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educação

25/10/2011

às 20:12 \ História em Imagens

A vaia e o pito que estragaram o domingo festivo de Cid Gomes na cidade natal

Quando resolveu comparecer à assinatura de uma promessa no centro histórico de Sobral, o governador cearense Cid Gomes certamente imaginou que encerraria festivamente, na noite de domingo, o fim de semana na cidade natal. Protagonizou um fiasco inesquecível. Nem o show do cantor Zeca Baleiro melhorou o humor da plateia atulhada de professores e estudantes descontentes com o sistema de ensino. Surpreendido pela vaia intensa e ininterrupta, Cid interrompeu a discurseira e sugeriu que algum dos insatisfeitos usasse o microfone. Má ideia, comprova o vídeo abaixo.

O professor Jander Alcântara subiu ao palanque e , com notável concisão, deu seu recado: “A maioria aqui são jovens, são conscientes do papel da educação”, informou, de frente para o governador. “E eu acho que você também deveria estar. Então, a dica para você, para os seus próximos mandatos, se acontecerem, e eu espero que não: tome cuidado com as suas palavras, certo? Só tome cuidado com suas palavras”.  Feita a advertência, Jander devolveu o microfone e desceu.

Desconcertado, Cid perguntou se alguém mais queria falar. Como só ouviu apupos, retomou o palavrório tropeçando em advérbios e redundâncias. “Eu sinceramente estou pessoalmente sentido, em encontrar na minha cidade, na cidade em que eu nasci, na cidade em que eu fui prefeito, na cidade em que eu sempre tive todo carinho, uma reação como essa”, lastimou, para em seguida tentar a contra-ofensiva:  “Quero dizer ao jovem que durante esses quatros anos e dez meses que sou governador do Estado sempre procurei tratar com muito respeito os profissionais da educação. Não misture isso com política!”, advertiu. O som que sublinha o restante do vídeo demonstra que o truque não funcionou.

18/10/2011

às 19:18 \ Vídeos: Entrevista

João Carlos Di Genio, diretor do Colégio Objetivo e reitor da Unip: Nada é mais importante que a capacitação do professor

Diretor do Colégio Objetivo e reitor da Unip, João Carlos Di Genio acumula mais de quarenta anos de experiências ─ todas bem sucedidas ─ à frente de instituições de ensino. Há dias, por exemplo, o Ministério da Educação revisou os resultados do Enem-2010 e informou que o Objetivo é o melhor colégio de São Paulo. Ótimo sinal, sorri o vencedor da disputa entre as mais competentes escolas privadas. “As questões do Enem também levam em conta a compreensão dos textos das perguntas”, ressalta Di Genio. Ele acredita que os resultados deveriam ser adotados como critério de seleção para o vestibular pela USP e pela Unicamp. “O Enem poderia ser transformado na primeira fase”,  sugere Di Genio, convencido de que só a adesão das duas maiores universidades do estado vai acabar com o desinteresse de muitos alunos paulistas pelo exame instituído pelo Ministério da Educação.

Na segunda parte da entrevista, Di Genio critica o peso atribuído à prova de redação no ranking do Enem. “Em nenhum lugar do mundo a redação chega a valer metade da prova”, argumenta. Sejam quais forem os critérios utilizados, contudo, ele acredita que o Objetivo estará no topo do ranking. “Nós focalizamos as competências e habilidades e temos 50 anos”, lembra.

Na terceira parte da conversa, o entrevistado comenta a superioridade do ensino particular sobre a rede pública. O que faz a diferença é a capacitação do professor, resume. No Colégio Objetivo, por exemplo, existe uma Comissão de Qualificação de Aprendizagem, encarregada de avaliar regularmente o desempenho dos professores.

Na última parte da entrevista, João Carlos Di Genio afirma que a tecnologia é uma grande aliada da educação e registra com orgulho algumas ações pioneiras. Ele foi o primeiro a instalar e utilizar computadores em salas de aula. “É um instrumento de informação”, constata. “E é importante mostrar para o professor que a tecnologia não vai substituí-lo.”

23/09/2011

às 9:51 \ Sanatório Geral

Metade é pouco

“Um dos maiores problemas da educação brasileira está na questão da desigualdade de aprendizado entre os alunos. Metade dos brasileiros tem já alto desempenho escolar.”

