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debate

27/10/2010

às 9:05 \ Sanatório Geral

Vocabulário em expansão

“Não é excessivo um pouco mais de humildade, de elegância, até porque não se ganha debate com desdém, mas também não se governa com desdém”.

Dilma Rousseff, no debate da Record, mostrando que o neurônio solitário trocou “tergiversar” por “desdém” sem saber direito o que significa “desdém” e “tergiversar”.

27/10/2010

às 7:59 \ Sanatório Geral

Pega na mentira

“Tenho muita clareza, o MST é uma coisa, nós somos outra”.

Dilma Rousseff, no debate desta segunda-feira, tentando convencer a plateia de que aquele boné era do movimento suprapartidário para a salvação de baleias.

27/10/2010

às 1:21 \ Sanatório Geral

Brasil Maravilha

“Estão querendo privatizar o filé mignon. A carne de pescoço era o que existia antes”.

Dilma Rousseff, no debate desta segunda-feira, sobre o pré-sal, informando em dilmês vulgar que as jazidas que Lula descobriu no fundo do mar são melhores, maiores, mais bonitas, mais suculentas e mais elegantes que qualquer petróleo produzido pela turma da OPEP.

26/10/2010

às 18:51 \ Direto ao Ponto

A pergunta ainda sem resposta

Os debates anteriores informaram reiteradamente que Dilma Rousseff não precisa de ajuda para perder qualquer duelo verbal: inimiga jurada de ss e rr, quase inteiramente desprovida de raciocínio lógico, Dilma ou não diz coisa com coisa ou despeja platitudes, obviedades e rematadas cretinices. No confronto na TV Record, pela primeira vez José Serra pareceu compreender que disputa a Presidência da República contra a adversária que todo candidato pede a Deus ─ e foi à luta. No penúltimo debate da campanha, enfim ajudou a mostrar Dilma como ela é.

As perguntas que fez e as respostas que deu contribuíram para escancarar a impostura. Os espectadores com mais de 10 neurônios entenderam que a gerente de país nunca existiu: o PAC é uma piada, as obras não saem do papel, a executiva genial só conjuga no futuro verbos como fazer e construir . Entenderam que a administradora onipresente e onisciente é tão real quanto o diploma de doutora: quem ignora ou nem percebe as bandalheiras da melhor amiga na sala ao lado não pode pilotar sequer um triciclo. Entenderam que Dilma Rousseff, antes e acima de tudo, tem tanto compromisso com a verdade quanto um estelionatário vocacional.

Para desmontar a fraude, Serra não precisou ser agressivo, nem áspero, muito menos grosseiro. Bastou falar sem rodeios. Durante duas horas, respondeu com firmeza e fez as perguntas que deveria ter feito. Por isso mesmo, restou uma pergunta ainda sem resposta: por que o candidato da oposição não agiu assim desde o primeiro segundo do primeiro debate do primeiro turno?

25/10/2010

às 21:27 \ Sanatório Geral

Gente do ramo

“O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria. Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê”.

André Vargas, secretário de Comunicação do PT, confirmando que, embora seja do bem, o partido tem mais experiência que todos os outros em matéria de corrupção.

22/10/2010

às 22:02 \ Baú de Presidentes

Celso Arnaldo: em quantos pedaços Jânio faria Dilma num confronto direto na TV?

Celso Arnaldo enviou-me um recado que, como sempre, virou post. Desta vez na seção Baú de Presidentes, por trazer de volta Jânio Quadros. O que o grande artista da política perguntaria a Dilma Rousseff se tivesse o prazer de duelar na TV com a Doutora em Nada? Confira:

No esforço sobre-humano de acompanhar o debate entre a ignorância de Dilma e a inapetência de Serra, por mais de uma vez voltei a delirar naquela fabulosa fantasia que já experimentamos aqui neste espaço: em quantos pedaços, imprestáveis para consumo nas urnas, Jânio faria Dilma num confronto direto, tête-à-tête?

Certamente, nós dois – que o entrevistamos inúmeras vezes – teremos para sempre na memória a prosódia singular e seu extraordinário domínio da língua, bífida e venenosa, quando não destrutiva, contra seus inimigos figadais (até Jânio me explicar a raiz semântica da palavra, eu dizia, como muitos, fidagais).

Enfrentando Dilma num embate que necessariamente pressupõe um duelo de linguagens, o ippon de Jânio seria fulminante – já definido o vencedor nos primeiros segundos, a luta se estenderia pelo tempo regulamentar do debate apenas para deleite do público, e desespero do comissariado petista. Seria uma covardia.

Fiquei maquinando, para me distrair do entediante debate real, o teor de perguntas que Jânio faria a Dilma após as primeiras intervenções da oponente, em seu português de analfabeta funcional, estarrecedor para quem exibe um diploma superior no currículo. Uma delas poderia ser esta:

– Candidata Dilma Rousseff. Minha pergunta magna, neste bloco, será precedida de outras, adjuvantes, que a preparam e justificam. Tem a senhôra curso primário completo? Indago isto porque suas respostas até aqui não apontam para essa remota possibilidade. Se o tiver, gostaria que a candidata declinasse o nome de sua professora, que a esta altura deve ser um senhorinha em justo gozo de seu ócio com dignidade, usufruindo do parco pecúnio que amealhou em vida, ou, mais provavelmente, sobrevivendo à míngua dos proventos previdenciários que seu governo reajustou com impiedosa sovinice. Na pior das hipóteses, ou na melhor, já não o sei, repousa ela em floridos Campos Elíseos. Bem, mas, viva fosse, eu me atreveria a perguntar-lhe: lembra-se de ter dado aulas a uma Dilma Rousseff? Recorda-se de sua presença física em classe, materializando o nome constante na lista de chamada corrida pelo bedel? Em caso positivo, diria a senhôra ter sido ela então sua pior aluna?

Mas, candidata Dilma, na impossibilidade de desfazer desse modo o mistério que cerca sua escolaridade, e que explicaria por linhas tortas sua clamorosa insuficiência intelectual, peço-lhe vênia para ir ao cerne do enigma que nos assombra nesta noite: como ousa a senhôra candidatar-se à Presidência da República?

Precisaríamos de Jânio, de novo, só por uma noite.

20/10/2010

às 18:03 \ Direto ao Ponto

No que se refere a Dilma, como seria?

Se os organizadores dos debates na TV resolvessem proibir o uso da expressão “no que se refere”, o que aconteceria com Dilma Rousseff? Veja o vídeo e tente responder.

19/10/2010

às 17:08 \ Direto ao Ponto

Os melhores 64 segundos do ano eleitoral

O vídeo é muito mais revelador que 100 debates eleitorais, 200 discurseiras de Lula, 300 falatórios de Dilma Rousseff, 400 estupros de sigilo promovidos pelo PT ou 500 dossiês fabricados pela Casa Civil. Divulgado pelo Coturno Noturno, o excelente blog do Coronel, comprova que o padrinho tenta furtar a paternidade de planos cujo nascimento procurou impedir, reitera que a afilhada conta mentiras compulsivamente, confirma que o partido dos dois sempre apostou no quanto pior, melhor e escancara a superioridade de Fernando Henrique Cardoso sobre a dupla.

“O PT tem uma avaliação de que esse plano econômico é um estelionato eleitoral”, diz Lula aos companheiros e repete numa entrevista em meados de 1994, quando o Plano Real foi lançado. Segundos depois, ele retoma o palavrório ao lado de FHC, minutos antes do começo do debate com o candidato do PSDB em ascensão nas pesquisas por ter domado a inflação.

“Quando o Collor fez o programa dele, imediatamente o povo dava 90% de aceitação do Collor”, inventa, sem conseguir disfarçar o ressentimento, o agressor da gramática e da verdade. Também por ter decretado o confisco da poupança, Collor foi desde o começo do governo um campeão de impopularidade. “É preciso ver no longo prazo se a economia brasileira resiste”, torce Lula para dar tudo errado na continuação da lengalenga.

“Estou convencido de que a economia resiste, porque esse plano foi feito com cuidado”, replica FHC. “Com muita objeção do PT e do PDT, mas vamos fazer”. Estava coberto de razão, reconhece Dilma Rousseff no fecho perfeito do vídeo: “Acho que, sem sombra de dúvida, a estabilidade do Real foi uma conquista do governo Fernando Henrique Cardoso”, admite numa sabatina na Folha a candidata que agora jura que teve de ajudar o chefe na reconstrução do país que herdaram “em petição de miséria”.

A curta aparição conjunta dos presidentes ajuda a entender por que o SuperLula sai em desabalada carreira quando alguém sugere um debate com sua kriptonita verde. Ele extermina plurais e tropeça em sílabas no esforço para gaguejar frases insensatas. Fernando Henrique desmonta o falatório com poucas palavras e muita segurança.

O vídeo desenha mais um dos muitos caminhos que podem levar a oposição à vitória no segundo turno. Serra deve perguntar a Dilma o que acha do Plano Real. E repetir o que  a criatura e o criador disseram nos melhores 64 segundos do ano eleitoral.

19/10/2010

às 0:02 \ Sanatório Geral

Bandidagem de estimação

“As pessoas erram. Erenice errou. Considero a situação da Erenice com muita indignação, porque não concordo com a contratação de parentes e amigos. Quem conhece minha história sabe que tenho um compromisso em combater o nepotismo”.

Dilma Rousseff, no debate deste domingo, lembrando que, como o Mestre Lula ensinou, a bandidagem de estimação não pratica crimes; só comete erros de vez em quando.

18/10/2010

às 17:59 \ Sanatório Geral

Neurônio mareado (2)

“O Brasil foi o primeiro a entrar na crise e o último a sair”.

Dilma Rousseff, no debate deste domingo, informando que viu um tsunami onde o Mestre só enxergou uma marolinha.


 

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