Blogs e Colunistas

Discurso sobre o Nada

20/04/2010

às 22:47 \ Sanatório Geral

Nem Pitta merece

“Eu não sou o Pitta”.

Dilma Rousseff, em visita à Bahia, tranquilizando os parentes e amigos de Celso Pitta, todos convencidos de que o falecido prefeito de São Paulo fez muita coisa feia, mas não merece ser comparado à autora do Discurso sobre o Nada.

16/04/2010

às 10:03 \ Sanatório Geral

Pílulas da Doutora em Nada

“Um país é feito de gente,ñ de números.A economia deve existir p/as pessoas.E ñ as pessoas p/a economia”.

Dilma Rousseff, começando a reescrever no twitter a introdução do Discurso sobre o Nada.

26/03/2010

às 17:50 \ Direto ao Ponto

Discurso sobre o Nada: A Mulher

Dilma Rousseff discorria sobre o sexo que consta nos documentos quando foi capturada por Celso Arnaldo, o implacável caçador de cretinices. Divirtam-se:

“Hoje somos 52% da população nacional. Os outros 48% são os nossos filhos”.

Bonita imagem empregada por Dilma Rousseff ontem, no Congresso de Mulheres Metalúrgicas, onde rasgou o verbo e os demais elementos da língua num discurso de 40 minutos.

Bonita, mas um tanto acanhada: 100% das populações nacionais, ou seja, os 6 bilhões de habitantes da Terra, são filhos de mulheres.

Feminista desde que se conhece como mulher, Dilma disse algo que calou fundo no coração de aço das metalúrgicas:

“A mulher tem muita importância na sociedade, na família, no trabalho e agora na política”

E o que o governo Lula fez pelas mulheres? A visão de Dilma é francamente utilitária:

“O governo Lula se preocupou em levar máquina de lavar, aspirador de pó e tantas outras coisas para dar condições das (sic) mulheres terem mais tempo livre para viver”.

Na minha casa quem faz a entrega dessas coisas é o caminhão do Ponto Frio ou das Casas Bahia ─ e minha mulher continua reclamando que não tem tempo para nada. Como chama o lojão do Lula?

Confirmado: pela primeira vez na História, um presidente da República escolheu uma piada como sucessora.

14/03/2010

às 0:01 \ Direto ao Ponto

Celso Arnaldo analisa o Discurso sobre o Nada no Jockey Club

Em grande forma, o jornalista Celso Arnaldo voltou a capturar Dilma Rousseff neste sábado. Não percam os melhores momentos do Discurso sobre o Nada no Jockey Club de São Paulo:

E por falar em baia, como menciona Reynaldo-BH, Dilma confirmou que está no páreo ao dar nome a uma das corridas com que o Jockey Club de São Paulo comemorou seus 135 anos, hoje.

Mas achei meio maldoso o modo como um jornalista descreveu o evento em seu veículo: “Dilma ganhou o páreo especial ministra Dilma Rousseff”. Não estimulamos esse tipo de duplo sentido na coluna.

De qualquer forma, ainda estou para descobrir o nome do azarão que venceu o “Páreo Especial Ministra Dilma Rousseff” ─ o site do JC não traz essa informação. Passando os olhos pelo programa do dia, tenho certeza de que não é o “animal número 4″, chamado Inquebrável, que, de acordo com a ficha técnica prévia, correria “com a língua desamarrada”.

Não, não terá sido este animal. Na breve entrevista que concedeu à imprensa no Jockey, Dilma estava, para variar, com a língua bem amarrada.

“Eu me sinto ainda mais paulistana estando aqui. Aliás, muito próxima desta cidade e deste Estado que acolhe a gente nessa grandeza generosa, em relação aos Estados da Federação.”

Só mesmo Dilma para se sentir mais próxima de São Paulo estando em São Paulo ─ essa grandeza generosa de Estado da Federação, mas não da Federação Paulista de Futebol, já que ela torce fervorosamente para o colorado Grêmio de Porto Alegre.

Dilma retribuiu a homenagem com uma declaração de amor também toda especial, bastante criativa, ao histórico Jockey Club de São Paulo:
“Algumas instituições encarnam e representam o espírito de uma cidade. Em São Paulo, eu acho que uma dessas instituições é o Jockey Clube. O Jockey há muito deixou de ser simplesmente um clube para fazer parte da vida social e política de São Paulo.”

Dilma apenas acha, não tem certeza, mas o Jockey, na verdade, nunca foi um clube comum ─ nem simplesmente nem complicadamente. É um hipódromo. Nunca se viram pessoas em trajes de banho circulando por suas dependências, apenas equinos a caminho da ducha, desde sua inauguração em 1941. Mas concordo com Dilma num ponto: por ter como única atividade-fim a realização de corridas de cavalos com apostas em dinheiro, o Jockey encarna e representa o espírito desta cidade.

E como dar nomes de mulheres famosas a corridas de cavalos e éguas foi a forma poética que o Jockey escolheu para homenagear o Dia Internacional, Dilma agradeceu, em nome de todas:

“Nós aqui, homenageadas, representamos mulheres que, de uma forma ou de outra, venceram um processo e superaram. Nós somos extremamente gratas por representarmos aqui essas milhões de mulheres que sabem que a nossa luta é uma luta por oportunidades iguais na vida, sociedade, família, no mundo do trabalho e no mundo da política.”

Bati o olho nessa declaração, e além de me impressionar com “essas milhões de mulheres” que ganharam processos na Justiça e cuja força é capaz até de feminilizar uma palavra masculina de tamanha monta, vislumbrei o título da mensagem de Dilma no Dia Internacional de 2011, caso seja então nossa presidente:

─ Nossa luta é uma luta.

A seu lado, sorrindo muito, o casal Márcio Toledo e Marta Suplicy ─ muito mais feliz agora em relação ao Jockey Club do que no tempo em que, como prefeita, tentava cobrar os bilhões de IPTU que a entidade não paga há 30 anos. O amor não sonega nunca.

Quando disse Márcio Toledo, usei o nome oficial do presidente do Jockey. Para Dilma, em seu discurso, ele tem o codinome de Márcio Botelho. Que pareceu não se importar com o lapso da candidata:

─ Deus te ilumine por este País afora porque nosso povo e o Brasil precisam de você.

Nesse páreo eu refugo e faço forfait, presidente.

Confirmado: qualquer puro-sangue inglês fala português com muita mais clareza que uma vaca-de-presépio brasileira.

13/03/2010

às 18:30 \ Sanatório Geral

Oração aos Brasileiros

“Não que eles não sejam importantes, já que eles, como vocês sabem, serão e são e sempre foram, sempre os nossos parceiro na formação da civilização brasileira”.

Dilma Rousseff, nesta sexta-feira, durante o Discurso sobre o Nada no Paraná, explicando que todos os homens, somados, resultaram num parceiro (isso mesmo: sem s) que até ajudou a dar um trato na civilização brasileira que Lula inaugurou.

07/03/2010

às 4:44 \ Sanatório Geral

Piração em Juazeiro (5)

“Eu queria dizê pra vocês que o Brasil e que o governo do Brasil está trabalhando diariamente, a todo momento, para garanti, pra segurá que aquelas duas palavras iniciais que eu falei ─ transformá as condições de vida do país, milhorá as condições de vida do país e de sua população, ou seja, transformá significa também criá, plantá, regá e colhê, o que a esperança no futuro que nós hoje podemos tê e certamente nós iremos colhê”.

Dilma Rousseff, no Discurso sobre o Nada em Juazeiro, revelando que, pela primeira vez na História do Brasil, uma mulher vai disputar a Presidência da República sem que o eleitorado saiba o que ela está dizendo.

07/03/2010

às 2:37 \ Sanatório Geral

Piração em Juazeiro (4)

“No Brasil, no passado, a gente não dava importância a todos os lugares do Brasil (…) Hoje nós estamos em relação a algumas regiões do país dando prioridade”.

Dilma Rousseff, no Discurso sobre o Nada em Juazeiro, mostrando que é, simultaneamente, a primeira mulher que se candidata à Presidência e a primeira anta que aprendeu a subir num palanque.

07/03/2010

às 0:30 \ Sanatório Geral

Piração em Juazeiro (3)

“E acho que nesse processo nós sabemos que um país do tamanho do Brasil é um país que precisa, que necessita de projetos como esse, porque iremos fazer um pais grande quando nós fizermos que cada um dos pequenos agricultores, dos médios e dos grandes agricultores, mas também dos trabalhadores, e também fazer de cada uma das brasileiras e dos brasileiros, o quê? um vencedor, um proprietário, uma pessoa com direito ao trabalho”.

Dilma Rousseff, no Discurso sobre o Nada em Juazeiro, deixando claro que Lula só achou que a bichinha está palanqueira porque estava chegando de um almoço de espantar até um Jânio Quadros.

06/03/2010

às 23:45 \ Sanatório Geral

Piração em Juazeiro (2)

“O presidente não deu só uma orientação, o presidente Lula deu outra orientação: não basta fazê as coisas de qualquer jeito, tem que fazê as coisas andarem direito, tem que fazê com qualidade. E aí não basta fazê o canal, por exemplo, o canal é muito importante, sem ele a gente não consegue água, mas só isso não basta”.

Dilma Rousseff, no Discurso sobre o Nada em Juazeiro, descrevendo em dilmês vulgar como é o caminho que Lula nos ensinou.

06/03/2010

às 22:45 \ Sanatório Geral

Piração em Juazeiro

“O povo brasileiro não pode mais ficar sendo como vinha sendo até então enrolado (..) A partir de então, o presidente disse: os interesses do povo brasileiro, os interesses da população aqui da Bahia e desta região são interesses que nós vamos dar prioridade”.

Dilma Rousseff, no Discurso sobre o Nada em Juazeiro, ensaiando o maior naufrágio já protagonizado por qualquer candidato à presidência num debate eleitoral.


 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados