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escritor

25/04/2011

às 10:00 \ Frases

Voz da experiência

“Eles me parecem ainda mais ansiosos do que nós éramos. Ansiosos por escrever e por aparecer. E a ansiedade é o maior perigo para um escritor”.

Lygia Fagundes Telles, em entrevista a Folha, ao responder qual a impressão que tem dos jovens escritores de hoje.

21/04/2011

às 21:35 \ Feira Livre

A lição de Vargas Llosa aos patrulheiros

Leia na coluna do Ricardo Setti o texto sobre a campanha organizada por patrulheiros kirchneristas para impedir que o escritor Mario Vargas Llosa discursasse na abertura da Feira do Livro de Buenos Aires. E confira no vídeo abaixo a lição ministrada aos liberticidas pelo grande romancista peruano. Ele explica por que “não é surpreendente que os livros tenham despertado, ao longo da História, a desconfiança, o receio e o temor dos inimigos da liberdade, que se creem donos de verdades absolutas”.

Para tornar ainda mais agradável um feriado prolongado, nada melhor que o espetáculo da inteligência.

22/02/2011

às 16:21 \ Vídeos: Entrevista

A pedido dos leitores, a coluna republica a última entrevista de 2010, com o escritor Ignácio de Loyola Brandão

Entrevista publicada em 17 de dezembro de 2010

Na primeira parte desta entrevista dividida em quatro blocos, o escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão descreve a gestação de Ruth Cardoso – Fragmentos de uma vida, o mais recente de seus 35 livros. Trata-se da biografia da antropóloga que foi primeira-dama do Brasil entre 1994 e 2002, durante os dois mandatos presidenciais de Fernando Henrique Cardoso.

Ambos nascidos em Araraquara, no interior de São Paulo, o autor e a personagem só se conheceram mais de meio século depois, quando o então diretor da revista Vogue convenceu a conterrânea a conceder-lhe uma entrevista, que acabou desdobrada num perfil comovente e revelador. Depois da morte de Ruth, que gostou muito do que leu, o texto contribuiu decisivamente para que fosse Loyola o escolhido para cuidar da biografia.

Parte 1


“Isto aqui não está de acordo com os bons padrões araraquarenses”, sussurrava Ruth Cardoso para o chanceler Celso Lafer quando esquentava a temperatura das reuniões com ministros e deputados de que os dois amigos participavam. Na segunda parte desta entrevista, o também araraquarense Ignácio de Loyola Brandão comenta a influência dos usos e costumes interioranos sobre Ruth, que se mudou para São Paulo aos 15 anos. Durante as viagens que fazia para cuidar do programa Comunidade Solidária, por exemplo, a primeira-dama costumava sentar-se com mulheres que acabara de conhecer para conversar sobre a vida local, costura ou receitas culinárias. “Por trás daquela grandeza”, constata Loyola,”Ruth continuou a ser a mulher do interior”.

Parte 2


Uma das descobertas feitas por Ignácio de Loyola Brandão na fase de pesquisas para a biografia Ruth Cardoso – Fragmentos de uma vida foi o bom humor da primeira-dama, temperado pela fina ironia. “Ela era extremamente bem-humorada, embora ninguém escapasse do pito de Ruth”, conta o escritor, recorrendo a outra expressão típica de Araraquara.

Parte 3


“Ruth Cardoso levou para o túmulo uma mágoa de Erenice Guerra e etc”, revela Ignácio de Loyola Brandão ao falar sobre o dossiê fabricado pela Casa Civil do governo Lula contra o presidente Fernando Henrique Cardoso e a primeira-dama. Etc é outro codinome de Dilma Rousseff. A morte de Ruth em 2008, poucos meses depois da afronta, causou uma comoção popular que surpreendeu até FHC. “Ela era amada por todos os lugares onde passava”, conta Loyola. Pela primeira – e única – vez na história os brasileiros conheceram uma mulher de presidente que tinha luz própria.

Parte 4


23/01/2010

às 11:33 \ Sanatório Geral

Coisa de gênio

“Olha, com algumas exceções, como o Costa e Silva, que confundia latrocínio com laticínio, fomos sempre governados por homens letrados, muitos deles intelectuais de nome, que conseguiram construir o país mais desigual e injusto do mundo sem cometer um erro de concordância”.

Luis Fernando Verissimo, na revista Caros Amigos, ao entrevistador que lhe perguntou “se compartilha da opinião quase unânime de que o presidente Lula é analfabeto e precisa ler”, ensinando que, se todos os países tornassem inelegíveis os alfabetizados e proibissem a leitura, o mundo seria uma beleza.


 

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