23/08/2011
às 19:32 \ Direto ao PontoA sigla fora da lei exige aumento de mesada
Promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, a “jornada nacional de lutas” iniciada nesta segunda-feira pretende exibir até domingo uma edição compacta do “abril vermelho” ─ o espetáculo fora-da-lei reprisado todos os anos pelas tropas da lona preta. Talvez por falta de imaginação, talvez por excesso de atrevimento, provavelmente pelos dois motivos, o script se mantém inalterado há muitos anos. Enquanto os guerreiros do campo, incapazes de distinguir um abacaxi de uma beterraba, atacam simultaneamente dezenas de propriedades rurais e prédios públicos em diferentes regiões do país, os chefões do MST baixam em Brasília para pedir ao governo outro aumento de mesada.
Desta vez, nem os alvos mudaram. Foi invadida pela quinta vez, por exemplo, a fazenda Santo Henrique, pertencente à Cutrale e encravada no município de Borebi, a 300 quilômetros da capital. A quarta invasão, ocorrida em outubro de 2009, incluiu a destruição de 12 mil pés de laranja, parcialmente documentada pela Polícia Militar. Confira o vídeo de 50 segundos:
As imagens avisam que o bando está cada vez mais ousado, constatou o post reproduzido na seção Vale Reprise. Também informam que a Justiça tem uma chance das boas de revogar a suspeita de que o MST foi condenado à impunidade. “Vamos dar uma resposta à sociedade”, prometeu o delegado de Borebi, Jader Biazon. “Alguns dos responsáveis pelo que aconteceu vão responder criminalmente”. O que aconteceu foi mais que outra invasão ilegal consumada por 250 famílias. Foi um assalto praticado por centenas de ladrões sem medo.
Mais uma vez, deu em nada. Passados dois anos, os estupradores do direito de propriedade, com o apoio do PT e a omissão cúmplice do governo federal, atropelam o Código Penal. Nesta tarde, o juiz de Lençóis Paulista deu um prazo de 24 horas para que os atacantes desocupem o lugar. É pouco. Até que os comandantes da sigla sejam exemplarmente punidos pelos crimes que cometem, o MST será a única organização fora-da-lei da história do Brasil que o Executivo patrocina, o Legislativo protege e o Judiciário trata como inimputável.
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