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Delúbio Soares

05/10/2011

às 19:29 \ Direto ao Ponto

Dirceu mostra a Delúbio como se escapa de outro processo por formação de quadrilha

Quem for enquadrado no artigo 288 do Código Penal ─ Associarem-se mais de 3 pessoas, em quadrilha ou bando, para fim de cometer crimes ─ está sujeito à pena de 1 a 3 anos de reclusão. Os companheiros José Dirceu e Delúbio Soares sabem disso: envolvidos até o pescoço nas bandalheiras do mensalão, serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal também por formação de quadrilha. Mas só Dirceu parece adotar precauções para não ampliar o prontuário, informam as fotos abaixo.

Nesta terça-feira, o grão-mensaleiro Delúbio Soares aproveitou uma reunião da CUT em Guarulhos para distribuir um CD-ROM interativo e um livreto com o texto da defesa que encaminhou ao STF. Escaldado, o ex-tesoureiro do PT pediu aos companheiros sindicalistas que impedissem a presença de jornalistas. Mas a animação provocada pelos numerosos pedidos de autógrafo induziu Delúbio a esquecer o artigo 288 e permitir a formação de rodinhas que poderão transformá-lo em reincidente.

No dia 28 de setembro, José Dirceu distribuiu num restaurante em Brasília dezenas de exemplares autografados do seu livro “Tempos de Planície”. Prudentemente, tratou de cumprimentar os presentes um a um para evitar a formação de grupos com mais de três pessoas. Na foto acima, por exemplo, só aparecem o autor e o senador Renan Calheiros. Se a câmera capturasse Romero Jucá e Valdir Raupp, enfileirados atrás do líder da bancada do cangaço, qualquer autoridade policial poderia indiciar o quarteto.

05/10/2011

às 19:26 \ Sanatório Geral

Cofres em pânico

“Estou trabalhando muito.”

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, espalhando o pânico entre os cofres públicos.

11/09/2011

às 22:10 \ Sanatório Geral

Aí tem

“Delúbio é um homem pobre e probo”.

Trecho das alegações finais encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal pelos advogados de Delúbio Soares, confundindo os brasileiros com esse estranhíssimo “probo” infiltrado no palavrório: se os doutores quiseram mesmo colar no tesoureiro do mensalão o adjetivo que significa “honesto; honrado“, ou não sabem português ou são candidatos a humorista; se fizeram uma alusão ao imperador romano Marco Aurélio Probo, assassinado pelas próprias tropas sob o argumento de que só isso evitaria uma guerra civil, os defensores do quadrilheiro podem estar avisando em código que os Altos Companheiros planejam uma reprise do caso Celso Daniel.

11/09/2011

às 2:02 \ Sanatório Geral

Mensaleiro valente

“Embora seja tarefa exclusiva do secretário de Finanças do partido a obtenção de recursos financeiros, competia também ao presidente do partido, por condições estatutárias, a assinatura de tais empréstimos”.

Trecho das alegações finais enviadas ao Supremo Tribunal Federal pelos advogados de José Genoíno, revelando que o cliente, que acumulou os postos de presidente do PT e integrante do alto comando do esquema do mensalão, resolveu corajosamente jurar que o tesoureiro Delúbio Soares fez sozinho as bandidagens bancárias que fizeram juntos.

10/09/2011

às 14:04 \ Sanatório Geral

Coração bandido

“Delúbio Soares dedica sua vida a um sonho: lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais”.

Trecho das alegações finais enviadas ao Supremo Tribunal Federal pelos advogados de defesa de Delúbio Soares, tentando convencer os ministros de que no peito de um bandido também bate um coração.

