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doutor do PT

06/11/2009

às 19:34 \ Direto ao Ponto

O companheiro de toga começa os ensaios para o teatro do mensalão

Vista de longe, a sessão do Supremo Tribunal Federal foi interrompida pelo pedido de vista do ministro Dias Toffoli, resolvido a examinar cuidadosamente uma prova incluída na denúncia contra o senador Eduardo Azeredo. De perto, o que se viu foi a entrada em ação, por baixo da toga, da figura que funde o advogado-geral da União, o bacharel preferido do PT e o diretor de Assuntos Jurídicos da Casa Civil chefiada pelo amigo José Dirceu.

O ministro Dias Toffoli alega que a prova, contestada pela defesa de Azeredo, é a única que liga o senador tucano ao mensalão mineiro. É só uma das flores do buquê imenso, sabe o doutor  José Antonio Toffoli. O caçula do STF capricha na pose de quem, por não levar em conta o passado, julga com isenção qualquer caso, mesmo os que envolvam políticos de partidos oposicionistas. Só plateias bestificadas não enxergam o companheiro de toga já ensaiando para o teatro do mensalão, disposto a pagar com favores futuros as contas do passado.

Se encontrou um motivo para adiar o desfecho do caso Azeredo, ainda que por alguns dias, encontrará incontáveis pretextos para prorrogar até o fim dos tempos o julgamento dos mensaleiros amigos.  O relator Joaquim Barbosa recomendou aos ministros que apressem o andamento do processo. Se não atenderem ao conselho, nenhum deles estará na sessão que vai decidir em última instância o destino da turma do mensalão. Só vai sobrar Toffoli.

Aos 42 anos, ele pode esperar mais alguns para cumprimentar os padrinhos e demais companheiros pela absolvição por falta de provas.


 

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