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Ciro Gomes

08/12/2011

às 0:24 \ Sanatório Geral

Inocente mentiroso

“Se tem um brasileiro que sabe que o Lula era inocente completamente naquela história sou eu.”

Ciro Gomes, ex-várias coisas, informando que Lula é inocente mas é mentiroso, já que vive jurando que o mensalão mencionado pelo declarante não existiu.

20/11/2011

às 10:55 \ Sanatório Geral

Espetáculo do crescimento

“No primeiro governo do Lula, o Zé Dirceu já queria essa trempe aí de PT com PMDB, com cimento de fisiologia. E o Lula resistiu. Eu testemunhei isso. Depois da crise do mensalão ele resolveu ceder.”

Ciro Gomes, em entrevista à Folha, informando que o que chama de “ajuntamento de assaltantes” vai muito além das fronteiras do PMDB.

19/11/2011

às 22:13 \ Sanatório Geral

Chegou quem faltava

“O presidente Lula sair de São Bernardo, descer em Brasília, fazer reunião com Sarney e tal para tratar de temas da coisa, diminui a personalidade da Presidência da República. No telefone tudo bem, é uma colaboração sempre bem-vinda.”

Ciro Gomes, em entrevista à Folha, recomendando a Lula que exerça o terceiro mandato presidencial por telefone.

18/10/2011

às 9:34 \ Frases

Sem satisfações

“Nunca recebi nenhum centavo ilegal na minha vida, nunca assinei cheque na boca de caixa, não devo satifisfação a ninguém.”

Ciro Gomes, ex-deputado federal, sobre o salário de 22 000 reais que receberia do PSB do Ceará para atuar como conselheiro.

27/08/2011

às 21:37 \ Sanatório Geral

O preço do passado

“Collor falou que Lula tinha um aparelho três em um e Lula ficou perplexo. Logo depois, Collor disse: ‘Você quis fazer um aborto em sua mulher’. Lula devia ter partido para cima. Ter dito: ‘Deixa de ser picareta, seu playboy safado. Eu sou um miserável do interior, vim num pau de arara. Engravidei involuntariamente minha namorada, mas não tinha dinheiro nem para comer. Passou na minha cabeça esse negócio de aborto. Graças a Deus, ela não concordou. Minha filha está aí, estou criando. Agora, você é um playboy, cheirador de cocaína’”.

Ciro Gomes, ex-várias coisas, condenado nesta semana a pagar uma indenização de R$ 100 mil ao ex-presidente Fernando Collor, como punição por ter feito em 1999 o comentário acima reproduzido sobre o debate entre Lula e o atual senador por Alagoas na campanha presidencial de 1989.

26/08/2011

às 17:30 \ Direto ao Ponto

A presidente mata a faxineira imaginária, rasga o avental e renuncia à vassoura

Cinquenta e sete anos depois do suicídio de Getúlio Vargas, a presidente da República matou uma faxineira imaginária durante o jantar no Palácio do Jaburu que reuniu o que há de pior nos dois maiores partidos da aliança governista. Em agosto de 1954, acuado por inimigos, Getúlio escapou do cerco com o mais dramático dos gestos. “Saio da vida para entrar na História”, escreveu no fecho da carta-testamento. “Nós viemos aqui pra bebê ou pra conversá?”, perguntou Dilma Rousseff na abertura da noitada com bons companheiros.

Na continuação do falatório, entre uma troca de sorrisos cúmplices com José Sarney e um olhar de inveja para a segunda-dama Marcela Temer, num impecável vestido azul, a presidente comunicou o falecimento da faxineira que nunca existiu. “Quando estou com o PMDB, eu me sinto em casa”, emocionou-se.  Uma casa habitada pelo PMDB  não sabe o que é limpeza. Mas Dilma deixou claro que está feliz com o casamento (em regime de comunhão de bens públicos) que a uniu ao que Ciro Gomes, num surto de lucidez, qualificou de “ajuntamento de assaltantes”.

No dia seguinte, durante a entrevista coletiva concedida 50 anos depois da renúncia de Jânio Quadros, rasgou o avental e devolveu a vassoura presenteada por líderes da oposição oficial e jornalistas políticos. Em agosto de 1961, Jânio consumou a decisão em sete linhas manuscritas e tentou justificá-la num documento que, embora castigasse a verdade, tratava com muita gentileza a gramática e a ortografia. Dilma só conseguiu ser compreensível ao juntar as 18 palavras que enterraram a fantasia: “Faxina, no meu governo, é faxina contra a pobreza. É isso que é a faxina do meu governo”.  Resumo da ópera: está oficialmente encerrada a faxina ética que nem começou.

