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CPI

17/09/2014

às 9:03 \ Sanatório Geral

Sem concorrentes

“Tenho a impressão de que essas pessoas pedem CPI para, depois, os empresários correrem atrás delas e achacarem esses empresários para ganhar dinheiro”.

Lula, no comício diante da sede da Petrobras, confessando que assassina CPIs já no berço para evitar a entrada de concorrentes no mercado em que atua.

05/08/2014

às 20:09 \ Sanatório Geral

Me engana que eu gosto (1.303)

“Nestor Cerveró foi convidado a participar de um media training comportamental, oferecido pela Petrobras, realizado no Rio de Janeiro, em um hotel no bairro da Barra da Tijuca”.

Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, principal articulador da compra da sucata no Texas, garantindo que as respostas ensaiadas por seu cliente para depor na CPI da Petrobras nada tinham a ver com as perguntas enviadas por senadores a seu cliente para depor na CPI da Petrobras .

03/08/2014

às 18:18 \ Direto ao Ponto

VEJA revela a trama criminosa que fraudou a CPI da Petrobras para livrar o governo Dilma de mais escândalos bilionários

ATUALIZADA Às 18h18

A edição de VEJA distribuída neste fim de semana revela com exclusividade a trama concebida para fraudar a CPI da Petrobras. “Uma gravação mostra que os investigados receberam perguntas dos senadores com antecedência e foram treinados para responder a elas”, informa a capa da revista. “A farsa é tão escandalosa que pode exigir uma inédita CPI da CPI para ser desvendada”. O vídeo que documenta a conspiração criminosa é exibido pelo site de VEJA, no post que resume o caso de polícia nos dois parágrafos abaixo transcritos:

O que se vê e ouve na gravação é uma conjuração do tipo que, nunca se sabe, pode ter existido em outros momentos de nossa castigada história republicana. Mas é a primeira vez que uma delas vem a público com tudo o que representa de desprezo pela opinião pública, menosprezo dos representantes do povo no Parlamento e frontal atentado à verdade. Com vinte minutos de duração, o vídeo mostra uma reunião entre o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, o advogado da empresa Bruno Ferreira e um terceiro personagem ainda desconhecido.

A decupagem do vídeo mostra que, espantosamente, o encontro foi registrado por alguém que participava da reunião ou estava na sala enquanto ela ocorria. VEJA descobriu que a gravação foi feita com uma caneta dotada de uma microcâmera. A existência da reunião e seus participantes foram confirmados pelos repórteres da revista por outros meios — mas a intenção da pessoa que fez a gravação e a razão pela qual tornou público seu conteúdo permanecem um mistério.

Quem assiste ao vídeo do começo ao fim — ele acaba abruptamente, como se a bateria do aparelho tivesse se esgotado — percebe claramente o que está sendo tramado naquela sala. E o que está sendo tramado é, simplesmente, uma fraude caracterizada pela ousadia de obter dos parlamentares da CPI da Petrobras as perguntas que eles fariam aos investigados e, de posse delas, treiná-los para responder a elas. Barrocas revela no vídeo que até um “gabarito” foi distribuído para impedir que houvesse contradições nos depoimentos. Um escárnio. Um teatro.     ​

Neste sábado, o Brasil decente foi afrontado por outro monumento à canalhice. Os tumores que infestam a Petrobras confirmam o avanço acelerado da necrose —  incurável e letal — que vem devastando a seita lulopetista. Antes dirigida por executivos e técnicos, a estatal aparelhada por Lula e Dilma Rousseff hoje é controlada por um bando de delinquentes dispostos a tudo para prorrogar a permanência dos chefões no coração do poder.

O que já foi uma empresa respeitável se tornou tão desprezível quanto a Papuda sem grades que no século passado abrigou o Congresso. É natural que ajam em parceria. O vídeo comprova que os vigaristas fantasiados de senadores e os patifes disfarçados de petroleiros nasceram uns para os outros. Eles se merecem. O país que presta é que não merece continuar sob o domínio da tribo dos fora da lei.

04/07/2014

às 19:04 \ Opinião

‘O abuso da maioria’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta sexta-feira

Incomodado, o Planalto usa de todos os meios para tentar conter a repercussão das denúncias envolvendo a Petrobrás e abusa de sua maioria no Congresso para barrar qualquer investigação mais séria sobre a estatal nas duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) ─ a do Senado e a mista -, cujo desenrolar é um contínuo atropelo da transparência, como se viu nas sessões de quarta-feira.

