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dilmês

12/12/2015

às 11:00 \ Feira Livre

Valentina de Botas: ‘Vende frango-se’ ou de como o livro do Celso Arnaldo celebra o melhor do Brasil

VALENTINA DE BOTAS

Quando o cérebro do Homo sapiens alcançou de 2% a 3% do peso corporal e passou a consumir 25% da energia do corpo em repouso, enquanto o órgão nos outros primatas exigia apenas 8%, nosso ancestral assumiu a postura ereta. Um dos custos anatômicos desse fato determinante na evolução humana foi o estreitamento do canal do parto nas fêmeas, justamente no momento evolutivo em que a circunferência craniana dos bebês aumentava. A natureza solucionou isso encurtando a gestação humana. Assim, vimos ao mundo num estado precoce de ontogênese, para um período de inércia, segundo G.B.Campbell, de 2 a 3 anos de duração.

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07/12/2015

às 10:33 \ Feira Livre

Prefácio do livro de Celso Arnaldo: ‘O português de Dilma’, por Deonísio da Silva

DEONÍSIO DA SILVA

Eram os confusos, mas esperançosos, anos 1980. Aurélio Buarque de Holanda pensou em incluir o verbo “malufar” e o substantivo “malufício” nas novas reedições do Dicionário Aurélio.

Um dicionário é mais conhecido pelo povo como pai dos burros. Todavia, muitas palavras cujo significado desconhecemos não estão lá. Outras, como as duas citadas, variantes de roubar e de malefício, ainda não foram incorporadas.

Os dicionários já estavam desatualizados quando surgiu o dilmês, o português de Dilma. E a coisa piorou. Até a dicção da presidente dificulta a busca das palavras nos dicionários. Não adianta procurar. Sua sintaxe é quase insolente.

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06/12/2015

às 20:58 \ Opinião

“Um sonho impossível” e outras seis notas de Carlos Brickmann

Publicado na Coluna de Carlos Brickmann

Um sonho. Ou pesadelo. Num país imaginário, em que quadrilhas vorazes disputavam o poder, o Grande Mestre Fazedor de Rainhas decidiu enviar ao Frigorífico de Formol a Rainha dos Maus Bofes, que ousara, com palavras incoerentas e gestão incompetenta, colocar em risco os projetos futuros do bando.

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05/12/2015

às 18:30 \ Feira Livre

Saiu o livro do grande Celso Arnaldo: ‘Dilmês, o idioma da mulher sapiens’

“Dilmês: o idioma da mulher sapiens”, do jornalista Celso Arnaldo Araújo, acaba de chegar às livrarias já com jeitão de best seller e cara de clássico. Há muito tempo os leitores da coluna exigiam que o grande Celso Arnaldo, único PhD em dilmês do planeta, reunisse num livro os textos antológicos, publicados nesta coluna, inspirados no estranho dialeto falado pela presidente da República. Ele fez mais que isso. Reescreveu o que parecia irretocável e conseguiu aperfeiçoar o que parecia perfeito.

O cortejo de posts sobre o livro é aberto por uma esplêndida introdução feita pelo próprio autor. A entrada confirma que está começando um banquete. AN

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NO COMEÇO ERA O VERBO

Celso Arnaldo Araújo 

Tive ─ como é mesmo a palavra? ─ uma epifania. Até hoje não sei se palavra tão solene, geralmente reservada a súbitas descobertas filosóficas, pensamentos iluminados, revelações de altas manifestações do espírito, aplica-se realmente ao que senti naquele momento ─ até porque acho que nunca mais terei uma nova epifania diante de qualquer outro fenômeno. Pensando bem: só agora sei que tive mesmo uma epifania ao ouvir Dilma falando pela primeira vez. Lembro bem. Eu estava na cozinha, mais precisamente no fogão, misturando qualquer coisa. Ao lado da geladeira, a TV de 14 polegadas cumpria sua função de pano de fundo, sem merecer minha especial atenção. Mas o acaso ─ só pode ser ─ programou o velho aparelho. A voz que então vinha dele, ao longe, introduzia uma descoberta que, para mim, se transformaria num processo epistemológico ─ para empregar outra palavrinha que só se usa uma vez na vida.

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18/06/2015

às 15:38 \ Sanatório Geral

O Dilmês e o Dunguês

“O juiz deixou muito a desiderar”.

Dunga, técnico da Seleção Brasileira, internado por Celso Arnaldo ao justificar a derrota para a Colômbia nesta quarta-feira, adotando o padrão Dilma de entrevista.

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30/05/2015

às 18:22 \ Direto ao Ponto

Revejam o post de dezembro de 2009: não foi por falta de aviso que tantos eleitores autorizaram a consumação do naufrágio

Neste sábado, 30 de maio, recebi do jornalista Celso Arnaldo Araújo o seguinte recado:

Algum dia ela governou o que diz? Esta coluna, desde o “Pra mim sê pré”, de 2009, é a prova abundante — talvez a única e mais legítima — do vergonhoso despreparo da presidente, para o qual, só agora, se voltam a atenção e o espanto (inter)nacionais.

Não, não é insanidade mental — que ela e seus mantenedores são bem espertos. Os mexicanos a editam, a bem da inteligibilidade da chefe de estado de um país amigo. A companheirada do Portal do Planalto simplesmente a transcreve, sem tirar nem pôr, dando um olé no Brasil que pensa.

É ignorância no seu estado mais bruto, mais insuperável, o ponto mais baixo da República brasileira. A nossa Dilma.

A expressão “Pra mim sê pré”, a que se refere a mensagem do descobridor do dilmês, foi eternizada num post publicado em 2 de dezembro de 2009. Vale a pena revisitar o texto abaixo reprisado.

DILMA, O EU E O MIM

Ainda convalescendo do espanto, transfiro para o Direto ao Ponto o comentário do jornalista Celso Arnaldo que acabo de ler. Segurem-se. (AN)

Há imagens que não falam por si e áudios que dizem tudo.

Ligo o rádio do carro, hoje cedo, e ouço o locutor anunciar que Dilma – embora tenha começado a aparecer na TV com a pompa e a circunstância de presidenciável, nos primeiros teasers de sua campanha – ainda não se considera candidata do PT à sucessão do Lula, aliás sequer pré-candidata. Entra o áudio de Dilma, naquele inconfundível “um tom acima”:

- Pra mim sê pré….

Para por aí. Não interessa o que vem depois (“…tenho que passar pela convenção do PT”). Esse “Pra mim sê pré” poderia ser, quando nada, a mais curta e cruel (contra seu autor) frase internada no Sanatório. E, se eu tivesse tempo e interesse, seria o título, o mote e o resumo de uma longa tese de mestrado sobre o mais absoluto e chocante equívoco político da história de nossa República.

“Pra mim sê pré”: quatro monossílabos, cada qual contendo um erro essencial ou uma corruptela vulgar. Mas o “pra mim ser” ultrapassa qualquer barreira da desarticulação linguística. Eu, se sou RH, desclassifico na hora o candidato a vaga de assistente administrativo que diga “pra mim fazer” – mesmo que tenha quase mestrado e quase doutorado no currículo. Porque é erro incorrigível – já integra a estrutura mental de quem acha que mim conjuga verbo.

Por experiência própria, pessoas que falam “pra mim fazer” falarão “pra mim fazer” a vida toda, mesmo sendo corrigidas a vida toda.

No caso de Dilma, a prosódia troncha, de mineira de fachada, ainda transforma o ser em “sê”, o que dá à frase uma conotação sonora sincopada, meio mística.

“Pra mim sê pré”: um mantra à suprema ignorância humana.

Volto para o curto registro: perto de Dilma Rousseff, Lula é um Machado de Assis. (AN)
Fim do post de 2009. De volta a 2015, reitero sem nenhum prazer que a cabeça de Dilma Rousseff — um deserto de ideias habitado pelo neurônio solitário — é exposta por esta coluna há cinco anos e meio.

Nós todos sempre soubemos que o titanic lulopetista avançava na direção do iceberg. Não foi por falta de aviso que tantos brasileiros autorizaram nas urnas a consumação do naufrágio político, econômico e moral.

 

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16/04/2015

às 17:16 \ Direto ao Ponto

O besteirol do candidato ao Supremo é mais indecifrável que o dilmês

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À primeira vista, o parágrafo abaixo transcrito parece pinçado da mais sofisticada antologia do dilmês erudito. Depois de um segunda leitura, bate a suspeita de que se trata de uma obra redigida por Marilena Chauí, filósofa de manicômio, e retocada por Tarso Genro, o Príncipe dos Poetas Onanistas. Meia dúzia de releituras permitem concluir que acaba de ser apresentado ao país um novo espanto linguíastico: o fachinês.

Tão indecifrável quanto o dilmês, o subdialeto inventado pelo advogado Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente para a vaga aberta por Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal, lembra, na forma, um rascunho da bíblia que nem Deus entendeu e, no conteúdo, o jeitão de mais um Ruy Barbosa em compota.  Confira:

“Partindo-se de uma análise crítica que arrosta a primeira modernidade – entendida como o legado eurocêntrico de um sistema patriarcal, codificado e arrimado em um Estado-Nação – a segunda modernidade – identificada em uma sociedade econômica regulada por leis próprias, na qual os direitos fundamentais deixaram o campo do debate da efetividade para consubstanciar um hiperconsumo das ideias destacadas da cidadania e da democracia –, buscar-se-á investigar como a complexidade do real e a mácula do aparente convivem sob uma Constituição dirigente, que proclama a emancipação do indivíduo e funda uma ordem pautada em princípios democraticamente erigidos. Com isso, pretende-se demonstrar que entre os significados da equidade, democracia e direitos humanos entroniza-se a compra e venda que tudo transforma em mercadoria, fazendo-se premente a construção de um novo direito,pautado em novos códigos e novos discursos,estruturados em uma principiologia axiológica de índole constitucional.” (FACHIN, Luiz Edson. Entre duas modernidades: a constituição da persona e o mercado. Revista de Direito Brasileira, v. 1, p. 101-110, 2011).

Na sabatina a que será submetido no Senado, Fachin não escapará da reprovação caso um parlamentar oposicionista se anime a desmontar a farsa com dois disparos letais. O primeiro seria a leitura em voz alta desse besteirol de rábula de hospício. Ninguém vai entender nada ─ nem Fachin, como se verá se for convidado a traduzir para língua de gente o falatório em fachinês. O segundo consistiria na exibição do vídeo em que o candidato a ministro capricha na discurseira de cabo eleitoral do PT. Todo mundo entenderia tudo. Principalmente Fachin.

O Supremo vai sendo progressivamente degradado pela politicagem. Mas ainda não ficou estabelecido que a estrelinha vermelha no peito agora foi virou enfeite de toga. Tribunal não rima com PT. Quem julga não confraterniza com julgados. Juiz não se subordina a réu. Quem tem de defender a Justiça não pode louvar um bando fora da lei.

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13/04/2015

às 18:57 \ Opinião

Rolf Kuntz: ‘O choque do fracasso e a operação desmonte’

Publicado no Estadão

ROLF KUNTZ

Nem golpe, nem impeachment. Um choque de realidade liquidou em três meses o mandato da presidente reeleita com a promessa de manter a gastança e o populismo. A inquilina do Palácio da Alvorada, ainda conhecida como presidente Dilma Rousseff, continua falando o intrigante idioma dilmês, atribuindo os males do País à crise internacional e consultando, ocasionalmente, seu guru e inventor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a presidente real, governante sem dinheiro, pressionada pelas agências de classificação de risco e dirigente de um país atolado em crise, pouco se assemelha àquela confirmada pelos votos há cerca de meio ano.

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06/04/2015

às 18:48 \ Direto ao Ponto

O ministro que fala dilmês

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A entrevista concedida ao jornalista Marcelo Leite pelo novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, resultou numa procissão de assombros que ocupa uma página inteira da edição da Folha desta segunda-feira e se estende pelo site do jornal. Publicadas em estado bruto, sem revisões nem retoques, as declarações do entrevistado denunciam, na forma e no conteúdo, um perturbador parentesco com os melhores/piores momentos de Dilma Rousseff.

Perguntas e respostas compõem uma perturbadora tomografia do cérebro e um atestado de incapacidade com firma registrada em cartório. A certa altura, por exemplo, Marcelo Leite pergunta se o slogan “Pátria Educadora”, lema do segundo mandato de Dilma, “não seria edificante demais, quase irônico diante do estreitamento das perspectivas para investir”. Resposta:

“Lembro uma coisa que o Luiz Eduardo Soares quando começou a se interessar por segurança pública e lhe disseram que era um tema de direita. Pátria é uma palavra importante demais para a gente deixar para a direita. Historicamente nós crescemos preocupados com esse termo. Ele está ai no sentido de morada de todos, do espaço, comum, afetivo, o espaço dos brasileiros. É “Pátria” educadora no sentido de que a República se dispõe a educar, mas é claro que não tem nenhuma conotação de paternalismo. Não é o espirito de colocar uma marca, só”.

Parágrafos adiante, Janine é convidado a explicar do que se trata, afinal, o que anda chamando de “quarta agenda democrática”, concebida para “melhorar os serviços públicos no sistema educacional”. Resposta:

“Já existe, mas cada agenda demorou a ser reconhecida. A inclusão social foi aceita, razoavelmente, apesar de haver oposição, inclusive nas ruas. A da qualidade de serviços ainda não foi identificada como agenda. Está muito pulverizada. A revolta da classe média tem muito a ver com isso. Em vez de ver politicamente como uma reivindicação global para melhorar, veem como uma coisa imediatista, e atribuem tudo à corrupção. Não chega a ser uma agenda política, ainda”.

Desde que se soube quem seria o sucessor de Cid Gomes, o país que pensa tenta descobrir os reais motivos da escolha. A entrevista ao menos serviu para revelar um deles, talvez o mais relevante: fora a inventora do estranhíssimo subdialeto, Renato Janine Ribeiro é o único brasileiro que fala dilmês.

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17/03/2015

às 20:47 \ Sanatório Geral

Neurônio em órbita (3)

“A corrupção não é só uma senhora bastante idosa neste país como ela não poupa ninguém”.

Dilma Rousseff, na entrevista coletiva desta segunda-feira, enviando respostas em dilmês sideral de uma galáxia que acabou de descobrir entre Saturno e Plutão.

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