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Colômbia

22/01/2010

às 22:03 \ Vídeos: Entrevista

Ubaldo Steri, diretor da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo

Diretor da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo desde 1987, o padre Ubaldo Steri conhece como poucos o cotidiano de quem  fugiu do país de origem em busca da paz possível. A instituição que dirige, responsável pelos 4.300 refugiados que vivem no Brasil, garante proteção, assistência e documentação àqueles que se sentem perseguidos política, social, religiosa ou ideologicamente. Na entrevista, Ubaldo informa que, há 5 anos, existiam no Brasil refugiados de 40 países. Hoje são 76 nacionalidades diferentes: “Isso comprova que há mais guerras do que a gente imagina, pensa, ou fica sabendo”, lamenta. A Colômbia, acossada pelas  Farc e dezenas de grupos paramilitares, é o país vizinho que mais exporta esse tipo de imigrante. Integrante do Conselho Nacional para Refugiados (Conare), Ubaldo afirma que Cesare Battisti não preenche nenhum dos requisitos necessários para a concessão do refúgio e que, por isso, deveria ser extraditado.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

21/12/2009

às 15:05 \ Sanatório Geral

O império tremeu

“Ordenei: se um aviãozinho desse aparecer, derrubem-no!”

Hugo Chávez, antes de ter tomado o calmante da tarde, apavorando Barack Obama com a ameaça de refilmar a Guerra das Malvinas, com a Venezuela no papel da Argentina e os Estados Unidos no lugar da Inglaterra, caso algum avião ianque baseado na Colômbia invada o espaço aéreo bolivariano.

08/12/2009

às 19:35 \ Sanatório Geral

Exemplo animador

“Isto significa que, se ocorrer um golpe na Venezuela e Chávez precisar se refugiar na embaixada do Brasil, e se estivermos cercados, e três meses depois forem realizadas eleições só com candidatos da direita, os governos do Peru e da Colômbia vão reconhecer esse governo?”.

Hugo Chávez, durante a 38ª cúpula do Mercosul, induzindo o mundo civilizado a torcer fervorosamente pela breve inauguração de uma Pensão do Lula em Caracas.

17/11/2009

às 0:53 \ Sanatório Geral

Coisa nossa

“A tensão faz parte da retórica do continente”.

Nelson Jobim, ministro da Defesa, general especializado em guerra na selva, brigadeiro condecorado na França e almirante diplomado em submarino nuclear, explicando que as ameaças de Hugo Chávez à Colômbia estão para a América do Sul como estão o tango para a Argentina e o samba para o Brasil.

14/11/2009

às 20:13 \ Sanatório Geral

Caso grave

“Com as bases na Colômbia, os Estados Unidos vão gravar conversas de todos nós, vão saber a posição geográfica de qualquer um que tenha um telefone ligado, poderão inclusive mandar bombas teleguiadas pelo sinal do telefone”.

Hugo Chávez, no terceiro surto em dois dias, convencendo os enfermeiros do Sanatório Geral a interná-lo na mesma ala que hospedou o hondurenho Manuel Zelaya depois que o presidente sem país a presidir se declarou sob bombardeio de radiações emitidas por agentes israelenses.

09/11/2009

às 21:16 \ Sanatório Geral

Mediador confiável

“O Brasil, sempre que pode, tenta aproximar e dialogar com os dois lados, e o nosso espírito é sempre o de facilitar o diálogo”.

Celso Amorim, Homem sem Visão de Maio, ao informar que o Brasil é candidato ao papel de mediador entre a Venezuela e a Colômbia, fazendo de conta que retirou o presidente Alvaro Uribe da lista dos lacaios do imperialismo ianque e deixou de tratar Hugo Chávez como bom companheiro desde que o vizinho instalou a Pensão do Lula na embaixada em Honduras para hospedar o amigo Manuel Zelaya.

15/09/2009

às 15:36 \ Sanatório Geral

Estafeta esforçado

“Não tenho nada contra a democracia e a liberdade. Mas a forma como foi grafada no acordo abre uma ampla brecha para que militares americanos partam das bases na Colômbia para ataques a vizinhos que, na avaliação de Washington, rompam com esses princípios”.

Celso Amorim, Homem sem Visão de Maio, estafeta de Hugo Cháves e chanceler mirim do Brasil, deixando claro que o Itamaraty desconhece o limite do ridículo.

