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cinismo

09/02/2012

às 17:25 \ Direto ao Ponto

Os milagreiros fanfarrões do São Francisco

Leia o post de 17 de outubro de 2009 reproduzido na seção Vale Reprise. Reveja na seção História em Imagens o texto e o vídeo publicados pela coluna em 28 de abril deste ano.  Confira o noticiário sobre a visita de Dilma Rousseff a outra concentração de iludidos às margens do Rio São Francisco. E tente entender por que nenhum jornal resumiu a ópera dos malandros numa manchete de três palavras: A TAPEAÇÃO CONTINUA.

Em dezembro de 2010, depois de incontáveis adiamentos, Lula garantiu que as obras só não ficariam prontas em 2012 se ocorresse a  segunda edição do dilúvio. A chuvarada bíblica que não veio decerto teria produzido menos estragos que a ação conjunta de governantes ineptos, empreiteiros insaciáveis e outros parceiros corruptos. Na imagem de Nelson Rodrigues, os canteiros abandonados têm a aridez de três desertos.

Nesta quarta-feira, Dilma anunciou que a inauguração prometida para este ano terá de esperar mais dois. Em 2014, pedirá mais paciência aos brasileiros e empurrará para o fim da década, ou do século, o colossal embuste que vem devorando  bilhões de reais desde 2003. O cinismo dos pais-da-pátria só não é maior que a estupidez das plateias que continuam aplaudindo promessas que não descerão do palanque.  Os brasileiros idiotizados e os milagreiros fanfarrões do São Francisco nasceram uns para os outros.

17/01/2012

às 12:15 \ Sanatório Geral

Caso de polícia

“E qual é o problema?”

Valdir Raupp, senador pelo PMDB de Rondônia e presidente do partido que o ex-muita coisa Ciro Gomes qualificou de “ajuntamento de assaltantes”, sobre a farra das viagens (financiadas pelos pagadores de impostos) em companhia da mulher, deputada Marinha Raupp, que incluiu passeios pela China, pelo Japão e pela África do Sul e agora prevê uma lua-de-mel no Qatar, fingindo ignorar que o problema é a soma do excesso de cinismo com a falta de cadeia.

11/10/2011

às 12:38 \ Feira Livre

Doutor Lula

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA

Ricardo Veléz Rodríguez

Lula, como Brizola, é um grande comunicador. Mas, como Brizola também, é um grande populista.

A característica fundamental desse tipo de líder é, como escreve o professor Pierre-André Taguieff (A Ilusão Populista – Ensaio sobre as Demagogias da era Democrática, Paris, Flammarion, 2002), que se trata de um demagogo cínico. Demagogo – no sentido aristotélico do termo – porque chefia uma versão de democracia deformada, aquela em que as massas seguem o líder em razão de seu carisma, em que pese o fato de essa liderança conduzir o povo à sua destruição. O cinismo do líder populista já fica por conta da duplicidade que ele vive, entre uma promessa de esperança (e como Lula sabe fazer isso: “Os jovens devem ter esperança porque são o futuro da Nação”, “o pré-sal é a salvação do brasileiro”, e por aí vai), de um lado, e, de outro, a nua e crua realidade que ele ajudou a construir, ou melhor, a desconstruir, com a falência das instituições que garantiriam a esse povo chegar lá, à utopia prometida…

Lula acelerou o processo de desconstrução das instituições que balizam o Estado brasileiro. Desconstruiu acintosamente a representação, mediante a deslavada compra sistemática de votos, alegando ulteriormente que se tratava de mais uma prática de “caixa 2″ exercida por todos os partidos (seguindo, nessa alegação, “parecer” do jurista Márcio Thomas Bastos) e proclamando, em alto e bom som, que o “mensalão nunca existiu”. Sob a sua influência, acelerou-se o processo de subserviência do Judiciário aos ditames do Executivo (fator que nos ciclos autoritários da História republicana se acirrou, mas que sob o PT voltou a ter uma periclitante revivescência, haja vista a dificuldade que a Suprema Corte brasileira tem para julgar os responsáveis pelo mensalão ou a censura odiosa que pesa sobre importante jornal há mais de dois anos, para salvar um membro de conhecido clã favorável ao ex-mandatário petista).

Lula desconstruiu, de forma sistemática, a tradição de seriedade da diplomacia brasileira, aliando-se a tudo quanto é ditador e patife pelo mundo afora, com a finalidade de mostrar novidades nessa empreitada, brandindo a consigna de um “Brasil grande” que é independente dos odiados norte-americanos, mas, certamente, está nos causando mais prejuízos do que benefícios no complicado xadrez global: o País não conseguiu emplacar, com essa maluca diplomacia de palanque, nem a direção da Unesco, nem a presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), nem a entrada permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

Lula, com a desfaçatez em que é mestre, conseguiu derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal, abrindo as torneiras do Orçamento da União para municípios governados por aliados que não fizeram o dever de casa, fenômeno que se repete no governo Dilma. De outro lado, isentou da vigilância dos órgãos competentes (Tribunal de Contas da União, notadamente) as organizações sindicais, que passaram a chafurdar nas águas do Orçamento sem fiscalização de ninguém. Esse mesmo “liberou geral” valeu também para os ditos “movimentos sociais” (MST e quejandos), que receberam luz verde para continuar pleiteando de forma truculenta mais recursos da Nação para suas finalidades políticas de clã. Os desmandos do seu governo foram, para o ex-líder sindical, invenções da imprensa marrom a serviço dos poderosos.

A política social do programa Bolsa-Família converteu-se numa faca de dois gumes, que, se bem distribuiu renda entre os mais pobres, levou à dependência do favor estatal milhões de brasileiros, que largaram os seus empregos para ganhar os benefícios concedidos sem contrapartida nem fiscalização. Enquanto ocorria isso, o Fisco, sob o consulado lulista, tornou-se mais rigoroso com os produtores de riqueza, os empresários. “Nunca antes na História deste país” se tributou tanto como sob os mandatos petistas, impedindo, assim, que a livre-iniciativa fizesse crescer o mercado de trabalho em bases firmes, não inflacionárias.

Isso sem falar nas trapalhadas educacionais, com universidades abertas do norte ao sul do País, sem provisão de mestres e sem contar com os recursos suficientes para funcionarem. Nem lembrar as inépcias do Inep, que frustraram milhões de jovens em concursos vestibulares que não funcionaram a contento. Nem trazer à tona as desgraças da saúde, com uma administração estupidamente centralizada em Brasília, que ignora o que se passa nos municípios onde os cidadãos morrem na fila do SUS.

Diante de tudo isso, e levando em consideração que o Brasil cresceu na última década menos que seus vizinhos latino-americanos, o título de doutor honoris causa concedido a Lula, recentemente, pela prestigiosa casa de estudos Sciences Po, em Paris, é ou uma boa piada ou fruto de tremenda ignorância do que se passa no nosso país. Os doutores franceses deveriam olhar para a nossa inflação crescente, para a corrupção desenfreada, fruto da era lulista, para o desmonte das instituições republicanas promovido pelo líder carismático e para as nuvens que, ameaçadoras, se desenham no horizonte de um agravamento da crise financeira mundial, que certamente nos encontrará com menos recursos do que outrora. Ao que tudo indica, os docentes da Sciences Po ficaram encantados com essa flor de “la pensée sauvage”, o filho de dona Lindu que conseguiu fazer tamanho estrago sem perder a pose. Sempre o mito do “bon sauvage” a encantar os franceses!

O líder prestigiado pelo centro de estudos falou, no final do seu discurso, uma verdade: a homenagem ele entendia ter sido feita ao povo brasileiro – que paga agora, com acréscimos, a conta da festança demagógica de Lula e enfrenta com minguada esperança a luta de cada dia.

04/02/2011

às 1:51 \ Direto ao Ponto

O cinismo dos governistas não é mais indecoroso que a covardia da oposição

Em meados de 2009, como lembra o post reproduzido na seção Vale Reprise, a descoberta de mais de mil atos secretos nas catacumbas do Senado só não devolveu José Sarney à capitania hereditária do Maranhão porque Lula socorreu a tempo o Homem Incomum. Os focos de resistência foram sufocados pela ofensiva brutal empreendida por milicianos do PT, veteranos mercenários e cangaceiros arrendados. A quadrilha do faroeste subjugou o vilarejo.

Passados menos de dois anos, os mocinhos sumiram. Nas imagens da animadíssima festa de abertura do ano legislativo, os rebeldes de 2009 ─ um punhado de petistas constrangidos, dissidentes do PMDB e tucanos ou demos não domesticados ─ apareceram misturados à multidão de vilões para reverenciar o chefe do bando. Desde quarta-feira, Sarney está no comando da instituição em adiantado estado de decomposição moral não porque Dilma Rousseff exigiu. O morubixaba octogenário manteve o bastão de mando porque assim decidiram 70 dos 81 integrantes da tribo.

Diante de um plenário lotado, o orador enfadonho transformou o portentoso prontuário num monumento à ética, à transparência e aos bons costumes. Ninguém discordou. Faltou plateia para o curto discurso em que o senador Randolfe Rodrigues, do PSOL do Amapá, acendeu um fósforo na escuridão ao justificar a decisão de concorrer sem chances: “Minha candidatura é uma forma de dizer não à prática de jogar os graves problemas éticos do Senado para debaixo do tapete. Defendo a revisão de todos os contratos e profunda auditoria nas contas da casa. E, principalmente, total transparência nas contas da casa”. Teve oito votos. Um senador anulou o voto e dois votaram em branco.

Não cabe ao governador fazer oposição, recitam de meia em meia hora os governadores eleitos por partidos de oposição. Nem aos senadores, berrou a rendição sem luta à turma das cavernas. O cinismo dos governistas não é mais indecoroso que a covardia dos oposicionistas. A transformação de uma instituição indissociável do Estado Democrático de Direito numa Casa do Espanto a serviço do Planalto é uma obra coletiva. Deve ser debitada na conta da vigarice suprapartidária.

No mundo inteiro, são os partidos que procuram eleitores. Só aqui milhões de eleitores, inconformados com os estragos produzidos pela Era da Mediocridade, procuram há muito tempo um partido que saiba representá-los. Nesta semana, não encontraram sequer um senador com suficiente altivez para avisar que cada voto dado a Sarney por um oposicionista seria um tapa na cara do Brasil decente. Foram muitos. Nenhum será esquecido.

29/01/2011

às 15:53 \ Direto ao Ponto

Dilma esquece a contagem dos mortos para contar vantagem e troca a carranca de luto pelo sorriso de aeromoça de Tupolev

Quem ensinou a Dilma Rousseff que sisudez não rima com política precisa explicar-lhe urgentemente que, em certas ocasiões, a mostra de todos os dentes pode ser mais perturbadora que a carranca de bedel da escolinha de ministros. Foi assim na visita ao túmulo de Tancredo Neves, quando a candidata em campanha resolveu estrear num cemitério o sorriso de aeromoça de Tupolev. Foi assim na quinta-feira, quando reprisou a alegria fora de hora na visita ao Centro de Operações do Rio.

Enquanto prossegue a contagem dos mortos na Região Serrana, a presidente, escoltada pelo também sorridente Sérgio Cabral, gastou o dia contando vantagem em parceria com Eduardo Paes. Teve de conter a euforia ao ouvir do prefeito que a cidade será monitorada 24 horas por dia pelo centro, concebido para identificar a tempo quaisquer perigos que possam resultar em situações de crise e exigir medidas de emergência. Desastres naturais semelhantes ao que devastou a Região Serrana, por exemplo, serão  detectados com dois dias de antecedência.

“Aqui estamos vendo o futuro: vocês estão um passo à frente do Brasil”, festejou Dilma Rousseff. É outro palavrório cretino, mas não deixa de fazer sentido. Por estarem um passo à frente do resto do país, os cariocas terão 48 horas para tentar salvar-se por conta própria, simultaneamente, do dilúvio e da incompetência dos pais-da-pátria — uma associação letal cujo poder de destruição os habitantes da Região Serrana descobriram tarde demais.

Agora o país inteiro sabe que é inútil pedir socorro ao governo. Melhor rezar para não chover. O Sistema Nacional de Defesa Civil inventado por Lula só existe na papelada registrada em cartório que descreve um país do faz-de-conta. O Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais prometido há dias por Dilma vai demorar pelo menos quatro anos. Se o Centro de Operações do Rio localizar uma tragédia em gestação, o governo federal não fará mais que antecipar os votos de solidariedade às famílias atingidas pela inclemência da natureza. O massacre ocorrido na Região Serrana foi anunciado não com dois dias de antecedência, mas quase mil. Nenhum dos governantes fez algo além de promessas.

Na quinta-feira, Dilma, Cabral e Paes estavam sem tempo para os mortos deste  janeiro. (Eram 847 no fim da tarde de sexta-feira. Logo passarão de mil). A festinha no Centro de Operações foi armada para mostrar aos cartolas muito vivos da Fifa e do Comitê Olímpico que a cidade mais bela do mundo é também a mais segura. Está pronta para a Copa do Mundo e a Olimpíada. Com chuva ou sem chuva.

O espetáculo do cinismo e da ganância não pode parar. O sorriso da turma ajuda a compor a expressão beatífica de quem sonha com verdes campos de dólares ou descansa à sombra das licitações em flor.

14/07/2010

às 10:03 \ Direto ao Ponto

O presidente fora-da-lei reage ao cartão vermelho com mais pontapés nos juízes

Não existem brasileiros acima da lei. Existem os cumpridores da lei e os fora-da-lei. Ao colecionar delinquências que afrontam o cargo que ocupa e o Tribunal Superior Eleitoral, o presidente da República se incluiu acintosamente na segunda categoria e reduziu a contraventores aprendizes os governadores cassados por safadezas eleitoreiras. É preciso detê-lo agora. Ou o Judiciário enquadra Lula ou Lula desmoraliza o Judiciário. Não existe uma terceira opção.

A debochada reincidência desta terça-feira sublinha com tinta vermelha essa advertência feita pela coluna no começo de junho. De volta de mais uma viagem inútil, o presidente fora-da-lei começou a entender o que é um mandato em seu ocaso. Há trinta anos no palanque, enfim vai descobrindo que precisa pensar em algum emprego. Daqui a 170 dias, acordará longe do Palácio da Alvorada e sem direito a entrar sem bater no gabinete que já não será seu.

Devolvido ao Brasil real ─ sem ajudantes-de-ordens, sem agentes de segurança, sem carregadores de mala, sem o exército de empregados, assessores e secretárias, sem a multidão de áulicos, sem cartões administrativos, sem plateias amestradas, sem helicópteros, sem o Aerolula, sem intérpretes e, sobretudo, sem poder ─, Lula logo entenderá por que o general Golbery do Couto e Silva vivia dizendo que, no País do Carnaval, nasce capim na porta da casa de todo ex-. Os visitantes começam a rarear no primeiro mês e desaparecem no segundo. Há endereços mais lucrativos a frequentar.

Se Dilma Rousseff perder a eleição, Lula vai tentar a volta a Brasília no sereno, num Brasil que terá percebido o logro imenso da Era Lula. Se Dilma vencer, vai sonhar com o retorno já transformado em ilustração da regra sem exceção: toda criatura esquece que houve um criador e ocupa inteiramente o espaço político que herdou. Como a segunda hipótese é menos aflitiva, o chefe de governo se reduziu a chefe de campanha. E faz o que pode, e a lei não permite, para eleger a sucessora que inventou.

A fábrica de mentiras em funcionamento desde janeiro de 2003 passou a trabalhar em três turnos depois da constatação feita pela FIFA: falta tudo para a Copa do Mundo de 2014. Nos últimos três anos, nada saiu do relatório que desenhava um Brasil com cara de Europa. “Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver mesmo se há capacidade suficiente em hotéis”, alarma-se o secretário-geral da entidade, Jerome Valcke. No caso, a primeira pessoa do plural é uma licença esportiva. Os cartolas internacionais estão fora desse “nós”, restrito aos pais-da-pátria que se metem em aventuras bilionárias e a nós, brasileiros comuns, que pagamos a conta.

“As providências estão impressionantemente atrasadas”, confirma o relatório do Tribunal de Contas da União. “Potencializa-se o risco de que o governo federal assuma custos não-previstos”, avisa o ministro Valmir Campelo. Confrontado com a onda de sinais de alerta, um estadista faria uma análise sóbria do quadro preocupante. Surpreendido pelo cartão vermelho da FIFA, Lula reagiu com mais pontapés nos juízes: fez outro comício criminoso.

Ao usar como pretexto a inauguração do lançamento do edital de um trem-fantasma, conseguiu superar-se. Há oito anos no poder, transferiu a culpa pelo que não fez para os presidentes dos 25 anos anteriores. No fim do segundo mandato, depois de ter agravado sensivelmente a situação falimentar do transporte ferroviário, prometeu que o trem-bala chegará antes da Copa do Mundo. Daqui a quatro anos.

Em junho de 2007, o Ministério dos Transportes informou que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, estava em Roma para concluir a montagem do grupo de investidores estrangeiros ansiosos por embarcarem na maravilha sobre trilhos. A viagem entre o Rio e São Paulo duraria uma hora e 25 minutos. Pelo prazer de cruzar o Vale do Paraíba a 360 quilômetros horários, os passageiros pagariam US$ 60 por cabeça. Orçado em US$ 9 bilhões, o colosso mobilizaria dúzias de canteiros de obras durante oito anos. Mas valeria a pena: sem que o governo gastasse um só tostão, o Brasil inauguraria o primeiro trem-bala do subcontinente em 2015. Palavra de Dilma Rousseff.

Nesta terça-feira, Lula elogiou-se pela autoria da ideia, elogiou Dilma pela execução e avisou que a locomotiva estará apitando na curva em 2014. Sem maiores explicações, o que começará três anos mais tarde ficará pronto um ano mais cedo.

É cinismo demais e vergonha de menos. É muita vigarice.

05/09/2009

às 15:48 \ Sanatório Geral

Amnésia malandra

“Esses ajustes que estamos implementando são uma demanda da sociedade brasileira”.

Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário da Mesa, ao anunciar outro corte de despesas que ficará no papel, fingindo não saber que as demandas do Brasil que pensa envolvem José Sarney, a decomposição moral do Senado, o cinismo dos governistas e a covardia da oposição.


 

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