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Fernando Haddad

31/08/2015

às 20:21 \ Sanatório Geral

Bicicleta na cabeça

“A ciclovia vazia já é bonita, cheia, é melhor ainda. A cidade também precisa de vazios”.

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, durante seminário em São Bernardo do Campo, reforçando a suspeita de que seu sonho é governar uma cidade cheia de ciclovias e sem gente.

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10/08/2015

às 15:51 \ Opinião

“Crise é para os fracos” e outras cinco notas de Carlos Brickmann

Publicado na Coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Inflação em alta, PIB em baixa, desemprego em alta, popularidade da presidente em baixa, som das panelas em alta, vozes do governo em baixa ─ vozes que não se manifestaram nem para defender o companheiro de partido que sempre adularam, neste momento em que é recolhido à prisão. A coisa está tão séria que Aloizio Mercadante, em geral coerente em sua arrogância, comportou-se com modéstia no Congresso, dizendo que o PSDB age de modo elegante, e admitiu até que o Plano Real conteve a inflação ─ justo ele, que liderou a oposição do PT ao Real e garantiu que aquilo não ia dar certo. Tão grave que Michel Temer, sempre cauteloso, disse que alguém tem de unir de novo o país ─ alguém cujo nome, claro, comece com M, de Michel Miguel Elias Temer Lulia.

Mas a crise não é o maior problema de Dilma. O maior problema é que ela deixou de ter importância política. Convocou 80 parlamentares para um churrasco noturno ─ algo inusitado no horário ─ e lhes fez uma série de exortações. Dali os parlamentares saíram direto para um jantar normal, com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para rir dos pedidos de Dilma e combinar as próximas derrotas que lhe imporiam. Combinaram e executaram: multiplicaram o salário de várias carreiras jurídicas, com 95,3% dos votos (até de petistas), arrombando o ajuste fiscal. No dia seguinte abriram caminho para examinar as contas de Dilma. Se as rejeitarem, fica a seu critério colocar o impeachment em votação.

O problema de Dilma não é a crise. É não ser mais levada a sério.

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03/08/2015

às 17:19 \ Homem sem Visão

Janot conquista o troféu de julho e promete voltar a enxergar se for mantido no emprego

JANOT

“Dedico o troféu aos colegas do Ministério Público que sempre acham o que não procuro”, disse Rodrigo Janot na curta nota oficial em que se declarou “profundamente honrado” com a conquista do título de Homem sem Visão de Julho. O procurador-geral da República garantiu o triunfo graças ao surto de cegueira conveniente que o tem impedido de enxergar bandalheiras que a Polícia Federal, os procuradores federais e o juiz Sérgio Moro continuam vendo com muita nitidez. “O chefe contou que vai recuperar a visão se for mantido no emprego pela Dilma”, revelou um dos estagiários que acompanharam o candidato à reeleição na consulta a um oftalmologista de confiança. Janot venceu a disputa na enquete com 4 761 do total de 11 974 votos.

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30/07/2015

às 17:39 \ Sanatório Geral

Coisa de campeão

“São Paulo está bem, obrigado”.

Fernando Haddad, nesta quarta-feira, depois da descoberta de que o déficit da prefeitura de São Paulo em 2014 foi três maior que o registrado no ano anterior, festejando a conquista da medalha de ouro na prova de irresponsabilidade fiscal.

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14/07/2015

às 20:20 \ Sanatório Geral

Teoria da Vaca

“Não estou negando as dificuldades que o país está vivendo, mas também não nego os dez anos de prosperidade que o país viveu. O meu pai, lavrador, dizia uma coisa: ‘Não se mata uma vaca porque não deu leite um ano. Espera”.

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, nesta terça-feira, em entrevista à Radio Capital, sem esclarecer se o seu pai também lhe recomendou que esperasse por vacas que foram para o brejo.

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15/06/2015

às 16:38 \ Sanatório Geral

Filhote do Lula

“Hoje fui ao excepcional Veloso Bar comer coxinha e um coxinha reclamou das ciclovias. Fiquei confuso”.

Fernando Haddad, jurando pelo twitter que só fica confuso quando toma umas e outras.

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07/06/2015

às 0:09 \ Opinião

‘Vive bem quem padrinho tem’ e outras cinco notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Roberto Amaral, que ficou famoso quando por algum motivo quis construir uma bomba atômica brasileira, ganhou prestígio de verdade quando tentou impedir que seu partido, o PSB de Eduardo Campos, deixasse de seguir automaticamente o PT (e, após a morte de Campos, trabalhou contra a candidata do partido, Marina Silva). Prestígio tem valor: Dilma nomeou Roberto Amaral para o Conselho da Itaipu Binacional, com R$ 20.804,13 mensais para participar no máximo de uma reunião por mês, e olhe lá, se não cair no feriado, e mandato de quatro anos (a propósito, além da diretoria, há doze conselheiros, todos com esse salário — dá para entender parte do alto custo da energia, não é?)

Dilma nomeou ainda outro adepto: Maurício Requião de Mello e Silva, filho do senador e ex-governador Roberto Requião. Roberto Requião é do PMDB, mas da ala petista do partido; e está, ao gosto de Dilma, cada vez mais bolivariano, dos que levam Maduro a sério. Roberto Amaral e Maurício Requião têm algo mais em comum, além da ligação com o petismo: entendem de eletricidade. Sabem o suficiente para acender e apagar a luz de casa.

