Blogs e Colunistas

e-mail

14/09/2010

às 17:08 \ Direto ao Ponto

O e-mail do filho de Erenice comprova que, no Brasil de Lula, bandido de estimação não precisa nem ter cérebro para ficar milionário

O e-mail enviado à direção de VEJA por Israel Guerra é uma prova de muitos crimes. O conteúdo, um desfile de desmentidos inconvincentes, fantasias indecorosas e desculpas esfarrapadas, confirma as delinquências divulgadas pela revista. A descoberta de que a forma foi revisada no Planalto acrescenta alguns crimes hediondos aos prontuários do bando que transformou a Casa Civil em gazua e esconderijo.

Claro que todos os envolvidos nas bandalheiras leram a sopa de letras. É certo que Erenice aprovou o texto assinado por seu garoto. Como se apresenta como advogada, deve ter prontamente confiscada a carteirinha da OAB. Israel, que se proclama “bacharelando em direito”, deve ser devolvido ao curso primário. E todos ─ mãe, filho, parentes e agregados ─ merecem o imediato enquadramento por atentados contra a gramática, linchamento da ortografia e tentativa de assassinato da língua portuguesa.

O lado bom da coisa é que o e-mail produzido a muitas mãos já se transformou em documento histórico. Daqui a muitos anos, a leitura do amontoado de cretinices ajudará a compreender como eram as cabeças que governaram o Brasil durante a Era da Mediocridade. Confiram o palavrório, reproduzido sem correções:

No final do mês de dezembro do ano de 2009, o sr. Fábio Baracat, me procurou com o problema de que a empresa ao qual se dizia sócio, e que inclusive, apregoava que estava assumindo o controle total, a MTA Linhas Aéreas, estava quase expirada sua autorização para voar e solicitando ajuda no sentido de trabalhar e resolver tal situação. Informei ao senhor Fábio que, estando cumpridas todas as regras e requisitos de segurança operacional, havia a possibilidade legal prevista na legislação vigente, da concessão de outorga pelo Diretor Presidente da ANAC, pelo expediente AD REFERENDUM, conquanto a empresa também estivesse regular quanto suas obrigações jurídico fiscais. Eu construí a argumentação e o embasamento legal da referida peça e a encaminhei ao representante legal da empresa aqui na cidade de Bsb, que a protocolou no órgão competente. Por razão deste serviço prestado, solicitei a gentileza de meu irmão, que a CAPITAL emitisse nota fiscal contra a pessoa jurídica indicada pelo senhor Fabio Baracat para cobrança do pagamento. Os documentos fiscais e contábeis, encontram-se a disposição para eventuais esclarecimentos.

Cumpre informar que conheci o sr. Fabio em meados de 2008, apresentado a mim pelo meu amigo e compadre Vinicius e que durante certo período, foi de meu círculo de amigos, tendo inclusive, sido apresentado em momento social, a minha mãe, que a época, era Secretária Executiva da Casa Civil, na condição de amigo meu, nada mais do que isto.

Ressalto que não houve a busca por clientes, mas sim, um suposto empresário, que a época se dizia uma amigo, que na verdade era um agenciador de cargas para a mencionada empresa aérea, solicitando a produção de um trabalho, junto a área do direito aeronáutico que eu detenho relativo conhecimento, e este trabalho foi produzido e apresentado de maneira satisfatória ao órgão regulador pelo procurador constituído a época dos fatos. Me foi perguntado, se já havia recebido “empresários” e feito negociatas no escritório Trajano e Silva. Informo que isto nunca ocorreu, já fui lá inúmeras vezes, visto que meu tio trabalha no referido escritório e sou bacharelando em Direito, sendo que constantemente, vou ao escritório para a complementação de minha graduação e que, inclusive, a época em que fiz o trabalho acima mencionado para o senhor Fábio, solicitei a permissão de recebê-lo na sala de reuniões do escritório, visto que não dispunha de espaço razoável para expor o trabalho feito ao referido “empresário” Fábio Baracat.

