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esquerda

19/11/2010

às 17:40 \ Sanatório Geral

Se almoçar, não dirija (3.899)

“Você pode ter a certeza de que quando eu deixar a Presidência eu virei (sic) outro homem, com muito mais experiência, muito mais planejamento, muito mais sabedor das coisas que podem ser feitas. E podem ficar certos de que vou trabalhar muito para que a gente consiga construir uma força mais homogênea, que represente mais a esquerda brasileira”.

Lula, depois do almoço desta quinta-feira, durante a inauguração do Centro de Referência do Trabalhador Leonel Brizola, em Brasília, avisando que, depois de voltar para São Bernardo, vai virar esquerdista e, na primeira chance, dizer que Dilma Rousseff está fazendo tudo errado porque é de direita como FHC.

02/10/2010

às 19:16 \ Vídeos: Entrevista

Roberto Freire dirigiu o processo que aposentou o comunismo ortodoxo no Brasil

Em 1992, quando o Partido Comunista Brasileiro se transformou no Partido Popular Socialista, o deputado Roberto Freire precipitou um processo de mudanças que foram muito além da troca do nome da legenda e do cargo que ocupava. Último presidente do PCB e primeiro presidente do PPS, coube a Freire a missão de sepultar o velho Partidão (e com ele a versão brasileira do comunismo ortodoxo) para buscar uma vertente socialista que se ajustasse aos tempos modernos.

Confrontado com o colapso do império soviético, o deputado compreendeu que o mundo mudara, o modo de produção mudara e já não faziam sentido nem o manual do marxismo-leninismo nem os princípios clássicos do capitalismo. O discurso de Freire não tem parentesco com o reiterado durante a vida inteira por Luiz Carlos Prestes, secretário-geral do PCB por quase 50 anos. Mas ele mantém intocadas convicções que afastam os herdeiros do Partidão da esquerda do PT.

“Os comunistas nunca se envolveram em casos de corrupção”, exemplifica. Outra diferença está na concepção do estado. Os dirigentes do antigo PCB, segundo Freire, sempre acreditaram que o caminho do socialismo desembocaria na extinção do mamute estatal. Para o presidente do PPS, candidato a deputado federal por São Paulo, o Estado forte defendido pelo PT é essencialmente o mesmo com que sonharam os ideólogos do fascismo.

09/08/2010

às 14:37 \ Sanatório Geral

Vizinho no palanque

“Dilma tem uma trajetória parecida com a de Lula, muitos anos de militância de esquerda. Ela não é apenas uma oportunista. Ela é uma grande companheira”.

Hugo Chávez, em seu programa de TV semanal ‘Alô, Presidente’, explicando que Dilma Rousseff é mais que uma oportunista.

30/07/2010

às 19:45 \ Sanatório Geral

Companheiros golpistas

“Foi no governo que aprendemos que a esquerda faz oposição e a direita tenta dar golpe a cada 24 horas neste País”.

Lula, depois do almoço desta quinta-feira em Porto Alegre, qualificando de golpistas em tempo integral os direitistas juramentados José Sarney, Fernando Collor, Severino Cavalcanti e outros neocompanheiros que, antes da assinatura do contrato de prestação de serviços, vivia chamando de “filhotes da ditadura militar”.

03/07/2010

às 8:30 \ Direto ao Ponto

A jornada da esquerda petista em direção à irrelevância, por Ethan Edwards

“A cada vez que Lula sentia necessidade de enforcar alguém, parte da esquerda corria a lhe oferecer um pedaço de corda, outra lhe trazia um pescoço”, constata Ethan Edwards em mais um texto admirável, que amplia e ilumina o post sobre a subordinação do PT à vontade de Lula e à cupidez do PMDB. É o tipo de leitura que não se adia:

Em 1980, a esquerda entregou a Lula a direção do processo de construção do PT. Compreendia que, de outro modo (isto é, com base nos princípios do marxismo ─ na hipótese de que alguém os conhecesse), não conseguiria construir o partido com que sonhava. Ou entregava a chefia do partido a Lula e seus amigos despolitizados (sabendo que daquilo adviria, na melhor hipótese, um partido populista) ou ficava à margem desse processo onde já se encontravam embarcados os militantes da Teologia da Libertação e o “novo sindicalismo”.

Optou, depois de pensar um pouco (na verdade, bem pouco), por associar-se a estes e ajudar a construir o partido que se dizia “dos trabalhadores”, reservando-se a ilusão de que, com o tempo, acabaria por arrebatar do operário personalista e seus cortesãos o comando do processo. Essa capitulação tinha um fundo realista. A esquerda já suspeitava (embora nunca tenha examinado de frente essa suspeita) que, em vez de complicados problemas teóricos, o que tornava impossível, no Brasil, a construção de um partido “verdadeiramente revolucionário” era algo bem mais difícil de “equacionar”: o povo brasileiro.

Cristão, conservador, respeitador das hierarquias, profundamente ligado à família, avesso a regras impessoais, o máximo de “comunismo” a que o brasileiro comum alguma vez se permitiu foi o de Dias Gomes e de João Saldanha, que estavam para Lênin e Trotsky assim como a umbanda está para a reforma protestante. Quem insistisse em construir no Brasil um partido marxista estaria condenado a viver num gueto. Lula, ao contrário da esquerda que o cercava, falava diretamente ao coração do “brasileiro médio”. O mais inteligente era entregar-lhe a chefia do novo partido.

Trinta anos depois, a situação da esquerda petista não melhorou. Na verdade, deteriorou-se por completo. Se lhe serve de consolo, entretanto, deve-se registrar que nessa jornada em direção à irrelevância a esquerda jamais pediu ajuda a ninguém. Caminhou sempre com as próprias pernas. A cada vez que Lula sentia necessidade de enforcar alguém, parte da esquerda corria a lhe oferecer um pedaço de corda, outra lhe trazia um pescoço. O executado quase sempre era um dos seus – mas isso não tinha importância.

O que importava, então? Boa pergunta. Aceitemos, por generosidade, que tudo não passou de um enorme erro de cálculo. Mas a pergunta que realmente interessa, no entanto, é outra, e não se refere ao passado: por que, trinta anos depois daquela decisão infeliz, a esquerda continua, como um velho serviçal desfibrado, a apoiar todos os atos, mesmo os mais desprezíveis, de um governo banalmente populista, que enriqueceu os milionários e se aliou ao que havia de pior na política brasileira, e que evidentemente jamais abrirá caminho para a “revolução”, qualquer que seja a revolução que a esquerda diz almejar?

A pessoa ideal para responder a essa pergunta já faleceu: a Dra. Nise da Silveira. Ex-trotskista, dedicou toda sua vida madura a tratar de esquizofrênicos. Ela provavelmente compreenderia, melhor do que ninguém, o que se passa na alma de um petista que continua a se imaginar “revolucionário”. Ela lhe daria tinta e pincel e o estimularia: “Pinte, meu filho. Pinte mandalas. Você vai se sentir muito melhor”.

10/05/2010

às 19:10 \ Sanatório Geral

Metamorfose delirante

“Não pode ser que eu tenha que gostar de um presidente porque é de esquerda e de outro não, por ser direitista. Me dei bem com José María Aznar e me dou com José Luis Rodríguez Zapatero; tenho que me relacionar com Sebastián Piñera da mesma forma como o fiz com Michelle Bachelet”.

Lula, explicando que uma metamorfose ambulante se dá bem com qualquer um, desde que não tenha problemas com o amigo de infância Hugo Chávez, como o presidente colombiano Alvaro Uribe, nem seja presidente de Honduras, como Porfírio Lobo.

26/03/2010

às 0:55 \ Sanatório Geral

Coisa da direita

“Nós vamos ter que formar uma geração de médicos mais à esquerda pra poderem cobrar um pouco menos de salário para poderem trabalhar nas Prefeituras do interior desse país”.

Lula, ensinando que só quem é de direita pede reajuste salarial, como fazia o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo no fim da década de 70.

17/03/2010

às 15:54 \ Sanatório Geral

Isso não pode

“Eu acho que o Brasil deve estar disposto a conversar com quem quer que seja. Não existe força política, de direita ou de esquerda, que, se puder ajudar, o Brasil não tenha disposição de conversar”.

Lula, na entrevista coletiva concedida ao lado do presidente da Autoridade Nacional Palestina, afirmando que, no momento, topa conversar com todos, desde que não sejam defensores de presos políticos cubanos ou democratas hondurenhos.


11/02/2010

às 16:00 \ Sanatório Geral

Clareza e precisão

“PT é um partido de esquerda, que se reivindica socialista”.

José Eduardo Dutra, presidente do PT, em entrevista ao UOL, ao situar o PT no espectro ideológico, declamando uma frase que pode ser recitada pelos presidentes do PCdoB, do PSOL, do PDT, do PSTU, do PCB, do PTB, do PCC, do Comando Vermelho e do Clube das Normalistas Rebeldes de Belo Monte.

07/02/2010

às 16:21 \ Sanatório Geral

Essa coisa pega

“A alternativa contemporânea das esquerdas é o que Lula sintetiza: a incorporação das grandes massas, e isso levou-nos ao centro”.

Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos comandantes da campanha de Dilma Rousseff, confirmando que anda passando tempo demais com a Mãe do PAC.


 

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