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Edison Lobão

09/07/2011

às 15:19 \ Feira Livre

Diário de Dilma: ‘Formei a mesa de tranca’

“DIÁRIO DA DILMA”, PUBLICADO NA EDIÇÃO 58 DA REVISTA PIAUÍ

1º DE JUNHO_Dizem que junho não é um bom mês para sagitarianos. Com ascendente em Escorpião, então, nem se fala. Já deixei dois recados com a minha astróloga. Deve ter alguma coisa encalacrada no meu mapa. Palocci e pneumonia ninguém merece. Minha tia queria trazer um pai de santo muito bom aqui da Ceilândia, para tirar o mau-olhado. Começo hoje uma trezena de santo Antônio.

Não aguentei e li meu horóscopo on-line: “Sua Lua está apontada para Vênus. É tempo de mudança. Renove os ares antes que seja tarde.” Tomei um Rivotril.

2 DE JUNHO_Pedi para o Luiz Sérgio gravar Guerra dos Tronos. Vi uma chamada e fiquei curiosa. A verdade é que, com tanta amolação por causa do Palocci, nem consigo mais seguir Cordel Encantado. Tão fofinha, a novela.

Minha astróloga ligou. Disse que tem três eclipses este mês. Achou boa a ideia do pai de santo porque a coisa está brava.

Tive de chamar o Palocci na chincha. Mandei ele ficar de pé no canto da sala, em silêncio, por dez minutos. Depois, parei a um palmo do nariz dele, encarei-o com meu melhor olhar de ex-terrorista e mandei bala, na bucha: “Por santa Rita de Cássia, diz logo para quem prestou consultoria!” Abaixando a vista, o barbudinho concordou em ir ao Jornal Nacional.

Francamente, ficou chato para todo mundo. Ninguém fala mais do meu topete, das minhas roupas. Ninguém compara mais o meu estilo com o do Lula.

Enfim, em casa. Sorvete de passas ao rum, almofadinha para os pés, edredom. Coloquei o DVD que o Luiz Sérgio gravou, e surpresa: um show da Cher em Las Vegas. O que é isso?

3 DE JUNHO_Pelas perucas do Ivon Cury! O Palocci estava horrível noJornal Nacional! Que conversa fiada, cruzes! E aquele canto de mesa com um copo enorme! Estava num restaurante? Ele não percebe que está ficando uma baleia? Daqui a pouco nem cabe mais naquele big apartamento que comprou com as consultorias.

Vou correr a minha agenda de telefones para ver quem pode substituí-lo.

João Santana soube dos eclipses e me mandou fazer um despacho: “Ponha uma vasilha de água sob o sol. Separe um patinho de borracha. À noite, banhe o patinho com a água. Repita por uma semana.” Anotei bem anotado.

6 DE JUNHO_Botei um conjuntinho mais sóbrio para receber o Hugo Chávez. Ah, se tem uma coisa que a Dilminha sabe é agradar um comunista. Pena que o corte não favoreceu, principalmente na cintura. Ainda bem que o Palocci vai atrair todos os holofotes. Nessas horas um escândalo até que ajuda.

Fiquei arrepiada quando o Chávez disse que me achou inteligente e interessante logo na primeira vez que me viu. Mas não dei bandeira: em terra de sapo, mosca não dá rasante. Não sentia uma emoção tão grande desde que pegamos aquele cofre do Ademar. O Lobão estava por perto e acho que ouviu. Bem feito! É para ele parar de se achar.

Patriota ligou: “Ollanta Humala foi eleito presidente do Peru.” Já ia passando um pito por causa dessa mania dele de fazer trocadilho idiota, quando a Ideli Salvatti, que estava por perto, me cochichou que esse era mesmo o nome do homem. Esperta essa Ideli, vou pedir para ela gravar Guerra dos Tronos.

O Franklin Martins apareceu em casa. Achei ele a cara do Gregory Peck. Deve ser o Rivotril.

7 DE JUNHO_Palocci chegou tão cedo no Alvorada que eu estava de bobes. Trouxe a lista das empresas para quem prestou consultoria: Armarinho dos Souza, Judith Calçados, Zezé Confecções, O Rei das Pochetes. Ora, não me venha de borzeguins ao leito. Palocci prestando consultoria de moda, era o que me faltava! Só se fosse da Camisaria Varca. Depois dessa, não tinha mais ambiente para ele continuar.

Fiquei com dor de cabeça. Liguei para o Sérgio Cabral e pedi para ele imitar o Lula. Ri tanto que destravei a tensão nos ombros.

8 DE JUNHO_Dei o maior pito na Helena Chagas. Como ela deixa sair uma foto minha abraçada ao Luiz Sérgio, o que já não favorece, e ainda por cima com a etiqueta do meu sapato espetada para fora?

Topei na agenda com o nome daquela loira paranaense, a Gleisi. Muito gracinha, ela. Resolvido o problema do Palocci, arre!

Molhei o patinho.

10 DE JUNHO_João Santana deixou no gabinete uma carta cumprimentando o Fernando Henrique pelos 80 anos. Tinha um post-it em cima: “Presidenta, fume o cachimbo da paz com o FHC. Vai por mim. Todos os colunistas tucanos (releve a tautologia) vão elogiá-la e, por tabela, ainda enfraquecemos o Serra.” O texto já veio em papel timbrado e com a minha assinatura no final. Êita marqueteiro eficiente! Mas, cá entre nós, querido diário, “releve a tautologia” é coisa de baiano com complexo de Rui Barbosa.

Adorei os comentários de que a Gleisi é a “Dilma da Dilma”. Ai, se eu tivesse aquele narizinho…

12 DE JUNHO_Fui checar meu perfil clandestino do Facebook e topei com um vídeo superbonitinho, inspirado na música Eduardo e Mônica. Curti e encaminhei para o Fernando Haddad.

Mudança, mudança, mudança: troquei o manobrista com o cozinheiro, a Ideli pelo Luiz Sérgio, e estreei um novo jogo de roupa de cama. Essa de botar a Pesca na Articulação Política foi de gênio. De um golpe, resolvi minha turma da tranca: eu e a Miriam contra a Ideli e a Gleisi. Já vou marcar uma rodada para sábado à noite. Aproveito e faço um quentão, que eu adoro. Depois assistimos a umas reprises de Sex and the City.

13 DE JUNHO_O Lobão está se sentindo a última bolacha do pacote depois que ganhou um par de ray-ban do Antonio Banderas. O Nelson Jobim veio dizer que o homem agora só aparece armado de uma expressão penetrante. Ao se apresentar, franze o cenho e diz: “Meu nome é Edison Lobão, o perigote da presidenta.” Parece o Zé Bonitinho.

14 DE JUNHO_O Haddad me manda um e-mail com uma nova sugestão para o vídeo contra a homofobia: duas amigas que acabam se apaixonando. O título? “Eduarda e Mônica”. Como diria o Robin: “Santa Herança do Lula!”

Esqueci de dar banho no patinho.

15 DE JUNHO_Juntei minhas meninas Ideli e Gleisi para uma primeira rodada de tranca. E preparei uma surpresinha: pedi para a irmã do Chico Buarque trazer uma fita com as músicas inéditas dele.

16 DE JUNHO_O PMDB parece criança: quando a gente dá uma coisa, ele já pede outra. Agora, além de aturar o Temer, tenho de dar ouvidos para os pedidos de sigilo eterno do Sarney e do Collor. E eu doida para fuçar esses documentos.

A música do Chico falava de uma mulher sem orifícios. Fiquei com isso na cabeça. O que será que ele quis dizer? Vou perguntar para a irmã dele. Ainda bem que não a mandei embora.

21 DE JUNHO_O George Clooney terminou com aquela italiana. Esse o Patriota não convida para visitar a gente.

22 DE JUNHO_Delícia de feriadão! Vou aproveitar o São João em Caruaru, faço uma social e depois dou um perdido na turma. Já vou colocar o vestido caipira na mala.

23 DE JUNHO_Aécio caiu do cavalo e o Indio da Costa foi pego na blitz da lei seca. Parece que meu inferno astral está no fim.

25 DE JUNHO_Tentei achar o Lula. Queria pedir para ele ligar para o Fidel e saber o que tem de verdade na boataria sobre o Chávez. Mas o Lula caiu na clandestinidade. Deve estar “fazendo palestra” no jatinho de algum empresário. Essas coisas o PT não vê.

27 DE JUNHO_Marieta Severo para interpretar Dilminha no cinema? Sei não. Adoro a dona Nenê, mas a Paola Oliveira não é mais parecida? Ela está ótima em Insensato Coração. E quem fará o papel do Lobão? Será que o Antonio Banderas esteve no Brasil para isso?

* Escrito por Renato Terra, apresentado pela revista Piauí como o ghost-writer não oficial e não autorizado de Dilma Rousseff.

24/06/2011

às 12:46 \ Feira Livre

Diário de Dilma Rousseff: ‘Estou dodói e Lobão sofre bullying’

“DIÁRIO DA DILMA”, PUBLICADO NA EDIÇÃO 57 DA REVISTA PIAUÍ

30 DE ABRIL_Estou com uma tosse seca e uma febre que não passam. Liguei para o Palocci e pedi uma consultoria. Ele costuma indicar bons médicos. Passou o nome do Roberto Kalil e fez questão de dizer: “Presidenta, beba bastante líquido.” Achei fofo. Às vezes, tenho vontade de apertar aquelas bochechas.

Lula ligou preocupado. Disse para não comprar remédio genérico de jeito nenhum. Afetou uma voz grave: “Não podemos ressuscitar a oposição!” Caímos na gargalhada.

1º DE MAIO_Acordei com um bilhete da minha mãe no criado-mudo: “Vê se agora aprende a levar agasalho antes de sair no sereno. E nunca mais abra a geladeira descalça depois do banho. Quantas vezes tenho de repetir?” Mamãe, assim como o Lula, ainda não entendeu que já sei me virar sozinha. Mas, verdade seja dita, estou dodói mesmo. Ninguém me tira da cabeça que foi a vacina que o João Santana inventou. Estou por aqui de marqueteiros. E esses palácios do Niemeyer! Uma hora matam a gente de frio, outra quase matam de calor. Por que ele não fez um daqueles chalezinhos que a gente vê em Gramado?

2 DE MAIO_Tarde da noite, o milico da segurança veio me acordar: mataram o Bin Laden! Mas cadê o corpo? Não tem nem foto? Bem que ouvi o Obama cochichando lá na Cidade de Deus: “O mundo não acredita que o Armstrong pisou na Lua? Pois é. Quando assisti a Tropa de Elite 2 tive a ideia”. Agora entendi. Dilminha tá ligada, tá pensando o que?

3 DE MAIO_O Kalil veio dizer que os médicos de Brasília erraram o diagnóstico. Que não estou com bursite. Além de pneumonia dupla, meu pulmão está cheio de laquê. Vou pedir a dica de um fixador orgânico para a Marina Silva.

4 DE MAIO_Menino, não é que justo na hora em que o enfermeiro me auscultava o Edison Lobão entrou na sala? Veio me entregar um cartão da Hallmark, com o Garfield segurando uma lupa, acima da frase “Procurei um bom amigo por toda parte…”. Ansiosa, abri e fiquei emocionada quando li “… mas por sorte encontrei você”.

Não sei se o calafrio que senti foi sintoma da doença. Puxamos uma conversa sobre o clima de Brasília e ele chegou a mencionar o Thomas Mann. Que homem profundo.

5 DE MAIO_Marina recomendou um spray à base de mamona e saliva de guaxinim. Usei e minha cabeça quase explodiu. Mas há malas que vão para Belém: me livrei do Paraguai. Mandei o Sarney no meu lugar e ainda fiz umas encomendas.

Lembrete: avisar o Lula que não vai dar para trazer bugigangas que o filho dele pediu.

6 DE MAIO_Mandei trazer da locadora todos os filmes da Julia Roberts para ver na cama.

7 DE MAIO_Acordei ao meio-dia e passei a vista no jornal. Ainda bem que estou acamada, prostrada e com enxaqueca. Tenho direito de não me pronunciar sobre o Ecad e o Código Florestal.

Comecei a ler a Montanha Mágica. O Lobão é muito erudito. Pega mal não acompanhar.

10 DE MAIO_Me arrastei até o Planalto. Nunca vi tanto prefeito junto. Deve ser coisa do Kassab. Vieram pedir dinheiro, claro. Fazer proposta, apresentar projeto ninguém quer, né? Peguei um trocado no Cacique e distribuí.
A Fátima Bernardes passou a usar umas golas maiores, iguais às da modelete aqui. A musa fashion do Planalto está deixando a sua marca. Isso o Jabor não faz.

11 DE MAIO_A Abin veio me dizer que o Lobão está sofrendo bullying do Mercadante e do Jobim. Puseram um apelido nele que nem tenho coragem de escrever aqui. Vou ficar de olho.

Recebi um e-mail da Casa Branca: “Exclusivo: veja as fotos do Osama bin Laden.” Era vírus. Meu laptop travou todinho. Que raiva!

12 DE MAIO_A irmã do Chico Buarque entrou esbaforida no meu gabinete dizendo que estava sendo perseguida pela imprensa. Pedi para o Palocci dar uma consultoria para a menina.

Resolvi fazer uma faxina no armário, que estava uma zona. Tinha até meia-calça furada. Vou dar de presente para a Miriam Belchior as camisas velhas de seda. Trouxe umas da China que não amassam e são ótimas para viagem.

13 DE MAIO_Criei um perfil fake no Facebook. Com nome falso e tudo. Não aguento ficar muito tempo sem sentir a adrenalina da clandestinidade. Mas estou passada! As pessoas colocam fotos, informações pessoais, interesses, tudo. Nem morta eu digo que gosto das canções do Peninha.

14 DE MAIO_Sensação de paz. Não sabia a razão. Achei que era pneumonia, até que atinei: o Lula está por aí dando palestra e me deu sossego. Tem empresário que é cego e surdo!

O Jobim anda dizendo que o cabelo do Lobão “está mais preto que a asa da graúna”. Como se não bastasse, o Mercadante deixou uma imagem de Santo Antônio na portaria do Ministério de Minas e Energia. Estão passando dos limites. Vou dar uma chamada neles.

15 DE MAIO_Não vou meter a mão nessa cumbuca que não sou maluca, e ainda mais que continuo dodói. Mas não resisiti e mandei um e-mail para o Haddad: “Já recebi meus exame médico. Estão tudo bem. Quando você vem aqui discutir a norma culta?”

E não é que o danado respondeu: “Vou estar terminando um despacho e quando fechar uns relatório do Enem passo aí.”

17 DE MAIO_Minha Virgem do Coração Sagrado: que bafo essa história Schwarzenegger e do Strauss-Kahn! Fiquei besta! E o DSK com 62 está batendo aquele bolão todo? Cheguei a conhecer o homem, quem diria! Ainda bem que o Guido não saiu do meu lado. Algum uso ele tem. Pena mesmo eu tenho é da Maria. Essas mulheres da família Kennedy nasceram para sofrer com marido safado. Entrei na internet para ver onde ficam as Seicheles. Fiquei louca, vou ver se o Patriota descola uma viagem para lá. Ele cisma de visitar cada buraco!

18 DE MAIO_A reportagem da Folha me estragou o dia. Pau que nasce torto morre toro, não adianta. A consulta mais cara do planeta é de um médico de Ribeirão Preto que nem um consultório tem. O Santana recomendou fazer cara de paisagem. O mais chato é aguentar a gozação do Zé Dirceu.

Estou encafifada com A Montanha Mágica. Será que o Lobão quis dizer algo?

19 DE MAIO_Michel Temer ligou revoltado. Disse que se sentia como um marido traído. Reclamou que “não há sequer um contínuo do PMDB na consultoria do Palocci”. Não sei como a Marcela atura esse reclamão. Para contornar, tive de nomear o Mendes Ribeiro para liderar o governo no Congresso.

20 DE MAIO_O Palocci veio se explicar e não convenceu nem o garçom, que quase derrubou o café em cima dele. O que mais me irrita é que o homem está estalando de rico e não dá um trato naqueles ternos. Isso sem falar no corte de cabelo. É o fim da picada.

21 DE MAIO_Recebi a rainha Silvia da Suécia. Corri para ver se ela estava no Facebook. Quem sabe não encontro uma afinidade para puxar assunto? Acabei achando o vídeo de uma professora potiguar que fez um discurso comovente. Mandei o link para o Haddad, que respondeu: “Vou estar terminando uns despacho e já assisto.” Cruzes.

23 DE MAIO_Tive que aturar o aluguel da Shakira, do Bono e do Romero Britto. E o Paul veio duas vezes ao Brasil sem me dar bola. Meu Beatle preferido continua sendo o John, que era mais politizado. You may say I’m a dreamer / But I’m not the only one.

25 DE MAIO_Passou o novo Código Florestal. Hoje mesmo mando cortar as jabuticabeiras do Alvorada. Tem muito pólen. Me dão uma alergia que só.

* Escrito por Renato Terra, apresentado pela revista Piauí como o ghost-writer não oficial e não autorizado de Dilma Rousseff

24/05/2011

às 18:13 \ História em Imagens

As fotos comprovam: o Brasil homenageia quem presta maus serviços à nação

Em 20 de abril de 2010, Dia do Diplomata, a então chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco. Também foram contempladas com a mais alta condecoração da diplomacia brasileira Ana Maria Amorim, mulher do chanceler Celso Amorim, Mariza Campos, mulher do vice-presidente José Alencar, e a primeira-dama Marisa Letícia, que aparecem ao lado de Erenice.

Em abril deste ano, José Sarney recebeu do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal (Sindepol) a medalha Deferência Polícia Federal “pelos bons serviços que prestou à instituição”. Na foto, o delegado sindicalista Joel Zarpellon Mazo, presidente do Sindepol, aparece à direita, segurando a medalha do presidente da Casa do Espanto.

A Medalha da Vitória, reservada a “ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira e civis que tenham prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais”, foi entregue a José Genoíno em 8 de maio, quando se comemora o fim da Segunda Guerra Mundial. Mensaleiro de alta patente, ex-guerrrilheiro no Araguaia e agora assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim, Genoíno recebeu a honraria no aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Em 21 de abril, durante as comemorações do Dia de Tiradentes, o ministro da Saúde Alexandre Padilha foi homenageado com a Medalha da Inconfidência, concedida sempre na mesma data a personalidades que prestaram serviços relevantes a Minas Gerais. Além de Padilha, outras 238 personalidades foram condecoradas. Fazem parte da multidão os ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), José Eduardo Cardozo (Justiça), Ana de Hollanda (Cultura) e Miriam Belchior (Miriam Belchior). O presidente da Câmara, Marco Maia, também foi condecorado.

