Blogs e Colunistas

ditadura

14/12/2010

às 22:59 \ Sanatório Geral

Guerrilheiro de festim

“Nós não pegamos em armas. Quem pegou em armas foram as Forças Armadas, usurpando as armas que a Constituição deu a elas para impor uma ditadura ao país. Nós só resistimos”.

José Dirceu, ainda em liberdade, contando como resistiu à ditadura entrincheirado na caixa registradora do Magazine do Homem, loja de roupas feitas no interior do Paraná.

02/11/2010

às 20:44 \ Frases

Democracia e ditadura

“Há uma confusão: pensar que democracia é fazer com que as condições de vida melhorem. Ela é também, mas não se esqueça que ditaduras fazem isso mais depressa”.

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República.

24/09/2010

às 14:21 \ Sanatório Geral

Neurônio convalescente

“Eu prefiro a crítica do que o silêncio da ditadura. Sou a favor da liberdade de imprensa. Acho que vocês  têm o direito de falar o que quiserem. Agora, quando eu achar que está errado, respeitando a liberdade de imprensa, como fiz recentemente, eu tenho o claro direito de falar que há um desrespeito a mim”.

Dilma Rousseff, ainda convalescendo do chilique que protagonizou depois de ler uma reportagem da Folha de S. Paulo, ao explicar que a imprensa só é respeitosa quando elogia.

26/08/2010

às 22:41 \ Frases

Preto e branco

“Estamos em uma democracia e essas coisas não podem acontecer, se nada for feito estamos em uma ditadura”.

Mônica Serra, mulher de José Serra, ao saber que outras três pessoas, além do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, tiveram seus sigilos fiscais violados.

12/06/2010

às 23:00 \ Sanatório Geral

Botequim bolivariano

“Forças Armadas: qualquer caminhão que ande pelos bairros vendendo cerveja deve ser pego. E não só eles. Há lojas que vendem bebida até altas horas. O que é isso? Um bordel ou algo parecido? A Venezuela não é um bordel!”

Hugo Chávez, Homem sem Visão da Década, ao avisar que ditadura não é bordel, aproveitando o embalo para lembrar ao vizinho que não se deve beber fora de hora.

03/06/2010

às 0:40 \ Direto ao Ponto

O gerente da fábrica de mentiras

O presidente Lula aproveitou a visita à fábrica da Volkswagen no ABC paulista para ampliar a fábrica de mentiras montada em sociedade com o amigo Mahmoud Ahmadinejad. “Todo mundo falava mal do Irã, mas ninguém tinha sentado no tête-à-tête”, reincidiu o campeão da gabolice. “Aquilo que os americanos não estavam conseguindo em 31 anos de negociações com o Irã o Brasil conseguiu em 18 horas de conversa”.

O Brasil não conseguiu coisa nenhuma. O presidente só conseguiu o de sempre: o papel de otário megalomitômano no espetáculo do cinismo. Lula nem imagina o que é fundamentalismo xiita, nunca ouviu falar do aiatolá Khomeini e talvez ignore que o regime instituído em 1979 fez a opção preferencial pelas cavernas em 1979. Mas sabe que o Irã não quer conversa com interlocutores sérios. Ele baixou em Teerã não como negociador, mas como cúmplice.

A discurseira na Volkswagen reafirma uma constatação e conduz a uma descoberta. Lula constatou que a política externa influencia, sim, o comportamento do eleitorado. E o Brasil que pensa descobriu que o presidente se faz de ingênuo por vigarice. Capricha na pose de mediador esforçado, iludido em sua boa fé pelos americanos, para apresentar Ahmadinejad como o bom moço enganado por vilões e, simultaneamente, apresentar-se como vítima da inveja de Barack Obama.

De volta aos palanques domésticos, Lula tenta agora transformar em vitória um fiasco e convencer plateias grávidas de credulidade de que só não foi promovido a pacificador do planeta por culpa de Hillary Clinton. É provável que muitos companheiros da Volks tenham engolido a farsa que já vai sendo desmontada em outros países. Em Israel, por exemplo, o candidato a secretário-geral da ONU já virou piada (veja o vídeo). É só o começo.

“Quanto mais mentiras nossos adversários disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”, prometeu José Serra no primeiro discurso como candidato à presidência. É hora de riscar esse restritivo “sobre nós” e rechaçar sem reverências nem eufemismos qualquer tipo de mentira. No caso do Irã, por exemplo, Lula finge lidar com uma democracia como tantas, injustamente impedida pelo imperialismo ianque de recorrer à energia nuclear para melhorar a vida dos cidadãos.

É preciso destruir sem demora a fábrica de mentiras. Cumpre à oposição mostrar aos brasileiros o que o regime iraniano efetivamente é: uma ditadura singularmente brutal, que estupra os direitos humanos, frauda eleições, odeia a liberdade de expressão, prende, tortura e mata quem não capitula, sonha com a eliminação física de todos os inimigos, envergonha o mundo civilizado e afronta todo o tempo a consciência universal.

Regimes assim não negociam. Tramam. Não têm interlocutores. Têm comparsas.

15/05/2010

às 14:09 \ Sanatório Geral

Contra e a favor

“Lutei contra a ditadura, do primeiro ao último dia”.

Dilma Rousseff, no comercial do PT veiculado nesta quinta-feira, sem explicar que também lutou do primeiro ao último dia (e continua lutando) a favor da ditadura do proletariado.

12/05/2010

às 4:00 \ Sanatório Geral

Três neurônios

“Quem não viveu a época da ditadura não pode saber se era boa ou ruim”.

Dunga, na entrevista coletiva desta terça-feira, proibindo todo brasileiro nascido depois de 1984 de abrir a boca sobre o regime militar.

22/03/2010

às 21:21 \ Direto ao Ponto

Os democratas topam o duelo

A definição publicada no post anterior revela o que pensa de Lula um presidente latino-americano que já o conhece faz tempo. A entrevista concedida nesta segunda-feira ao jornal colombiano El Espectador pelo jornalista cubano Guillermo Fariñas resume o que acha quem acabou de descobrir quem é o presidente brasileiro. Leia o trecho enviado pela Thuya:

O presidente Lula estava em Cuba quando Orlando Zapata Tamayo morreu, e afirmou que não era possível que presos políticos entrassem em greve de fome para reinvindicar sua libertação. Queira Lula ou não, Zapata entrou para a galeria dos grandes homens. Lula tem as mãos tão manchadas de sangue quanto Fidel e Raúl Castro, porque não suspendeu sua visita a Cuba. E cometeu um enorme deslize ao comparar Zapata, um preso de consciência reconhecido pela Anistia Internacioal, com os bandidos de São Paulo.

Nesta segunda-feira, o presidente chileno Sebastián Piñera encampou a moção, aprovada por todos os partidos, em que o Senado se solidariza com os prisioneiros políticos cubanos e condena a revogação dos direitos humanos pela tirania caribenha. “O governo do Chile vai fazer o que estiver ao seu alcance para que se produza em Cuba um processo de pleno restabelecimento da democracia, dos direitos humanos e das liberdades individuais”, disse Piñera. Como o presidente costarriquenho Oscar Arias, ele enxerga na capitania dos irmãos Castro uma ditadura sem disfarces. A mais antiga do planeta.

Releia a declaração de Lula sobre Cuba numa entrevista a emissoras de rádio. É de dar vergonha o que disse o presidente em outubro de 2005, depois de mais uma visita à ilha companheira:

“Conversei com o Fidel Castro sobre os cinco cubanos que estão presos nos Estados Unidos, porque as pessoas só falam de um lado, não falem dos dois lados. (…) Se alguém tiver de falar é ele, e não eu. Mas eu, o José Dirceu e o Frei Betto passamos uma hora e meia conversando com o Fidel sobre direitos humanos e eu não tenho nenhuma obrigação de dar informação ao chamado Repórteres sem Fronteiras”.

Em janeiro de 2008, de novo em Havana, Lula revelou o tom das conversas com o companheiro ditador:

“Eu sou da geração que é apaixonada pela Revolução Cubana. Tenho um carinho muito especial pelo Fidel”.

Lula não mudou de opinião. Dilma Rousseff, que já comunicou a decisão de não contrariar o chefe “nem que a vaca tussa”, é um pouco pior. Que o candidato oposicionista José Serra saiba dialogar com os milhões de brasileiros democratas ─ e falar em seu nome.

O sentimento da vergonha jamais deixará de influenciar eleições presidenciais, sobretudo se sublinhado pela ojeriza ao autoritarismo dos stalinistas farofeiros. E a luta fica bem mais simples quando os liberticidas se juntam num palanque só.

11/02/2010

às 20:14 \ Sanatório Geral

Surto de lucidez

“Eu acho que Cuba vive uma ditadura”.

José Eduardo Dutra, presidente do PT, depois que lhe perguntaram que tipo de regime vigora em Cuba, comprando briga com todos os presididos.


 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados