prestados a Carlinhos Cachoeira por um ex-ministro da Justiça, o ganhador do título de Homem sem Visão de 2011 tornou-se ainda em maio candidato natural ao troféu de junho.

Acompanhado por três clientes que permaneceram em silêncio por ordem do doutor, o especialista em absolver culpados não confirmou nem desmentiu os rumores de que pretende usar como bandeira de campanha a defesa dos mensaleiros. “Invoco o direito constitucional de ficar calado”, avisou. “Só posso adiantar que, dependendo dos honorários, consigo ver um inocente até num serial killer americano”.

Segundo campeão a formalizar a candidatura, Nelson Jobim garantiu que o cartel de Márcio Thomaz Bastos não o intimida. “Além da falta de visão, o chefe resolveu perder a audição e a memória”, confidenciou um dos 253 estagiários do escritório do jurista famoso pela história do furto do sino da faculdade. O ex-ministro da Defesa considera-se candidato natural desde o encontro que agendeou entre o companheiro Lula e o ministro Gilmar Mendes.

“Ele não viu nada e só lembra de ter escutado o Gilmar cumprimentando o Lula por ter virado doutor honoris causa”, revelou a fonte. Para conseguir uma vaga na enquete, Nelson Jobim quer acertar um encontro entre Lula e o promotor de justiça Roberto Wider Filho, que investiga a morte de Celso Daniel. “Depois que a imprensa souber da reunião, o chefe vai jurar que os dois só conversaram sobre a construção de uma creche da Dilma no ABC”.

A coisa já começou pegando fogo, leitores-eleitores! Para inscrever seu candidato, basta dizer quem é em algum comentário enviado à coluna! Não perca a chance de votar sem remorsos em gente que ninguém merece! E que vença o pior!

31/05/2012

às 10:40 \ Sanatório Geral

Artistas no picadeiro (2)

“Acho que o Lula não seria inocente de chegar cobrando declaradamente alguma coisa, mas o ministro Gilmar Mendes é um ministro preparado. Eu diria até que o mais preparado do Supremo”.

João Paulo Cunha, mensaleiro juramentado, capturado pelo comentarista Hermenegildo Barroso quando provava que qualquer parlamentar do PT consegue falar de pé e ficar de quatro ao mesmo tempo.

 

 

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