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Dilma Rousseff

15/05/2012

às 19:31 \ Feira Livre

Diário da Dilma: Quem foi mordido por cobra até de minhoca tem medo

PUBLICADO NA EDIÇÃO DE MAIO DA REVISTA PIAUÍ

1º DE ABRIL ─ Só agora deu para falar sobre a Índia. Eita lugarzinho longe! Mas gostei daquela confusão. É gente de lá para cá, de cá para lá, levando oferenda para uma deusaiada tão vasta que me deixou até confusa. Comparado àquilo, a Bahia é o berço do monoteísmo.

Agora, tenho de dizer: voltei maravilhada com aquele Taj Mahal. Será que não dá para aproveitar o combo Copa do Mundo + Olimpíadas para erguer alguma coisa parecida lá no Rio? Mandei um SMS para o Serginho Cabral.

Tô cansada dessas piadinhas de Primeiro de Abril. Esse pessoal aqui é muito imaturo…

2 DE ABRIL ─ Cheguei no meu gabinete e topei com o Lula. O espaçoso estava com os pés em cima da mesa, fuçando meus e-mails. Ainda olhou para mim e soltou “Quem vai à feira perde a cadeira”. Quando o homem ficar 100%, sei não.

Serginho encaminhou um orçamento da Delta para construir o Taj Mahal na Barra. Que rapidez, menino. Mas achei caro demais.
3 DE ABRIL ─ Estou com medo que descubram que o Cachoeira já foi crupiê nas nossas partidas de tranca. Se isso vier à tona, ponho a culpa na Ideli, que não sabe contar direito as cartas. Já disse para ela: “Em caso de necessidade, casa a freira com o frade.”

4 DE ABRIL ─ Santa periquita do bigode loiro! Nunca imaginei chegar a 77% de popularidade. O Lula, claro, ligou em seguida e pediu para eu transferir uns pontos percentuais para o Haddad, tadinho.

5 DE ABRIL ─ Que chatice esse negócio de visto para os Estados Unidos. Fiquei hoooooras na fila e ainda tive que comprovar que tenho emprego fixo. Mostrei logo meus índices de popularidade, no guichê, para provar que estou garantida no cargo até 2018. Funcionou. Agora ando com essa pesquisa na carteira, menina.

6 DE ABRIL ─ A verdade é que falei para o Patriota dar um tempo nessas viagens. É uma mão de obra! Manda fazer roupa, marca depilação, pé, mão, sobrancelha, tintura, é um tempo danado. E aproveito pouco. Mal dá para comprar uma coisinha ou outra, sempre correndo para chegar naqueles compromissos com gente de meia-idade que só fala, fala, fala.

Taí uma pergunta pertinente: suco natural pode ser substituído pelo de caixinha?

7 DE ABRIL ─ Queria comprar umas camisas de seda iguais àquelas da Cristiana Lôbo. Ficam tão bem! De um chic

8 DE ABRIL ─ Cheguei em Washington e adotei o conselho da Ideli: vesti um pretinho básico e desci do avião de óculos escuros. Ninguém merece aparecer com olheira e roupa saída da boca do cachorro. Essa Ideli é eficienta demais.

10 DE ABRIL ─ Vou falar uma coisa: esse Obama me paga! Quando ele veio para o Brasil trouxe até a sogra! Tratei todos com a maior delicadeza! Até aula de capoeira eles assistiram. Agora, quando vou lá, não me oferecem nem um prato de comida?! Depois, quando dou uns pitos nele, o pessoal fica dizendo que o meu passado isso, meu passado aquilo… não é nada disso. É sem educação mesmo! Menos mal que o conjuntinho rubro-negro me caiu muito do bem.

Batata! De noite, lá estava a Patricinha Poeta de quê? De quê? Terninho vermelho! Popularidade de 77% é ditar moda, mon chéri.

“Joãozinho do Passo Certo.” De onde eu tirei isso, meu Deus?! Acho que foi o Velho Barreiro que levei para o Obama.

11 DE ABRIL ─ Cruzei com a Hillary. Ela elogiou meu penteado e perguntou quem era meu cabeleireiro. Para ser simpática, disse que pagaria um corte com o Kamura quando ela viesse ao Brasil.

12 DE ABRIL ─ Fecharam o cerco em cima do Cachoeira. Vão descobrir que ele me passou a dama de copas por debaixo da mesa. Esse homem é um Midas ao contrário: se comprar um circo, o anão dispara a crescer.

Uma das coisas que mais me orgulho é ter levado a classe C para as tramas das novelas. Adoro núcleo pobre! Titia ficou apegada a esse Tufão.

O Zé Dirceu está em polvorosa. Toda vez que ouve falar em CPI, fica com mania de perseguição. Mas também não é para menos. Quem foi mordido por cobra até de minhoca tem medo.

