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Cesare Battisti

10/12/2012

às 17:29 \ Direto ao Ponto

O ministro da Justiça se mira no exemplo de dois antecessores e amplia o capítulo brasileiro da história universal da infâmia

Se os autores tiverem tempo e ânimo para desprezar também os coadjuvantes da Era da Mediocridade, Márcio Thomaz Bastos, Tarso Genro e José Eduardo Cardozo não escaparão de um punhado de parágrafos nos livros que vão contar a verdade sobre o Brasil deste começo de século. Os três foram ministros da Justiça. Os três subordinaram o mais antigo dos ministérios aos interesses eleitoreiros do PT e às conveniências político-policiais do governo. Os três protagonizaram episódios que ampliaram o capítulo brasileiro da história universal da infâmia.

Em julho de 2005, Márcio Thomaz Bastos foi escalado por Lula para garantir a impunidade dos quadrilheiros do mensalão. Nos sete anos seguintes, acumulou as funções de roteirista, diretor e, eventualmente, astro convidado do espetáculo do cinismo que vai terminar com um final exemplarmente infeliz para o elenco de canastrões bandidos. Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o último capítulo da farsa concebida por Márcio será encenado na cadeia.

Em agosto de 2007, quando tentavam alcançar a Alemanha e a liberdade depois de terem escapado do alojamento dos atletas cubanos que participavam dos Jogos Panamericanos do Rio, os pugilistas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux souberam que o ministro da Justiça do Brasil obedece a Fidel Castro. Reduzido a capitão-do-mato do ditador-de-Adidas, Tarso Genro devolveu à ilha-presídio, a bordo de um avião militar venezuelano, os dois fugitivos capturados pela Polícia Federal.

“Eles quiseram voltar”, recitou o ministro. A mentira foi implodida pela segunda e bem sucedida fuga dos pugilistas, que hoje moram e lutam nos Estados Unidos. Mas Tarso Genro não tem cura. Três anos depois da deportação dos dois cubanos, o companheiro gaúcho impediu que o terrorista em recesso Cesare Battisti fosse extraditado para a Itália e ali cumprisse a pena de prisão perpétua aplicada ao matador de quatro “inimigos do proletariado”. Tarso promoveu Battisti a “asilado político”, rasgou o tratado subscrito pelos dois países e luta para premiar o amigo homicida com a cidadania brasileira.

José Eduardo Cardozo está à altura dos antecessores, vem reiterando o desempenho do porquinho de Dilma que sobrou depois que Antonio Palocci reafirmou que é um caso sem remédio e José Eduardo Dutra tornou-se um caso clínico. Surpreendido pelos estrondos da Operação Porto Seguro, o ministro da Justiça foi encarregado pela chefe de provar que Lula conhece só de vista a comandante do escritório da Presidência em São Paulo ─ que não passa de uma funcionária mequetrefe.

Cardozo apareceu para o depoimento na Câmara com cara de quem vai ensinar que um consultor-geral do planeta não tem intimidade com gente do terceiro escalão. Acabou erguendo um monumento à tapeação. “Rosemary não participava do núcleo central da quadrilha”, afirmou no palavrório e quarta-feira. “Ao contrário, foi escanteada pelos seus membros, como mostram alguns diálogos interceptados”.

Desmentido dois dias depois pelo indiciamento de Rose também por formação de quadrilha, não teve tempo para organizar a retirada. “Deixei claro que, naquele momento, não havia elementos de formação de quadrilha”, improvisou. “Mas disse que nada impedia que houvesse indicação diferente se houvesse fatos novos no decorrer da investigação, com base em novos materiais apreendidos”. Ele é sempre o último a saber do que sabem até os porteiros da Polícia Federal.

Levado às cordas na sexta-feira, o ministro está grogue desde sábado, quando VEJA divulgou um e-mail enviado pela protegida de Lula ao seu comparsa Paulo Vieira. “Tarefa cumprida”, começa o recado. As linhas seguintes informam que a remetente conseguiu agendar encontros entre a juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, candidata a desembargadora do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com figurões da República.

Um deles era Cardozo, confessa a atropeladora da língua portuguesa no trecho transcrito sem correções: “06.08.12. Audiência com o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo as 19h00 ─ Ministério da Justiça ─ 4° andar sala 400″. Em 8 de outubro, Dilma oficializou a promoção a desembargadora a candidata apoiada pela quadrilha dos pareceres criminosos.

A sorte de Cardozo é ser ministro aqui. No mundo civilizado, qualquer figurão suspeito de ocultação de provas e obstrução da Justiça está arriscado a perder o direito de ir e vir. No Brasil, não perde nem o emprego.

03/07/2012

às 17:01 \ O País quer Saber

O ministro que adotou Battisti também garantiu a bolsa-ditadura de Clemente

Em 3 de fevereiro de 2010 ─ um ano depois de ter concedido asilo político ao terrorista italiano Cesare Battisti e uma semana antes de deixar o Ministério da Justiça ─, o companheiro Tarso Genro anexou a seu acervo de infâmias o documento abaixo transcrito. Uma portaria assinada pelo atual governador gaúcho enquadrou na categoria de “anistiado político” Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, o “Clemente” da ALN. Além de promovido a militar da reserva, o terrorista aposentado ganhou uma gorda bolsa-ditadura.

Leia a íntegra da portaria:

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIAS DE 3 DE FEVEREIRO DE 2010

O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais, com fulcro no artigo 10 da Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002, publicada no Diário Oficial de 14 de novembro de 2002 e considerando o resultado do julgamento proferido pela Terceira Câmara da Comissão de Anistia, na sessão realizada no dia 28 de setembro de 2005, no Requerimento de Anistia nº 2005.01.51656, resolve:

(………)

Nº 34 – Declarar CARLOS EUGENIO SARMENTO COELHO DA PAZ, portador do CPF nº 022.477.858-75, anistiado político, reconhecer o direito as promoções à graduação de Terceiro-Sargento com os proventos da graduação de Segundo-Sargento e as respectivas vantagens, conceder reparação econômica em prestação mensal, permanente e continuada no valor de R$ 4.037,88 (quatro mil, trinta e sete reais e oitenta e oito centavos), com efeitos financeiros retroativos da data do julgamento em 13.08.2009 a 14.08.1998, perfazendo um total de R$ 577.416,84 (quinhentos e setenta e sete mil, quatrocentos e dezesseis reais e oitenta e quatro centavos), nos termos do artigo 1°, incisos I e II, Parágrafo Único da Lei nº 10.559 de 13 de novembro de 2002.

O texto comprova que os pagadores de impostos estão bancando até a premiação em dinheiro de assassinos confessos. (AN)

17/03/2012

às 16:00 \ Homem sem Visão

Tarso Genro usa Battisti e a medalha que ganhou dele mesmo para buscar o troféu

A assessoria de imprensa da Secretaria de Eleições, Concursos, Prêmios e Derivados do Governo do Rio Grande do Sul, a 25ª do maior secretariado estadual do país, formalizou nesta tarde a inscrição do campeão Tarso Genro na disputa do título de Homem sem Visão de Março. Além da papelada de praxe, a secretaria encaminhou uma foto e o texto de um decreto que o candidato pretende transformar em peças de propaganda eleitoral.

A foto mostra o governador matando a saudade do velho amigo Cesare Battisti no Palácio Piratini. O decreto é uma relíquia histórica: publicado no Diário Oficial gaúcho em  18 de novembro de 2011, informa que Tarso Genro condecorou Tarso Genro com a Medalha Cruz de Ferro da Brigada Militar.

Mais um craque na briga de foice, leitores-eleitores! Outros preparam o lançamento da candidatura! Um bando de campeões para um só trofeu! Quem será o escolhido? Que vença o pior!

