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dilmês

16/04/2015

às 17:16 \ Direto ao Ponto

O besteirol do candidato ao Supremo é mais indecifrável que o dilmês

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À primeira vista, o parágrafo abaixo transcrito parece pinçado da mais sofisticada antologia do dilmês erudito. Depois de um segunda leitura, bate a suspeita de que se trata de uma obra redigida por Marilena Chauí, filósofa de manicômio, e retocada por Tarso Genro, o Príncipe dos Poetas Onanistas. Meia dúzia de releituras permitem concluir que acaba de ser apresentado ao país um novo espanto linguíastico: o fachinês.

Tão indecifrável quanto o dilmês, o subdialeto inventado pelo advogado Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente para a vaga aberta por Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal, lembra, na forma, um rascunho da bíblia que nem Deus entendeu e, no conteúdo, o jeitão de mais um Ruy Barbosa em compota.  Confira:

“Partindo-se de uma análise crítica que arrosta a primeira modernidade – entendida como o legado eurocêntrico de um sistema patriarcal, codificado e arrimado em um Estado-Nação – a segunda modernidade – identificada em uma sociedade econômica regulada por leis próprias, na qual os direitos fundamentais deixaram o campo do debate da efetividade para consubstanciar um hiperconsumo das ideias destacadas da cidadania e da democracia –, buscar-se-á investigar como a complexidade do real e a mácula do aparente convivem sob uma Constituição dirigente, que proclama a emancipação do indivíduo e funda uma ordem pautada em princípios democraticamente erigidos. Com isso, pretende-se demonstrar que entre os significados da equidade, democracia e direitos humanos entroniza-se a compra e venda que tudo transforma em mercadoria, fazendo-se premente a construção de um novo direito,pautado em novos códigos e novos discursos,estruturados em uma principiologia axiológica de índole constitucional.” (FACHIN, Luiz Edson. Entre duas modernidades: a constituição da persona e o mercado. Revista de Direito Brasileira, v. 1, p. 101-110, 2011).

Na sabatina a que será submetido no Senado, Fachin não escapará da reprovação caso um parlamentar oposicionista se anime a desmontar a farsa com dois disparos letais. O primeiro seria a leitura em voz alta desse besteirol de rábula de hospício. Ninguém vai entender nada ─ nem Fachin, como se verá se for convidado a traduzir para língua de gente o falatório em fachinês. O segundo consistiria na exibição do vídeo em que o candidato a ministro capricha na discurseira de cabo eleitoral do PT. Todo mundo entenderia tudo. Principalmente Fachin.

O Supremo vai sendo progressivamente degradado pela politicagem. Mas ainda não ficou estabelecido que a estrelinha vermelha no peito agora foi virou enfeite de toga. Tribunal não rima com PT. Quem julga não confraterniza com julgados. Juiz não se subordina a réu. Quem tem de defender a Justiça não pode louvar um bando fora da lei.

13/04/2015

às 18:57 \ Opinião

Rolf Kuntz: ‘O choque do fracasso e a operação desmonte’

Publicado no Estadão

ROLF KUNTZ

Nem golpe, nem impeachment. Um choque de realidade liquidou em três meses o mandato da presidente reeleita com a promessa de manter a gastança e o populismo. A inquilina do Palácio da Alvorada, ainda conhecida como presidente Dilma Rousseff, continua falando o intrigante idioma dilmês, atribuindo os males do País à crise internacional e consultando, ocasionalmente, seu guru e inventor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a presidente real, governante sem dinheiro, pressionada pelas agências de classificação de risco e dirigente de um país atolado em crise, pouco se assemelha àquela confirmada pelos votos há cerca de meio ano.

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06/04/2015

às 18:48 \ Direto ao Ponto

O ministro que fala dilmês

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A entrevista concedida ao jornalista Marcelo Leite pelo novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, resultou numa procissão de assombros que ocupa uma página inteira da edição da Folha desta segunda-feira e se estende pelo site do jornal. Publicadas em estado bruto, sem revisões nem retoques, as declarações do entrevistado denunciam, na forma e no conteúdo, um perturbador parentesco com os melhores/piores momentos de Dilma Rousseff.

Perguntas e respostas compõem uma perturbadora tomografia do cérebro e um atestado de incapacidade com firma registrada em cartório. A certa altura, por exemplo, Marcelo Leite pergunta se o slogan “Pátria Educadora”, lema do segundo mandato de Dilma, “não seria edificante demais, quase irônico diante do estreitamento das perspectivas para investir”. Resposta:

“Lembro uma coisa que o Luiz Eduardo Soares quando começou a se interessar por segurança pública e lhe disseram que era um tema de direita. Pátria é uma palavra importante demais para a gente deixar para a direita. Historicamente nós crescemos preocupados com esse termo. Ele está ai no sentido de morada de todos, do espaço, comum, afetivo, o espaço dos brasileiros. É “Pátria” educadora no sentido de que a República se dispõe a educar, mas é claro que não tem nenhuma conotação de paternalismo. Não é o espirito de colocar uma marca, só”.

Parágrafos adiante, Janine é convidado a explicar do que se trata, afinal, o que anda chamando de “quarta agenda democrática”, concebida para “melhorar os serviços públicos no sistema educacional”. Resposta:

“Já existe, mas cada agenda demorou a ser reconhecida. A inclusão social foi aceita, razoavelmente, apesar de haver oposição, inclusive nas ruas. A da qualidade de serviços ainda não foi identificada como agenda. Está muito pulverizada. A revolta da classe média tem muito a ver com isso. Em vez de ver politicamente como uma reivindicação global para melhorar, veem como uma coisa imediatista, e atribuem tudo à corrupção. Não chega a ser uma agenda política, ainda”.

Desde que se soube quem seria o sucessor de Cid Gomes, o país que pensa tenta descobrir os reais motivos da escolha. A entrevista ao menos serviu para revelar um deles, talvez o mais relevante: fora a inventora do estranhíssimo subdialeto, Renato Janine Ribeiro é o único brasileiro que fala dilmês.

17/03/2015

às 20:47 \ Sanatório Geral

Neurônio em órbita (3)

“A corrupção não é só uma senhora bastante idosa neste país como ela não poupa ninguém”.

Dilma Rousseff, na entrevista coletiva desta segunda-feira, enviando respostas em dilmês sideral de uma galáxia que acabou de descobrir entre Saturno e Plutão.

02/03/2015

às 19:40 \ Direto ao Ponto

Celso Arnaldo e a assombrosa decolagem da presidente na galáxia à beira-mar

O que foi publicado na internet neste domingo bastou para que se consumasse, em regime de urgência urgentíssima, mais uma internação de Dilma Rousseff no Sanatório Geral. Pois a incursão retórica pelo espaço sideral que transformou o Rio em galáxia e também capital de galáxia, além de promover Eduardo Paes a prefeito de uma maravilha cósmica que fica fora da Via Láctea mas está onde sempre esteve desde a fundação, foi ainda mais delirante do que parecia.

Sempre atento, o jornalista Celso Arnaldo Araújo foi buscar na fonte o que os textos maquiados por jornalistas escondeu. Leiam o recado enviado à coluna pelo único especialista em dilmês do Universo:

O dilmês exige transcrição fiel – pois só assim será dilmês legítimo. Qualquer tentativa de ordenar pensamento tão primitivo, a bem da compreensão lógica, tirará do dilmês o que ele tem de único — um idioleto falado por um único indivíduo. No caso, uma indivídua. Dito isto, consultada a transcrição feita pelo Portal do Planalto e conferido o áudio do discurso, eis a versão original dessa passagem do outro mundo:

“O Eduardo eu sei que ele é um homem feliz, um homem realizado, porque ele disse para mim que ele é o único prefeito do Rio de Janeiro do mundo e isso o torna uma pessoa especial. Ele tem alegria 24 horas por dia, 365 dias no ano de sê o prefeito da mais bonita, da mais fantástica cidade. Ele disse… e eu cheguei à conclusão que ele é o melhor prefeito das galáxias e não é da via láctea. É de uma galáxia chamada Rio de Janeiro, uma galáxia especial”.

Melhorou? Piorou? Não sei. Só sei que é Dilma.

Arremato de primeira o cruzamento impecável do Celso Arnaldo: a cabeça da presidente é um nada capaz de tudo.

29/12/2014

às 12:42 \ Sanatório Geral

Neurônio napoleônico

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PUBLICADO EM 29 DE JANEIRO

“Ele falou muito… Ele estava discutindo num momento, você veja como as conversas são. Nós começamos a conversar sobre… ele estava falando sobre o Kruschev, e falou sobre ─ porque o Kruschev foi responsável pela direção em Stalingrado. Ele discutiu a guerra, depois falou do Napoleão, aí discutiu sobre o Napoleão. E fala sobre toda a história da América Latina e do mundo”.

Dilma Rousseff, em entrevista coletiva em Havana, internada por Celso Arnaldo ao descrever seu encontro com Fidel Castro, comprovando que qualquer conversa descrita em dilmês soa como papo de Napoleão de hospício.

19/10/2014

às 0:35 \ Sanatório Geral

Queda de pressão (2)

“Eu aceito discussão, mas eu não aceito discussão em que não estejam claros todos os termos da frase. Tem que ter sujeito, predicado, verbo, objeto direto. Quero saber a quem interessa”.

Dilma Rousseff, sobre a duração do mandato presidencial, explicando que antes de decidir se deve ser de quatro ou cinco anos precisa aprender a diferença entre um verbo e um pronome.

 

08/10/2014

às 0:01 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: Na primeira briga com os fantasmas do passado, Dilma Rousseff transferiu Armínio Fraga do Banco Central para o Ministério da Fazenda

24/09/2014

às 16:43 \ Opinião

“O autorretrato de Dilma”, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta quarta-feira

Por ter chorado numa entrevista ao dizer que fora “injustiçada” pelo ex-presidente Lula, a candidata Marina Silva foi alvo de impiedosos comentários de sua rival Dilma Rousseff. “Um presidente da República sofre pressão 24 horas por dia”, argumentou a petista. “Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República.” E, como se ainda pudesse haver dúvida sobre a sua opinião, soltou a bordoada final: “A gente tem que aguentar a barra”. Passados apenas oito dias dessa suposta lição de moral destinada a marcar a adversária perante o eleitorado como incapaz de segurar o rojão do governo do País, Dilma acabou provando do próprio veneno.

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24/09/2014

às 10:22 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: A tradução do falatório em dilmês sobre o truque de R$ 3,5 bilhões cabe numa frase de oito palavras: ‘A vaca magra está indo para o brejo’

 

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