Em 20 de abril, no Palácio do Itamaraty, o ministro-chefe da Secretaria Nacional de Portos, Leônidas Cristino, e o presidente da Câmara, Marco Maia, foram condecorados com a Medalha Grã Cruz da Ordem de Rio Branco.  No mesmo dia, também receberam a mais alta condecoração da diplomacia brasileira os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Wagner Rossi (Agricultura), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Miriam Belchior (Planejamento), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Pedro Novaes (Turismo), Mário Negromonte (Cidades), Alexandre Tombini (Banco Central), Helena Chagas (Comunicação), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Moreira Franco (Assuntos Estratégicos).

Em dezembro de 2008, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi agraciado com a Medalha Tiradentes, a mais importante insígnia concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O peemedebista Jorge Picciani, então presidente da Assembleia, aparece na foto acima pouco depois de pendurar a medalha no pescoço de Lobão. Em maio de 2009, cinco meses depois, Lobão foi mais um a ser homenageado por Lula com a Grã Cruz da Ordem de Rio Branco, como mostra a foto abaixo.

09/05/2011

às 17:58 \ Sanatório Geral

Alô, ministro

“A partir de hoje, poderemos perceber nitidamente a redução do preço do etanol na bomba”.

Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, nesta segunda-feira, sem revelar o número do telefone que milhões de brasileiros gostariam de discar amanhã.

08/05/2011

às 1:18 \ Sanatório Geral

Notícia animadora

“A partir da próxima semana, a oferta de etanol será muito maior e, como consequência, a tendência é uma queda crescente dos preços do etanol”.

Edison Lobão, vulgo Magro Velho, comunicando aos donos de veículos movidos a gasolina que entrem na onda do etanol.

07/05/2011

às 21:38 \ Sanatório Geral

Boa, Magro Velho!

“Não haverá alteração no preço dos combustíveis enquanto o preço do barril internacional estiver em torno desses patamares que conhecemos. Não se cogita, portanto, o aumento do preço do combustível”.

Edison Lobão, vulgo Magro Velho, depois de se reunir com Dilma Rousseff , garantindo que o governo vai proibir o aumento de preços que continuarão a aumentar nos postos de venda de combustível.

26/04/2011

às 22:14 \ Direto ao Ponto

Dilma mira na inflação, tropeça no idioma, derruba a sensatez e é capturada por Celso Arnaldo: ‘Ela merece vigilância diuturna’

Por Celso Arnaldo Araújo

Foi o grande Reinaldo Azevedo, em texto postado às 18:21 de hoje em seu blog, quem escancarou o momento Odorico Paraguaçu da bem-amada presidente Dilma Rousseff no discurso pronunciado hoje na 37ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, o Cades.

Ao falar do recrudescimento da inflação, tentou dizer que seu governo estava ligado dia e noite na questão:

“Então eu quero dizer a esse conselho. O meu governo está diuturnamente, e até noturnamente, atento a todas as pressões inflacionárias, venham de onde vier”.

Será possível? Não terá havido um erro de transcrição? Bem sei que Dilma merece vigilância diuturna – prolongada, prorrogada, protelada, que não se esgota. É virar as costas e ela se supera. Mas essa odoricada seria ultrajante até para os padrões do dilmês. Uma quase mestre e doutora confundindo diuturno com diurno para pespegar um “até noturnamente”, fechar um suposto ciclo de 24 horas e desenhar, enfaticamente, o tamanho da atenção do governo ao surto inflacionário.

Fui checar com minha fonte secreta – o site oficial da presidenta. Tudo verdade e mais um pouco. Reinaldo não falha. Quem falha é Dilma. No auditório do Cades, só faltaram os irmãos Cajazeiras que a acompanharam à China – Mercadante, Lobão e Pimentel.

Aos exatos 10:20 deste vídeo, o governo de Dilma se transfere para Sucupira. Até o ritmo da fala é Paraguaçu puro – o “venham de onde vier” não surpreende, é concordância dilmística lato senso.

Mas reparem que o “até noturnamente” vem acompanhado de um girar repentino de cabeça e do ensaio de um risinho sardônico, conjugado a um lamber nervoso do lábio inferior — sinais inconfundíveis de orador que busca cumplicidade da plateia para uma bobagem dita mas não pensada.

Uma pessoa que conhecesse o significado pleno da palavra diuturno, e do advérbio de modo dela derivado, poderia até ter usado esse contraponto noturno como um quase sofisticado trocadilho semântico. Não é o caso. Eu aposto que não é o caso. E certamente não seria o caso, se fosse o caso, em se tratando de presidente da República diante de um conselho de notáveis e a respeito de um tema tabu, a inflação.

O desconhecimento de Dilma, a respeito de virtualmente todas as coisas, segue o ritmo circadiano que governa biologicamente os seres humanos – é full time, tempo integral, 24 horas por dia, around the clock, sem intervalo, sem trégua, diuturnamente, pelos próximos quatro anos.

14/04/2011

às 0:03 \ Direto ao Ponto

Celso Arnaldo captura a presidente com uma trinca de quinta em Pequim e confirma: o dilmês é mais complicado que o chinês

“Essa resposta eu não respondo”, diz Dilma Rousseff no fim do vídeo que registra os principais momentos da entrevista coletiva concedida em Pequim. “Responder respostas” nem o padrinho Lula consegue. O problema é que a afilhada não consegue responder também a perguntas, como constata o jornalista Celso Arnaldo Araújo em mais uma análise antológica do palavrório presidencial.

Em grande forma, o implacável caçador de cretinices capturou, além de Dilma, a escolta formada por uma trinca de quinta categoria: Aloízio Mercadante, Fernando Pimentel e Edison Lobão. Sozinha, a entrevistada é capaz de deixar pálido de espanto qualquer jornalista. Consultando uma papelada e ouvindo cochichos, ela consegue piorar espetacularmente. O vídeo de 5 minutos adverte: o dilmês é mais complicado que o chinês.

POR CELSO ARNALDO ARAÚJO
O maior tesouro arqueológico da China são os Guerreiros de X´ian, o lendário Exército de Terracota — sete mil figuras de soldados e cavalos descobertas e desenterradas em 1974 ao lado do mausoléu do imperador Qin.

Numa mostra de sua força, a imperatriz Dilma compareceu à entrevista coletiva na China com um exército composto pelas três estranhas figuras, misto de guerreiros e cavalgaduras, que lhe fazem guarda, sombra e ponto neste vídeo – o do meio, Magro Velho, parece ser também de terracota, e, pela aparência mumificada, talvez ancestral em relação aos colegas de X´ian. As rachaduras profundas do rosto, porém, sugerem terra de má origem – ou mal cotada pelos empreiteiros da época. Deve ter faltado laca no acabamento. Na entrevista, não diria uma sílaba, não mexeria um músculo. Os outros dois são de materiais mais flexíveis, moldados à semelhança do soberano da ocasião – mas igualmente ordinários no feitio e na importância histórico-arqueológica.

Impassíveis, como obedientes guerreiros de barro tosco, sem vida e sem alma, obrigados pelo destino a permanecer na mesma posição por milhares de anos, percebe-se seu incômodo quase humano ao ouvir a imperatriz se esforçando para descobrir e desenterrar de sua tumba neuronal as palavras com que procura descrever os achados da expedição brasileira à China.

Na vã tentativa de verbalizar raciocínios próprios do crânio pequeno do primeiro hominídeo, o Australopithecus Afarensis, ela busca ajuda na maçaroca de pergaminhos que manipula nervosamente. Nada encontra, nas mãos e na mente. Diante do apuro da imperatriz, os três guerreiros parecem querer vir à vida – como no filme “Uma noite no Museu” – em socorro da soberana. Só um deles – o de óculos, com dentição pré-histórica – materializa o auxílio, na forma de sussurros auriculares, para corrigir, por exemplo, o cargo do presidente Hu Jintao, que a imperatriz chamou de primeiro-ministro. Cavaco Silva e José Sócrates, na viagem a Portugal, não conseguiram lhe explicar a diferença entre um pastel de nata e outro.

Quando a soberana fala da “importância que para nossa parceria têm mecanismos mais amplos dessa parceria”, o guerreiro de bigode de morcego – único de sua dinastia – lança um olhar ao longe, vazio, pura desesperança e desespero. Nada pode fazer. O mesmo ocorre quando vem à tona o “no que se refere a valor agregado”. O trauma do debate da Band, com um saldo de 32 “no que se refere”, ainda estava bem fresco para o Irrevogável de X´ian.

Em seguida, o guerreiro de óculos, situado estrategicamente atrás do ouvido bom da imperatriz, se torna humanoide pelo átimo de tempo necessário para cochichar a palavra “missão” e socorrer a imperatriz com o nome do grupo chinês que vai ao Brasil — e que ela tenta, sem sucesso, por uns bons segundos, cavoucar com as próprias mãos, no próprio cérebro. Missão impossível. Ponto para o guerreiro de óculos. A imperatriz se empolga com a missão, que então ganha significado mais lato, e de lavra própria: “É o que eles chamam de missão de compra e nós também, aquelas missões que você manda aos países para avaliar quais são as oportunidades de importação em setores manufatureiros”.

Seria “exportação”, mas não vem ao caso. Os guerreiros ficam mais aliviados com esse “setores manufatureiros”, que tem toda pinta de tema de palestra na Fiesp. Mas voltam a se angustiar, incontinenti, com o tropeço seguinte da imperatriz técnica: o “relacionalmento” quase faz os três saltarem sobre o corpo da Protegida para resgatá-la, encoberta e muda, de mais um constrangimento internacional. Contêm-se.

