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Fernando Haddad

13/04/2015

às 21:11 \ Opinião

Cinco notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Sabe de nada, o gringo
John D. Rockefeller, o lendário criador da Standard Oil, dizia que o melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada; o segundo melhor, uma empresa de petróleo mal administrada. Mas nem a empresa de petróleo bem administrada se compara, como negócio, aos bancos brasileiros: aqui, quando a economia vai bem, os bancos vão bem. Quando a economia vai mal, os bancos vão ainda melhor. A rentabilidade dos grandes bancos de capital aberto do Brasil foi de 18,23% em 2014, segundo estudo da Economática para a BBC Brasil. A rentabilidade dos bancos americanos não chega à metade: 7,68%.

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07/04/2015

às 14:18 \ Opinião

Janine tem tudo para honrar a linhagem miserável instituída pelo jeca e a cria

VALENTINA DE BOTAS

Para conseguir efeitos grandes e levar a cabo empresas dificultosas, mais segura é uma ignorância bem aconselhada do que uma ciência presumida. Com Padre Antônio Vieira, questiono se o ministro da pesca precisa ser pescador; o da saúde, médico; e o da educação, professor. Claro que não. Precisam ser gestores. Nos últimos 30 anos, os melhores ministros que o país teve na saúde e na educação eram economistas de formação: Paulo Renato e José Serra tinham doutorado – de verdade – e, antes de chegarem ao ministério da educação e da saúde, fizeram sólida carreira de gestores.

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30/03/2015

às 15:55 \ Direto ao Ponto

O poste é inseparável do fabricante: Dilma será para Lula o que Pitta foi para Maluf

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Como um punguista de antigamente depois de afanada a carteira da vítima, Lula tenta afastar-se de Dilma Rousseff com cara de paisagem, assoviando um sambinha enquanto caminha nem tão depressa que pareça medo nem tão devagar que pareça provocação. A malandragem deu certo no escândalo do mensalão. O chefão caiu fora da cena do crime e a patente de comandante do bando acabou enfeitando os ombros do subchefe José Dirceu.

Mas não se terceiriza o pessoal e intransferível. A segunda-dama Rose Noronha, o prefeito Fernando Haddad e a instalação de uma usina de maracutaias nas catacumbas da Petrobras, por exemplo, são coisa de Lula. Dilma Rousseff também. Lula logo aprenderá que um poste é inseparável de quem o inventou — e um produto de péssima qualidade pode levar seu fabricante à falência política. Dilma Rousseff será para Lula o que Celso Pitta foi para Paulo Maluf.

Ambos deslumbrados com os altos índices de aprovação reiterados pelas usinas de pesquisas, o prefeito Maluf em 1995 e o presidente Lula em 2007 resolveram mostrar que conseguiriam transformar qualquer nulidade em ocupante provisório do trono. Para que os escolhidos cumprissem sem resmungos a missão de guardar o lugar até que o chefe voltasse, constatou um post de 2010, o marajá de São Paulo e o reizinho do Brasil decidiram-se, sem consultar ninguém, por figuras sem autonomia de voo nem luz própria.

O primeiro pinçou na Secretaria de Finanças do município um negro economista. O segundo pinçou na Casa Civil uma mulher economista. Ao apresentar o sucessor, o prefeito repetiu que foi Maluf quem fez São Paulo.Mas quem arranjou o dinheiro, revelou, foi aquele gênio da raça chamado Celso Pitta. Ao apresentar a sucessora, o presidente reterou que foi Lula o parteiro do Brasil Maravilha. Mas quem amamentou o colosso, ressalvou, foi aquela sumidade político-administrativa por ele promovida a Mãe do PAC.

Obediente a Maluf e monitorado pelo marqueteiro Duda Mendonça, Pitta atravessou a campanha driblando debates e entrevistas, declamando obviedades e louvando o criador de meia em meia hora. Como herdaria uma cidade sem problemas, sua missão seria torná-la mais que perfeita com espantos de matar de inveja a rainha da Inglaterra. Grávido de orgulho, o padrinho ordenou aos eleitores que nunca mais votassem em Paulo Maluf se o afilhado fracassasse.

Obediente a Lula e tutelada pelo marqueteiro João Santana,  Dilma percorreu o atallho para o Planalto desconversando em debates e entrevistas, gaguejando platitudes e bajulando o criador a cada 15 minutos. Como lhe cairia no colo um país pronto, caberia à herdeira tocar em frente o pouco que faltava para torná-lo uma espécie de Noruega com praia, mulher bonita e carnaval. Grávido de confiança, o padrinho comunicou ao eleitorado que ele e ela eram a mesma coisa. Votar em Dilma seria a mesma coisa que votar no maior dos governantes desde o Descobrimento.

São Paulo demorou três anos para entender que estava nas mãos do pior prefeito de todos os tempos. Descoberta a tapeação, milhões de iludidos escorraçaram Pitta do emprego e atenderam à vontade do seu inventor: nunca mais Paulo Maluf foi eleito para qualquer cargo executivo. O Brasil demorou quatro anos para compreender que, ao conferir um segundo mandato a Dilma Rousseff, ratificara a mais desastrosa opção presidencial de todos os tempos.

Pena que as multidões não tenham acordado algumas semanas mais cedo. Mas enfim despertaram — e despertaram de vez, berram as manifestações de rua e o sumiço do único “líder de massas” do mundo que só discursa para plateias amestradas. Antes do fiasco de Alexandre Padilha nas urnas de outubro, Lula caprichou na ironia presunçosa: “De poste em poste estou iluminando o Brasil”, repetia.

O terceiro poste afundou a muitas léguas do Palácio dos Bandeirantes. O segundo, Fernando Haddad, pedala no mundaréu de ciclovias para fugir do naufrágio inevitável. O poste inaugural vai sendo tragada pelo mar de corrupção e incompetência. Dilma Rousseff debate-se furiosamente milímetros acima da superfície. Lula quer que afunde sozinha. Mas não escapará do abraço de afogado.

27/03/2015

às 2:32 \ Sanatório Geral

Tá explicado

“Faz-se necessária uma qualificação da gestão pública que garanta a aplicação eficiente e socialmente justa dos recursos públicos, o aumento da capacidade de gestão, planejamento, formulação e de execução das políticas públicas, bem como a formação e manutenção de um corpo de servidores altamente gabaritado e comprometido com o interesse público, cuja atuação imprima maior transparência e efetividade na implementação das políticas”.

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, ao utilizar quatro vezes a palavra “público” no palavrório que escreveu para tentar explicar por que cancelou a execução de obras públicas essenciais, alegando falta de recursos públicos, e simultaneamente engordou a administração pública municipal com a invenção de 300 cargos desnecessários.

19/03/2015

às 15:36 \ Sanatório Geral

Gênio pensando

“A publicidade oficial em 2015 deve ser focada em São Paulo, reforçando as parcerias com a prefeitura. Não há como recuperar a imagem do governo em São Paulo sem ajudar a levantar a popularidade do Haddad”.

Thomas Traumann, secretário de Comunicação da Presidência da República, disfarçado de documento reservado do Palácio do Planalto, concentrando em São Paulo os 7% que aprovam o governo Dilma para garantir a Fernando Haddad, em 2016, a lanterninha na eleição municipal.

03/03/2015

às 14:58 \ Opinião

Valentina de Botas: Na São Paulo de Haddad, Hugo Chávez é culturalmente mais negro do que um Joaquim Barbosa

VALENTINA DE BOTAS

Os fatos, sempre eles; J. R. Guzzo, sempre ele. Parafraseando o grande texto, se alguém quiser impedir que alguma tarefa útil para o país seja executada, basta recorrer a qualquer ministério dos 39 à disposição do lulopetismo. Pois à disposição do país é que não estão. Mas, sim, o Ministério da Cultura. O que é, para que serve e o que faz um ministério da cultura? Aliás, o que é cultura? É uma coisa que eu digo assim “vamos ali fazer cultura?”, ou seja, é ato de vontade e consciente?

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01/03/2015

às 14:54 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘Supremo Tribunal Cultural

Publicado na edição impressa de VEJA

J.R. GUZZO

Se alguém, seja lá pelo motivo que for, quer impedir que alguma tarefa útil seja executada na cultura brasileira, pode chamar o Ministério da Cultura; o resultado é 100% garantido. E as secretarias de Cultura, ou outros mamutes culturais do poder público – haveria algum risco de fazerem algo de bom? Fiquem todos sossegados: não há o menor perigo de que venha a acontecer, também aí, qualquer coisa que preste. Os fatos, sempre eles, são a prova disso.

O Museu do Ipiranga, monumento básico da cultura de São Paulo, está fechado até 2022; é uma proeza que se candidata ao livro de recordes da cervejaria Guinness. A formidável Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro vive esperando o padre para receber a extrema-unção. (Ainda recentemente passou meses a fio sem ar condicionado, com temperaturas internas que chegaram aos 50 graus. Nos últimos doze anos o governo fez três planos de carreira para seus funcionários; não cumpriu nenhum.)

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23/02/2015

às 7:09 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘O Velho Oeste de Haddad’

Publicado no Estadão

Talvez o prefeito Fernando Haddad nunca se tenha revelado tão fiel à maneira de pensar e sentir de seu partido, o PT, quanto em entrevista concedida à TV Estadão a respeito dos meios de transporte na capital ou da mobilidade urbana. Apelando para palavras pesadas que contrastam com o ar de bom moço que cultiva, ele se mostrou à altura de seus companheiros, ao tratar os que criticam suas iniciativas naquela área não como quem assim procede com a intenção de apontar o que consideram erros a serem evitados ou corrigidos, mas como inimigos que querem destruir o que classifica de projeto de modernização da cidade.

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09/02/2015

às 10:54 \ Opinião

‘A surpresa surpreendente’ e outras sete notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Dilma Rousseff não perde a oportunidade de perder oportunidades. Com o tesoureiro de seu partido, o PT, na linha de tiro da Operação Lava-Jato, acusado de embolsar US$ 200 milhões em propinas, Dilma teve a chance de mudar o foco do mau noticiário com a escolha do novo presidente da Petrobras. Até conseguiu mudar um pouco o foco: agora, dividindo as más notícias a respeito do financiamento de campanhas de seu partido, sofre com as críticas gerais a seu escolhido.

De certa forma, Bendini é o nome ideal para a Petrobras. Já chega sob suspeitas e punições diversas, o que poupa trabalho dos investigadores. Há seis meses foi multado pela Receita Federal por não comprovar a origem de R$ 280 mil que surgiram em seu patrimônio. Nunca explicou por que, embora sendo presidente de banco, preferiu comprar um apartamento de R$ 150 mil em dinheiro vivo. Foi acusado por seu antigo motorista, Sebastião Ferreira, de receber de alguns empresários e entregar a outros sacolas de dinheiro. E a pimenta malagueta em cima do bolo: o Banco do Brasil emprestou R$ 2,7 milhões a juros subsidiados a Val Marchiori, garota do programa Mulheres Ricas, vindos do BNDES – destinada, pois, ao desenvolvimento econômico e social. Nada mais justo: Val, amiga de Bendini, a ponto de, por coincidência, ter-se hospedado no mesmo hotel que ele, na mesma época, em Buenos Aires e no Rio, já aparece em colunas sociais; e sua economia se desenvolveu muito bem nos últimos tempos. Bendini também é disciplinado, fiel cumpridor de ordens.

Alguns o chamariam de obediente. Ousados!

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07/02/2015

às 17:47 \ O País quer Saber

Depois de pintar de vermelho as ruas da capital, Fernando Haddad decidiu grafitar um patrimônio histórico de São Paulo

Arcos do Jânio

Arcos do Jânio antes do grafite

BRANCA NUNES

Não satisfeito em tingir de vermelho as ruas da capital paulista com o milagre da multiplicação das ciclofaixas (ao custo de inacreditáveis R$ 650 mil por quilômetro), Fernando Haddad teve outra ideia que pode reduzir ainda mais o seu raquítico índice de aprovação. Neste mês, o prefeito de São Paulo liberou para grafites os chamados Arcos do Jânio, um patrimônio histórico municipal prestes a completar um século de existência.

Construídos na década de 1920, os arcos ficaram parcialmente encobertos durante quase 60 anos por cortiços erguidos no entorno. Na década de 1980, o então prefeito Jânio Quadros derrubou os casebres e a cidade redescobriu a relóquia.

Embora desde 2002 a lei determine que os arcos devam ser “integralmente preservados”, o próprio Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) autorizou a intervenção: “Tendo em vista a reversibilidade da ação proposta no bem tombado, e também sua restrição a ser executado apenas entre os vãos dos arcos, e não na área dos tijolos aparentes, não temos nada a opor a esta proposta”, informou em nota. Apesar disso, Nadia Somekh, presidente do Conpresp, afirmou numa entrevista à Folha que “o órgão não fez uma análise estrutural nas paredes”.

Num e-mail divulgado pelo blog do Edison Veiga, o arquiteto Benedito Lima de Toledo, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), faz ponderações  relevantes. Depois de observar que “esses arcos são testemunho da arte da construção em tijolo, característico de um momento da história das construções da cidade”, Lima de Toledo pergunta: “Tratando-se de obra pública, a população foi consultada? Tratando-se de ‘arte plástica’, em espaço público, houve concurso para escolha do projeto? A qualquer cidadão que tenha eleito a pintura como sua ocupação, cabe a prerrogativa de escolher livremente o local para exercer seu talento? Torna-se igualmente grave autoridades se arvorarem em críticos de arte, com tanta obra pública à espera de quem as execute”.

Haddad qualificou de “conservadores” aqueles que não aprovavam o projeto e decretou que os críticos “serão convencidos que o grafite é uma realidade favorável a São Paulo”. Diante disso, a coluna quer saber se o prefeito acha que uma boa dose de spray tornaria mais modernos e mais belos os monumentos contemplados abaixo.

Arcos da Lapa

Arcos da Lapa (Rio de Janeiro)

Aqueduto de Segóvia

Aqueduto de Segóvia (Espanha)

Pont du Gard

Pont du Gard (Sul da França)

Aqueduto das Águas Livres (Lisboa, Portugal)

Aqueduto das Águas Livres (Lisboa, Portugal)

 

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