Coluna do

Augusto Nunes

Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido.
E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.

Posts com a tag ‘Cesare Battisti’

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A História não absolverá os pastores da brutalidade

9 de março de 2010

Os privilégios, mesuras e gentilezas dispensados ao assassino italiano Cesare Battisti ou ao narcoterrorista colombiano “Padre” Medina atestam que, em homenagem à companheirada, Lula promove a perseguido político qualquer bandido comum. O tratamento cruel reservado aos oposicionistas encarcerados em Cuba, sobretudo aos que ousam protestar no interior das cadeias, comprova que, para atender a ditadores companheiros, o presidente brasileiro rebaixa a bandido comum qualquer perseguido político.

“Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos”, acaba de decretar o rábula estagiário que, preso durante uns poucos dias ─ por determinação da Justiça e do governo brasileiros, segundo o raciocínio cafajeste do próprio Lula ─ entrou na farra da anistia, embolsa uma pensão mensal injustificável e segue distribuindo dinheiro aos sócios do assalto legalizado. “Eu acho que greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto dos direitos humanos para libertar pessoas”, continuou o monumento à ignorância jeca que nunca leu uma linha sobre as lutas pela independência da Índia, que nem faz ideia de quem foi Mahatma Gandhi, que não sabe o que é resistência pacífica.

“Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”, completou o chefe de governo que, por viver cercado de delinquentes, age como se a atividade política fosse uma atividade ilícita como outra qualquer. Nem os carcereiros fizeram comentários tão repulsivos sobre o grupo de cubanos castigados  por crimes de consciência. Condenado em 2003 a três anos de cadeia, o pedreiro Orlando Zapata Tamayo morreu no 85° dia da greve de fome a que recorreu para protestar contra torpezas jurídicas que multiplicaram por dez o tempo de prisão. Foi acusado por Lula, entre um sorriso e outro ao lado do carrasco, de se deixar morrer.

Outros prisioneiros decidiram há dias repetir a saga de Zapata. Para justificar antecipadamente a aplicação da pena de morte oficiosa, o presidente que transforma ladrões vulgares em homens incomuns, e absolve liminarmente até homicidas, acaba de compará-los a militantes do PCC. A História não absolverá os pastores da brutalidade. “Lula é cúmplice da tirania dos Castro”, constatou em entrevista à Folha o jornalista e psicólogo Guillermo Fariñas, em greve de fome há 15 dias.

Em Cuba, gente presa sem motivo entra em greve de fome para tentar sobreviver com dignidade. No Brasil, gente inexplicavelmente em liberdade festeja a boa vida em almoços e jantares patrocinados pela Presidência da República. Os bandidos soltos em Brasília só se recusarão a comer se houver uma queda insuportável na qualidade das refeições servidas nos palácios do poder.

Ubaldo Steri, diretor da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo

22 de janeiro de 2010

Diretor da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo desde 1987, o padre Ubaldo Steri conhece como poucos o cotidiano de quem  fugiu do país de origem em busca da paz possível. A instituição que dirige, responsável pelos 4.300 refugiados que vivem no Brasil, garante proteção, assistência e documentação àqueles que se sentem perseguidos política, social, religiosa ou ideologicamente. Na entrevista, Ubaldo informa que, há 5 anos, existiam no Brasil refugiados de 40 países. Hoje são 76 nacionalidades diferentes: “Isso comprova que há mais guerras do que a gente imagina, pensa, ou fica sabendo”, lamenta. A Colômbia, acossada pelas  Farc e dezenas de grupos paramilitares, é o país vizinho que mais exporta esse tipo de imigrante. Integrante do Conselho Nacional para Refugiados (Conare), Ubaldo afirma que Cesare Battisti não preenche nenhum dos requisitos necessários para a concessão do refúgio e que, por isso, deveria ser extraditado.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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Duelo de titãs

22 de dezembro de 2009

“O presidente de Honduras foi escolhido numa eleição organizada pelo governo golpista”.

Celso Amorim, voltando a desfraldar a principal bandeira de campanha para vencer Tarso Genro na luta pela medalha de prata do HSV do Ano.