Fernando Haddad, ministro da Educação, explicando que os analfabetos viscerais, os analfabetos funcionais, os que não sabem ver as horas no relógio, os que só conseguem escrever o nome, os que dizem “nós pega os peixe” e Lula, somados, representam apenas metade da população brasileira.

13/09/2011

às 18:32 \ Feira Livre

‘Educação: reprovada’, um artigo de Lya Luft

TEXTO PUBLICADO NA REVISTA VEJA DESTA SEMANA

Lya Luft

Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.

Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?

De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.

Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.

Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.

Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?

Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir a escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.

22/06/2011

às 6:19 \ Sanatório Geral

Celso Arnaldo captura Dilma

“Um dos principais caminhos se encontram (sic) aqui. (…) A questão essencial é que todo jovem e toda jovem brasileira tem de tê domínio da linguagem e tem de ter um imenso compromisso também com a matemática. Ninhum de nós aqui pode desconhecê que a linguagem, o domínio do português e o domínio da matemática são cruciais para, são pré-condições para todos os outros conhecimentos”

Dilma Rousseff, capturada por Celso Arnaldo ao saudar os premiados na 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática com um medonho ensaio sobre a importância da educação, ensinando aos alunos, por A mais B, a partir de 4m2s, que o domínio do português é pré-condição para todos os outros conhecimentos, mas não para chegar a presidente da República.

03/06/2011

às 17:09 \ Feira Livre

‘Proposta para a educação’, um artigo de Fernando Reinach

TEXTO PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA QUINTA-FEIRA

Fernando Reinach

Você lembra o número do telefone de seu dentista? Onde estão suas músicas preferidas? E a história de seu país? Essas informações estão fora de seu corpo, talvez no seu telefone celular, nos CDs e nos livros que enchem as estantes.

Estamos tão acostumados a guardar, buscar e utilizar informações armazenadas em instrumentos de memória extracorpórea que é quase impossível imaginar como seria nossa existência sem essas tecnologias. Mas a realidade é que, durante a maior parte da existência do Homo sapiens, o único instrumento de que dispúnhamos para armazenar informação era nossa memória e a memória de nossos conhecidos.

O processo de acúmulo de informações surgiu quando nossos ancestrais começaram a se comunicar, talvez 1 milhão de anos atrás. Antes, a informação acumulada por uma pessoa desaparecia com sua morte.

O que para nós é difícil de compreender é que durante 995 mil desses últimos 1 milhão de anos toda a informação acumulada por nossa espécie estava armazenada exclusivamente em nossa própria memória. Não havia instrumentos de memória extracorpórea, a escrita não tinha sido inventada. Os desenhos e outras formas de arte, apesar de úteis, são incapazes de estocar muita informação. Faz menos de 5 mil anos que aprendemos a escrever e aos poucos pudemos retirar de nossa memória parte da responsabilidade de estocar a informação coletada pela humanidade. Surgiram os livros, depois os discos e os computadores.

É quase impossível imaginar como foi nossa relação com a memória cerebral durante centenas de milhares de anos. Imagine um mundo onde qualquer informação esquecida não pudesse ser recuperada. Foi neste ambiente que nosso cérebro evoluiu e foi moldado pelo processo de seleção natural. A educação de um indivíduo obrigatoriamente passava pela tarefa de memorizar as informações acumuladas por seus antepassados. As histórias, as músicas, os alimentos, como caçar e como tratar doenças. Cada indivíduo, antes de se considerar educado, deveria memorizar todas estas informações. Educar era antes de tudo lembrar.

Com o desenvolvimento da escrita, as tradições orais foram colocadas no papel e cuidadosamente replicadas. Mas só muito recentemente a prensa de Gutenberg se espalhou pela Europa e os livros puderam chegar a grande parte da população. Foi nesta época de transição, entre o uso exclusivo da memória e a introdução dos instrumentos de memória extracorpóreos, que surgiram as escolas. A disponibilidade da informação nesses instrumentos ainda era limitada e a educação tinha como objetivo “copiar” no cérebro de cada indivíduo grande parte da informação acumulada pela humanidade. Mas, enquanto esse sistema de ensino se espalhava e as crianças estavam memorizando acidentes geográficos, por exemplo, o aprimoramento dos mecanismos de memória extracorpórea permitiu que a quantidade de informação acumulada crescesse exponencialmente.

