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CPI do MST

10/12/2009

às 17:17 \ Sanatório Geral

Vagabundagem extenuante

“Merecemos férias”.

Almeida Lima, senador da base alugada, guichê de Sergipe, setor PMDB, presidente da CPI do MST, ansioso pelo recesso que começa daqui a duas semanas e vai até fevereiro, explicando que é extenuante a vagabundagem dos operários da pátria que embolsam mais de R$ 100 mil por mês, fora os ganhos extraordinários, para trabalharem de terça a quinta.

27/10/2009

às 20:57 \ Sanatório Geral

Almoçando com o chefe (2)

“Tenho certeza absoluta que a bancada do governo vai cumprir aquilo que é o direito de ser maioria. A maioria tem direito de indicar os cargos e tem a responsabilidade de indicar os cargos. É importante que a CPI cumpra seu papel, mas que ela não venha atrapalhar o bom momento que vivem a agricultura familiar e o agronegócio no país”.

Alexandre Padilha, reiterando que o chefe tem certeza de que, por patriotismo e espírito cívico, a base alugada, a tropa do cheque e os companheiros cangaceiro saberão impedir a apuração de qualquer bandidagem.

23/10/2009

às 9:28 \ Sanatório Geral

Discurseira de comparsa

“Nós vamos estudar o cenário, mas temos as prerrogativas regimentais. As bancadas da maioria são compostas pelo voto da população”.

Henrique Fontana, líder do governo na Câmara, tentando explicar por que a base alugada merece indicar o presidente e o relator da CPI do MST, fingindo ignorar que a minoria, também eleita pelo povo, sempre exerce o direito de escolher o ocupante de um dos cargos quando a maioria não age como comparsa dos investigados.

15/10/2009

às 17:49 \ Homem sem Visão

Cassel invade eleição de outubro e compara disputa a briga de foice

“Vamos descriminalizar o crime!”, berrou o ministro Guilherme Cassel, repetindo o slogan escolhido para a campanha, no fim da leitura do discurso de aceitação da candidatura ao título de Homem sem Visão de Outubro. Ao longo do pronunciamento, redigido por João Pedro Stedile, o tesoureiro do MST provou que “a destruição de laranjais, tratores e casas não é um ato ilegal, mas uma ação patriótica em favor do Desenvolvimento Agrário”.

Aglomerada diante do palanque de lona preta armado na varanda da sede de uma fazenda produtiva, a platéia de invasores homenageou o orador com uma salva de palmas e a derrubada da cerca da propriedade vizinha. “É com esse tipo de festa cívica que pretendo buscar o troféu”, declarou Cassel na abertura da entrevista coletiva. “Mas reconheço a força dos companheiros concorrentes. Vai ser uma briga de foice”.

O lançamento da candidatura foi precipitado pela informação de que Guido Mantega havia emparelhado com José Antonio Toffoli nas pesquisas de intenção de voto. ”A tunga de 3 bilhões do Imposto de Renda mostrou que o Sobrancelha é craque”, reconheceu o ministro da Lona Preta. “Só uma ideia dessas pode fazer frente à discurseira do Doutor em Nada”. Feitas as ressalvas, Cassel reiterou a confiança que tem nos próprios trunfos eleitorais. “ Quero que os eleitores levem em consideração que eu não apenas vejo com bons olhos a depredação da propriedade privada  como também não vejo motivos para a CPI do MST e não consegui encontrar explicações para aqueles 115 milhões que doei aos companheiros acampados”.

Terminada a entrevista, o representante da Comissão Organizadora do HSV foi convidado para um encontro reservado com Cassel e Stedile. Numa barraca decorada pelo pôster de Guevara, o ministro perguntou em voz baixa se “aquele vídeo do laranjal” poderia ser anexado à notícia do lançamento da candidatura. A resposta positiva fez Stedile sorrir pela primeira vez desde agosto. ”Esse video dá de dez a zero na sabatina do Toffoli e na entrevista do Mantega”, comentou. “Depois de uma semana de exibição, não vai ter pra ninguém”. Que vença o pior!

15/10/2009

às 17:31 \ Sanatório Geral

Confusão mental

“Não tem nenhuma sessão marcada porque é preciso que as lideranças do Congresso entrem em contato com o presidente da Câmara para termos o plenário livre e realizarmos a sessão do Congresso”.

José Sarney, Homem sem Visão de Junho, tentando explicar por que o Congresso, desde fevereiro, conseguiu reunir-se apenas 21 vezes, 15 das quais para celebrações solenes,  ou tentando justificar a decisão de não abrir a sessão que criaria a CPI do MST, ou tentando esclarecer algo que ninguém sabe o que é porque o dono da Fazenda Maranhão, ultimamente, não anda falando coisa com coisa.

15/10/2009

às 2:14 \ Sanatório Geral

Como é que é?

“Eu não sei se vale fazer uma CPI porque esses delitos que estão sendo imputados a pessoas do MST são delitos de ordem pública, de competência de esfera estadual ou delitos contra propriedade que também são de competência da Justiça estadual”.

Tarso Genro, Homem sem Visão de Setembro, mostrando que é possível fazer declarações sem pé nem cabeça ou não dizer coisa com coisa com muita fluência e boa dicção.

12/10/2009

às 0:35 \ Sanatório Geral

Ministro do MST (2)

“Se quiserem uma CPI para toda a agricultura, tudo bem. Uma CPI contra um movimento social, acho perseguição”.

Guilherme Cassel, no Estadão deste domingo, assustado com a possível ressurreição da CPI do MST, qualificando de movimento social a organização fora-da-lei que recebe dinheiro do ministério que comanda para tentar destruir o Estado de Direito.

11/10/2009

às 9:00 \ Sanatório Geral

Susto é remédio

“Agora, nem se Jesus Cristo pedir eu retiro minha assinatura”.

Nelson Marquezelli, um dos deputados da bancada ruralista que retiraram a assinatura no pedido de abertura da CPI do MST por ordem do governo, depois de saber que uma de suas fazendas faz divisa com a propriedade  da Cutrale assaltada e depredada por militantes da sigla que achou desnecessário investigar.


 

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