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Demóstenes Torres

13/11/2013

às 18:37 \ Direto ao Ponto

O despejo do secretário de Haddad adverte: quem esconde fantasmas em casa não deve procurá-los no porão do vizinho

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Antonio Donato e Fernando Haddad

ATUALIZADO ÀS 18H37

Os desdobramentos das investigações sobre a máfia do ISS confirmam que, sempre que coloca testas inimigas na alça de mira, o PT acaba acertando o próprio pé. Desta vez, coube a Fernando Haddad o papel de atirador trapalhão. Decidido a compensar com gestos espetaculosos os estragos político-eleitorais causados pela superlativa elevação do IPTU, o prefeito enfiou-se na fantasia de faxineiro do Planalto de Piratininga e desencadeou a guerra de extermínio contra a multidão de larápios que herdou de Gilberto Kassab. Nesta terça-feira, atropelado por gravações constrangedoras e nomeações muito mal explicadas, o secretário de Governo Antonio Donato teve de deixar o cargo.

É a baixa mais vistosa desde o início dos barulhos. E é só a primeira, previnem as suspeitas que rondam o secretário Jilmar Tatto e outras velharias que cercam aquele que seria, segundo marqueteiros sempre inventivos, um novo homem para um novo tempo. Quem esconde fantasmas no sótão da própria casa não deve procurá-los no porão do vizinho, advertiu o post aqui publicado em maio de 2012 e agora reproduzido na seção Vale RepriseO texto se inspirou na CPI do Cachoeira, planejada em abril daquele ano por Lula e José Dirceu.

Na cabeça da dupla, a operação que mobilizou a base alugada fulminaria com uma bala de prata dois alvos goianos ─ o senador Demóstenes Torres, do DEM, e o governador tucano Marconi Perillo. Deu tudo errado. O projétil ricocheteou no companheiro Agnelo Queiroz, governador de Brasília, provocou ferimentos de bom tamanho no parceiro fluminense Sérgio Cabral e seguiria fazendo vítimas entre os aliados se a CPI não fosse sepultada às pressas pelos pais da ideia de jerico.

Tem sido assim desde janeiro de 2002, quando Altos Companheiros apareceram no velório de Celso Daniel para animá-lo com o jogral das viúvas inconsoláveis. Meses antes, começou o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, panfletos apócrifos distribuídos em São Paulo avisaram que uma organização de extrema direita decidira liquidar fisicamente políticos petistas, mas o governo FHC ignorou os sinais de perigo. Em novembro de 2001, continuou o deputado Aloizio Mercadante, o prefeito Toninho do PT fora morto a tiros numa avenida de Campinas.

O assassinato do prefeito Celso Daniel, concluiu o deputado José Dirceu, confirmou que os extremistas não estavam brincando. Agora era tarde, lastimou em coro a trinca inconformada com a insensibilidade dos tucanos no poder. Já na largada das apurações policiais ficou claro que a misteriosa organização era tão real quanto a transposição das águas do Rio São Francisco. Em seguida, uma enxurrada de evidências comprovou que Celso Daniel fora silenciado por integrantes de um esquema corrupto montado, com o incentivo e a proteção do próprio prefeito, para extorquir empresários do setor de transportes.

Ao descobrir que alguns sócios na roubalheira estavam embolsando o dinheiro que deveria desaguar exclusivamente nos cofres do PT, Celso Daniel comunicou que denunciaria o desvio do desvio. Antes que cumprisse a ameaça, foi eliminado a mando de ex-parceiros que orbitavam em torno da estrela vermelha. Faz quase 12 anos que a força-tarefa coordenada por Gilberto Carvalho tenta transformar em homicídio comum um crime político. Não conseguiu. Nem vai conseguir, alerta a ofensiva do Ministério Público que já conseguiu a condenação de vários acusados e agora fecha o cerco em torno de Sérgio Gomes da Silva, o Sombra.

A instauração da CPI do Cachoeira provou que a companheirada não aprendera com o assassinato de Celso Daniel. O despejo do principal secretário de Haddad acaba de provar que a lição da CPI do Cachoeira não foi assimilada. Reincidentes de nascença não têm cura.

18/01/2013

às 18:23 \ O País quer Saber

Só oito dos 11 senadores que evitaram a unanimidade assumem a rejeição a Sarney

PUBLICADO EM 9 DE FEVEREIRO DE 2011

Da esquerda para a direita: Álvaro Dias, Cristovam Buarque, Jarbas Vasconcelos, Marinor Brito, Marisa Serrano, Pedro Simon, Pedro Taques e Randolfe Rodrigues

Branca Nunes e Bruno Abbud

Na eleição da Mesa Diretora, 70 senadores presentearam José Sarney (PMDB-AP) com o quarto mandato, oito votaram no candidato oposicionista Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), dois em branco e um anulou o voto. Quem são os parlamentares que evitaram a rendição unânime ao octogenário maranhense que, em julho de 2009, quase foi apeado da presidência pela ofensiva conjunta da oposição e de governistas envergonhados com a procissão de escândalos?

Ao fim de uma semana de investigações, a coluna constatou que três dos 11 senadores que se recusaram a apoiar o chefe da Casa do Espanto preferem refugiar-se no anonimato. Só oito reafirmam publicamente que não votaram no vencedor. Álvaro Dias (PSDB-PR) reiterou ter anulado o voto. Pedro Taques (PDT-MT) confirmou os termos da carta em que comunicou a Sarney que não o apoiaria, mas ressalvou que “o voto é secreto”. Dois colegas informaram que Taques votou em branco.

Deputado estadual por oito anos, eleito senador em outubro, o professor universitário Randolfe Rodrigues, 38 anos, decidiu concorrer com Sarney em defesa de valores éticos revogados pelo grupo do adversário. Além do próprio voto, conseguiu mais sete. Só cinco foram identificados:  Marinor Brito (PSOL-PA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Marisa Serrano (PSDB-MS). Até agora não apareceram os donos dos dois votos restantes. Tampouco se sabe quem foi o autor do segundo voto em branco.

Sem contar os peemedebistas dissidentes Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon, são 18 os senadores filiados a partidos de oposição (10 do PSDB, cinco do DEM, dois do PSOL e um do PPS). Como só dois tucanos e a dupla do PSOL se opuseram à candidatura governista, a coluna procurou ouvir os 14 que completam a bancada. Segue-se a reação de cada um:

Aécio Neves (PSDB-MG).  Na primeira tentativa, a assessora de imprensa do líder do partido informou que Aécio não poderia falar porque estava “na estrada, dirigindo sozinho e com problemas no sinal do celular”. Nas tentativas seguintes, a assessora não atendeu ao telefone. Dias depois, o tucano enviou a seguinte mensagem por meio de sua assessoria: “Sempre defendi o respeito ao critério da proporcionalidade na ocupação dos cargos no Parlamento não apenas como reflexo da vontade popular extraída das urnas mas, especialmente, como garantia de espaços de atuação para as minorias”.

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). O senador mais votado do país mandou um assessor avisar que não revelaria seu voto. Mais tarde, avisou ao repórter que seguiria o “princípio do sigilo, que é regimental e constitucional”.

Cícero Lucena (PSDB-PB). Incluído na chapa vitoriosa como candidato a 1° Secretário, foi um ativo cabo eleitoral de Sarney.

Cyro Miranda (PSDB-GO). Limitou-se a declarar que votou em Sarney.

Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O senador admitiu ter votado em Sarney. “Segui a orientação da bancada”, disse.

Mário Couto (PSDB-PA). Limitou-se a declarar que votou em Sarney.

Paulo Bauer (PSDB-SC). Depois de revelar que o senador votara em Sarney, um assessor explicou por quê: “Ele disse que seguiu a indicação da bancada”.

Lúcia Vânia (PSDB-GO). Disse que não se sentia constrangida com o apoio a Sarney. “Não tem problema revelar o voto. Foi uma decisão da bancada”.

Demóstenes Torres (DEM-GO). “Votei em Sarney”, admitiu o futuro líder da bancada. “Eu não voto nulo, não faço graça”.

Maria do Carmo Alves (DEM-SE). Incluída na composição vitoriosa como 3ª suplente da Mesa Diretora, trabalhou abertamente por Sarney. “Foi uma orientação da bancada”, explicou.

José Agripino (DEM-RN). O atual líder da bancada acabou admitindo ter votado em Sarney, mas evitou pronunciar o nome do eleito durante a conversa com o repórter. “Votei no acordo”, desconversou. Que acordo?, ouviu de volta. “O voto é secreto”, desconversou. “Votou no Sarney?”, insistiu o repórter. “Não, no acordo”, desconversou, antes de reiterar que o voto é secreto. No acordo a que se refere o senador, ficou combinado que, em troca da inclusão na Mesa de um tucano e um parlamentar do DEM, os dois partidos apoiariam Sarney.

Kátia Abreu (DEM-TO). Na segunda-feira passada, Kátia estava na Argentina e não foi localizada pela assessora em Brasília. Voltou à capital federal às 23h30. Nesta terça-feira, não pôde atender à coluna porque participava de um evento no subsolo de um prédio perto do Congresso. O celular não funcionava. A assessora não voltou a atender ao celular.

Jayme Campos (DEM-MT). De acordo com o assessor de imprensa, está incomunicável no interior de Mato Grosso.

