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Eduardo Paes

16/10/2011

às 0:42 \ Sanatório Geral

Estadista & pensador

“Aí é um caso para se repensar que tipo de legislação se tem no município para impedir novos acidentes”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, explicando que é preciso criar uma nova lei para impedir a ocorrência de acidentes causados pelo desrespeito à lei.

19/09/2011

às 10:50 \ O País quer Saber

A lista de 20 promessas avisa que a fábrica de vigarices inventou o conto da olimpíada

Para emplacar a candidatura do Rio a cidade-sede da Olimpíada de 2016, o Planalto, o presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes endossaram o colosso de promessas apresentadas oficialmente ao Comitê Olímpico Internacional pela cartolagem brasileira. Entre as mais vistosas, delirantes, malandras, lucrativas ou simplesmente irresponsáveis, a coluna selecionou 20 maravilhas que, passados dois anos, não saíram da imaginação da turma que festejou em Zurique a conquista patriótica. Segue-se a lista, que reproduz sem correções nem retoques o que está escrito no “caderno de encargos” que garantiu a escolha do Rio:

1. Entregar à iniciativa privada a administração do Maracanã, em regime de concessão, até julho de 2013.

2. Despoluir a Baía de Guanabara.

3. Transformar a Zona Portuária em um bairro residencial de entretenimento e turismo.

4. Plantar 24 milhões de árvores na cidade até 2016.

5. Criar uma política de tolerância zero ao desmatamento da Mata Atlântica, para acelerar a regeneração do Parque Nacional da Pedra Branca e da Floresta da Tijuca, e estender à medida aos mangues da Barra e às proximidades das instalações esportivas.

6. Tratar e reciclar 100% do lixo sólido gerado durante os preparativos e operação dos Jogos de 2016 em parceria com comunidades carentes.

7. Recuperar até junho de 2016 a Baía de Guanabara, além de rios e córregos, em particular o sistema lagunar da Barra da Tijuca.

8. Eliminar todos os lixões ilegais da cidade até 2010.

9. Criar novas estratégias para a reciclagem do lixo e enviar o entulho das novas construções para usinas de reciclagem.

10. Implantar mecanismos para reaproveitar a água das chuvas e um sistema de economia de energia elétrica com o uso de painéis solares nas instalações esportivas e nas vilas a ser construídas.

11. Gerar 50 mil empregos temporários e 115 mil permanentes em áreas como turismo, gestão de esporte, construção civil e comércio, entre outras.

12. Construir uma Vila Olímpica no terreno da Cidade do Rock com 17,7 mil camas, um centro de treinamento que reúna equipamentos de 11 esportes olímpicos e oito paraolímpicos, empreendimento que será habitado por cerca de 2.400 famílias após o término do evento.

13. Criar uma praia particular para os atletas (Reserva).

14. Implantar o projeto Jovens Embaixadores: a partir de março de 2015, alunos das escolas do Rio estudarão os valores Olímpicos e Paraolímpicos, os esportes e também a cultura dos países que participarão das Olimpíadas.

15. Investir, até 2012, R$ 3,35 bilhões no Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) para implantar medidas preventivas de combate à violência.

16. Criar uma força única e integrada de segurança sob a coordenação da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

17. Investir R$ 731 milhões (em valores de setembro de 2009) em projetos de segurança para o evento.

18. Ter, em 2016, 100% da frota de ônibus do Rio equipada com combustíveis limpos, como o biodiesel e o etanol.

19. Criar barreiras acústicas para os novos corredores de transporte, com o plantio de árvores ou paisagismo.

20. Concluir a linha de metrô até a Barra da Tijuca.

Os cartolas do COI e o Brasil decente caíram no conto da olimpíada, outra invenção produzida pela usina de vigarices tropicais. Como atesta o vídeo abaixo, o produto foi testado pela primeira vez no Pan-2007. Funcionou muito bem e aumentou a fortuna de meio mundo. Como não deu cadeia, o lançamento oficial está em curso ─ e em escala ampliada. Os brasileiros que pagam impostos ainda estarão convalescendo da Copa da Roubalheira quando lhes for apresentada a conta da Olimpíada da Ladroagem.


06/09/2011

às 23:36 \ Direto ao Ponto

Monumento à mistificação é implodido a tiros

Um tiroteio envolvendo soldados do Exército, policiais militares e traficantes de drogas, em curso há quase quatro horas no Morro do Alemão, implodiu outro monumento à mistificação erguido por Lula, Dilma Rousseff, Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Graças à integração entre os governos federal, estadual e municipal, recita o quarteto há nove meses, ali começou, em 28 de novembro de 2010, a pacificação do Rio de Janeiro. Se é que começou, acaba de ser fulminada pela troca de chumbo desta terça-feira.

A falácia da cidade pronta para hospedar a final da Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 foi reduzida a frangalhos pelo casamento da incompetência administrativa com o oportunismo político. A ocupação do Morro do Alemão deveria ser a primeira de uma série de operações  encadeadas, e concebidas para consolidar a presença do Estado numa zona de exclusão dominada por bandos fora-da-lei. Foi a primeira e última. De lá para cá, não aconteceu nada. Ou quase nada: Dilma, Cabral e Paes festejaram a inauguração do teleférico que Lula prometeu. No dia da inauguração, ainda não funcionava. Nesta noite, deixou de funcionar para não entrar na linha de tiro.

No domingo, depois de um conflito com os moradores, os militares foram acusados de agir com truculência. Em resposta, o Exército divulgou um vídeo que mostra traficantes vendendo drogas com o desembaraço dos velhos tempos (veja abaixo). O tumor não foi devidamente lancetado, avisam as cenas. Os bandidos estão de volta. Foi por saber disso que Cabral e Dilma combinaram que as Forças Armadas ficarão por lá até junho de 2012. “Isso permitirá que trabalhemos com mais tempo o planejamento das próximas UPPs”, alega o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. As Unidades de Polícia Pacificadora são um bom prefácio. Sem não vierem os capítulos seguintes, esses sim capazes de mudar a história, as UPPs são apenas uma fraude.

Na véspera do Sete de Setembro, o Brasil constatou que a polícia do governo Sérgio Cabral não tem musculatura para controlar a zona conflagrada. Depende do Exército para impedir que os traficantes voltem a proclamar a independência do Morro do Alemão ─ e reassumam o comando do que lhes pertence desde sempre.

31/07/2011

às 0:27 \ Sanatório Geral

Tudo pronto

“Com o sorteio das eliminatórias, pode-se dizer que a Copa começa amanhã, e nós, do Rio, nos autodeclaramos desde hoje capital da Copa do Mundo”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, fingindo ignorar que, se a Copa começasse amanhã, a final seria disputada nas ruínas do Maracanã.

20/06/2011

às 19:51 \ Direto ao Ponto

Henrique Meirelles e a armadilha olímpica

Convidado há três meses para presidir a Autoridade Pública Olímpica (APO), autarquia concebida para aprovar e fiscalizar obras de infraestrutura vinculadas aos Jogos de 2016, Henrique Meirelles acabou nomeado na sexta-feira representante da União num certo Conselho Público Olímpíco da Autoridade Pública Olímpica. Se o nome ficou maior, Meirelles ficou menor. Em tese, vai dirigir o colegiado que inclui o governador fluminense e o prefeito do Rio. Na prática, será um dos integrantes do triunvirato completado por Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Já é uma dupla e tanto. Mas terá de lidar também com o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.

No primeiro número do Pasquim, Millôr Fernandes fez a advertência famosa: “Se este jornal for independente, não dura três meses. Se durar três meses, não é independente”. A profecia só se cumpriu alguns anos mais tarde. Sem medo de errar, tomo emprestada a previsão de Millôr para aplicá-la a Henrique Meirelles, que pode ter caído numa armadilha olímpica. Até prova em contrário, o ex-presidente do Banco Central é um homem honesto. Se continuar a sê-lo, não dura três meses no cargo.

Tomara que saia antes.

19/03/2011

às 17:39 \ Sanatório Geral

A anta do Rio

“Vou levar esse cara aqui para receber o Obama”.

Eduardo Paes, durante um falatório no bairro do Campinho, ao chamar para subir ao palco um sósia de Osama Bin Laden dois dias antes da chegada do presidente Barack Obama, mostrando que, como para o prefeito do Rio o Carnaval não acaba nunca, pode até fazer gracinha com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, que mataram milhares de civis.

18/03/2011

às 21:21 \ Sanatório Geral

Conta outra, prefeito

“Pelo menos, não entro para a história como o prefeito que fechou o Amarelinho”.

Eduardo Paes, sobre a tranferência da apresentação de Barack Obama da Cinelândia para o Theatro Municipal, fazendo de conta que estava preocupado com a ideia de entrar para a história como o prefeito que fechou por algumas horas um dos bares mais conhecidos do Rio, não como o oposicionista que virou parceiro do partido que, embora ataque o imperialismo ianque de meia em meia hora, acha que manifestações de protesto contra o imperialismo ianque devem ser reprimidas pela polícia.

08/03/2011

às 13:31 \ Sanatório Geral

Boa dupla

“Ah, o Lula parou de beber”.

Eduardo Paes, ao explicar por que o ex-presidente não apareceu no camarote do prefeito na Sapucaí, mostrando que, além de fumar cigarrilhas, assimilou outros hábitos do chefe.

07/03/2011

às 22:31 \ Sanatório Geral

Bloco da vassalagem

“Só fumo quando bebo. Eu não fumava. Aí um dia, vi o Sérgio Cabral e o Lula com isso. Falei: ‘Vou experimentar essa p…’ Agora eles largaram e eu continuo”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, ao acender uma cigarrilha durante a Feijoada do Amaral no píer Mauá, explicando que imita os chefes até quando faz mal à saúde e provando que, mesmo durante o Carnaval, é possível conversar com classe e elegância sobre assuntos muito relevantes.

07/03/2011

às 20:00 \ Frases

Quanta fineza

“Só fumo quando bebo. Eu não fumava. Aí um dia, vi o Sérgio Cabral e o Lula com isso. Falei: ‘Vou experimentar essa p…’ Agora eles largaram e eu continuo”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.


 

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