Blogs e Colunistas

Chile

27/07/2011

às 0:17 \ Sanatório Geral

Negócio de gênio

“O Brasil ainda tem um Chile de miseráveis”.

Dilma Rousseff, nesta segunda-feira em Arapiraca, no interior de Alagoas, revelando que Lula, para fingir que acabou com a pobreza, conseguiu convencer a ex-presidente Michelle Bachelet a importar 16 milhões de brasileiros miseráveis brasileiros e ainda doar ao País do Carnaval 16 milhões de chilenos prontos para inaugurar a “nova classe média”.

06/07/2011

às 15:48 \ Direto ao Ponto

Lula está mais interessado em cobre e ouro

Em vez de baixar em Brasília para reprisar o numerito com que tentou salvar Antonio Palocci, Lula fingiu ter esquecido que também o ministro Alfredo Nascimento é parte da herança que legou a Dilma Rousseff e foi passear no exterior. Nesta terça-feira, aumentou no Brasil o espanto provocado pela ladroagem promovida por quadrilheiros em ação no ministério que o ex-presidente doou ao PR. Lula passou o dia no Chile. E consumiu a manhã numa reunião com quatro dos 33 trabalhadores resgatados depois de quase três meses presos na mina San José, onde se dedicavam à extração de cobre e ouro.

O Lula do século passado capricharia na pose de quem está interessado nos quatro mineiros chilenos. O Lula-2011 não consegue disfarçar que está muito mais interessado nos dois metais.

22/03/2010

às 21:21 \ Direto ao Ponto

Os democratas topam o duelo

A definição publicada no post anterior revela o que pensa de Lula um presidente latino-americano que já o conhece faz tempo. A entrevista concedida nesta segunda-feira ao jornal colombiano El Espectador pelo jornalista cubano Guillermo Fariñas resume o que acha quem acabou de descobrir quem é o presidente brasileiro. Leia o trecho enviado pela Thuya:

O presidente Lula estava em Cuba quando Orlando Zapata Tamayo morreu, e afirmou que não era possível que presos políticos entrassem em greve de fome para reinvindicar sua libertação. Queira Lula ou não, Zapata entrou para a galeria dos grandes homens. Lula tem as mãos tão manchadas de sangue quanto Fidel e Raúl Castro, porque não suspendeu sua visita a Cuba. E cometeu um enorme deslize ao comparar Zapata, um preso de consciência reconhecido pela Anistia Internacioal, com os bandidos de São Paulo.

Nesta segunda-feira, o presidente chileno Sebastián Piñera encampou a moção, aprovada por todos os partidos, em que o Senado se solidariza com os prisioneiros políticos cubanos e condena a revogação dos direitos humanos pela tirania caribenha. “O governo do Chile vai fazer o que estiver ao seu alcance para que se produza em Cuba um processo de pleno restabelecimento da democracia, dos direitos humanos e das liberdades individuais”, disse Piñera. Como o presidente costarriquenho Oscar Arias, ele enxerga na capitania dos irmãos Castro uma ditadura sem disfarces. A mais antiga do planeta.

Releia a declaração de Lula sobre Cuba numa entrevista a emissoras de rádio. É de dar vergonha o que disse o presidente em outubro de 2005, depois de mais uma visita à ilha companheira:

“Conversei com o Fidel Castro sobre os cinco cubanos que estão presos nos Estados Unidos, porque as pessoas só falam de um lado, não falem dos dois lados. (…) Se alguém tiver de falar é ele, e não eu. Mas eu, o José Dirceu e o Frei Betto passamos uma hora e meia conversando com o Fidel sobre direitos humanos e eu não tenho nenhuma obrigação de dar informação ao chamado Repórteres sem Fronteiras”.

Em janeiro de 2008, de novo em Havana, Lula revelou o tom das conversas com o companheiro ditador:

“Eu sou da geração que é apaixonada pela Revolução Cubana. Tenho um carinho muito especial pelo Fidel”.

Lula não mudou de opinião. Dilma Rousseff, que já comunicou a decisão de não contrariar o chefe “nem que a vaca tussa”, é um pouco pior. Que o candidato oposicionista José Serra saiba dialogar com os milhões de brasileiros democratas ─ e falar em seu nome.

O sentimento da vergonha jamais deixará de influenciar eleições presidenciais, sobretudo se sublinhado pela ojeriza ao autoritarismo dos stalinistas farofeiros. E a luta fica bem mais simples quando os liberticidas se juntam num palanque só.

21/01/2010

às 0:06 \ Direto ao Ponto

Discurso sobre o Nada, cap. 12: Meditando em Juiz de Fora

A entrevista de Dilma Rousseff à Rádio Itatiaia, transmitida ao vivo na terça-feira, quase escapou da vigilância do jornalista Celso Arnaldo. Teria ficado nos limites da região de Juiz de Fora caso os editores do Blog da Dilma resistissem à tentação de reproduzi-la  — “sem tirar nem pôr”, como constatou Celso Arnaldo. Os trechos que se seguem atestam que não foi uma boa idéia:

Dilma e a eleição no Chile

Tem características muito próprias do Chile. Eu acho até que, eleitoralmente, muita gente vai querer fazer essa tradução que eu diria, assim no mínimo, essa tradução meio linear, meio simplista, até porque essa tradução, ela de certa forma é o desejo que aqui aconteça isso, mas entre o desejo e a realidade fica, como se diz aí em Minas Gerais, fica um caminhão de vida.

“Sebastian Piñera agora entendeu por que foi eleito”, diz Celso Arnaldo. Se entendeu o palavrório em dilmês, o presidente eleito do Chile entenderá até um poema de Tarso Genro em sânscrito. Se decifrou até a frase final, então Piñera também coleciona pensamentos de traseira de caminhão.

Dilma e a imagem de durona

Esse papel eu tenho e cobrei prazo, cobrei que as coisas ocorressem, cobrei que não ficasse no papel, que não se prometesse e as coisas não saíssem, que não se prometesse e as coisas não se cumprisse, que a gente honrasse o mandato do presidente. Por que isso? Porque nós consideramos que o Brasil tinha de mudar, o Brasil tinha de chegar a esse momento que ele chegou agora, e que nós queríamos crescimento econômico e as pessoas também crescendo, o que a gente chama de inclusão social. Porque essa máquina estava parada há 25 anos. Se não faz isso assim, não sendo um pouco firme, eu acho que o Brasil precisava que a gente fosse muito firme naquelas condições. (…) quanto à firmeza, eu não nego, acho que é isso, nós tivemos de fazer e temos de fazer, o Brasil ainda tem um caminho a percorrer, nós não estamos com o melhor discurso, nós podemos ter a quinta economia, mas ainda não somos. Pra chegar lá, vai ter de ter muita firmeza”.

Muitos brasileiros não conseguem enxergar diferenças entre teimosia e coerência, mau humor e sobriedade, covardia e prudência, franqueza e falta de educação, sovinice e austeridade, Lula e Winston Churchill. O neurônio solitário de Dilma parece achar que grosseria é firmeza. Só não sabe como dizer isso em língua de gente.

Dilma e a mineiridade

Eu saí de Minas, mas Minas não saiu de dentro de mim. Por isso, são coisas diferentes, principalmente quando você passa sua primeira infância, quando você depois passa para a adolescência e, depois, quando você chega à maturidade. Eu passei por esses momentos todos em Minas Gerais e saí de Minas Gerais não porque eu queria sair, mas sai de Minas por questões políticas. Na verdade, eu saí de Minas porque começou a haver uma perseguição aberta; minha casa foi vasculhada, então saí de BH e fui para o Rio de Janeiro. Cada um de nós tem uma experiência, mas sabe a força da infância, sabe a força da adolescência, sabe como é que isso marca a vida da gente, e marca pra sempre”

Dilma mentiu de novo. Não saiu de Minas porque a polícia começou a persegui-la. Já estava na clandestinidade há muitos meses. Mudou-se para o Rio com o primeiro marido porque o grupo comunista em que ambos militavam, além de saber que não faltavam bancos ao alcance de assaltantes, descobriu que o cofre do Adhemar morava lá. Depois da prisão, poderia ter ficado em Belo Horizonte. Foi para o Rio Grande do Sul não por imposição da ditadura, mas porque o segundo marido quis.

Dilma Rousseff saiu de Minas por estar casada com um gaúcho. Como o casamento acabou faz tempo, não volta para Minas porque não quer.

31/07/2009

às 0:16 \ Sanatório Geral

Estudante (ou estudanta?) aplicada

“Não vejo por que o Brasil não tenha possibilidade de eleger uma presidenta. Teve um presidente metalúrgico, pode ter um presidente negro e pode ter uma presidenta”.

Dilma Rousseff, depois do encontro com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, antecipando a estréia da frase que decorou para agosto, terceira da série que começou com “Isso é a espetacularização do nada” e prosseguiu com “O que não podemos permitir é a demonização do presidente Sarney”.


 

Serviços

 

Assinaturas

Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados