24/02/2011
às 17:47 \ Direto ao PontoEsse convite parece coisa de inimigo
O colunista Ancelmo Gois informou que a presidente Dilma Rousseff vai oferecer a Lula o posto de embaixador extraordinário do Brasil na África. Se fizesse isso no dia da posse, a afilhada estaria apenas atendendo a um desejo antigo do padrinho. Entre um pedido de desculpas pelos tempos da escravidão e o perdão da dívida de outro caloteiro internacional, Lula vive creditando ao próprio governo o sucesso da aproximação política e econômica entre os dois continentes. Ou vivia: desde o começo da insurreição popular na Líbia, o silêncio do mais loquaz dos governantes é tão estridente quanto o berreiro das multidões rebeladas.
Ressuscitado agora, o convite parece coisa de inimigo. Se virar embaixador extraordinário ainda neste fevereiro, o iluminado que só não amansou o Irã e resolveu a questão palestina porque os EUA não deixaram terá de passar o carnaval pacificando a Líbia. Caso sobreviva, vai consumir a Quaresma em missões semelhantes na Tunísia e no Egito. E corre o risco de jejuar na Semana Santa no Marrocos, onde a confusão começou. Como Lula nunca deixa de visitar velhos amigos, a agenda terá de incluir jantares com meia dúzia de ditadores de estimação. Tudo somado, dificilmente estará de volta antes de maio.
Ou o neurônio desandou de vez ou a criatura decidiu brigar com o criador mais cedo do que se esperava.
Tags: amigos, Dilma Rousseff, Egito, embaixador extraordinário do Brasil na África, EUA, Líbia, Lula, Marrocos, padrinho, Tonísia






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