Itamar Franco (PPS-MG). Mandou um assessor avisar que não revelaria seu voto.

Há três vagas a preencher no time que se opôs a Sarney. A coluna espera que os interessados se manifestem.

28/12/2012

às 21:00 \ Sanatório Geral

Caráter manso

PUBLICADO EM 13 DE JULHO

“Eu não vou expor você, cara. Fui eu que te pus na suplência, essa secretaria, fui eu, você sabe muito bem disso. Então para que eu vou te expor?”

Carlinhos Cachoeira, numa conversa gravada pela Polícia Federal em junho de 2011, sugerindo a    Wilder Morais, então suplente de Demóstenes Torres, que fosse mais agradecido e parasse de queixar-se do benfeitor que, em troca de tantos favores, só quis Andressa Mendonça, que abandonou o agora senador para viver com o agora nome de CPI.

“Carlinhos, pensa num cara que nunca teria encontrado um governo, que nunca teria sido bosta nenhuma. Você está falando com esse cara”.

Wilder Morais, acatando imediatamente a ordem com uma resposta que, com um ligeiro retoque, resume o caráter do novo senador goiano: basta trocar o “nunca teria sido” por “é”.

28/12/2012

às 18:00 \ Sanatório Geral

Rumo à canonização

PUBLICADO EM 10 DE JULHO

“E a verdade é que não quebrei o decoro parlamentar, não cometi ilegalidades, não menti em discurso no plenário do Senado, não percebi vantagem indevida, não pratiquei irregularidades, não me envolvi em qualquer crime ou contravenção, não conhecia as atividades de Carlinhos Cachoeira investigadas pela operação Monte Carlo”.

Demóstenes Torres, senador sem partido, durante mais um palavrório na Casa do Espanto, avisando que, se tiver o mandato cassado, será candidato a santa.

27/12/2012

às 9:00 \ Sanatório Geral

Coerência é isso

PUBLICADO EM 21 DE ABRIL

“Não faço falso heroísmo. A vida toda fui coerente”

Demóstenes Torres, explicando que não assinou o requerimento para a instauração da CPI do Cachoeira para deixar claro que, homem coerente que é, estará ao lado do parceiro de bandalheiras tanto nos tempos de prosperidade quanto nas horas difíceis.

27/12/2012

às 8:00 \ Direto ao Ponto

Renuncie ao mandato, senador

PUBLICADO EM 26 DE MARÇO

A reação do timaço de comentaristas à descoberta do lado escuro do senador Demóstenes Torres escancarou o abismo que separa o Brasil que presta do país reduzido pela Era Lula a um imenso clube dos cafajestes. Confrontados com as ligações promíscuas entre o parlamentar do DEM goiano e o delinquente Carlinhos Cachoeira, reveladas por VEJA, os brasileiros decentes não engoliram as desculpas indigentes gaguejadas pelo amigo de bicheiros. Continuaram a ver as coisas como as coisas são. E enxergaram no que parecia um oposicionista engajado no combate à corrupção  mais um prontuário em ação na Casa do Espanto.

É reconfortante a leitura dos comentários que enriqueceram o primeiro post sobre Demóstenes Torres. Os textos não escondem a decepção e a perplexidade dos que respeitam a lei, os valores morais e as normas éticas. Mas nenhum cede à tentação de justificar o injustificável. Nenhum escorrega no farisaísmo, na hipocrisia e na pouca vergonha que orientam a contra-ofensiva que invariavelmente mobiliza pais-da-pátria e soldados rasos quando um bandido de estimação é pilhado em flagrante.

Para o país que pensa, o que já foi revelado é suficiente para a incorporação de Demóstenes à bancada dos fora-da-lei. Nenhum comentarista berrou que todos são inocentes até o julgamento do último recurso. Ninguém exigiu mais provas, nem rabiscou outro poema celebrando o “devido processo legal”. Isso é conversa de devoto da seita que primeiro inocenta e depois canoniza todos os culpados do rebanho.

Demóstenas capitulou? Paciência. A rendição não virá, e o vazio deixado pelo desertor começa a ser preenchido pelo senador Pedro Taques, do PDT de Mato Grosso. Também originário do Ministério Público, Taques avisou nesta segunda-feira que não tratará com indulgência o colega com quem vivia dividindo projetos e ideias.  “Vou tomar as minhas providências”, informou. “Não podemos proteger os amigos e prejudicar os inimigos”.