A Constituição estabelece que, para a instauração de uma CPI, basta que a proposta tenha o apoio de um terço de uma Casa legislativa. É um mecanismo para evitar que a maioria bloqueie investigações de interesse público. Foi com base nesse dispositivo que, em abril, o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão liminar, determinou que o campo de investigação da CPI da Petrobrás fosse “apenas” as denúncias relativas à estatal de 2005 a 2014, conforme proposta de senadores da oposição.

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12/06/2014

às 1:09 \ Sanatório Geral

Haja cinismo

“Havia a necessidade de ter dinheiro vivo para fazer uma série de pagamentos, como impostos. Muitos brasileiros fazem isso”.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras preso na Operação Lava Jato e solto por Teori Zavascki, integrante da bancada dos ministros da defesa de culpados em ação no STF, ao explicar por que guardava R$762 mil dentro de casa, confirmando que muitos brasileiros ficaram tão bem de vida durante os 11 anos de governo lulopetista que adotaram o hábito de guardar fortunas em casa para pagar impostos com dinheiro vivo.

 

10/06/2014

às 20:52 \ Sanatório Geral

Quadrilha sem quadrilheiros

“Muita coisa foi dita de forma antiética, sem provas, e quero colocar de forma muito veemente que repudio que a Petrobras seria uma organização criminosa”.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal e posto em liberdade por ordem de Teori Zavascki, fingindo acreditar na tese lançada pelo STF durante o julgamento dos embargos infringentes do mensalão de que é possível existir quadrilha sem quadrilheiros.

28/05/2014

às 8:50 \ Opinião

‘Não dá para controlar’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta terça-feira

DORA KRAMER

A ofensiva do governo para inviabilizar os trabalhos de investigações sobre a Petrobras no Congresso foi bem-sucedida. Isso do ponto de vista imediato e olhando-se exclusivamente para o Parlamento.

A CPI do Senado caiu no ridículo. Com ela, seus integrantes e os dois depoentes (Sergio Gabrielli e Nestor Cerveró) que foram lá desmentir a eles mesmos. A comissão mista a ser instalada tampouco promete.

O ex-presidente Luiz Inácio da Silva deu a ordem de “ir pra cima” para evitar a CPI, lembrando no que resultou aquela iniciada com denúncia sobre os Correios, o Palácio do Planalto captou a mensagem, a base aliada achou mais prudente suspender temporariamente a rebeldia e deu-se a blindagem.

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08/05/2014

às 10:20 \ História em Imagens

No vídeo, Lula ensina que só quem tem rabo preso é contra a instauração de uma CPI

Atualizado às 10h20

“Eu sou favorável à CPI porque a CPI é um instrumento institucional, portanto, pra você apurar falcatruas”, diz Lula no começo do vídeo. “A CPI é uma coisa importante pro Brasil. Acho que ao invés de criar as dificuldades, era melhor criar as facilidades para que ela se instalasse. E se está com medo é porque talvez tenha, quem sabe, o rabo preso”.

O que deu na cabeça do ex-presidente? A demasia de remorso o obrigou a criar juízo? Está com medo do inferno?  Resolveu protagonizar a mais assombrosa conversão de todos os tempos? Quer entrar para a História depois de ter caído na vida? Frei Betto o convenceu de que todo pecador tem salvação? Nada disso: o que parece uma incisiva declaração de apoio à instauração da CPI da Petrobras é apenas conversa de 171. O palavrório despejado em 1996, durante o programa de Serginho Groismann, perdeu o prazo de validade.

O Lula do século passado enxergava maracutaias de meia em meia hora. O Lula do terceiro milênio é coisa que não caberia numa só CPI.

07/05/2014

às 20:10 \ Sanatório Geral

Parceria afinada

“Não tenho temor nenhum de CPI. Não devo nada, o governo é de absoluta transparência”.

Dilma Rousseff, durante jantar com jornalistas, fingindo que acredita no que fala para uma plateia que finge acreditar no que ouve.

25/04/2014

às 18:58 \ Opinião

‘Duro revés para Dilma’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta sexta-feira

Capitaneada pelo presidente do Senado e principal aliado do Planalto no Congresso, Renan Calheiros, a maioria governista da Casa deverá fazer tudo o que estiver ao seu alcance – e não é pouca coisa – para impedir que se cumpra efetivamente a liminar concedida na quarta-feira pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão respalda, sem margem para dúvidas, a demanda da oposição de que seja instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exclusiva sobre a Petrobrás. A ministra, portanto, proibiu os solventes vertidos no pedido original – numa jogada combinada entre o PMDB de Calheiros, o PT e a presidente Dilma Rousseff – para diluir a investigação sobre suspeitas de variados graus de gravidade envolvendo atos e fatos ocorridos na estatal desde os anos Lula.

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