COLHEITA DE ESCÂNDALOS
Antes e depois do recado, Dilma serviu aos jornalistas uma assombrosa sopa de letras. “Essa pauta de demissões que fazem ranking não é adequada para um governo, essa pauta eu não vou jamais assumir”, começou a primeira resposta. “Não se demite nem se faz escala de demissão, nem se quer demissão todos os dias. Isso não é, de fato, Roma antiga”. É possível que Dilma acredite que Júlio César foi demitido a facadas. É possível que estivesse pensando em Salvatore Cacciola. É possível que tnão tenha entendido direito o filme de época que viu no cineminha do Alvorada. Nenhum jornalista procurou esclarecer a misteriosa alusão à capital do Império Romano. Todos pareciam intrigados demais com a discurseira em dilmês castiço, transcrita sem revisão pelo Blog do Planalto e reproduzida abaixo em itálico:

“Eu, qualquer, qualquer atividade inadequada, malfeito que for constatado no governo, mantida a presunção de inocência, eu tomarei providências”, . O que… Eu não sei de onde sai a informação de vocês, mas, tanto a forma como colocam a política do meu governo contra malfeitos, chamando-a de faxina, eu não concordo com isso, acho que isso é extremamente inadequado – e já disse isso para vocês uma vez… Eu acho o seguinte: que se combate o malfeito, não se faz disso meta do governo”.Depois da pausa para outra pergunta, Dilma voltou a enfurnar-se no matagal de vogais e consoantes: “Os restos, eu disse para vocês, são ossos do ofício da Presidência, e ossos do ofício da Presidência não se interrompem. A Lei é igual para todos. Não tem aqueles que estão acima da Lei, a Lei é igual para todo mundo”. Sem ter esclarecido o primeiro ponto nem mencionado o segundo, passou aos dois seguintes: “Terceiro: é importantíssimo você respeitar a dignidade  das pessoas, não submetê-las a condições ultrajantes, e eu sei disso, porque eu já passei por isso. Quarto: a presunção da inocência”.

Tradução: como ocorre há oito anos e meio, o governo fará o possível para ocultar as delinquências promovidas por bandidos de estimação e, se descobertas, tentará manter os culpados em seus empregos. Desde o primeiro mandato de Lula, os tapetes que escondem quadrilheiros têm sido levantados pela imprensa, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Saudada como um histórico ponto de inflexão, a dedetização no Ministério dos Transportes ─ provocada pelas denúncias de VEJA ─ foi o ponto fora da curva, um acidente de percurso ocorrido na confluência do péssimo humor com a inexperiência política. O afastamento do bando homiziado no DNIT não foi o primeiro da série de confrontos com o clube dos cafajestes. Foi o último.

As anotações no prontuário informam que imaginar que Dilma Rousseff virou varredora de corruptos equivale a acreditar que o sucessor de Marcola na chefia do PCC tentará proibir o tráfico de drogas. Ela jura que o mensalão não existiu, foi testemunha de defesa de dois acusados e acha o companheiro José Dirceu “um injustiçado”. Depois de reduzir a roubalheira comandada por Erenice Guerra a invencionice eleitoral, absolveu simbolicamente a amiga quadrilheira com o convite para a festa de posse.

Dilma fez o que pôde para manter no primeiro escalão Antonio Palocci, Wagner Rossi e Alfredo Nascimento. Como ocorreu mais de uma vez com o padrinho, a afilhada teve de afastá-los porque o tsunami de denúncias açulou a opinião pública e ficou perigoso tratar com o deboche habitual o Brasil decente. Se não tolerasse sujeira, a faxineira de araque já teria demitido os ministros Pedro Novais e Mário Negromonte. Fora o resto.

A sorte do governo é que também os partidos oposicionistas são imaginários. Os escândalos colhidos nos últimos meses foram plantados por Lula e Dilma, em parceria com a turma que participou da noitada no Jaburu. Em vez de desfraldar a bandeira da honestidade, e desencadear a ofensiva contra os quadrilheiros federais protegidos pelo Planalto, a oposição colocou uma vassoura nas mãos de Dilma Rousseff. E se recusa a tê-la de volta. “A faxina precisa continuar”, voltou a fantasiar nesta quinta-feira o governador Geraldo Alckmin.

No século passado, agosto era o mais pressago dos meses. Acabou de transformar-se em mais uma prova de que, se em outros países é reprisada como farsa, a História se repete no Brasil como piada.

09/08/2011

às 4:56 \ Sanatório Geral

Esse conhece

“A imprensa escolhe o escândalo que quer novelizar”.

Ciro Gomes, ex-menino maluquinho, cinquentão doidão, admitindo que os escândalos são tantos e tão portentosos que a imprensa tem de escolher uns dois ou três entre dezenas porque não existem no Brasil jornais ou revistas com mais de mil páginas.

18/06/2011

às 14:15 \ Sanatório Geral

Esse não aprende

“Nunca passou e não passará jamais minha tristeza em relação à questão nacional de 2010″.

Ciro Gomes, ainda magoado com a rasteira que levou de Lula na eleição presidencial do ano passado, tentando recuperar-se para levar mais uma em 2014.

01/06/2011

às 4:04 \ Sanatório Geral

Tremendo surto

“Agora depende só do Lula, o Brasil? Eu sou contra isso. Depende só da Dilma, depende só do Ciro, depende só do Palocci? Que conversa é essa?”

Ciro Gomes, em entrevista ao portal cearense Jangadeiro Online, durante outro surto espetacular que o fez viajar pelo passado e encarnar, simultaneamente, o prefeito de Fortaleza, o governador do Ceará, o ministro da Fazenda e o candidato de Lula à presidência da República.

31/05/2011

às 9:06 \ Sanatório Geral

Até ele

“Ele, inclusive, na minha opinião, cometeu um erro: se ele quer ajudar, faça isso pelo telefone, discretamente. Mas essa ida a Brasília liquida com qualquer capital político que a Dilma possa e deva acumular, que é inerente à liderança que ela tem como presidente”.

Ciro Gomes, durante uma palestra na Assembleia Legislativa do Ceará, garantindo que, comparado a Lula, ele é um modelo de sensatez, discrição e cavalheirismo.


 

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