Blogs e Colunistas

deputado federal

21/11/2012

às 16:16 \ Sanatório Geral

Condenado espertalhão

“Tenho a legitimidade da soberania de 92 mil votos que recebi, o poder emana do povo”.

José Genoino, sentenciado pelo STF a 6 anos e 11 meses de prisão, além de multa no valor R$ 468 mil, explicando que 92 mil eleitores que o transformaram em suplente de deputado anularam, em outubro de 2010, a condenação por formação de quadrilha e corrupção ativa consumada em novembro de 2012.

19/11/2012

às 20:12 \ Sanatório Geral

Neto sensato

“Fui duas vezes eleito deputado federal mais votado do Brasil. Só não fui na última, porque competi com o Tiririca. O meu neto diz: ‘Vovô, se o senhor não fosse candidato, eu votava nele’”.

Paulo Maluf, revelando que, para seu neto, o avô não passa de um Tiririca multimilionário.

 

30/10/2012

às 19:29 \ Direto ao Ponto

O mensaleiro condenado pelo Supremo quer esperar na Câmara a chegada do camburão

Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha pelo Supremo Tribunal Federal, além de enquadrado por falsidade ideológica pela Justiça Federal de Minas Gerais, José Genoino foi assaltado por um surto de sensatez e, surdo aos apelos da presidente Dilma Rousseff, manteve a decisão de demitir-se do cargo de “Assessor Especial do Ministério da Defesa”. Neste domingo, animado com a derrota imposta a meia dúzia de jornalistas pela tropa de jagunços que o escoltou até a seção eleitoral, retomou a rotina da insanidade. E quer esperar no Congresso a fixação do tempo em que dormirá na cadeia.

Rebaixado a suplente pela eleição de 2010, o companheiro que presidia o PT quando o escândalo foi descoberto agora reivindica a vaga aberta na Câmara pela saída de Carlinhos Almeida, eleito prefeito de São José dos Campos .”O Genoino é o suplente e vai assumir sem problema nenhum”, endossa Rui Falcão, presidente do PT. “Genoino precisa recuperar a sua cidadania política”, avaliza o deputado paulista Paulo Teixeira, feliz com o regresso iminente do parceiro que manteve um gabinete por lá entre 1982 e 2002.

Derrotado por Geraldo Alckmin na disputa pelo governo paulista, ele teria reincidido em 2006 se a repercussão da roubalheira descoberta um ano antes não o aconselhasse a conformar-se com mais uma temporada no Legislativo. Eleito com menos de 100 mil votos, não foi além da suplência quatro anos mais tarde. Sonhava com um desempenho menos pífio na próxima quando foi atropelado pelo Código Penal.

Na Mansão dos Horrores, o deputado Genoino vai sentir-se em casa. Primeiro, porque conhece todo mundo. Segundo, porque na Câmara da Era Lula folha corrida vale muito mais que currículo, e o prontuário do companheiro condenado é bem mais impressionante que a biografia. Desde que foi condenado, por exemplo, ele recita que a Corte Suprema do Brasil democrático tem obrigação de inocentá-lo por ter lutado nos cafundós do Araguaia pela implantação da ditadura comunista. Esse argumento só recomenda uma internação no hospício.

Bem mais convincentes são as anotações na capivara. Um quadrilheiro corrupto não é um deputado qualquer. Merece esperar a chegada do camburão na presidência da Câmara.

 

19/02/2012

às 8:49 \ Frases

Melhor do mundo

“Abriu-me as portas para ser o melhor jogador do mundo e melhor jogador da Europa”.

Romário, deputado federal e ex-jogador de futebol, sobre quando atuava pelo Barcelona.

10/02/2012

às 8:22 \ Sanatório Geral

Vida mansa

“Espero que na minha próxima vinda a Brasília tenha alguma p… pra fazer”.

Romário, deputado federal do PSB do Rio de Janeiro, no Twitter, começando a desconfiar que uma partida de futvôlei nas praias cariocas é muito mais cansativa que uma semana de trabalho no Congresso.

30/05/2011

às 15:52 \ Direto ao Ponto

O superministro agora leva pito até do vice que não levanta a voz nem em comício

Até a descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio, Antonio Palocci era o único ministro que parecia livre do risco de levar um pito de Dilma Rousseff. A aparição do traficante de influência transformou o poderoso chefe da Casa Civil no único que levou um pito do vice Michel Temer, que prefere sussurrar até em discussão de botequim. Antes, o superministro da presidente abúlica chamava a chefe de “Dilma”. Agora, na imagem de Stanislaw Ponte Preta, Palocci deve andar chamando urubu de “meu louro”.

Prisioneiro da mentira inaugural, segue contando uma atrás da outra e jurando inocência. Na semana passada, sem ter virado réu oficialmente, contratou de novo os serviços do advogado José Roberto Batochio. Recorrer ao doutor Batochio já é uma admissão de culpa, informa a lista de fregueses. Mas o camburão fica mais distante, comprovou a sessão do Supremo Tribunal Federal que, em 27 de agosto de 2009, livrou Palocci de qualquer envolvimento no estupro do sigilo bancário de Francenildo Costa.

Para inocentar o culpado, Batochio acusou a vítima. Conseguiu livrar o cliente “por falta de provas”. Não conseguiu condenar o caseiro por falta de tempo. Mas contribuiu para que o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF e relator do caso, inventasse outra brasileirice: o crime encomendado sem mandante (veja na seção O País quer Saber os melhores-piores momentos do parecer). “Não há dúvida quanto ao recebimento por Antonio Palocci dos extratos, mas não foi ele quem acessou a conta, e sim, funcionários da Caixa, autorizados por suas competências funcionais a acessar os dados”, diz um trecho do papelório aprovado por 5 votos a 4.

“O suposto interesse de Palocci em ter desacreditado o depoimento do caseiro não basta para que ele seja responsabilizado, se não há provas concretas”, continuou o relator. Feito o esclarecimento, resolveu que o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, fora o responsável por tudo: “Ele estava autorizado a acessar os dados, mas não revelá-los a terceiros. Portanto, quanto a ele, há elementos para o recebimento da denúncia”.

“O Supremo não é sujeito à influencia política nem à opinião das ruas, a absolutamente nada, o compromisso dele é com a lei”, festejou o doutor Batochio ao fim do julgamento. “Palocci não tem mais nenhum processo criminal. Não existe nada na Justiça contra ele. Está zerado”. Estava: neste 25 de maio, o palavrório de Gilmar Mendes e Batochio foi implodido pela própria Caixa Econômica Federal. Condenada a pagar uma indenização de R$ 500 mil a Francenildo Costa, a direção da CEF informou, num recurso à Justiça, que foi o então ministro da Fazenda quem encomendou o crime.

Foi ele também, em parceria com o  assessor de imprensa Marcelo Netto, quem repassou à revista Época informações que, além de obtidas criminosamente, eram falsas. A confissão dos cúmplices, escondida por cinco anos, confirma que o estuprador de sigilo mentiu o tempo todo. Como vem mentindo agora o traficante de influência, sempre confiante na esperteza do advogado. No resto do mundo, a história se repete como farsa. No Brasil, a impunidade permite que a farsa se repita como farsa.

Desta vez, Batochio terá mais trabalho para garantir o triunfo da injustiça. Em 2009, Palocci estava voltando ao coração do poder. Neste outono, leva pitos até do vice que não levanta a voz sequer em comício. O chefe da Casa Civil hoje é só o caseiro do Planalto. Nada a ver com Francenildo:  Antonio Palocci é um caseiro que mente.

25/05/2011

às 18:43 \ Direto ao Ponto

A resposta ao terrorista que celebrou na TV ‘a beleza que há em matar com naturalidade’

Candidato a deputado federal pelo PSB do Rio, o terrorista aposentado Carlos Eugênio Coelho Sarmento da Paz juntou o prenome de batismo ao codinome “Clemente”, adotado pelo antigo militante da ALN, expropriou o título de “Combatente da Guerra e da Paz” e foi à luta no horário eleitoral da TV. Como o tempo era curto demais, Carlos Eugênio Clemente espalhou pela internet um um perfil resumido: Um dos mais valentes e temidos líderes da Ação Libertadora Nacional, homem de confiança de Carlos Marighella, o líder daquela organização. Temidíssimo pela repressão por sua coragem, furou mais de cem cercos à bala, matou pelo menos seis militares em seus confrontos nas ruas e um empresário que colaborava financeiramente com a tortura. Hoje é professor de música da UFRJ.