Por último esclareço, que a época da constituição da CAPITAL, meu irmão me solicitou que esta fosse registrada no meu endereço residencial, em razão da impossibilidade financeira de estabelecer o escritório numa sala comercial, ademais, meu irmão me informou que deu entrada no encerramento da empresa já no início deste ano corrente

Espero ter respondido aos questionamentos.

Atenciosamente,

Israel Guerra

Só Lula, promovido a inimputável pela intelectuália companheira, pode produzir impunemente um desfile tão obsceno de frases sem pé nem cabeça, vírgulas fora de lugar, substantivos na contramão, plurais guilhotinados, adjetivos bêbados, concordâncias desatinadas e outros assombros. Todos os envolvidos na construção desse monumento à estupidez são desprovidos de raciocínio  lógico. São todos incapazes de contar uma história infantil com começo, meio e fim.

Se Israel Guerra é mesmo estudante universitário, a faculdade que frequenta precisa ser lacrada antes que recrute outro lote de analfabetos funcionais. Sem o socorro da melhor amiga de Dilma Rousseff, o bacharelando estaria condenado ao desemprego perpétuo. Sem o amparo da Casa Civil, não seria convidado para intermediar sequer a negociação da gorjeta entre o freguês do botequim e o garçom. Só uma cabeça baldia escreve uma coisa dessas. Acomodado no colo da mãe, Israel Guerra se atreve a fingir que pensa. E vai fazendo fortuna como lobista fora-da-lei.

No Brasil de Lula, bandido de estimação já nem precisa ter cérebro para continuar em liberdade e virar milionário.

01/07/2010

às 13:01 \ Feira Livre

Afinal, para que serve o Twitter?

Artigo publicado na Folha desta quinta-feira.

É UM PÁSSARO? É O SUPER-HOMEM?

Márion Strecker

Às vezes me perguntam sobre o Twitter: o que é, como funciona, pra que serve. Ele serve para escrever e/ou ler frases de até 140 caracteres que os outros escrevem. São mais de 10 milhões de brasileiros que usam o site desse microblog, diz o Ibope, fora os que usam pelo celular. Então me lembrei da propaganda de um velho seriado de TV.

Os mais velhos vão sentir nostalgia. Era assim: “Mais rápido que uma bala. Mais poderoso que uma locomotiva. Capaz de transpor altos prédios de um pulo só. Olhe lá no céu! É um pássaro? É um avião? É o Super-Homem!

Um estranho visitante de um outro planeta que veio à Terra com poderes e habilidades muito além das conhecidas pelo homem. O Super-Homem! Que pode mudar o curso dos rios caudalosos, vergar o aço com as próprias mãos e se disfarça de Clark Kent, o melhor repórter de um grande jornal da cidade. Enfrenta uma luta infindável pela verdade, justiça e bem-estar de todos!”.

O logotipo do Twitter é um pássaro. Ele é rápido como uma bala; e perigoso. Como a publicação é instantânea e os usuários recebem sempre o mais recente primeiro, a leitura é imediata.

Por isso essa “engenhoca dos pensamentos ligeiros”, conforme descreveu aqui na Folha Fernando Barros e Silva, é o paraíso das ratas, gafes, exibições e confissões irrefletidas. Já provocou crises políticas e demissões, muito comentadas no próprio Twitter, porque ele se retroalimenta, com a mania de republicação constante de seus usuários. Daí o surgimento do novo ditado popular: “Se beber, não tuíte!”.

Daí também a discussão se o Twitter pertence à esfera privada ou à profissional do autor. Claro que a ambas. KremlinRussia segue WhiteHouse no Twitter, o que evoca a capacidade de transpor altos prédios de um pulo só. Candidatos à eleição estão lá. E, se espiarmos os endereços twitter.com/eikebatista, twitter.com/paulocoelho ou twitter.com/aherchcovitch, leremos o homem mais rico do Brasil, o autor de best-sellers ou o estilista. Em tese, eles também vão ler o que qualquer um escrever para eles. Se amarem ou odiarem, talvez respondam.

O Twitter é de outro planeta, diferente daquele planeta do Orkut, do Facebook ou do Sonic, em que a lei impõe a reciprocidade para a comunicação se estabelecer.

Nas outras redes, eu só posso “ser” seu amigo se você me “aceitar” como seu amigo. No Twitter, sigo quem bem entender. Quem quiser me seguir que siga. Nem é preciso saber quem são os seguidores, como, aliás, na vida real. Pesquisa acadêmica recente mostrou que reciprocidade não passa de 22,1% no Twitter.

O Twitter pode mudar o curso dos rios caudalosos da comunicação pessoal. Há muitos que preferem o Twitter ao e-mail. Outros usam o canal para falar cobras e lagartos de empresas; e muitas empresas nem sabem. Com o agravante de que qualquer coisa escrita ali poderá aparecer em buscas do tipo Google.

Quando seguimos o Twitter de um veículo de comunicação, recebemos suas manchetes. E o Twitter se traveste de Clark Kent, como rede global de informação em tempo real, descentralizada, espontânea, incontrolável, utilíssima em situações de riscos e conflitos. Serve perfeitamente ao ativismo, inclusive o fictício, como a campanha para salvar o Galvão, que seria um pássaro da Amazônia ameaçado de extinção pelo uso de suas penas nas fantasias do Carnaval.

Esse ativismo piadista seguiu-se a outra brincadeira, que foi o uso intensivo da expressão #calabocagalvão, zoeira com o narrador esportivo que chegou ao topo do ranking mundial de menções no Twitter.

O Twitter é como um microfone aberto 24 horas por dia na boca de milhões de pessoas, inclusive falsas, dizendo banalidades ou coisas importantes, numa linha do tempo organizada do agora para o antes, sendo que o antes raramente é lido, pois, enquanto lemos o agora, o depois se superpõe.

Nesse rio caudaloso, o usuário pode desenvolver ansiedade e perder muito tempo para ver o que andam falando, mesmo que seja muita bobagem. Ou não. Essa é a questão.

29/01/2010

às 18:59 \ Vídeos: Entrevista

Wanderson Castilho, especialista em crimes eletrônicos

Formado em Física, Wanderson Castilho especializou-se em desvendar crimes eletrônicos quando percebeu que tinha  “a capacidade de pensar como um criminoso”. Esse dom o levou a posição de quem contempla o banco dos réus. Há 10 anos em atividade, mantém o extraordinário índice de 100% de êxito nos 439 casos que investigou, faz uma viagem a cada dois meses para frequentar algum curso de especialização nos Estados Unidos e publicou o livro “Manual do detetive virtual”. No Brasil, onde ocorrem pelo menos 100 casos de crimes eletrônicos por dia, não existe uma legislação específica para esse universo em acelerada expansão. Os crimosos acabam enquadrados em leis que, apesar das semelhanças e similaridades, não se afinam com a realidade virtual.

“Um caso de difamação verbal chega ao conhecimento de, no máximo, 50 pessoas”, argumenta o detetive. “No mundo virtual, a mesma calúnia pode ser divulgada para um milhão”. Wanderson ressalva que, embora as penas sejam insuficientes, é fantasiosa a sensação de impunidade e a certeza do anonimato do mundo virtual. O detetive garante, por exemplo, que é muito mais fácil descobrir o meliante nesses casos que em delinquências ocorridas fora da internet. Wanderson recomenda cautela aos usuários. Fotos expostas em sites de relacionamentos, por exemplo, são sempre um prato cheio para manipulações criminosas.

Parte 1

Parte 2

Parte 3


 

Serviços

 

Assinaturas

Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados