Blogs e Colunistas

Cesare Battisti

26/08/2011

às 9:37 \ Frases

Praticamente em casa

“Sou quase um brasileiro. Já posso abrir conta no banco e tirar o CPF”.

Cesare Battisti, terrorista italiano.

25/08/2011

às 18:48 \ Sanatório Geral

O avesso das coisas

“Cesare Battisti pode agora levar uma vida absolutamente normal, sem nenhum risco”.

Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado e hospedeiro do assassino de estimação do governo brasileiro, confirmando que, com um cliente desses em liberdade, o que está em risco é a vida dos outros.

24/08/2011

às 6:32 \ Sanatório Geral

Cabo eleitoral

“Se tiver uma oportunidade e não atrapalhar a agenda dele, gostaria de conhecê-lo pessoalmente e agradecê-lo pela minha liberdade”.

Cesare Battisti, terrorista de estimação do governo, informando que gostaria de dizer pessoalmente a Lula que, na próxima eleição, vai usar o prestígio consolidado por quatro assassinatos para pedir aos descendentes de italianos que não deixem de votar no Padroeiro dos Companheiros Bandidos.

23/08/2011

às 14:43 \ Sanatório Geral

Vida mansa

“Sou quase um brasileiro. Já posso abrir conta no banco e tirar o CPF”.

Cesare Battisti, assassino de estimação do governo, avisando que está pronto para seguir o exemplo do companheiro José Genoíno e descansar no emprego de assessor especial de qualquer um dos 39 ministros.

22/06/2011

às 22:27 \ Sanatório Geral

Onanista feliz

“Se foi concedido, então é porque merece, né?”

Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul e príncipe dos poetas onanistas, nesta quarta-feira, sobre a decisão do Conselho Nacional de Imigração de conceder a Cesare Battisti visto de permanência no país, reafirmando que todo terrorista de estimação merece o título de cidadão honorário do Brasil Maravilha que Lula inventou.

20/06/2011

às 13:15 \ Feira Livre

O poeta Yves Bonnefoy e o escritor Anthony Daniels estão entre os destaques da sétima edição de Dicta&Contradicta

O deus ali errante na manhã primeira,
Que teria esperado da palavra?
Ele nada mais fez que juntar pedras,
São montes que se vêem nas esquinas.

Veio o segundo dia. E a criança surgiu
Que, hesitante, recolhe um ramozinho
Pra oferecê-lo, infinito, com mão tendida,
A outros que, no jogo, surpresos se calam.

Olham-no avançar, eles voltam-lhe as costas,
O céu estrepitoso atravessa o arvoredo,
Seu fogo abate-se, onde eu ouvia risos.

Ao final do outro dia o mundo cessa,
O que ser poderia não será,
A noite toda chove até o fundo da relva.

Escrito por Yves Bonnefoy, um dos maiores poetas da França, o poema “A criança do segundo dia”, reproduzido acima, foi traduzido pelo premiadíssimo escritor brasileiro Mario Laranjeira. Extraídos da obra mais recente do poeta ─ “Raturer outre” ─ e inéditos no Brasil, os versos integram a seção Poemas traduzidos da sétima edição da revista Dicta&Contradicta, que será lançada nesta segunda-feira, 20 de junho. A revista também traz uma entrevista exclusiva com Bonnefoy.

Além do escritor francês, a sétima edição de Dicta&Contradicta apresenta um artigo do inglês Anthony Daniels sobre Cesare Battisti. Depois de ler toda a obra do italiano, Daniels constatou que Battisti confessa o assassinato de um agente carcerário num dos capítulos do livro “Les habits d’ombre”.

Lançada em 10 de junho de 2008 pelo Instituto de Formação e Educação, a Dicta&Contradicta é uma revista semestral que reúne artigos e resenhas de intelectuais sobre temas como ética, cultura e artes. Todas as edições comportam seções de filosofia, humor, análise de poemas, perfis, resenhas de livros e artigos breves sobre música, artes plásticas e cinema.

O lançamento da 7ª edição de Dicta&Contradicta será marcado por uma conversa com o maestro Roberto Minczuk, diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira, que falará sobre a mediocridade na condução de questões culturais no Brasil.

Evento de lançamento do sétimo número de Dicta&Contradicta

Local: Teatro Eva Hertz – Livraria Cultura Conjunto Nacional
Endereço: Avenida Paulista, 2073. Tel.: 11 3170-4033
Quando: segunda-feira, 20 de junho de 2011, às 19h30

As entradas (duas por pessoa) serão distribuídas no dia do evento, a partir das 18 horas. As vagas são limitadas.

18/06/2011

às 15:51 \ Feira Livre

O leitor Thiago escreveu por mim

Inconformado com o comentário de Selma Alencar de Castro (16/06/2011) sobre o post A bancada das togas agradecidas, o leitor Thiago enviou-me esta mensagem que faço questão de reproduzir aqui na Feira Livre. É tudo o que eu gostaria de dizer. Confiram:

Augusto:

Sempre leio seu blog, mas raramente comento. Como esse assunto é atinente à “minha área”, e após ler o comentário de Selma Alencar de Castro, não posso deixar de me pronunciar.

Que bom saber que você tem alguma formação jurídica. Essa “alguma formação” ou, ao menos, “alguma noção” do direito, se compartilhada por mais pessoas, certamente elevaria o estado civilizatório do nosso país. Logo o nosso país, em que há uma voracidade legiferante tão grande, consequência, talvez, da nossa crença histórica e cultural no estatismo. O triste é sermos uma nação com uma Constituição analítica ao extremo e com um ordenamento jurídico positivado extenso quase às raias do infinito, mas que não tem noção de seus direitos básicos.

Aliás, se me permite a digressão, reclamam da lentidão do Judiciário e culpam, entre outros fatores, o excesso de demandas. O que é estranho, porque os países mais desenvolvidos têm um nível de litigância muito maior, dado que as pessoas conhecem e defendem seus direitos. E a lentidão da Justiça lá não é como aqui, o me leva a acreditar que o simples fato haver muitas ações não explica, por si, o quadro…

Mas volto ao ponto. Você tem algum conhecimento jurídico. Parabéns, mas isso é irrelevante. Desde quando um jornalista precisa ser um técnico especialista em qualquer área para opinar sobre algo que diga respeito a essa área? Claro que buscar os fatos e as informações correlatas é um dever, mas não é exatamente isso que jornalistas dignos do nome já fazem? Só um jornalista com educação formal em algum saber científico numa área poderia opinar sobre essa área? Quantos jornalistas são formados em Direito, Economia, Engenharia Florestal, Biologia, Medicina, Sociologia…? As boas análises que fazem, calcadas na realidade amparadas pela lógica, nada valem?

O seu texto, que é opinativo (e, portanto, tem mesmo é que não ser isento nem praticar “isentismo”), simplesmente traz o seu entendimento, sua opinião, sobre um fato dado. O importante, em textos de opinião, é não manipular, torcer ou inventar acontecimentos, e isso você não fez. Daí você pode tecer os comentários que quiser, chegar às conclusões que quiser, e delas pode-se concordar ou discordar. Mas se o texto é intelectualmente honesto, como é o caso, cabe contestar as opiniões, não os fatos que lhes deram base.

O fato é: durante o governo Lula, o excelente advogado criminalista citado, ocupando ou não o cargo de Ministro da Justiça, atuou como consultor político/jurídico do Presidente quanto à “confiabilidade” do candidato à vaga no STF. Por confiabilidade, entenda-se: “onde essa pessoa se situa politicamente, se é que se situa? É ‘progressista’? É ‘de esquerda’? Tem ligações com políticos, grupos políticos ou correntes políticas?” Todo o jornalismo político “de bastidores” ventilou isso. Os candidatos conversaram, todos, antecipadamente, com Thomaz Bastos, a portas fechadas. Esse “DNA” de cada um foi destrinchado. Mesmo que se atribuísse o patronato político da indicação a outrem, nunca deixou de ocorrer um crivo feito pelo ex-Ministro, reportando-se pessoal e diretamente a Lula, que buscava analisar muito mais do que apenas o “notório saber jurídico” e a “reputação ilibada” do candidato à vaga.

Precisa-se de formação jurídica para constatar tais fatos, e deles tirar conclusões? Bom, eu tenho formação jurídica (não que eu seja grande coisa) e chego a conclusões similares às suas, Augusto.

O STF, corte constitucional que é, está no ponto de confluência entre política e direito (afinal, uma Constituição democraticamente promulgada nada mais é do que a corporificação jurídica de uma vontade política). Muitos temas terão forte conteúdo político; é aí que, especialmente, os julgadores têm que ter redobrada vigilância sobre suas consciências, apartando, tanto quanto possível, suas convicções ideológicas das prescrições do direito. Uma coisa é a solução construída a partir de sua ideologia, outra é aquela construída a partir das leis.

Justamente porque o autocontrole de suas convicções pessoais deve ser mais forte, a consistência da argumentação jurídica deve ser mais densa. Atenção, eu disse “jurídica”. É essa a fundamentação exigida pela própria Constituição, no art. 93, IX.

E qual a análise que, pessoal e humildemente, faço, e que vai ao encontro da análise que você mesmo fez? A esmagadora maioria dos Ministros indicados na era PT, nessas questões fortemente políticas, fazem exatamente o contrário do que eu disse acima. Enquanto outros Ministros, mesmo expressando um teor político alto, não descuidam de dar higidez jurídica a seus votos, estes, que prefiro não citar nominalmente, realizam raciocínios pseudojurídicos absolutamente constrangedores. Uns se fiam no “clamor das ruas”, outros têm devaneios pretensamente “poético-literário-filosóficos”… Alguns fundamentam suas conclusões no sentimento, no amor, no que é bom, certo e justo; outros, na justiça de não negar à geração atual o que entende-se ter sido negado às gerações passadas, desenhando paralelismos canhestros entre situações históricas que não se equivalem. E, por fim, todos acabam se permitindo contaminar pelo vocabulário “novilinguístico” das militâncias e dos lobbies diversos, fazendo-os constar das razões de voto, das ementas dos julgados!

Não é preciso ser jurista para ver isso; basta percepção, lógica, não desconhecer o idioma, e vergonha na cara.

Forte abraço!

17/06/2011

às 1:11 \ Sanatório Geral

Faltou intérprete

“Não considero que esse tema ameace o relacionamento bilateral Brasil/Itália. Estive recentemente em Roma com o chanceler Franco Frattini e posso assegurar que recolhi uma atitude de respeito por parte da Itália sobre a decisão da Justiça brasileira”.

Antonio Patriota, sobre os desdobramentos da decisão de libertar e acolher o assassino Cesare Battisti, fazendo de conta que não entendeu direito o que Franco Frattini quis dizer com a frase “Lula cometeu um gravíssimo erro”.

12/06/2011

às 19:52 \ Direto ao Ponto

Os sinos dobram por nós

Neto de uma italiana como eu, o escritor Deonísio da Silva resumiu num comentário o que sentiu quando confrontado com o desfecho absurdo do caso Battisti, decidido por seis ministros do Supremo Tribunal Federal. O texto merece ser reproduzido no Direto ao Ponto por traduzir a vergonha coletiva dos descendentes de imigrantes que não perderam o juízo. Volto em seguida. (AN)

Como você, que é da Silva também, os sobrenomes italianos não aparecem em nossos nomes, mas que vergonha este neto de imigrantes italianos sente pelo que o Brasil acaba de fazer com o país de seus ancestrais! Tanta coisa bonita e boa a Itália nos trouxe e nos dá, e nós impedimos que aquela nação julgue um criminoso! Essa agora! Vamos parar, como nação, na corte de Haia, a mais alta do mundo, com um país que se transformou em cafofo de criminosos! Que diferença entre os juízes supremos que permitiram que o Brasil se tornasse valhacouto de bandidos e entre aquele juiz italiano, o Giovanni Falcone, cujo assassinato (23/5/93) é lembrado todos os anos, que morreu por combater o bom combate, derrotar a máfia e cumprir as leis!

Os sinos das igrejas italianas tocam todos os anos às 19h05, hora da morte dele, depois da explosão de 500 kg de dinamite às 17h56. Um trecho inteiro da estrada voou pelos ares. E dois meses depois era assassinado também o seu colega, o também juiz Paolo Borsellino. O assassino e terrorista Cesare Battisti, além dos crimes comprovados, também tentou matar um juiz italiano chamado L.de Liguor. Eu estou simplesmente aparvalhado com a decisão do governo brasileiro e, mais ainda, com a omissão do STF.

É isso. Na Itália, os sinos dobram por um juiz que morreu enfrentando os battistis. No Brasil que presta, habitado por milhões de descendentes de imigrantes, desde a libertação do assassino os sinos dobram por nós.

11/06/2011

às 20:43 \ Sanatório Geral

Cinismo é pouco

“Não vejo nenhuma razão para a Itália não tratar isso como uma questão da normalidade democrática e soberania do Brasil. O que eu fiz está exatamente no tratado que temos com a Itália. Acho normal algumas pessoas reclamarem e outras ficarem felizes”.

Lula, sobre a libertação de Cesare Battisti, explicando que ele próprio, por exemplo, reagiu à decisão do Supremo com a alegria que as famílias das vítimas do terrorista de estimação não conseguem sentir.


 

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