E a imperatriz continua compulsando os pergaminhos, obsessivamente. Mal ouve a pergunta de um dos súditos da mídia sobre o câmbio irreal e perigoso ora em vigência. Se ouviu, sua resposta não é deste mundo: “Sabemos perfeitamente o porquê que nós estamos, todos nós sabemos”. Nem todos, imperatriz: “Nós vamos buscar uma taxa de câmbio, ao longo de meu governo, compatível com as taxas de câmbio, aliás as taxas de juro internacionais. Vamos buscar uma taxa de juro compatível com as taxas de juro internacionais. Eu falei câmbio aí, mas é juros, porque depois cês vão lá e…”

O humor envergonhado da imperatriz faz os três bonecos, ainda perfilados, arriscar um sorriso maroto e devoto, um sorriso de terracota rachada, misturada com pau e lama. Não tinham alternativa – a não ser chorar em silêncio, recolhidos à sua insignificância. Como os guerreiros de X´ian, um dia eles serão recolhidos ao lado da triste imperatriz, no mausoléu da história do Brasil.

11/04/2011

às 17:49 \ Feira Livre

Diário de Dilma Rousseff: A musa fashion e o lacaio da burguesia

“DIÁRIO DA DILMA”, PUBLICADO NA EDIÇÃO 55 DA REVISTA PIAUÍ

1º DE MARÇO_Começou o mês das mulheres. Para comemorar, cozinhei no programa da Ana Maria Braga. Escolhi omelete para romper com mais uma barreira: quero acabar com a ignorância machista dos que chamam o prato de “o” omelete.

Pena que o Tarcísio Meira não estava no Projac. Sou louca por ele.

À noite, vi o teipe do meu desempenho. Me achei rechonchuda, com papada. Vou começar uma dieta que vi numa Marie Claire. Chama “Detox”, e a revista diz que “enxuga o corpo e deixa a pele iluminada”.

3 DE MARÇO _Guido ligou logo de manhã para avisar que o PIB cresceu 7,5%. Fiquei tão animada que saí deslizando pelo salão. Mamãe, que preparava uma vitamina de kiwi com gérmen de trigo e mel da dieta do Detox, comentou que não me via tão alegre desde que me levou na TV Tupi para ver o programa Pim Pam Pum. A vitamina era horrível.

Acho que vou começar o regime só depois do carnaval.

5 DE MARÇO_Todo mundo acreditou que vou passar o Carnaval na Barreira do Inferno. Vou é cair na gandaia. A fantasia de freira ficou um pouco apertada, mas coube.

Fiquei hospedada na casa de umas amigas, no Catete. Chamei o esconderijo de “aparelho” e brincamos de usar nome de guerra. Escolhi “Rebeca” para mim. Fomos ao Cordão do Bola Preta.

Começo a dieta na Quarta-feira de Cinzas.

10 DE MARÇO_Minha tia preparou um mix de linhaça, gergelim e semente de girassol. Agora, vai! Religuei o celular e havia oito mensagens do Lula e duas do Eike.

À noite, me peguei pensando no Lobão e bateu uma melancolia. Sinto que estamos nos afastando. Resisti ao ímpeto de pegar o pote de sorvete de flocos e fiquei ligada no BBB mascando damasco seco.

11 DE MARÇO_Liguei para o Lula para pegar dicas de como lidar com as centrais sindicais. O Lula é safo: falou para eu dar um abraço apertado no Paulo Pereira e chamá-lo de Paulinho. E para usar a palavra “peãozada” e prometer um churrasco no Torto.

15 DE MARÇO_Me vi na Hebe. Não foi à toa que minha mãe ficou louca com as joias dela. E que plástica bem feita. Mas fiquei com vergonha de perguntar quem fez. Estou impressionada com minha desenvoltura. A entrevista foi café com leite. Tirei de letra. Já me sinto preparada para discursos de improviso e usar metáforas culinárias. Acho que vou dispensar o João Santana, um baiano muito do careiro.

16 DE MARÇO_Estou aflita com o Japão. Mas é um belo pretexto para pedir ao Lobão um relatório sobre energia alternativa. Marquei um jantar para quinta. Vou pedir sopa de quinoa com legumes. Quero montar a mesa, à luz de velas, colada no Abaporu.

Convoquei uma reunião com a equipe que vai me assessorar para receber o Obama: Palocci, Celso Kamura e o Santana. Chegamos a um consenso de que devo vestir vermelho para mostrar que não vou me render à paleta de cores capitalista. O Kamura me recomendou um xale para sugerir que posso ceder em alguns pontos.

Quase tive um ataque quando vi o Mercadante dando opinião sobre as usinas de Angra. Só me faltava essa! O Lobão, tão didático, tão seguro, já tinha explicado tudo. Vou dar uma enquadrada no Mercadante. Como se já não me bastasse o Mantega, que não sabe falar com o mercado, só com porteiro de prédio.

Geraldo Alckmin veio me ver. Pedi para colocarem o olho grego que ganhei da Hebe debaixo da mesa. Comecei o papo perguntando se a filha dele tinha arrumado um emprego depois da falência da Daslu. Na despedida, perguntei como estava o Kassab. Ficou com cara de tacho, o picolé de chuchu.

Estou com os pés inchados. Acho que é retenção de líquido.

17 DE MARÇO_Me encontrei com mais uma loira pop. Tal de Shakira. Não fazia ideia de quem era. Falei em espanhol e ela ficou encantada com a minha fluência. Pena que não soubesse guarânias. O Palocci queria porque queria ser apresentado à loira. Nã-na-ni-na-não! Como se eu não conhecesse a peça…

Soltei minha segunda metáfora: disse que o crescimento econômico não pode ser um “voo de galinha”. Estou besta de ver como isso é eficiente: saiu em todas as manchetes.

Kamura veio com a ideia de convidar FHC, Itamar, Collor e Sarney para o almoço com o Obama. Concordei. Pra quê! Michel Temer ouviu e tentou botar na lista a sogra, três tias, cinco vizinhos e doze diretores de estatais. Tasquei-lhe uma metáfora e uma metonímia.

Lobão desmarcou o jantar na última hora porque madame Nice, a sua digníssima esposa, estava com enxaqueca. As mulheres realmente têm sexto sentido.

Dia de dormir cedo. Obama e a Michelle chegam às sete e meia da matina. Americano tem mania de fazer tudo cedo. Eles jantam às seis da tarde, pode? Ô gente jeca!

A balança informa: emagreci 237 gramas. Estou nos trinques.

19 DE MARÇO_Impressionante a opulência da comitiva americana. Há um trailer, escondido da imprensa, só com vestidos para a primeira-dama. Lá dentro, dizem, há dois galões de laquê. Pedi para o general dos arapongas investigar essa tecnologia.

Assim que subiu a rampa, Obama roçou aquele beição no meu cangote e sussurrou, com voz grave “Hello, prisidenta”. Quase tive um piripaque. Arrepiada dos pés ao topete, só retomei a consciência quando reparei no sapato chinfrim da Michelle.

Modéstia à parte, dei um banho na Michelle. Ela chegou com um vestidinho, meu Deus, que não dá para ir na feira! Depois inventou um brocado dourado. Coisa cafona, brilho de dia. E o backside dela, então?

E falei, falei tudo que estava aqui na minha garganta. Eles querem vender para nós, mas não querem deixar a gente vender para eles. É, bebé, mamar na gata você não qué, né? Falei mesmo. Lógico que com educação porque senão o Patriota ia me atormentar.

O Lula fez forfait. Sempre querendo aparecer, mesmo não aparecendo. Melhor assim, porque eu ia ter que fazer sala para a Marisa, que não entenderia o trocadilho que soltei em cima do Obama: I like Eike.

O Fernando Henrique foi um doce comigo. Que homem fino e bem-apanhado. Pena que seja um lacaio da burguesia.

Vou tomar um sal de frutas porque essa ideia do Patriota de baião de dois com picanha e vinho Valduga foi de matar. Estou entalada até agora.

20 DE MARÇO_Minha mãe ficou superamiga da sogra do Obama. Trocou várias receitas. Preciso saber como a Michelle mantém o peso. Lula mandou um SMS: “Presidenta, desculpe a ausência. O pneu do carro furou quando eu saía de casa”. Nem vou responder.

Engordei 540 gramas. Maldita Detox!

25 DE MARÇO_Obama ligou. Constrangido, disse que a Malia estava com suspeita de dengue. Antes que eu pudesse responder, Michelle tomou o telefone das mãos dele. Estava muito nervosa.

26 DE MARÇO_Essa confusão do Kassab vai sobrar para mim! Mais um apoio ao governo e mais pedido para ajudar os aliados, sei… Esse pessoal pensa que DAS dá em árvore?

27 DE MARÇO_Recebi minhas amigas do cinema. Notei que a Marina Person botou um vestidinho vermelho parecido com o que usei quando o Obama veio me ver. Reparei também que algumas estavam de xale. É a Dilminha, musa fashion do Planalto!

29 DE MARÇO_Recebemos a notícia no Porto, quando o Lula contava o desfecho de uma piada de português. O Santana, no telefone, gritava, desesperado: “Vocês precisam chorar! Chorar muito!” Não sei se vou conseguir: fico uma arara toda vez que penso que ele não reconheceu a filha.

* Escrito por Renato Terra, apresentado pela revista Piauí como o ghost-writer não oficial e não autorizado de Dilma Rousseff

09/04/2011

às 22:34 \ Sanatório Geral

Igual mas diferente

“A interrupção temporária de energia é uma coisa que acontece no mundo inteiro. O que foi grave, no Brasil, foi o racionamento de energia que aconteceu por quase um ano entre 2001 e 2002. Hoje nós não temos esse problema”.

Edison Lobão, vulgo Magro Velho, no programa de rádio “Bom dia, ministro”, ensinando que o Brasil vai muito bem porque aqui só ocorre “interrupção temporária de energia” e não apagão, palavra que significa interrupção temporária de energia.


 

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