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Estados Unidos

23/04/2013

às 17:55 \ Direto ao Ponto

Duas fotos explicam por que o ministério brasileiro é diferente do similar americano

Veja na seção O País quer Saber qual é a mais notável diferença entre um encontro do primeiro escalalão do governo brasileiro e uma reunião do ministério dos Estados Unidos.

08/04/2013

às 14:47 \ Sanatório Geral

Museu da Guerra Fria

“As atuais situações criadas na península coreana e as maquinações de guerra nuclear dos EUA e sua fantoche aliada Coréia do Sul além de seus parceiros que ameaçam a paz no mundo e da região, nos levam a afirmar nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país”.

Trecho da nota de apoio à Coreia do Norte assinada pelo PCdoB, pelo PT e pelo PSB, redigida, pelo jeitão, entre 1950 e 1960, mas divulgada só neste outono de 2013.

04/04/2013

às 17:21 \ Sanatório Geral

Bom candidato

“Informamos à Casa Branca e ao Pentágono que a hostilidade crescente nos EUA para com a Coreia do Norte e sua irresponsável ameaça nuclear serão esmagadas pela força de vontade dos soldados e do povo e por meios de ataque nuclear leves, diversificados e de ponta”.

Trecho da nota do exército norte-coreano, deixando claro que os militares apoiam a candidatura do ditador Kim Jong-un ao Troféu Doidão do Planeta, conquistado por Muammar Kadafi em 2011 e Hugo Chávez em 2012.

28/12/2012

às 0:00 \ Sanatório Geral

Napoleão de hospício

PUBLICADO EM 25 DE MAIO

 ”Os Estados Unidos só não podem é achar que fazem com o dólar o que querem. O mundo fica à disposição do tesouro americano. Não é justo que a gente dependa do dólar”.

Lula, na entrevista divulgada pelo site do jornal português O Público, insinuando que a qualquer momento vai acordar invocado, ligar para Barack Obama e comunicar ao presidente americano que, daquele dia em diante, o mundo passará a depender do real.

08/11/2012

às 20:10 \ Feira Livre

‘Bill Clinton merece os aplausos’, por Carlos Alberto Sardenberg

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUINTA-FEIRA

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Sucesso mesmo nessa eleição americana foi Bill Clinton. Principal cabo eleitoral de Obama, o ex-presidente passeou pela campanha, celebrado em toda parte. O povo não esquece.

Reparem: concluídos os quatros anos de Obama, a economia terá criado pouco mais de 500 mil empregos, isso em relação ao verificado no início de seu mandato. Seu antecessor, Bush, deixou um legado de 1 milhão de novos postos de trabalho, mas em dois mandatos. E Clinton, o antecessor de Bush? Nada menos que 22 milhões de empregos nos seus oito anos.

Compreende-se por que ele se reelegeu, mesmo com o caso Monica Lewinski. E os eleitores não se arrependeram de dar um segundo mandato. Em 2000, último ano de Clinton, a taxa de desemprego foi de 3,9%, um recorde de baixa.

Os investidores também gostaram muito. Em janeiro de 1993, quando Clinton assumiu, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York rodava na casa dos 3.200 pontos. Oito anos depois, batia nos 11.500.

Muitos dizem que Clinton apenas deu sorte. O ciclo de crescimento seria o mesmo qualquer que fosse o presidente. Será? O fato é que aquele presidente democrata foi bastante ativo em sua política econômica, a chamada “clintonomics”. Tratava-se de uma interessante combinação de austeridade nas contas públicas, liberalização na atividades das empresas, desregulação, inclusive do sistema financeiro, abertura comercial – temas do que se chamaria de uma agenda conservadora – com programas sociais diversos, aumento do salário mínimo, alíquotas maiores de imposto de renda para os mais ricos, isenções para os mais pobres – a agenda progressista.

Resultados: crescimento do Produto Interno Bruto e da renda, inflação média anual de 2,3%, outro recorde de baixa, e a transformação de um déficit nas contas públicas de 4,7% do PIB, herança do governo do primeiro Bush, em um superávit de 2,4%, que o segundo Bush destruiu em pouco tempo.

Houve também um lance especial, o estímulo à compra de casa própria. Clinton determinou que as agências estatais Fannie Mae e Fredie Mac reduzissem as taxas de juros e ampliassem os financiamentos imobiliários, em condições vantajosas, para as classes médias e mais pobres. Deu no maior boom da construção civil, deixando todo mundo feliz.

Mas com isso, dizem os críticos, ajudou a inflar a bolha imobiliária, que fez crescer outras bolhas, nas bolsas, por exemplo. Ou seja, juros muito baixos, crédito abundante e bancos desregulados para montarem suas alavancagens, tudo isso teria lançado as sementes da grande crise financeira de 2008.

Pessoal do Clinton nega, é claro. Diz que Bush estragou tudo com seus gastos militares, em duas guerras equivocadas, e isenções de impostos para os ricos, entre outros equívocos. Fica para o futuro decidir, mas que Clinton tem uma bela história para contar, disso não há dúvida.

A situação é bem diferente hoje. Obama foi o primeiro presidente a se reeleger com uma taxa de desemprego nas alturas, 7,9%, e com baixo ritmo de crescimento econômico.

Parece, entretanto, que parte dos eleitores, mais ou menos a metade, entendeu as circunstâncias. No primeiro mês do governo Obama, janeiro de 2009, a economia eliminou nada menos que 818 mil empregos – desastre que necessariamente vai para a conta do segundo Bush. Já no último mês de outubro, foram criados 171 mil postos de trabalho. Há 18 meses, a média mensal é de 160 mil novas vagas, o que dá 1,92 milhão/ano.

Isso ainda fica longe do padrão Clinton, mas em circunstâncias completamente diferentes. Mais do que acelerar o crescimento, a primeira tarefa de Obama era evitar o pior, que a crise financeira de 2008 caísse numa fatal depressão nos EUA e, pois, no mundo. E isso ele conseguiu. Depois de uma recessão de 3,1% em 2009, a economia americana se expandiu na média de 2% nos últimos três anos. Não é extraordinário, mas entre os países desenvolvidos, só a Alemanha fez melhor.

Muitos analistas entendem que a recuperação americana está em curso e que não será difícil a criação de 10 milhões de empregos nos próximos quatros anos. Nesse aspecto ao menos, o resultado nos EUA foi justo. Obama ganhou um tempo para arrematar o serviço, em ambiente melhor ou menos ruim.

Aliás, boa parte desse ambiente depende da China, a segunda potência econômica. Lá, hoje, se inicia o congresso do Partido Comunista, que promoverá uma completa troca de governo. E, acredita-se, uma mudança no modelo econômico. Somando EUA (PIB de US$ 15,2 trilhões) e China (US$ 7,5 tri) dá quase 30% da economia mundial. Ou seja, o interesse é global. Aliás, os dois principais parceiros comerciais do Brasil são China e EUA.

22/10/2012

às 20:30 \ Sanatório Geral

Vai nessa, Chávez

“Os Estados Unidos  são uma potência imperial que, desde que Hugo Chávez foi eleito pela primeira vez, procura desestabilizá-lo”.

Luiz Carlos Bresser-Pereira, ex-ministro de José Sarney e ex-ministro de FHC, revelando em sua coluna na Folha desta segunda-feira que é candidato a ministro da Educação da Venezuela.

13/10/2012

às 21:21 \ Direto ao Ponto

Nos Estados Unidos, cadeia é para todos

Os americanos sabem há muito tempo o que o Brasil está descobrindo graças ao julgamento do mensalão: cadeia é para todos, sejam quais forem o sobrenome, as dimensões da conta bancária, o círculo de amizades ou o currículo que precedeu a abertura do prontuário. Confira a reportagem de André Petry na seção O País Quer Saber

11/10/2012

às 21:06 \ O País quer Saber

Lugar dos corruptos

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJA

ALVO CERTO -- Cela para quatro, em Englewood, no Colorado: condições próprias para corruptos e poderosos em geral  (Foto: AP)

ALVO CERTO -- Cela para quatro presidiários, em Englewood, no Colorado, EUA: condições próprias para corruptos e poderosos em geral (Foto: AP)

ANDRÉ PETRY, DE NOVA YORK

Condenado a catorze anos de prisão por transformar sua gestão num paiol de corrupção, o ex-governador de Illinois Rod Blagojevich virou o prisioneiro número 40.892.424 na prisão de sua preferência. Ele pediu para cumprir a pena no Complexo Penitenciário de Englewood, que fica perto de Denver, no Estado do Colorado. No conjunto de Englewood, há um centro administrativo e duas prisões, uma de baixa segurança e outra de segurança mínima, só para homens. Uma vez que não tem presos violentos nem com alto risco de fuga, Englewood oferece mimos como mesas de sinuca, pingue-pongue e pebolim. Como se vê na fotografia acima, as celas têm espaço razoável, janelas de bom tamanho e iluminação direta. Não são um paraíso, mas também não são o inferno.

Nos Estados Unidos, o preso tem direito a pedir para cumprir a pena em determinada penitenciária. O juiz pode aceitar o pedido, mas a palavra final é do Federal Bureau of Prisons, órgão que administra o sistema penitenciário federal. Em sua decisão, o FBP leva em conta se o grau de periculosidade do condenado combina com o nível de segurança da prisão. Blagojevich escolheu Englewood porque é uma prisão razoável. É lá que Jeffrey Skilling, o ex-presidente da Enron, ex-gigante do setor de energia, está cumprindo sua pena de 24 anos. Skilling foi condenado por sua participação no enorme escândalo contábil que acabou levando a Enron à falência, em 2001.

ENDEREÇO CERTO - Blagojevich (à esq.) e Skilling (à dir.), hóspedes de Englewood: criminosos do mundo político e empresarial (Foto: Seth Pelman / AP :: Johnny Hanson / Getty Images)

ENDEREÇO CERTO - Blagojevich (à esq.) e Skilling (à dir.), hóspedes de Englewood: criminosos do mundo político e empresarial (Foto: Seth Pelman / AP :: Johnny Hanson / Getty Images)

Não existe prisão feliz, mas existem prisões que punem com a perda da liberdade, como deve ser, e não com a perda da dignidade humana. Nos Estados Unidos, a crise que estourou em 2008 chegou às prisões, que estão cada vez mais superlotadas e com menos dinheiro. Na Califórnia, o custo das penitenciárias pressiona os gastos com as escolas e o sistema universitário. Para aliviar o peso orçamentário das prisões estaduais, o governo criou um programa para que mais criminosos cumpram pena nas cadeias municipais. Há casos de cidades que estão cobrando dos presos pelos gastos com comida, roupa e saúde. Os pobres não pagam nada. Mas, apesar das dificuldades, o sistema americano ainda é um luxo à luz do brasileiro.

Há uma lógica pragmática em manter prisões decentes. Com elas, torna-se socialmente mais aceitável colocar réus não violentos atrás das grades. Os criminosos do colarinho-branco, em geral, são pacíficos. Não andam com metralhadoras russas, não integram gangues sanguinárias, não executam inocentes. Até os juízes ficam constrangidos ao sentenciar um réu pacífico a viver no meio de uma massa violenta e perigosa. Eis a lógica pragmática: prisões decentes não atendem só ao requisito básico de respeito à dignidade humana, mas também tornam mais fácil enjaular corruptos, famosos e poderosos em geral, pois lhes subtraem a legitimidade da alegação da punição excessiva.

Nos Estados Unidos, 1.000 americanos em média são condenados por corrupção a cada ano nas cortes federais. No Brasil, contam-se nos dedos. Um levantamento feito por seis estudiosos da Universidade de Illinois mostra que Chicago é a cidade com mais corruptos ─ ou que mais prende corruptos. De 1976 até 2010, foram mais de 1.500 condenados. A segunda cidade é Los Angeles, com quase 1.300 presos, seguida de Nova York, com 1.200. A capital, Washington, é apenas a quarta na lista, com 1.000 corruptos presos em 34 anos. São todos criminosos não violentos.

fila-condenados

Os Estados Unidos têm o problema oposto ao do Brasil: prendem demais. Os americanos correspondem a cerca de 5% da população mundial, mas respondem por quase 25% dos presos do planeta. A cultura da prisão é tão disseminada que existem até guias das melhores prisões federais, com edição bianual. A última versão de um desses guias, editada por um escritório de advocacia que defende criminosos do colarinho-branco, descreve as 114 prisões federais. É uma leitura útil até para amigos e familiares dos presos, pois traz dicas sobre hotéis e pousadas nas imediações de cada penitenciária. Englewood, onde cumprem pena o ex-governador e o ex-presidente da Enron, está entre as melhores do país de acordo com a cotação do guia.

Mesmo sem a chaga da impunidade, os EUA não baixam a guarda na vigilância contra ladrões do dinheiro público. “Na corrupção, políticos e funcionários públicos acham que nunca serão pegos”, diz o professor Dick Simpson, um dos autores do estudo da Universidade de Illinois. O número de corruptos condenados oscila ano após ano, mas sempre tem efeito pedagógico. Em Nova York, estado com alto índice de condenações, o número de corruptos presos variou de setenta a oitenta por ano entre 2001 e 2005. De lá para cá, a média caiu para menos de cinquenta condenados por ano. Se a polícia e a Justiça mantêm o mesmo rigor, é sinal de que a corrupção pode ter diminuído. Em parte, porque as prisões também são próprias para corruptos.

06/05/2012

às 22:00 \ Frases

Explique-se

“Eu disse que iria atrás de Bin Laden, e o fiz. Se há outros que disseram uma coisa e agora sugerem que fariam outra, então eu pediria que eles se explicassem.”

Barack Obama, presidente americano, ao atacar seu oponente, o republicano Mitt Romney. Em 2007, Romney propôs cautela na caça ao chefe da Al Qaeda: “Não vale mover céus e terras e gastar bilhões de dólares só para tentar pegar uma pessoa”.

13/04/2012

às 8:41 \ Sanatório Geral

Emprego merecido

“Foi possível acompanhar de perto a atuação da nossa presidenta, sua competência, sua capacidade de se colocar, de responder a questões difíceis, sua firmeza e principalmente seu conhecimento sobre questões tão variadas”.

Marta Suplicy, senadora pelo PT paulista, sobre a visita de Dilma Rousseff aos Estados Unidos, confirmando que, depois de proibida por Lula de perder mais uma eleição para a prefeitura de São Paulo, conformou-se com a candidatura ao emprego de governanta do Palácio da Alvorada.

 

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