Numa das conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal, a advogada Flávia Coelho, mulher do senador, conta a Carlinhos Cachoeira que o marido estava sob o assédio de cardeais do PMDB interessados em anexá-lo ao que Ciro Gomes qualificou de “ajuntamento de assaltantes”. Flávia e Cachoeira parecem muito animados com a ideia, que por algum motivo gorou. Pior para Demóstenes. Se tivesse atendido aos desejos da dupla, estaria neste momento sob a proteção de Lula, amparado por Dilma Rousseff e  transformado pela turma da esgotosfera em mais uma vítima da mídia golpista.

Como se trata de um político da oposição, as milícias festejaram histericamente a chance de recitar, de novo, o bordão celebrizado por Chico Anysio quando encarnava Tavares, o canalha. “Sou, mas quem não é?”. Nós não somos, retrucam os textos do timaço dos comentaristas. Canalhas são os que tentaram impedir o despejo dos ministros ladrões e tentam agora garantir o emprego de um Fernando Pimentel. Canalhas são os que fazem do assalto aos cofres públicos um instrumento eleitoreiro. Esses têm tanta autoridade para atacar o senador goiano quanto teria um pedófilo para fazer palestras sobre educação infantil.

Demóstenes já foi condenado à morte política pelo eleitorado que traiu. Restam-lhe duas opções. A primeira é ignorar as provas e evidências, apostar no corporativismo da Casa do Espanto e vagar feito zumbi pelo Congresso até ser formalmente sepultado na próxima eleição. A outra é pedir desculpas aos eleitores ultrajados, devolver o cargo e voltar para casa. A segunda alternativa é menos indigna. E ofereceria à multidão de decepcionados o consolo de saber que alguns políticos ainda conseguem envergonhar-se dos pecados cometidos.

Renuncie ao mandato, senador.

 

16/10/2012

às 12:07 \ Feira Livre

‘Alegria, alegria’, por Carlos Brickmann

PUBLICADO NA COLUNA DE CARLOS BRICKMANN

CARLOS BRICKMANN

Lembra do ex-senador Demóstenes Torres, do DEM goiano, um feroz parlamentar que, segundo elogio de um de seus amigos, estava sempre pronto a apontar o dedo contra os adversários? Demóstenes, acusado de ligações perigosas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, já perdeu o mandato. E acaba de ser suspenso de suas funções no Ministério Público de Goiás, cargo ao qual retornara em 13 de julho, depois de ser cassado por seus companheiros senadores. A Corregedoria-Geral do Ministério Público goiano instaurou quarta-feira um processo administrativo disciplinar contra o procurador, para apurar se violou seus deveres funcionais. Demóstenes fica suspenso até o julgamento final do caso.

Feliz com a demonstração de que até os cidadãos acima de qualquer suspeita podem ser punidos ao violar a lei? Calma! O procurador Demóstenes Torres está suspenso, não precisa trabalhar, mas o salário integral, próximo de R$ 25 mil mensais, continua sendo religiosamente creditado em sua conta. Digamos que, graças aos problemas que teve ao ser descoberto, se livrou das consequências do pecado original e foi dispensado de ganhar o pão com o suor de seu rosto.

A propósito, a presidente Dilma Rousseff negou-se a aceitar o pedido de exoneração do ex-deputado José Genoíno, condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo do Mensalão, que continua portanto ocupando seu lugar no Ministério da Defesa, sob as ordens do ministro Celso Amorim.

Punidos, sim; mas mal pagos, nunca.

31/08/2012

às 12:26 \ Sanatório Geral

Delta & Cachoeira

“Demóstenes me convidou para uma sala reservada e disse: tenho dívidas  com a Delta, que apoiou minha campanha, e preciso de alguma obra com o meu carimbo”.

Luiz Pagot, ex-diretor do Dnit, em depoimento à CPI do Cachoeira, informando que Demóstenes Torres também se envolveu nas incontáveis maracutaias da construtora Delta que a maioria governista da comissão finge não enxergar.

13/07/2012

às 13:31 \ Sanatório Geral

Milionário distraído

 ”Minha impressão sobre essa omissão de bens à Justiça é que foi uma falha sem má-fé”.

Agripino Maia, senador pelo DEM do Rio Grande do Norte, sobre os bens não declarados ao Tribunal Superior Eleitoral por Wilder Morais, suplente de Demóstenes Torres filiado ao DEM goiano, comunicando à nação que a única anotação do prontuário do novo inquilino da Casa do Espanto informa que ele é meio distraído.

13/07/2012

às 8:27 \ Sanatório Geral

Tudo explicado (497)

“Fui perseguido como um cão sarnento. Fui investigado como ninguém foi investigado no Brasil, dia e noite, e não apareceu nada, nada, nada, nada”.

Demóstenes Torres, confirmando no último discurso no Senado que fez o que fez por achar que todos os brasileiros são imbecis, menos ele, os familiares e o resto da turma de Carlinhos Cachoeira.

 

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