03/09/2009

às 18:13 \ Direto ao Ponto

O sósia de Patton e a reencarnação de Bolivar

Sempre com a saúde debilitada, Nelson Rodrigues sentiu-se tão mal naquele dia que imaginou que iria morrer. Quais seriam suas últimas palavras?, quis saber um amigo na redação.  “Você promete que publica?”, primeiro tratou de assegurar-se. Ao ouvir que sim, eternizou outra frase: “Que besta quadrada era o Karl Marx”.

Ele se acharia pouco superlativo caso vivesse para ver o que virou a galharia sul-americana da árvore genealógica plantada por Marx. A árvore já foi bastante frondosa. Depois da monumental implosão da União Soviética, as ramificações que se estendiam pelo mundo civilizado secaram. Os galhos da América do Sul continuam viçosos e dando frutos. O mais recente tem a cara do venezuelano Hugo Chávez.

Ninguém sabe direito o que é o socialismo revolucionário bolivariano. Nem Chávez. O que está claro é que o chefe da seita é um bisneto degenerado de Karl Marx. Saiu ao bisavô, diria Nelson Rodrigues se conhecesse a besta quadrada que, há 11 anos no poder, colocou em frangalhos a democracia venezuela e não para de armar confusões no subcontinente.

“É um farsante perigoso”, resume um general destacado para a Amazônia que conviveu dois anos com o coronel cucaracha. Ele acha apenas ridículas as recorrentes ameaças de invadir a Colômbia. “Mesmo com os acordos que celebrou com a Rússia e o Irã, a Venezuela não teria a menor chance num confronto armado com o vizinho”, explica. “Muito menos arriscado é financiar as FARC, como Chávez tem feito”.

O perigo mora do outro lado, sabe o Exército e fingem ignorar o Planalto e o Itamaraty. Com pouco barulho, mas inquietante frequência, Chávez vem reivindicando a posse da província de Essequibo, que representa dois terços da Guiana e roça a fronteira norte do Brasil. Em 13 de março de 2006, por ordem do aprendiz de tirano, a bandeira da Venezuela juntou mais uma estrela às sete já existentes. A oitava antecipa a incorporação de Essequibo.

No mapa oficial da Venezuela, a província aparece assinalada com traços diagonais, que identificam territórios contestados. Chávez prometeu mais de uma vez remover a bala esses traços ─ que há dois anos desapareceram dos mapas militares produzidos pelas Forças Armadas. Em tese, a Guiana é uma presa fácil: dispõe de 1600 homens, 3 lanchas de patrulha e nenhum avião de combate. Mas é improvável que o mundo inteiro encare a agressão absurda com a indulgência malandra dispensada pelo governo Lula ao companheiro delinquente.

Em 2 de abril de 1982, acuado pela crise política, o ditador argentino Leopoldo Galtieri exagerou no uísque e resolveu invadir as ilhas que chamava de Malvinas e os ingleses, donos do lugar, chamam de Falklands. Galtieri achava-se parecido com o general americano George Patton. Descobriu tarde demais que tinha alguma semelhança com o ator George C. Scott, que interpretou Patton no cinema mas não era parecido com o personagem.

Quase 30 anos depois, a Venezuela é governada por uma figura que se acha uma reencarnação de Simon Bolivar. Nem precisa de alguns tragos a mais para atacar a Guiana. Basta uma crise política. Se partir para a conquista de Essequibo, saberá que é mais prudente incorporar heróis de outros séculos num terreiro de macumba. Melhor detê-lo antes que venha a guerra.

29/08/2009

às 23:09 \ Sanatório Geral

O Império tremeu

“Pra bom entendedor, poucas palavras bastam”.

Celso Amorim, chanceler voluntário da Venezuela, depois de avisar em 200 entrevistas que a declaração final da reunião da Unasul só não iria xingar a mãe do Obama ao pegar pesado contra “as bases americanas na Colômbia”, tentando explicar por que as cinco palavras ficaram fora do documento.

29/08/2009

às 6:39 \ Sanatório Geral

Estadista incompreendido

“Cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém”.

Lula, na reunião da Unasul, encerrando o palavrório sobre o acordo entre a Colômbia e os EUA com uma tese tão refinada que, como costuma ocorrer a estadistas muito à frente do seu tempo, nenhum presidente entendeu.


 

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