“Cesare Battisti foi condenado numa Itália que não vivia a plenitude do Estado de Direito”.

Tarso Genro, voltando a desfraldar a principal bandeira de campanha para vencer Celso Amorim na luta pela medalha de prata do HSV do Ano.

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Primeiro Magistrado

21 de dezembro de 2009

“Não me importa o que disse o STF. Ele teve a chance de fazer e fez. Eu não dei palpite. A decisão é minha. Até lá não tenho comentários a fazer”.

Lula, sobre o caso do companheiro Cesare Battisti, avisando ao STF que, amparado na decisão aprovada por 5 ministros a 4, já assumiu o cargo de Chefe Supremo do Poder Judiciário e vai fazer, na sentença de estreia, o que lhe der na cabeça.

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Chilique de candidato

18 de dezembro de 2009

“O Supremo Tribunal Federal não é loja de conveniência para ficar mudando de decisão na calada da noite!”

Tarso Genro, Homem sem Visão de Setembro em campanha pelo título de Homem sem Visão do Ano, Príncipe da Poesia Onanista, bravo com a decisão do STF, tomada durante a tarde, de lembrar ao presidente Lula que, como determina o tratado de extradição com a Itália, o amigo Cesare Battisti deve ser devolvido ao país natal.

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Chama 10 tradutores!

24 de novembro de 2009

“O que o STF faria com a decisão defendida dignamente pelos demais seria exercer, a partir dela, uma tutela jurídico-burocrática sobre a política do Executivo. Isso transferiria para o Poder Judiciário a legitimidade originária das urnas, que é outorgada ao presidente, para o Poder Judiciário. Isso seria muito grave, uma espécie de subsunção, por meios suaves, que capturaria a legitimação dada pelas urnas ao chefe de Estado, que é o presidente da República, para definir inclusive a nossa política externa”.

Tarso Genro, na mesma entrevista ao site “Carta Maior”, insinuando que o príncipe dos poetas onanistas é candidato a rei dos oradores incompreensíveis em todos os idiomas, dialetos e linguas desconhecidas.

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Muito sangue, pouco suor

24 de novembro de 2009

“Acho que vou ficar no Brasil. Quando escutei o presidente Lula na TV, duas vezes, interpretei isso como uma mensagem boa e senti vontade de viver e até de trabalhar”.

Cesare Battisti, confiante na submissão do Supremo ao presidente Lula, e na parceria entre Lula e Tarso Genro, tão entusiasmado com o governo companheiro que, pela primeira vez na vida, anda pensando até em arranjar algum serviço que não dê cadeia.

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Retrato na parede

21 de novembro de 2009

“Eu me senti confortavelmente instalado no centro do meu ser”.

Carlos Ayres Britto, revelando onde se alojou depois de decidir a votação que transformou o presidente Lula no supremo do Supremo, sem explicar se o retrato na parede das confortáveis instalações é o de Cesare Battisti ou o de Tarso Genro.

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Santo na gaiola

21 de novembro de 2009

“Com seus vagos ideais aos 22 anos, ou cooptado pelos agentes da direita, dissimulados como de esquerda, o que é comum, Cesare Battisti é um homem acabado, condenado à prisão perpétua e à privação do sol. É provável que o presidente Lula esteja informado dessas circunstâncias históricas na hora de decidir seu destino”.

Mauro Santayana, jornalista federal e adido cultural desempregado, mas pronto para aceitar qualquer convite, abrindo no Jornal do Brasil desta sexta-feira a campanha pela canonização do exemplo de religiosidade e compaixão que, no momento, serve a Deus numa cadeia brasileira.

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Vencedores vencidos

20 de novembro de 2009

“Como ele foi vencido em parte, ele entendeu que o acórdão deveria ser redigido na parte em que ele foi vencido pela parte vencedora”.

Ricardo Lewandowski, traduzindo para o dilmês jurídico a decisão do colega Cezar Peluso, que repassou o relatório final do caso Battisti aos cinco reinventores do Supremo Tribunal Federal, “por não ter condições intelectuais de resumir com inteira fidelidade o douto raciocínio da maioria”.