Mas não precisa trabalhar desde que embolsou a indenização concedida pela Comissão de Anistia, deveria ter ressalvado. Sobraram horas ociosas para a campanha. Faltaram votos: conseguiu apenas 567. O desempenho bisonho deixou-o léguas abaixo de extravagâncias como, por exemplo, Cláudio Henrique Barack Obama (5.293 votos) ou Zé Foguete (2.119). “Eu só tive alguns segundos na televisão”, balbuciou o náufrago das urnas de outubro. Se telinha decide eleição, talvez tenha alguma chance de virar síndico do prédio onde mora: em 21 de abril, no fim do capítulo da novela Amor e Revolução, do SBT, descreveu a execução do industrial Henning Albert Boilesen num monólogo de 3 minutos e meio. É tempo de candidato a presidente por algum partido graúdo..

Reinaldo Azevedo já liquidou a questão num post devastador, que escancarou a torpeza do assassino vocacional decidido a implantar a bala a ditadura do proletariado. Pupilo predileto de Carlos Marighela, Clemente mostrou ter apreendido nas conversas com o mentor  “a beleza que há em matar com naturalidade”. E segue convencido de que, como ensinou Marighela, “ser terrorista é motivo de orgulho”. O serial killer dos anos 70 não se arrepende de nada. Nem mesmo do “justiçamento” do companheiro de ALN Márcio Leite de Toledo (veja o texto na seção Vale Reprise), narrado pelo carrasco com a placidez de quem recita uma receita de bolo.

Volto ao tema para não deixar sem resposta a pergunta, que só me chegou agora, feita por Clemente quando contei pela primeira vez a saga de Márcio Toledo. “O que quer o jornalista Augusto Nunes quando publica um artigo como este?”, indagou o terrorista na reserva em novembro de 2008. Simples: quero deixar claro que não há nenhuma diferença entre o torturador que matou Vladimir Herzog e o terrorista Clemente. Um servindo à ditadura militar, outro perseguindo a ditadura comunista, ambos se tornaram assassinos sem direito a perdão.

26/04/2011

às 17:50 \ Feira Livre

Em busca da verdade desaparecida: uma exposição sobre Rubens Paiva

Filho do advogado e fazendeiro Jaime Almeida Paiva e de Araci Beyrodt, casado com Eunice Paiva, pai de cinco filhos, engenheiro civil, piloto de avião e bon vivant: Rubens Paiva foi um pouco de tudo que sempre quis ser. Poderia ter sido muito mais. Em 1971, depois da cassação do mandato de deputado federal e com os direitos políticos suspensos, Rubens Paiva foi preso aos 42 anos ─ e nunca mais foi visto. Talvez seja o mais emblemático dos 183 casos de desaparecidos políticos ocorridos no auge do regime autoritário que começou em 1964 e durou 20 anos.

Com mais de 200 fotografias, documentos e objetos pessoais, a mostra Não tens epitáfio pois és bandeira – Rubens Paiva, desaparecido desde 1971 resgata ao menos parcialmente a história do homem que se tornou um dos maiores símbolos dos abusos cometidos pela ditadura militar. Entrevistado pela coluna, o curador da mostra, Vladimir Sacchetta, fornece detalhes ignorados sobre a trajetória de Rubens Paiva e comenta a exposição que ficará até 10 de julho no Memorial da Resistência, em São Paulo. Abaixo, o vídeo que acompanha a mostra, dirigido por Sylvio do Amaral Rocha.

Rubens Paiva, desaparecido desde 1971 from Confraria Produções on Vimeo.

Não tens epitáfio pois és bandeira – Rubens Paiva, desaparecido desde 1971
Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66
Tel.: (11) 3335-4990
Terça a domingo, das 10 às 18h. Em cartaz até 10 de julho.
Entrada gratuita

23/02/2011

às 22:03 \ Sanatório Geral

Vai nessa, companheiro

“O ‘distritão’ é o puro poder econômico. Se elege quem tem mais dinheiro. Ponto final”.

José Dirceu, ainda em liberdade, sem explicar por que é contrário à fórmula eleitoral que garante uma vaga no Congresso a todo candidato que junte bastante dinheiro como facilitador de negócios e consultor de capitalistas selvagens.

18/12/2010

às 6:51 \ Sanatório Geral

Cada vez pior

“Obrigaduuu”.

Tiririca, ao imitar o cantor Fábio Jr. depois de ovacionado na cerimônia de diplomação dos deputados federais, confirmando que, no Brasil, a coisa sempre pode piorar.

 

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