16/01/2012

às 13:03 \ Direto ao Ponto

Se adotassem o Método Battisti, os haitianos virariam asilados políticos

Os haitianos que lutam pela sobrevivência escolheram o jeito errado de entrar no Brasil. O jeito certo foi descoberto por Cesare Battisti. Antes de deixar o país devastado pelo terremoto, cada um deveria ter-se filiado a alguma organização clandestina de extrema-esquerda, jurado de morte o imperialismo americano e justiçado pelo menos quatro inimigos do povo. Servem pequenos comerciantes ou policiais. Depois disso, os revolucionários se proclamariam perseguidos pela ditadura haitiana e rumariam para a potência emergente que acabou com a fome, depois com a pobreza, tornou-se a sexta maior economia do mundo, montou um sistema de saúde que está perto da perfeição, empresta dinheiro até ao FMI e tem emprego para todo mundo. Mas não pela rota que passa pelo Acre, e sim pela rota sul.

É mais longa, mas muito mais segura. Termina em Porto Alegre, mais precisamente no Palácio Piratini, onde Tarso Genro governa o Rio Grande e luta pela ressurreição do socialismo. Ele sabe o que fazer para transformar qualquer companheiro em asilado político. E só nega socorro a quem tenta escapar de Cuba.

14/10/2011

às 15:07 \ Sanatório Geral

Candidato à excomunhão

“É certo que ele está no Brasil por um ato de soberania. Não creio que ele possa ser lançado numa nova via crúcis.”

Marco Aurélio Mello, ministro do STF, sobre o pedido do Ministério Público Federal para que a Justiça determine a deportação de Cesare Battisti, explicando que o assassino de estimação do governo merece ficar no Brasil porque a curta temporada na cadeia lembra o calvário de Jesus Cristo.

05/10/2011

às 17:32 \ Sanatório Geral

Seleção italiana

“Os brasileiros não existem.”

Cesare Battisti, convencido de que Tarso Genro, Luiz Eduardo Greenhalgh e demais benfeitores são terroristas italianos que aprenderam a falar português para infiltrar-se no PT.

03/10/2011

às 17:25 \ Sanatório Geral

Matriz desenvolvimentista

“Trabalhamos com o conceito de uma matriz desenvolvimentista que diz que dívida não é para ser paga”.

Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, capturado pelo Otavio ao explicar, entre um poema onanista e outro, a iminente elevação da dívida do estado de 40 para 44 bilhões de reais, e remetido ao Sanatório com o seguinte bilhete do comentarista: “Fiquei em dúvida: ou é um recado para que os credores daquele Estado esperem sentados ou é uma mensagem cifrada para que o companheiro Cesare Battisti resolva, à siciliana, suas pendências com os pescadores de Cananéia, com o uso de uma matriz desenvolvimentista calibre 38″.

05/09/2011

às 13:44 \ Sanatório Geral

Falta cadeia

“As pessoas me falam: ‘Cesare, e a revolução? Que revolução? Isso é uma piada. Eu tinha 16 anos quando entrei no ativismo, não sou mais essa pessoa. Se eu continuasse um revolucionário hoje, seria um idiota”.

Cesare Battisti, terrorista de estimação do governo brasileiro, em entrevista à Folha, revelando que acha uma piada os quatro assassinatos que cometeu.

31/08/2011

às 8:56 \ Sanatório Geral

Paraíso da bandidagem

“O Brasil é um paraíso”.

Cesare Battisti, terrorista de estimação do governo brasileiro, confirmando que nenhum delinquente, seja qual for a nacionalidade, cosegue ser infeliz no Brasil.

29/08/2011

às 0:03 \ Sanatório Geral

Campeonato do cinismo

“Que ele seja um cidadão digno, trabalhe, escreva e respeite o nosso país”.

Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul e príncipe dos poetas onanistas, sobre suas expectativas em relação ao amigo Cesare Battisti, a quem concedeu refúgio político quando era ministro da Justiça, esperando que o bandido de estimação faça na velhice o contrário do que fez desde que nasceu.

 

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