Blogs e Colunistas

Eduardo Paes

19/03/2011

às 17:39 \ Sanatório Geral

A anta do Rio

“Vou levar esse cara aqui para receber o Obama”.

Eduardo Paes, durante um falatório no bairro do Campinho, ao chamar para subir ao palco um sósia de Osama Bin Laden dois dias antes da chegada do presidente Barack Obama, mostrando que, como para o prefeito do Rio o Carnaval não acaba nunca, pode até fazer gracinha com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, que mataram milhares de civis.

18/03/2011

às 21:21 \ Sanatório Geral

Conta outra, prefeito

“Pelo menos, não entro para a história como o prefeito que fechou o Amarelinho”.

Eduardo Paes, sobre a tranferência da apresentação de Barack Obama da Cinelândia para o Theatro Municipal, fazendo de conta que estava preocupado com a ideia de entrar para a história como o prefeito que fechou por algumas horas um dos bares mais conhecidos do Rio, não como o oposicionista que virou parceiro do partido que, embora ataque o imperialismo ianque de meia em meia hora, acha que manifestações de protesto contra o imperialismo ianque devem ser reprimidas pela polícia.

08/03/2011

às 13:31 \ Sanatório Geral

Boa dupla

“Ah, o Lula parou de beber”.

Eduardo Paes, ao explicar por que o ex-presidente não apareceu no camarote do prefeito na Sapucaí, mostrando que, além de fumar cigarrilhas, assimilou outros hábitos do chefe.

07/03/2011

às 22:31 \ Sanatório Geral

Bloco da vassalagem

“Só fumo quando bebo. Eu não fumava. Aí um dia, vi o Sérgio Cabral e o Lula com isso. Falei: ‘Vou experimentar essa p…’ Agora eles largaram e eu continuo”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, ao acender uma cigarrilha durante a Feijoada do Amaral no píer Mauá, explicando que imita os chefes até quando faz mal à saúde e provando que, mesmo durante o Carnaval, é possível conversar com classe e elegância sobre assuntos muito relevantes.

07/03/2011

às 20:00 \ Frases

Quanta fineza

“Só fumo quando bebo. Eu não fumava. Aí um dia, vi o Sérgio Cabral e o Lula com isso. Falei: ‘Vou experimentar essa p…’ Agora eles largaram e eu continuo”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

02/03/2011

às 16:47 \ Sanatório Geral

Doutor em arqueologia

“Fui lá no sábado vistoriar as obras e, quando vi aquilo, fiquei absolutamene chocado. Vou fazer uma praça como em Roma. Ali estão as nossas ruínas romanas”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio, empolgado com a descoberta de restos do Cais da Imperatriz e do Cais do Valongo durante as obras do Projeto Porto Maravilha, na Zona Portuária, anunciando ao mundo que o Brasil encontrou vestígios de construções do século XIX que, apesar da diferença de mais de 2 mil anos, são iguaizinhos às ruínas romanas anteriores à passagem de Cristo pela Terra.

29/01/2011

às 15:53 \ Direto ao Ponto

Dilma esquece a contagem dos mortos para contar vantagem e troca a carranca de luto pelo sorriso de aeromoça de Tupolev

Quem ensinou a Dilma Rousseff que sisudez não rima com política precisa explicar-lhe urgentemente que, em certas ocasiões, a mostra de todos os dentes pode ser mais perturbadora que a carranca de bedel da escolinha de ministros. Foi assim na visita ao túmulo de Tancredo Neves, quando a candidata em campanha resolveu estrear num cemitério o sorriso de aeromoça de Tupolev. Foi assim na quinta-feira, quando reprisou a alegria fora de hora na visita ao Centro de Operações do Rio.

Enquanto prossegue a contagem dos mortos na Região Serrana, a presidente, escoltada pelo também sorridente Sérgio Cabral, gastou o dia contando vantagem em parceria com Eduardo Paes. Teve de conter a euforia ao ouvir do prefeito que a cidade será monitorada 24 horas por dia pelo centro, concebido para identificar a tempo quaisquer perigos que possam resultar em situações de crise e exigir medidas de emergência. Desastres naturais semelhantes ao que devastou a Região Serrana, por exemplo, serão  detectados com dois dias de antecedência.

“Aqui estamos vendo o futuro: vocês estão um passo à frente do Brasil”, festejou Dilma Rousseff. É outro palavrório cretino, mas não deixa de fazer sentido. Por estarem um passo à frente do resto do país, os cariocas terão 48 horas para tentar salvar-se por conta própria, simultaneamente, do dilúvio e da incompetência dos pais-da-pátria — uma associação letal cujo poder de destruição os habitantes da Região Serrana descobriram tarde demais.

Agora o país inteiro sabe que é inútil pedir socorro ao governo. Melhor rezar para não chover. O Sistema Nacional de Defesa Civil inventado por Lula só existe na papelada registrada em cartório que descreve um país do faz-de-conta. O Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais prometido há dias por Dilma vai demorar pelo menos quatro anos. Se o Centro de Operações do Rio localizar uma tragédia em gestação, o governo federal não fará mais que antecipar os votos de solidariedade às famílias atingidas pela inclemência da natureza. O massacre ocorrido na Região Serrana foi anunciado não com dois dias de antecedência, mas quase mil. Nenhum dos governantes fez algo além de promessas.

Na quinta-feira, Dilma, Cabral e Paes estavam sem tempo para os mortos deste  janeiro. (Eram 847 no fim da tarde de sexta-feira. Logo passarão de mil). A festinha no Centro de Operações foi armada para mostrar aos cartolas muito vivos da Fifa e do Comitê Olímpico que a cidade mais bela do mundo é também a mais segura. Está pronta para a Copa do Mundo e a Olimpíada. Com chuva ou sem chuva.

O espetáculo do cinismo e da ganância não pode parar. O sorriso da turma ajuda a compor a expressão beatífica de quem sonha com verdes campos de dólares ou descansa à sombra das licitações em flor.

15/11/2010

às 20:35 \ Direto ao Ponto

O bisonho legado da primeira-dama

“A Marisa está se dedicando exclusivamente à trabalheira que dá a mudança para São Bernardo”, acaba de avisar o presidente Lula, encerrando oficiosamente o segundo mandato da primeira-dama. Única ocupante do posto a ocupar um gabinete no Palácio do Planalto, Marisa Letícia Lula da Silva foi também a única que não dedicou um único minuto aos programas sociais do governo. Jamais se soube o que fez dentro da sala, só o que fazia ao sair dali: entrava sem bater no gabinete presidencial, dizia que já era tarde e arrastava o marido para casa.

As raras anotações na folha de serviços informam que Marisa Letícia não conseguiu plantar no jardim do Palácio da Alvorada a estrela de sálvias que reproduzia o símbolo do PT, mas conseguiu instalar um galinheiro na Granja do Torto e também conseguiu a cidadania italiana. Que manejou o cartão corporativos como poucas e viajou como nenhuma outra primeira-dama, mas não sabe direito onde gastou nem onde esteve. Que obrigou o prefeito Eduardo Paes a escrever uma carta pedindo desculpas por ter ofendido a Primeira Família, mas ninguém ainda conseguiu obrigá-la a entregar ao patrimônio da União aquelas joias que ganhou numa passeio pelos Emirados Árabes.

As anotações informam ainda que foi condecorada ninguém sabe por quais motivos e que mudou de rosto, mas não de temperamento: de janeiro de 2003 até agora, guardou para dar palpites em casa a voz que raramente usou em público. Fez três discursos sobre temas distintos, todos divulgados pela coluna. Confira na seção História em Imagens. Tudo somado, falou pouco mais de um minuto. Não disse rigorosamente nada.

Marisa Letícia Lula da Silva será lembrada por ter ilustrado exemplarmente uma lição antiga: existe a ausência que preenche uma lacuna.

11/09/2010

às 17:14 \ Sanatório Geral

Prefeito valente

“Chinelada na paulistada. É humilhante… Mostro a vista e mostro um negócio desses. Vai levar o que pra São Paulo?”

Eduardo Paes, prefeito do Rio, inimigo jurado de Lula até o presidente ordenar-lhe que pedisse perdão a Marisa Letícia, ao mostrar ao secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, a baía da Guanabara, que será despoluída pela administração municipal em 2014, ou 2024, ou 2034, ou quando Deus quiser.

01/06/2010

às 11:36 \ Sanatório Geral

Fala perdida

“Outro dia estava sobrevoando de helicóptero ali pelo Pavão-Pavãozinho e vi o elevador fantástico que vai trazer o povo lá de cima, do morro, para pegar o metrô. Certamente alguém vai olhar e dizer: ‘Esse Sérgio Cabral, esse Lula e esse Eduardo Paes são uns babacas. Em vez de gastarem dinheiro fazendo um centro de música para rico ficam fazendo elevador para pobre. Pobre tem mais é que engrossar a canela’”.

Lula, depois do almoço desta segunda-feira no Rio, confessando que costuma olhar favelas a bordo de um helicóptero, coisa que favelado só vê de perto quando as operações policiais incluem ataques aéreos.


 

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