Mas deixemos os ricos de lado e falemos dos pobres. O primeiro-ministro da Inglaterra, David Cameron, anunciou que todos os ministros britânicos terão salários congelados por mais cinco anos, como medida de economia. O congelamento vem desde 2010. E — fora daqui isso acontece! — o Governo britânico anunciou que cortará seus gastos em US$ 40 bilhões nos próximos dois anos.

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03/06/2015

às 14:08 \ Direto ao Ponto

Haddad só conseguirá escapar da vaia se aparecer no teatro disfarçado de FHC

Testemunhei quatro vezes a cena reprisada a cada aparição de Fernando Henrique Cardoso num teatro. Alertada pelo zumzum que anuncia a chegada de gente incomum, a plateia se junta primeiro no movimento de rotação do pescoço e, depois de feito o reconhecimento, na salva de palmas endereçada ao ex-presidente. Não é pouca coisa.

Insultado há mais de 12 anos pela seita que o responsabiliza por todos os males passados, presentes e futuros do Brasil, FHC circula por lugares públicos com a tranquilidade de quem não tem motivos para temer o povo ─ e a segurança de quem vive atravessando a pé o Viaduto do Chá, sozinho, sem saber o que é uma chicotada sonora. Nessas caminhadas, é invariavelmente afagado por saudações e agradecimentos sublinhados por sorrisos.

Justificadamente cauteloso, o prefeito Fernando Haddad se mantém longe das ruas desde o começo do mandato. Neste domingo, o maníaco da faixa descobriu que convém guardar distância de quaisquer aglomerações humanas não amestradas. Ele decerto não sabia disso ao aparecer no Theatro Net para assistir a Chaplin, o Musical em companhia do seu secretário de Educação, Gabriel Chalita. Entrou sem ser notado, e já estava de saída quando um dos atores teve a má idéia de louvar a presença da dupla de espectadores ilustres.

A tempestade de apupos confirmou que Haddad é páreo para Dilma Rousseff em qualquer torneio de impopularidade. E a reação do alvo principal do protesto reiterou  que vaia faz mal à cabeça. Grogue com o som da fúria, o ex-ministro da Educação trocou o português pelo dilmês castiço e derrapou no besteirol. “Acho que quando você mistura público com o privado em relação a pessoas eleitas e democráticas, que têm uma trajetória democrática, é uma confusão que me lembra o pior da tradição política”, delirou o vaiado na entrevista à revista Vice.

O palavrório sugere que duas entidades convivem num mesmo Fernando Haddad. A primeira ocupa o cargo de prefeito e, nos dias úteis, piora a metrópole com o que faz ou pensa entre o começo da manhã e o fim da tarde. Esse Haddad está a salvo de vaias porque só deixa o bunker protegido por agentes de segurança, passa o tempo cercado de áulicos e só discursa para domesticados.

A segunda entidade se materializa nos fins de semana, dias santos e feriados. Esse Haddad não admite ser vaiado porque nada tem a ver com o outro. É apenas um cidadão que faz questão de frequentar teatros sem sobressaltos. Os indignados que aguardem calados a eleição de 2016. Ou solicitem uma audiência aos responsáveis pela agenda e esperem sentados a hora de dizer, olho no olho, o que pensam do pior prefeito da história de São Paulo.

O problema é que a paciência do país que presta acabou. Se quiser ver alguma peça teatral, Haddad precisará disfarçar-se de FHC.

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28/05/2015

às 15:27 \ Opinião

‘Dilma perde ou Dilma perde’ e outras seis notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Por que, excetuando-se os gritos de “Fora, Dilma”, os principais movimentos de oposição se afastaram do impeachment e entregaram à Justiça, mais lenta que a Política, a tarefa de pressionar a presidente por eventuais irregularidades?

Porque, para a oposição, o PMDB e boa parte da base governista, a situação está ótima. Se o governo der certo, os responsáveis serão Joaquim Levy e Michel Temer; se der errado, a responsável será Dilma. Se Levy sair do governo, a culpa será de Dilma. Se ficar, e seu plano não funcionar, terá sido o pessoal de Dilma que atrapalhou. Se o combate à corrupção for bem, os responsáveis terão sido as CPIs, a imprensa e o juiz Moro. Se for mal, a culpa é de Dilma, que sabotou a investigação. Para que afastá-la e colocar Michel Temer no governo, com a responsabilidade de consertar o estrago? É bem melhor se queixar da falta de condições de trabalho, sabendo que a vitória está garantida.

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27/05/2015

às 17:00 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: Lula quer socorrer Haddad com 8 bilhões extorquidos dos brasileiros que pagam impostos

O ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já vinha esbarrando na má vontade de Dilma Rousseff  e do PT ─ único partido do mundo que quer ser oposicionista e governista ao mesmo tempo. Nesta segunda-feira, apareceu outra pedra no caminho de Levy: o ex-presidente Lula, que não só combate a redução da gastança como resolveu ampliá-la: ele exige do Planalto uma doação de 8 bilhões para que o prefeito Fernando Haddad continue sonhando com a reeleição.

Milhões de brasileiros estão inquietos com a inflação, o desemprego e outras assombrações amamentadas pelo desgoverno lulopetista. Enquanto os pagadores de impostos contam centavos, um megalomaníaco incurável cobiça uma montanha de dinheiro para manter respirando por instrumentos a candidatura condenada ao malogro. Para Lula, 8 bilhões não parecem nada de mais. Representam apenas um terço, por exemplo, da fortuna que já foi enterrada nas obras superfaturadas da refinaria Abreu e Lima.

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