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dilmês

17/03/2015

às 20:47 \ Sanatório Geral

Neurônio em órbita (3)

“A corrupção não é só uma senhora bastante idosa neste país como ela não poupa ninguém”.

Dilma Rousseff, na entrevista coletiva desta segunda-feira, enviando respostas em dilmês sideral de uma galáxia que acabou de descobrir entre Saturno e Plutão.

02/03/2015

às 19:40 \ Direto ao Ponto

Celso Arnaldo e a assombrosa decolagem da presidente na galáxia à beira-mar

O que foi publicado na internet neste domingo bastou para que se consumasse, em regime de urgência urgentíssima, mais uma internação de Dilma Rousseff no Sanatório Geral. Pois a incursão retórica pelo espaço sideral que transformou o Rio em galáxia e também capital de galáxia, além de promover Eduardo Paes a prefeito de uma maravilha cósmica que fica fora da Via Láctea mas está onde sempre esteve desde a fundação, foi ainda mais delirante do que parecia.

Sempre atento, o jornalista Celso Arnaldo Araújo foi buscar na fonte o que os textos maquiados por jornalistas escondeu. Leiam o recado enviado à coluna pelo único especialista em dilmês do Universo:

O dilmês exige transcrição fiel – pois só assim será dilmês legítimo. Qualquer tentativa de ordenar pensamento tão primitivo, a bem da compreensão lógica, tirará do dilmês o que ele tem de único — um idioleto falado por um único indivíduo. No caso, uma indivídua. Dito isto, consultada a transcrição feita pelo Portal do Planalto e conferido o áudio do discurso, eis a versão original dessa passagem do outro mundo:

“O Eduardo eu sei que ele é um homem feliz, um homem realizado, porque ele disse para mim que ele é o único prefeito do Rio de Janeiro do mundo e isso o torna uma pessoa especial. Ele tem alegria 24 horas por dia, 365 dias no ano de sê o prefeito da mais bonita, da mais fantástica cidade. Ele disse… e eu cheguei à conclusão que ele é o melhor prefeito das galáxias e não é da via láctea. É de uma galáxia chamada Rio de Janeiro, uma galáxia especial”.

Melhorou? Piorou? Não sei. Só sei que é Dilma.

Arremato de primeira o cruzamento impecável do Celso Arnaldo: a cabeça da presidente é um nada capaz de tudo.

29/12/2014

às 12:42 \ Sanatório Geral

Neurônio napoleônico

tarja-an-o-ano-em-frases-2014

PUBLICADO EM 29 DE JANEIRO

“Ele falou muito… Ele estava discutindo num momento, você veja como as conversas são. Nós começamos a conversar sobre… ele estava falando sobre o Kruschev, e falou sobre ─ porque o Kruschev foi responsável pela direção em Stalingrado. Ele discutiu a guerra, depois falou do Napoleão, aí discutiu sobre o Napoleão. E fala sobre toda a história da América Latina e do mundo”.

Dilma Rousseff, em entrevista coletiva em Havana, internada por Celso Arnaldo ao descrever seu encontro com Fidel Castro, comprovando que qualquer conversa descrita em dilmês soa como papo de Napoleão de hospício.

19/10/2014

às 0:35 \ Sanatório Geral

Queda de pressão (2)

“Eu aceito discussão, mas eu não aceito discussão em que não estejam claros todos os termos da frase. Tem que ter sujeito, predicado, verbo, objeto direto. Quero saber a quem interessa”.

Dilma Rousseff, sobre a duração do mandato presidencial, explicando que antes de decidir se deve ser de quatro ou cinco anos precisa aprender a diferença entre um verbo e um pronome.

 

08/10/2014

às 0:01 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: Na primeira briga com os fantasmas do passado, Dilma Rousseff transferiu Armínio Fraga do Banco Central para o Ministério da Fazenda

24/09/2014

às 16:43 \ Opinião

“O autorretrato de Dilma”, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta quarta-feira

Por ter chorado numa entrevista ao dizer que fora “injustiçada” pelo ex-presidente Lula, a candidata Marina Silva foi alvo de impiedosos comentários de sua rival Dilma Rousseff. “Um presidente da República sofre pressão 24 horas por dia”, argumentou a petista. “Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República.” E, como se ainda pudesse haver dúvida sobre a sua opinião, soltou a bordoada final: “A gente tem que aguentar a barra”. Passados apenas oito dias dessa suposta lição de moral destinada a marcar a adversária perante o eleitorado como incapaz de segurar o rojão do governo do País, Dilma acabou provando do próprio veneno.

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24/09/2014

às 10:22 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: A tradução do falatório em dilmês sobre o truque de R$ 3,5 bilhões cabe numa frase de oito palavras: ‘A vaca magra está indo para o brejo’

19/09/2014

às 21:58 \ Sanatório Geral

O segredo do copo

“Isso é pontual. Óbvio que as taxas de emprego não vão crescer como antes porque não tem nem para onde ir. Tem uma taxa de desemprego bem baixa no Brasil. Não é só quantidade, é qualidade. Não é o copo meio vazio, meio cheio. É o copo cheio. Ou seja, mudou o padrão do Brasil em matéria de emprego e desemprego”.

Dilma Rousseff, na entrevista em que comentou os resultados da Pnad-2013, informando em dilmês castiço que a a única diferença notável entre o Brasil de Lula e o dela é que, como a afilhada é abstêmia, agora fica sempre cheio o copo que no tempo do padrinho, na melhor das hipóteses, ficava meio vazio.

16/09/2014

às 13:40 \ Sanatório Geral

Neurônio vigarista

“Minha filha, meu filho, esse povo da autonomia do Banco Central quer é o modelo anterior. Quer é fazer um baita ajuste, um baita superávit primário, aumentar os juros pra danar, reduzir emprego e reduzir salário, porque emprego e salário não garantem a produtividade, segundo eles. Eu sou contra isso, eu tenho lado”.

Dilma Rousseff, jurando que tudo isso acontecerá se perder o emprego para Marina Silva, decidida a mostrar ao eleitorado que mente mais que o padrinho Lula.

15/09/2014

às 14:15 \ Opinião

‘Tortuosos trajetos do dilmês’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta segunda-feira

Se algo ficou evidente nos anos de governo Dilma foi a incrível batalha que ela mantém com a língua portuguesa e com o próximo — seja ele quem for. Nestes anos, o País pôde conhecer em detalhes o dilmês, um modo único de falar, que expressa não apenas ideias desconexas, mas evidencia um jeito conflituoso de se relacionar com o interlocutor. Talvez isso explique o fato de, apesar da sua longa vivência política, até 2010 Dilma Rousseff nunca ter disputado nenhuma eleição. Para ela, a comunicação em público e com o público deve ser um tormento. Mas o dilmês não é apenas uma maneira de falar. É também um comportamento que tem caracterizado a sua administração, marcada pelo convívio difícil, se não rude, com seus auxiliares, ações descoordenadas e falhas de harmonia.

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