13 DE ABRIL ─ Não é que a Hillary vem mesmo? Foi só oferecer um corte grátis! A crise tá braba mesmo. Pedi logo para ela trazer um box com os novos episódios de Mad Men. Ela disse que ainda não saiu em DVD. E para que serve aquele poderzão todo, meu Deus?

14 DE ABRIL ─ O Sarney teve um piripaque e a República se transferiu para a UTI, o que provavelmente encerra alguma lição. Soube que o Temer já conseguiu enfiar três assessores no almoxarifado do Sírio. Cartagena, aqui vou eu!

15 DE ABRIL ─ Ô reuniãozinha besta! Nem eu aguento mais falar de Cuba. A Cristina resolveu dar piti com as Maldivas. Subiu nas tamancas porque ninguém deu bola para ela e foi embora sem se despedir. Grossa que só!

A Hillary é mesmo um amor. Se não fosse ela, eu não tinha com quem puxar assunto.

16 DE ABRIL ─ Sabia que não ia ficar só nisso. Como não conseguiu nacionalizar as Maldivas, a Cristina acabou descontando na Espanha e garfou a Repsol. Já disse para ela várias vezes: esse negócio de dar troco nos colonizadores é tão século XX… Mas vai explicar isso para uma mulher que usa aquela maquiagem. Dizem que dá até problema de coluna. E aquele meninote vice-ministro de olhos azuis? Hum.

O Patriota me lembrou que não é Maldivas, mas Malvinas.

17 DE ABRIL ─ Mamãe anda impossível! Chata, chata, chata!

18 DE ABRIL ─ Tem gente que deve estar morrendo de inveja. Não vou nem dizer o nome… Estou na lista da Time dos 100 mais influentes do mundo! Tem a Gracinha também. E o Eike. Não sei quem está com o cabelo mais feio. Já dei um toque para a Gracinha cortar no ombro, uma coisa mais apropriada para a idade dela. A desculpa é que o marido gosta. Agora, o que é aquele aplique do Eike?! Me explica! Com o dinheiro que ele tem podia conseguir coisa melhor. Bastava se espelhar no Lobão.

19 DE ABRIL ─ Vem Paul McCartney, Bob Dylan, Tom Cruise, Blatter, todo mundo mamar na onça. Agora, a Rio+20, que é coisa séria, vai ficar às moscas. Culpa dos ecochatos do PV. Disse e repito: enquanto o Minc não largar aqueles coletes, o Brasil não avança.

20 DE ABRIL ─ Pedi para a Helena Chagas mandar gravar aquele programa que ensinou a dançar okuduro. Acho sensual e deve fazer perder peso.

21 DE ABRIL ─ Santa Bigudina, o que a gente não descobre numa CPI! Achei um senador que se chama Sérgio Petecão!!! Isso não pode ser sério…

22 DE ABRIL ─ Novela boa essa da Carminha! E a das sete é uma graça! Só gente boa. Aquele Ricardo Tozzi é um gato. A Cláudia Abreu pegou direitinho o jeito da Gaby Amarantos, que eu adoro!

Tomara que o Sarkozy vença. Esse Hollande tem cara de programação da TV Câmara.

23 DE ABRIL ─ Hoje à noite começa a nova temporada de Mad Men. Nem que a imprensa diga que o Cachoeira instalou um ofurô na casa do Zé Dirceu eu me levanto desse sofá.

24 DE ABRIL ─ Esse Don Draper mexeu com o meu metafísico.

25 DE ABRIL ─ O documentário do Stuckinha é uma graça, perfeito mesmo, não fosse o 3D. Para que isso, Deus meu? Nem falo dos óculos, que são até engraçadinhos. O problema são os quilos, que saltam da tela feito assombração. O Lula, coitado, está uma baleia.

28 DE ABRIL ─ Será que o Lobão gosta de ofurô?

15/05/2012

às 16:55 \ Sanatório Geral

Um verbo por vez

“Nós temos de ter muito orgulho de termos esse foco social”.

Dilma Rousseff, durante a discurseira no comício de lançamento do Programa Brasil Carinhoso, confirmando, com a trinca formada por temos, ter e termos, que o neurônio solitário só consegue usar um verbo por frase.

14/05/2012

às 15:23 \ O País quer Saber

O coadjuvante do espetáculo do cinismo volta ao palco como papagaio de pirata


Três convidados e três sem-ingresso dividem com Dilma Roussef a foto que mostra o começo do primeiro discurso como presidente eleita. Por solicitação da candidata vitoriosa, posam para a posteridade o vice Michel Temer, o companheiro José Eduardo Dutra e o acompanhante José Eduardo Cardozo. Os outros são penetras. Valeram-se de empurrões, cotoveladas e pontapés para alojar-se no espaço sempre diminuto reservado a essa maravilha da fauna política nativa: o papagaio de pirata.

Infiltrada entre Temer e Dilma, a prefeita Luizianne Lins capricha na expressão severa de quem veio de Fortaleza para testemunhar a leitura dos Dez Mandamentos pela voz de Moisés. Espremidas no fundo, há duas metades de rosto. A face esquerda pertence a Magno Malta, senador reeleito pelo PR capixaba. Pastor evangélico e pecador juramentado, ficou nacionalmente conhecido no escândalo dos sanguessugas. O dono da face direita é o enigma ainda por decifrar: se só é candidato a qualquer papel em qualquer novela de qualquer emissora, o que é que faz no retrato o ator José de Abreu?

Ele mesmo procurou esclarecer o mistério com um texto publicado no blog do Xexéo. O título é tão intrigante quanto a aparição em Brasília:Piratas, Papagaios, Torturas e Torturados. E tão amalucado quanto o texto, que começa por registrar o desconforto do articulista com a chuva de piadas que a foto inspirou. “A pior, exatamente de um humorista, o Gregório Duvivier, lançou meu nome (ainda bem que foi apenas o nome, não eu) para o Ministério da Figuração, logo eu que vivo fazendo novela das oito”, resmunga.

Com uma alusão cifrada a Dilma Rousseff, Abreu insinua em seguida que ficou na ribalta a pedido da estrela: “A verdade é que, naquele momento, quando tiraram os outros papagaios do palco e eu ia descer, uma mão firme me segurou, um olhar carinhoso cruzou com o meu e me senti estimulado a ficar. E fiquei”.  O resto do palavrório celebra o combatente triunfante:

Eu estava entre amigos, lutadores, como eu, da boa luta. E vitoriosos numa batalha onde golpes baixos eram lançados a toda hora, um aborto na canela, uma homofobia nas partes pudendas, um bispo protetor de pedófilo pisando no dedão… Terrorista, ladra, assassina, era o que se dizia dela, minha companheira de luta contra a ditadura, que de branda nada tinha. E tome machismo, preconceito, baixarias. Estava feliz e emocionado, a lembrar dos censurados, dos torturados, dos assassinados pelo terror de Estado.

E pensei:

— Melhor ser papagaio de pirata que pirata sem papagaio.”

Foi a segunda atuação de José de Abreu como coadjuvante de comédias políticas de péssimo gosto.  Se desta vez só havia mocinhos em cena, eram vilões assumidos todos os participantes do espetáculo de estreia, encenado no Rio em agosto de 2006, na casa do ministro Gilberto Gil. Sentado na primeira fila de cadeiras da sala de visitas, o presidente Lula, convidado de honra, ouviu o resumo da ópera feito pelo produtor de cinema Luiz Carlos Barreto. “A política é um terreno pantanoso, a ética é de conveniência”, disse Barretão. “Se o fim é nobre, os fins justificam os meios. O que eu acho inaceitável é roubar. Mentir é do jogo político. Não é roubo”.

Em campanha pelo segundo mandato, Lula sentiu-se entre companheiros. Sentiu-se entre cúmplices com a fala inicial do ator Paulo Betti: “Não vamos ser hipócritas: política se faz com mãos sujas”, recitou o ex-galã. “Não estou preocupado com a ética do PT”, solfejou o músico Wagner Tiso. “Acho que o PT fez um jogo que tem que fazer para governar o país”. O epílogo do espetáculo do cinismo ficou por conta do coadjuvante que, agora como papagaio de pirata, acusa as vítimas de práticas celebradas em 2006 na casa de Gilberto Gil. Foi ele o escalado para proclamar a inocência de José Dirceu, José Mentor e José Genoino, e a estender o braço solidário dos presentes aos três companheiros.

Todos Josés, como o ator. O Dirceu foi denunciado pela Procuradoria Geral da República e será julgado pelo Supremo Tribunal Federal por chefiar a quadrilha do mensalão. O Mentor ampliou notavelmente o prontuário como relator da CPI do Banestado e comparsa de Marcos Valério. O Genoino, uma das estrelas do mais superlativo escândalo da história da República, evadiu-se da presidência do PT depois que o assessor do irmão foi capturado com dólares na cueca. Abreu, o quarto José, mereceria a condenação ao ostracismo pelos brasileiros decentes se já não tivesse sido desde sempre condenado à obscuridade.

Os integrantes da tribo de José de Abreu são dependentess de patrocínios extorquidos de empresas estatais e favores concedidos pelo governo. Artistas e intelectuais estatizados se preocupam demais com as incertezas do futuro. É por isso que tantos envelhecem mal. Ou nem envelhecem: frequentemente passam, sem escalas, de moços a velhacos.

12/05/2012

às 16:56 \ Direto ao Ponto

A Mãe do PAC que trata empreiteiros como filhos ameaça Hillary no ranking da Forbes

Atrás apenas de Hillary Clinton, a presidente Dilma Rousseff aparece em segundo lugar no ranking das mães mais poderosas do mundo, concebido pela revista Forbes. Muito justo, concordam os empresários premiados com obras públicas. Promovida por Lula a Mãe do PAC, Dilma Rousseff passou a tratá-los como filhos carentes. Sem os contratos superfaturados distribuídos pelo maior balaio de obras atrasadas, imaginárias ou natimortas do planeta, muitos já teriam mudado de ramo, outros tantos estariam falidos, a Delta seria uma microempresa e Fernando Cavendish não passaria de um pequeno vigarista com sobrenome de pirata.

Para sorte da turma, a Mãe do PAC é uma mãe para os empreiteiros amigos. Pelo que já fez, merece a medalha de prata concedida pela Forbes. Se endossar o acerto bandido entre o J&F e a Delta, mostrará que é muito mais poderosa que Hillary Clinton. E os organizadores do ranking terão de reconhecer que, também nesse ramo, com o Brasil ninguém pode.

 

08/05/2012

às 17:40 \ Sanatório Geral

Querida presidenta

“Grande presidente, que trabalha muito pelos paulistas, por todos os Estados e pelo Brasil”.

Geraldo Alckmin, em novembro de 2011, no encontro com Dilma Rousseff solicitado por governadores do PSDB decididos a beijar-lhe a mão pessoalmente, em sinal de gratidão pelo aumento do limite de endividamento dos Estados, já se arrependendo por ter tropeçado na vogal e esquecido de chamar a chefe de ‘presidenta’.

“Alagoas está com saudades da senhora”.

Teotônio Vilela, governador tucano de Alagoas, em novembro de 2011.

 ”Tenho visto que isso se reproduz em todos os Estados, a boa relação com o governo federal, relação republicana, harmoniosa e eu agradeço a todos os ministros e em particular à presidenta pela cordialidade com que tem nos tratado”.

Beto Richa, governador tucano do Paraná, em novembro de 2011.

08/05/2012

às 11:40 \ Sanatório Geral

Neurônio búlgaro

“Queria mais uma vez comprimentá os moradores aqui de Gabrovo, os búlgaros e os nascidos aqui nesta região”.

Dilma Rousseff, na visita à cidade natal do pai, em outubro de 2011, explicando aos moradores de Gabrovo que quem nasce nessa região da Bulgária não é búlgaro.

07/05/2012

às 5:00 \ Sanatório Geral

PAC da Omelete

“Olha, a gente volta aqui com a presidente, presidenta, já com a mão na massa, quebrando os ovos. A senhora chega a fazê algum, alguma ida na cozinha, a senhora chegou a ir no Palácio?”

Ana Maria Braga, para a presidente Dilma Rousseff, durante o programa Mais Você em fevereiro de 2011.

“Agora num tenho, num tem tempo mais pra mim i lá na cozinha, não”.

Dilma Rousseff, para Ana Maria Braga, aos 60 dias do governo da primeira presidente mulher da história da República.

07/05/2012

às 2:00 \ Sanatório Geral

Lições de sabujice

“Pela ordem, senhor presidente: senhora presidenta da República”.

Marta Suplicy, vice-presidente do Senado, em 9 de fevereiro de 2011, corrigindo o presidente da Mesa, José Sarney, por ter usado o termo “presidente” para dirigir-se a Dilma Rousseff.

“Muito obrigado a Vossa Excelência, mas estou usando a fórmula francesa: madame le président. As duas são corretas gramaticalmente”.

José Sarney, vulgo Madre Superiora, ensinando à companheira do PT que se pode prestar vassalagem com a ou com e.

06/05/2012

às 17:00 \ Sanatório Geral

Coerência é isso

“Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização”.

Dilma Rousseff, em entrevista à revista Marie Claire de abril de 2009.

“O que nós defendemos é o cumprimento estrito da lei, que prevê casos em que o aborto deve ser feito e provido pelo estado”.

Dilma Rousseff, em entrevista publicada pela Agência Estado, em 22 de junho de 2010.

“Eu, pessoalmente, sou contra o aborto”.

Dilma Rousseff, em 29 de setembro de 2010.

06/05/2012

às 8:00 \ Sanatório Geral

Melhor morrer

“Che Guevara!”

Dilma Rousseff, revelando na entrevista à revista Gloss de setembro de 2010 quem é o seu símbolo sexual.


 

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