Nosso sistema de educação estava condenado ao fracasso antes de poder se espalhar. Hoje é impossível ensinar ou aprender tudo o que a humanidade sabe. Os anos de estudo se prolongam e a quantidade de informação a ser ensinada se multiplica. A especialização, grande esperança do século 20, inibe a criatividade, condena as pessoas a viverem em um microcosmo e acirra conflitos entre habitantes de cada microcosmo. São agricultores que não entendem o ecossistema, ecologistas que não entendem a evolução. E, pior, pessoas que não sabem aprender fora da escola.

Talvez seja a hora de pensar numa mudança radical no processo de educação. Ele não deve ter como objetivo copiar a informação para nosso cérebro. Da mesma maneira que deixamos de decorar o número do telefone do dentista, o objetivo da educação deveria ser capacitar as pessoas a explorar, capturar, selecionar, julgar e utilizar as informações acumuladas nos mecanismos de memória extracorpórea. Deveríamos também ensinar as pessoas a organizar, sistematizar e depositar informações nesses mecanismos extracorpóreos, tanto individualmente quanto coletivamente. As informações utilizadas durante o ensino seriam somente exemplos que permitiriam aos alunos aprender a navegar pelo mar de informações. Aos 21 anos deixaríamos para sempre o ambiente escolar, cada jovem diferente de todos os outros, mas todos capazes de estudar e aprender durante o resto da vida.

20/05/2011

às 13:37 \ Feira Livre

A grande lição da professora aos deputados

Nesta semana, o nome da professora Amanda Gurgel figurou na lista dos dez tópicos mais acessados do Brasil no Twitter. Visualizado por 462 mil pessoas no YouTube, o vídeo abaixo registra o discurso que, em 10 de maio, desconcertou os deputados e espectadores que lotavam o auditório Robinson Faria, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Proposta pelo deputado Hermano Morais (PMDB-RN), a audiência pública deveria discutir naquela manhã o atual cenário da educação no Estado. A contundente intervenção de Amanda mudou a agenda do encontro, os rumos do debate e escancarou a penosa situação das escolas no Brasil inteiro.

Uma foto do Brasil *

Dora Kramer

No dia 10 de maio, uma professora, Amanda Gurgel, falou em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte meia dúzia de verdades que desenharam em parte o cenário da educação no País.

Às autoridades presentes restou o silêncio diante das palavras de uma brasileira angustiada.

As seguintes: “Durante cada fala aqui eu pensava em como organizar a minha fala. Porque são tantas as questões a serem colocadas e tantas as angústias do dia a dia de quem está em sala de aula, que eu queria pelo menos conseguir sintetizar minimamente essas angústias.

“Como as pessoas sempre apresentam muitos números e dizem que eles são irrefutáveis, eu gostaria também de apresentar um número que é composto por três algarismos apenas, bem diferentes de tantos números que são apresentados aqui com tantos algarismos: é o número do meu salário, R$ 930, com nível superior e especialização.

“Eu perguntaria a todos aqui, mas só respondam se não ficarem constrangidos, se vocês conseguiriam sobreviver ou manter o padrão de vida que vocês mantêm, com esse salário. Certamente não conseguiriam.

“Não é suficiente nem para pagar a indumentária que os senhores e as senhoras utilizam para poder frequentar esta Casa. A minha fala não poderia partir de um ponto diferente, porque só quem está em sala de aula, só quem pega três ônibus por dia para chegar a seu local de trabalho é que pode falar com propriedade.

“Fora disso, qualquer consideração aqui é apenas para mascarar uma verdade visível a todo mundo: em nenhum governo, em nenhum momento no nosso Estado, na nossa cidade, no nosso país a educação foi uma prioridade.

“Então, me preocupa muitíssimo a posição da maioria, inclusive da secretária (de Educação) Betânia Ramalho, de não falarmos sobre a situação precária porque isso todo mundo já sabe.