05/09/2011

às 22:43 \ O País quer Saber

Dez imagens em três tempos: a quermesse dos pecadores sem remorso, o jantar no Jaburu e o concerto do sem conserto

28/08/2011

às 11:40 \ Feira Livre

O reino do faz de conta

PUBLICADO NO GLOBO DESTA SEXTA-FEIRA

Nelson Motta

Não chamar as coisas pelos seus nomes – principalmente quando são desagradáveis, ilegais ou imorais -, mas por doces eufemismos, é uma das características mais marcantes do estilo brasileiro. Já começa no nosso célebre jeitinho – o nome que damos a transgressões da lei e das normas para levar vantagem em tudo.

De gratuito, o horário eleitoral não tem nada: as emissoras recebem créditos fiscais por suas perdas de receita comercial e são os contribuintes que pagam pela boca livre dos partidos, num milionário financiamento público das campanhas. Contribuinte já é um eufemismo que sugere ser facultativo e voluntário o pagamento obrigatório de impostos. Em inglês, os que pagam a conta são chamados literalmente de “pagadores de impostos”.

“Prestar contas do mandato” significa que o parlamentar gastou verba oficial para se promover com seu eleitorado. As chantagens, achaques e acertos dos políticos com o governo são sempre em nome da “governabilidade”. É claro que ninguém fala de suborno ou propina, ou mesmo da antiga comissão, nossa inventividade criou a “taxa de sucesso”.

O companheiro Delúbio Soares deu inestimável contribuição ao nosso acervo eufemístico criando o imortal “recursos não contabilizados” em substituição ao antigo, mas sempre atual, “caixa 2″, eufemismo histórico para sonegação de impostos e dinheiro sujo.

No Brasil, quase todas as organizações não governamentais só vivem com o dinheiro governamental: o meu, o seu, o nosso. Assim como “notória capacidade técnica” é o álibi linguístico para ganhar licitações sem disputá-las, “mudança de escopo” é o superfaturamento legalizado.

O clássico “o técnico continua prestigiado” significando iminente demissão migrou do futebol para a política com sucesso. Diante de acusações da imprensa, o ministro jura que não fez nada de errado e o governo diz que ele está prestigiado. A novidade é que agora, justamente porque é inocente e está prestigiado, ele pede para sair antes de ser demitido.

No país do faz de conta, quando se ouve falar em “rigorosa investigação, doa a quem doer”, todos entendem que não vai dar em nada.

22/08/2011

às 19:23 \ História em Imagens

Lembranças do mensalão

Aiuri Rebello e Fernanda Nascimento

Em maio de 2005, o chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, foi filmado embolsando 3 mil reais de um empresário. O que parecia ser apenas um flagrante de propina transformou-se na origem do pai de todos os escândalos quando Marinho revelou que o dinheiro iria para o PTB, dirigido pelo deputado Roberto Jefferson. Ao perceber que o governo não se esforçaria para impedir a instauração de uma CPI para investigar o assunto, Jefferson afundou atirando. A memória curta dos eleitores não consegue guardar todas as cenas de um dos maiores shows de horrores que tiveram como palco o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Veja alguns dos melhores momentos do caso que monopolizou a atenção do Brasil durante três meses.

Acusados nominalmente por Roberto Jefferson, os integrantes da cúpula do PT, com o endosso do presidente Lula, dispararam negativas. “Nunca ouvi, nunca conversei, nunca tratei com nenhum parlamentar de troca de apoio por dinheiro”, rebateu José Genoíno, então presidente do Partido dos Trabalhadores. “Nunca tinha ouvido falar”, emendou o ex-secretário-geral do partido Silvio Pereira.

O dinheiro utilizado para pagar os parlamentares vinha de “recursos não contabilizados” doados por empresas para o financiamento de campanhas políticas e de verbas desviadas de estatais. No dia 12 de agosto, o publicitário Duda Mendonça, que organizou a campanha vitoriosa de Lula, contou que recebeu milhões de dólares em contas no exterior, orientado pelo empresário Marcos Valério.

