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censura

29/01/2012

às 23:01 \ Sanatório Geral

Órfãos do muro

“A nova classe média não pode ser deixada à mercê da ideologia disseminada pelos meios de comunicação no país”.

Gilberto Carvalho, no Fórum Mundial Temático, nome oficial do sarau promovido em Porto Alegre pela confraria dos órfãos do Muro de Berlim, explicando que os brasileiros que só agora começam a interessar-se por informações devem ficar longe de jornais, revistas, emissoras de rádio e TV que contam verdades sobre assuntos cabeludos como, por exemplo, a roubalheira no ministério ou o assassinato do prefeito Celso Daniel.

12/01/2012

às 17:10 \ Direto ao Ponto

O documento concebido para revelar a face escura do governo acabou escancarando a alma subalterna da oposição oficial

Divulgado no fim de dezembro pela direção do PSDB, o “balanço crítico do primeiro ano do governo Dilma Rousseff” é dividido em 13 tópicos. Nenhum deles trata dos seis ministros que perderam o emprego por envolvimento em grossas bandalheiras. Tem 3.226 palavras. Corrupção não figura entre elas. Constava da primeira versão, redigida por Alberto Goldman. Foi censurada pelo alto comando do partido, informou nesta quinta-feira o colunista Ilimar Franco, do jornal O Globo.

“A presidente é tolerante com a corrupção”, constatou o ex-governador de São Paulo. “O ex-ministro Palocci, nas palavras da presidente, saiu porque quis”, exemplificou. Tanto a constatação quanto o exemplo foram guilhotinados por tucanos empoleirados em galhos mais altos. Tampouco sobreviveram ao crivo dos poltrões vocacionais três adjetivos aplicados ao desempenho do Planalto nos últimos 12 meses: “medíocre”, “amorfo” e “insípido”. Mais respeito com a presidenta, certamente protestou algum devoto de Geraldo Alckmin.

Suprimida do texto de Goldman, “a constrangedora sucessão de fracassos” reapareceu no balanço reeditado pelo critério da covardia  rebatizada de “sérios problemas em diversas áreas”. Os censores acharam igualmente grosseiro qualificar o período de “nono ano do governo Lula”, ou registrar que Dilma age como “fantoche”. Não se faz isso com uma dama, deve ter ponderado um discípulo de Aécio Neves.  E as duas verdades foram para o ralo.

Concebido para expor aos brasileiros a face escura dos donos do poder, o documento só serviu para escancarar a alma subalterna dos oposicionistas mais governistas da história. Uns e outros serão soterrados pelos escombros da Era da Mediocridade.

22/11/2011

às 7:44 \ Sanatório Geral

Caso de polícia

“Não queremos regular ninguém. Queremos democratizar e permitir que todos possam dizer a sua verdade”.

Inácio Arruda, senador do PCdoB do Ceará, ao enxergar no caso do ministro Carlos Lupi mais um motivo para o “controle social da mídia”, explicando que os comunistas do Brasil só querem censurar o noticiário político-policial, frequentado diariamente por camaradas bandidos.

11/10/2011

às 22:44 \ Sanatório Geral

Censora sob censura

“O mérito do debate não foi feito. As pessoas podem concordar ou discordar da nossa opinião. Ao invés disso, optaram por um viés de discussão se é ou não censura. Eu, na verdade, me senti censurada.”

Iriny Lopes, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, explicando que se considera censurada por não ter conseguido censurar o comercial da Hope estrelado por Gisele Bündchen.

18/09/2011

às 21:19 \ Frases

Posição marcada

“Regulação de mídia não se incorpora às práticas das modernas democracias”.

Eliseu Padilha, presidente da Fundação Ulysses Guimarães.

08/09/2011

às 23:43 \ Homem sem Visão

Rui Falcão e Márcio Thomaz Bastos abrem a disputa do troféu de setembro: o tremendo duelo entre a censura e o mensalão

“O chefe acha que mudar o nome da censura para marco regulatório da mídia foi uma tremenda ideia”, confidenciou um dos 187 assessores de Rui Falcão no lançamento da candidatura do presidente do PT ao título de Homem Sem Visão de setembro. “Mas ele disse que coisa de gênio foi declarar que o partido jamais deixou de combater a corrupção. Segundo a mesma fonte, Falcão quer anabolizar a campanha com um manifesto de solidariedade aos mensaleiros, sanguessugas, aloprados e ex-chefes da Casa Civil”.


Nesta mesma quinta-feira, Márcio Thomaz Bastos oficializou a candidatura do troféu do mês. “O doutor acha que só falta esse título no currículo”, revelou um dos 231 pecadores que o ex-ministro da Justiça livrou da cadeia. Um integrante da equipe de campanha de Márcio contou que o concorrente está muito confiante no conjunto da obra. “Muitos eleitores não sabem que foi ele quem mandou a turma do mensalão chamar de recursos não contabilizados a grana que afanaram”, exemplificou o assessor. Para garantir uma vaga na enquete, o campeão planeja oferecer-se aos quadrilheiros do Ministério dos Transportes para orientar gratuitamente os advogados de defesa.

A disputa de setembro começou, leitores-eleitores! Outros craques da pesada se preparam para a briga de foice no escuro. Não percam a chance de votar sem remorso em gente que ninguém merece. E que vença o pior!

06/09/2011

às 19:24 \ Feira Livre

‘A mídia precisa ser regulada? Por quem?’, um texto de Deonísio da Silva

Deonísio da Silva*

A mídia é acusada com frequência de exagerar nas denúncias e notícias ruins para ganhar leitores, ouvintes, telespectadores. E que, por isso, é preciso submetê-la a limites. Mas se o distinto público compra jornais e revistas que trazem “as más notícias”, ouve programas de rádio e assiste a programas de televisão abaixo dos critérios que os reguladores defendem, limitar a mídia seria atentar contra a liberdade de escolha dos cidadãos. Eles ouvem, veem e leem o que querem!

É verdade que temos crianças e adolescentes diante da televisão – a TV é o grande alvo dos reguladores! – e é preciso protegê-los. Neste caso, quando aparecem certas personalidades defendendo a regulação da mídia, convém retirar os pequerruchos ou galalaus da sala. Os defensores da regulação da mídia têm prontuários que assustam mais do que a Cuca, o Lobo Mau, o Lobisomem e outras personagens do imaginário popular.

Vejamos o cenário da semana passada. O que deve fazer a mídia quando um político como Paulo Maluf faz uma festa de aniversário? Ele acabou de completar 80 anos, já passou uma temporada na prisão com o próprio filho, está com os bens bloqueados no Brasil e com a prisão decretada nos EUA e em mais em seis países. A seu aniversário compareceram destacadas personalidades, inclusive Michel Temer, vice-presidente da República.

Também na semana passada, o ex-ministro do Gabinete Civil, o deputado cassado José Dirceu, réu em rumoroso processo que corre no STF e que começa a ser julgado no primeiro semestre do ano que vem, denunciado por ninguém menos do que o Procurador Geral da República como “chefe de uma organização criminosa” instalada no primeiro governo Lula, apareceu todo lampeiro entre o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, às gargalhadas, depois que a revista VEJA documentou, inclusive com fotos, que ele despacha como se ministro fosse ou continuasse a ser, num hotel em Brasília, recebendo altas autoridades da República, inclusive o poderoso presidente da Petrobras.

Mas, ainda assim, na semana passada voltou – sempre volta! – um tema que a todos desarruma: a regulação da mídia. Regular a mídia é como controlar o mensageiro das más notícias. Se apenas boas novas fossem proclamadas, a questão de impor limites à mídia não estaria em pauta. Afinal,de elogio ninguém reclama! Quando propõem regular a mídia e seus domínios conexos, de que a propaganda, explícita ou implícita é sua face mais visível – afinal, as notícias são impressas no verso de anúncios e rádio e televisão sem patrocínio, comercial ou público, não poderiam noticiar nada! – estão pensando em proteger “a base alugada” e “os bandidos de estimação”, como diz o jornalista Augusto Nunes!

Quem propõe regulação, o que quer é que tudo esteja dominado. Parece que por enquanto a mídia, o quarto poder, ainda não está dominada! Parodiando os versos que Sérgio Bittencourt fez para homenagear seu pai, Jacó do Bandolim, “naquela mesa tá faltando ela e a saudade dela tá doendo neles”. Sabem que é ela? A censura.

* Jornalista e escritor

06/09/2011

às 18:23 \ Feira Livre

Controle, não: ‘democratização’

EDITORIAL PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA TERÇA-FEIRA

O 4º Congresso do PT acabou cedendo à firmeza com que a presidente Dilma Rousseff, contrariando seu antecessor, tem repudiado a ideia de “controle social” da mídia, e rebaixou de “diretriz” partidária para mera “moção” convocatória o texto que agora é a posição oficial do partido a respeito do assunto. Ficou então combinado que não se fala mais em “controle social” da mídia, expressão politicamente inconveniente porque indissociável da ideia de censura, e os petistas passam a lutar pela “democratização” da imprensa.

A nova palavra de ordem não quer dizer absolutamente nada – e até por isso é tão perigosa para a liberdade de imprensa quanto a anterior -, mas satisfaz as duas tendências que, dentro do PT, não se conformam com a liberdade que os veículos de comunicação têm para denunciar as bandalheiras da companheirada no governo. São elas a ala minoritária, ideológica, de esquerda radical e totalitária, e por isso contrária por definição à liberdade de imprensa; e a ala majoritária, populista, pragmática, que sob o comando de Lula manda de fato no partido e está exclusivamente preocupada em se perpetuar no poder, e por isso tem horror a ver suas lambanças estampadas na mídia.

O PT já não é mais o mesmo desde 2002, quando foi editada a Carta aos brasileiros, que pavimentou o caminho de Lula em direção ao Palácio do Planalto. Desde então, passou a dar por não dito tudo o que afirmara antes e colocou seu destino nas mãos habilidosas do grande manipulador das massas. Eleitoralmente deu certo. Mas é conveniente salvar as aparências. Assim, o lulopetismo aliou-se às principais lideranças políticas, financeiras, industriais, comerciais, da alta sociedade, etc., mas continua atacando as elites. Meteu a mão na massa para garantir a “governabilidade”, mas sustenta que o governo Lula se notabilizou pelo “combate implacável” à corrupção. Está fazendo o que pode, e bem, nas áreas econômica e social – se não forem levadas em conta as graves deficiências na educação e na saúde -, mas escancara a incompetência da máquina governamental partidariamente loteada para gerenciar projetos de infraestrutura.

É a divulgação pela mídia dessas ambiguidades e contradições, e das muitas pilhagens do dinheiro público que não param de vir à luz, que incomoda terrivelmente os petistas, fisiológicos ou ideológicos. Daí a obsessão com o controle social – perdão, com a “democratização” dos meios de comunicação.

O PT promove deliberada confusão entre os conceitos de marco regulatório e controle social das comunicações. O marco regulatório é um conjunto de disposições legais que disciplinam as atividades em áreas que dependem de concessão estatal, como a radiodifusão e a telecomunicação. O “controle social” é conceito em que está implícita não apenas a regulação da propriedade e do funcionamento, digamos, técnico, dos instrumentos de comunicação, mas sobretudo dos conteúdos veiculados. É pacífica a necessidade da modernização do marco regulatório das comunicações no País, defasado em relação aos avanços tecnológicos das últimas décadas. Mas a questão dos conteúdos diz respeito à liberdade de expressão e ao direito à informação, fundamentos de uma sociedade democrática e, nessa medida, intocáveis. Mas é claro, e fica mais uma vez evidenciado pelas conclusões de seu 4.º Congresso, que não é assim que pensa o PT.

Uma ideia mais clara da maneira peculiar como os petistas entendem o que seja liberdade de imprensa está explicitada nas declarações do presidente do partido, o ex-jornalista Ruy Falcão, em entrevista concedida durante o congresso. Visivelmente irritado com a insistência das perguntas sobre o assunto, Falcão foi particularmente infeliz: “Estou dizendo quinhentas vezes: não vamos controlar conteúdo, somos contra censura, contra versão única de fatos. E defendemos a livre expressão de pensamento, inclusive para que vocês possam claramente fazer as suas matérias sem qualquer tipo de injunção empresarial”. Para Falcão, portanto, os jornalistas, principalmente quando estão fazendo denúncias ou expondo fatos que não interessam ao governo, estão a serviço de interesses vis. Felizmente, o exercício do bom jornalismo não depende das garantias dadas pelo líder petista.

04/09/2011

às 16:54 \ Sanatório Geral

Faz sentido

“Nós somos contra qualquer tipo de censura à imprensa. Não vamos censurar conteúdo. O que nós queremos é um marco regulatório das comunicações”.

Rui Falcão, ex-jornalista, presidente do PT, na quermesse dos pecadores sem remorso, explicando que, como o partido é contra a censura ao conteúdo do que a imprensa publica, quer um “marco regulatório” apenas para examinar a forma dos textos, para que as reportagens sobre a companheirada, por exemplo, não errem a grafia de palavras como “cínico”, “cafajeste”, “delinquente”, “vigarista”, “estelionatário”, “stalinista” ou “corrupto”.

04/09/2011

às 15:16 \ Sanatório Geral

Idiota federal

“Eu estranho que toda discussão de democratização seja tomada como autoritarismo. Todo país tem regulamentação. É bom para o Brasil, é bom para os veículos, é bom para a liberdade de imprensa”.

Gilberto Carvalho, maleiro-chefe de Lula e Dilma Rousseff, explicando que censura à imprensa garante a liberdade de imprensa.


 

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