“Como assim, não vamos falar da situação precária? Gente, estamos aceitando a condição precária da educação como uma fatalidade?

“Estão me colocando dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil, é isso?

“Salas de aulas superlotadas com os alunos entrando com uma carteira na cabeça porque não têm carteiras nas salas e sou eu a redentora do País? Não tenho condições, muito menos com o salário que recebo.

“A secretária disse que não podemos ser imediatistas, que precisamos pensar a longo prazo. Mas a minha necessidade de alimentação é imediata. A minha necessidade de transporte é imediata, a necessidade dos alunos de ter uma educação de qualidade é imediata.

“Eu gostaria de pedir aos senhores que se libertem dessa concepção extremamente equivocada, e digo isso com mais propriedade do que os grandes estudiosos: parem de associar a qualidade da educação com professor dentro da sala de aula.

“Não há como ter qualidade em educação com professores trabalhando em três turnos seguidos, multiplicando seus salários: R$ 930 de manhã, R$ 930 de tarde, R$ 930 de noite para poder sobreviver. Não é para andar com bolsa de marca nem para usar perfume francês.

“É para pagar a alimentação de seus filhos, para pagar a prestação de um carro que muitas vezes compram para se locomover mais rapidamente entre uma escola e outra.

“Não me sinto constrangida de apresentar meu contracheque, porque penso que o constrangimento deve ser de vocês.

“Lamento, mas deveriam todos estar constrangidos. Entra governo e sai governo e o que se solicita de nós é paciência e tolerância.

“Quero pedir à secretária paciência também porque nós não aguentamos mais esse discurso.

“Não podemos ser responsabilizados pelo caos que na verdade só se apresenta para a sociedade quando nós estamos em greve, mas que está lá todos os dias dentro da sala de aula, em todos os lugares.

“São muitas questões mais complexas que precisariam ser postas aqui. Mas infelizmente o tempo é curto e é isso que eu gostaria de dizer em nome dos meus colegas que pegam três ônibus para chegar ao local de trabalho, em nome dos estudantes que estão sem aula agora por causa da greve, mas que ficam sem aula por muitos outros motivos.”

É isso. Embora não seja apenas isso.

* Artigo publicado no Estadão desta sexta-feira.

18/05/2011

às 12:45 \ Direto ao Ponto

Haddad merece esse MEC. O Brasil que pensa é que não merece nenhum dos dois

O comentarista Miguel sugeriu que fossem reprisados o texto e o vídeo que, em 9 de novembro de 2010, pilharam em flagrante delito o ministro Fernando Haddad. Boa ideia: fica bem mais fácil entender por que o MEC agora patrocina livros didáticos concebidos para ensinar que falar errado está certo. Confira:

A bofetada no rosto dos brasileiros alfabetizados é desferida exatamente aos 2 minutos: “cabeçário”, diz Fernando Haddad. Ele não sabe que o certo é cabeçalho. E é ministro da Educação.

O país que pensa não merece. Mas cabeçário rima com falsário.

17/05/2011

às 17:33 \ Sanatório Geral

A dona do português

“Por que, em educação, todo mundo acha que conhece os assuntos e pode falar com propriedade? Esse assunto é complexo, é para especialistas”.

Heloísa Ramos, autora do livro “Por uma Vida Melhor”, que deverá incluir na próxima edição o subtítulo “Nós pega o peixe”, avisando que especialistas em linguística têm o direito de ensinar errado sem que ninguém mais abra a boca.

09/05/2011

às 3:45 \ Sanatório Geral

Uma coisa por vez

“Se olharmos o público em situação de extrema pobreza, veremos que 56% deles têm no máximo 19 anos. Não queremos que essa população vá logo para o trabalho. O que devemos oferecer aos jovens é sobretudo educação de qualidade, para que tenham melhores oportunidades que seus pais”.

Ana Fonseca, secretária extraordinária de Erradicação da Pobreza, no Estadão deste domingo, informando que, antes de tirar da miséria quem tem menos de 19 anos, vai garantir um diploma de doutor a cada jovem paupérrimo graças à qualidade do sistema de ensino que, como não é possível resolver todos os problemas ao mesmo tempo, só daqui a 50 anos será oferecida aos 12 milhões de brasileiros analfabetos.


 

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