O deputado Valdemar Costa Neto, acusado de receber dinheiro do PT em nome da sigla que presidia, o Partido Liberal (atual PR), ensaiou o mesmo discurso. Mas o depoimento de sua ex-mulher Maria Christina Mendes Caldeira esmagou a argumentação do deputado. Em menos de duas semanas, Valdemar renunciou ao mandato para não ser cassado.

As repercussões do mensalão atrapalharam por algum tempo os projetos políticos dos envolvidos no escândalo, mas não encerraram a carreira dos réus. José Genoíno, que não conseguiu se eleger deputado federal em 2010, hoje despacha numa sala no Ministério da Defesa, contratado como assessor especial. Valdemar Costa Neto aproveitou-se da sobra de votos do palhaço Tiririca para ganhar uma cadeira na Câmara dos Deputados, de onde continuou comandando o PR. Aos indignados, resta aguardar o destino dos 38 acusados no Superior Tribunal Federal (STF), que aceitou a denúncia em 2007, no processo relatado pelo ministro Joaquim Barbosa.

29/06/2011

às 18:32 \ Feira Livre

Na carta ao PT carioca, Vladimir Palmeira conta por que decidiu abandonar o partido

Ao Diretório Muncipal do PT-R.J.

Meu caro Alberis,

Venho, por meio desta, me desfilar do PT. Não o faço por divergências políticas fundamentais, embora minha carreira minoritária seja de todos conhecida. Sempre me coloquei mais à esquerda da linha oficial, mas nada que, nas circunstâncias brasileiras, me levasse a deixar o partido.

No entanto, a volta ao partido de Delúbio Soares, justamente expulso no ano de 2005, me impede de continuar nele. Pela questão moral, pela questão política, pela questão orgânica. Pela questão moral porque é evidente que houve corrupção: Não se pode acreditar que um empresário qualquer começasse a distribuir dinheiro grátis para o partido. Exigiria retribuição, em que esfera fosse. O procurador federal alega que são recursos oriundos de empresas públicas, sendo matéria agora do STF. Mas alguma retribuição seria, ou a ordem do sistema capitalista estaria virada pelo avesso.

Pela questão política porque o PT assumiu um compromisso com a sociedade, quando apareceram as denúncias: o compromisso de punir. E sustentamos que punimos. Punição limitada, na opinião dos petistas do Rio de Janeiro, que por seu DR pediram mais dureza, ao mesmo tempo que apontavam o caminho da Constituinte exclusiva para a reforma política imprescindível. Punição limitada, repito, mas efetiva.

Pela questão orgânica, porque o ex-tesoureiro não só agiu ilegalmente com relação à sociedade,mas violou todas as normas de convivência partidária, ao agir à revelia da Executiva Nacional e do Diretório Nacional.

A volta de Delúbio faz com que todos se pareçam iguais e que, absolvendo-o, o DN esteja, de fato, se absolvendo. Ou, mais propriamente, se condenando, ao deixar transparecer que são todos iguais.

Não creio que o sejam.

Já tinha definido que sairia caso o ex-tesoureiro voltasse. Mas, em primeiro lugar, tive que advertir amigos e companheiros mais próximos, sob pena de lhes causar embaraços. Por outro lado, o governo Dilma entrou em crise, em função das acusações contra Palocci. Sanada a crise, comunicados os companheiros, posso, afinal, lhe entregar esta carta.

Mando um abraço para você e para todos os que, dentro do PT, lutam por uma sociedade mais justa.

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011.

Vladimir Palmeira

08/05/2011

às 17:49 \ Sanatório Geral

Mensalão internacional

“Vamos aprofundar os programas sociais e implementá-los em outras regiões do mundo. O governo Dilma tem dado continuidade ao que o presidente Lula nos ensinou”.

Delúbio Soares, ao discursar no churrasco que reuniu dezenas de candidatos à cadeia em Buriti Alegre, interior de Goiás, revelando que, para dar continuidade ao que Lula ensinou, a quadrilha companheira está pronta para exportar o mensalão.


 

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