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Dilma Roussef

13/05/2010

às 12:43 \ Sanatório Geral

Neurônio alucinado

“Não acredito que o governo brasileiro possa interferir nas questões internas dos outros paises da região e ser bem sucedido. A exceção de Honduras, porque lá não houve uma eleição, e sim um golpe de Estado. Nós não concordamos com a deposição de ninguém”.

Dilma Rousseff, em Porto Alegre, convencida de que o presidente Porfirio Lobo, eleito democraticamente pelo povo hondurenho, chegou ao poder por ter derrubado o companheiro Manuel Zelaya.

20/03/2010

às 17:19 \ Sanatório Geral

É verdade

“Botam lá na cédula: Serra, Marina, Ciro e Dilma, “a candidata do Lula”. Então eu vou botar: “Ciro, marido da Patrícia Pillar”, e vocês vão ver quantos votos eu terei”.

Ciro Gomes, reconhecendo que seu prestígio eleitoral é infinitamente menor que o de Patrícia Pillar, que esbanja a beleza, o talento e a simpatia que faltam ao maridão.

05/12/2009

às 20:00 \ Sanatório Geral

Um neurônio

“Nessas viagens eu sou, vamos dizer, uma testemunha ocular especial. Eu assisti nos últimos dias a conversa do presidente com o Gordon Brown, com o presidente Sarkozy, com o Hu Jintao, as duas primeiras com o Obama, quase todas as com o Bush. Então, de uma certa forma, a política externa brasileira é do meu conhecimento. Não tenho nenhuma dificuldade para lidar com ela, não”.

Dilma Rousseff, no Discurso sobre o Nada em Berlim, ao explicar com a classe e a clareza de sempre o que fazia a 15 mil quilômetros do local de trabalho, admitindo que é só testemunha ocular porque não consegue ouvir os sussurros dos intérpretes.

27/08/2009

às 17:31 \ Direto ao Ponto

Lula não ouviu o que disse

“Mentir é bobagem, porque uma mentira leva a outra, depois a outra e no fim a verdade acaba aparecendo”, disse Lula num dos inuméraveis improvisos de janeiro. O presidente anda falando tanto que, a exemplo dos parceiros de palanque, ele próprio não consegue prestar atenção em tudo o que diz. Se levasse em conta essa verdade elementar, a ministra Dilma Rousseff não teria negado a existência do encontro com Lina Vieira. Caso tivesse ouvido a obviedade, Lula não teria endossado a mentira da mãe do PAC.

A mentira que levou a outra levou o Gabinete de Segurança Institucional a mentir também. Em nota oficial, o GSI explicou por que não existiam imagens do circuito interno de video da Casa Civil que pudessem documentar o encontro: foram apagadas. “Conforme as especificações do edital assinado em 2004, o período médio de armazenamento das imagens varia em torno de 30 dias”, gatantiu o texto.

Falso, acaba de descobrir o site Contas Abertas, que obteve cópia do edital. Ficou estabelecido que os registros de acesso de pessoas e veículos ao Palácio do Planalto seriam guardados “em um banco de dados específico, com capacidade de armazenamento por um período mínimo de seis meses” ─ e depois “transferidos definitivamente para uma unidade de backup”. A fantasia foi chancelada pelo general Jorge Felix Pereira, chefe do SNI. Um general não pode rebaixar-se a cabo eleitoral. E rebaixar-se inutilmente.

Os efeitos positivos produzidos pelas férias compulsórias de Dilma ficarão restritos ao território da Casa Civil. Os assessores, por exemplo, serão poupados de repreensões aplicadas por quem confunde autoridade com grosseria. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, poderá atender ao telefone sem medo de chorar com outro pito. Mas a ausência de Dilma não vai reduzir o tamanho da enrascada em que se meteu. 

E a verdade, como Lula sabe, acaba aparecendo.


 

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