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Celso Arnaldo

03/03/2012

às 22:34 \ Direto ao Ponto

Num post antológico, Celso Arnaldo lembra as origens do dilmês e desmonta o pior discurso de todos os tempos

MINHA CASA, MINHA DILMA: NAS MORADIAS DE PAPEL CONSTRUÍDAS PELA SUPERGERENTE, NENHUMA IDEIA FICA DE PÉ

Celso Arnaldo Araújo

Trazida à superexposição de uma improvável candidatura a presidente, sem escalas, direto dos subterrâneos da Casa Civil, onde a supergerente de lendária eficiência comunicava-se apenas por interjeições, imprecações e pitos sumários, ela acusou o choque quando pisou o primeiro palanque e enfrentou o primeiro microfone.

Convidada a revelar aos brasileiros sua visão dos problemas nacionais, o espanto que se ouviu, na fala de Dilma Roussef, está fartamente documentado nos arquivos desta coluna. Fosse num palanque improvisado no sertão do Piauí ou no estúdio high-tech do Jornal Nacional no Jardim Botânico, a candidata de Lula se expressava em língua estranha, espécie de patois brasileiro, incomum em pessoa de formação universitária, investida de funções dessa importância e apresentada ao país como a primeira possibilidade de uma presidente mulher.

Começando pela dificuldade extrema em fazer uma mera saudação aos presentes ou aos ouvintes (“Oi, internautas), qualquer manifestação sua, sobre qualquer assunto, dos estritamente pessoais aos temas técnicos de apregoado domínio, esbarrava em raciocínios embotados por graves problemas de concatenação de ideias, redundância e desinformação, conseguindo reunir na mesma oração um tratado de vícios de linguagem: barbarismos, ambiguidades, cacofonias, vulgarismos, solecismos, obscuridades, apedeutismos. O dilmês causou um susto nos brasileiros que ouvem e pensam – só nesses, é claro.

Não pela oratória em si. Há pessoas preparadíssimas que não se expressam bem – preferíveis, por sinal, às que dão um show de palavreado para camuflar a falta de conteúdo. Mas o problema de Dilma parecia mais complexo. A forma primitiva da fala da candidata traía – o que era evidente, pela repetição sistemática – o primarismo do pensamento e um despreparo generalizado. Dilma não apenas falava mal – mas parecia não saber do que falava.

Eleita presidente assim mesmo, e no cargo há mais de um ano, já deveria a esta altura ter se beneficiado de um dos apanágios do cérebro humano: o aprimoramento pela repetição. Dilma, no entanto, piora a cada dia – e a desarticulação de seu governo talvez seja produto de sua incapacidade de pensar e verbalizar o Brasil. Quando fala, Dilma invariavelmente é um triste espetáculo de pensamentos rudimentares, expressos por uma combinação de palavras que desafiaria estudiosos da neurolinguística em aborígenes australianos.

Mas o discurso que fez semana passada, por ocasião da entrega de 480 unidades do Minha Casa Minha Vida em Recife, é de longe o “state of the art” do dilmês, talvez o pior discurso de todos os tempos – dela e em escala mundial, em nível presidencial.  Saísse de Obama, Santorum já poderia preparar seu altarzinho na Sala Oval da Casa Branca. De Sarkozy, e Dominique Strauss-Khan estaria autorizado a ir ao Palácio do Eliseu e ali montar uma suíte pare receber a camareira guineana como sua primeira-dama.

‘EU QUERIA CUMEÇÁ COMPRIMENTANDO’
O assunto do dia: a casa própria. Ou própia, segundo Dilma. O Minha Casa Minha vida é uma das meninas dos olhos vesgos de seu governo e, desde a campanha, um terreno minado para os limites do dilmês. Ela não vai sossegar enquanto não conseguir convencer todo brasileiro de que é melhor morar numa casa própria do que debaixo da ponte e que uma casa é mais do que uma casa. De discursos de campanha, guardei este trecho:

– Porque não é a casa. É o que tem dentro da casa, são as pessoas, né, o significado pra você duquequié tê uma casa e eu acho que é isso que faz com que a gente tem força prá continuá brigano, prá continuá, é, fazendo acontecê aquilo que a gente qué, que é que esse país cresça. É isso que eu acho que a gente qué.

Desde então, ela vem trabalhando o conceito. Em Recife, chegou perto da perfeição, já a partir do introito em legítimo dilmês:

“Eu queria cumeçá (sic) comprimentando (sic) as mulheres aqui presentes”.

Como se nota, promessa de um discurso UÓ.

Mas a média troncha feita com as mulheres merece complemento:

“Eu comprimento também nossos companheiros, queridos, nossos companheiros homens”.

Sente necessidade de explicar porque a mulher foi “comprimentada” primeiro:

“Estou cumeçando pela mulher porque aqui hoje nós tamos falando de casa. Quando a gente fala de casa, a gente fala de mulher e de criança, de família. Por isso, o meu abraço a cada uma das mães e também dos nossos pais aqui presentes”.

A imprensa comeu mosca: Peter Roussev estava na plateia e não foi notado.

Em seguida, bela puxada no governador Eduardo Campos e no prefeito de Recife e uma definição estapafúrdia sobre a palavra oportunidade – mas releve. Nosso assunto é a casa própria e agora ela se refere a uma das moradoras que haviam há pouco recebido a chave.

“A Márcia fala aquilo que toda a mulher fala quando se trata de defendê sua família”.

Eleitoras de Dilma são assim: quem fala é toda a mulher, a mulher inteira, corpo e alma integrados.

Mas fala o quê? Vejamos:

“O quequié que uma mulher qué? A mulher qué uma casa para morar e criar seus filhos, criá com sigurança seus filhos”,

Não é à toa que o lulismo descobriu o Brasil. Só neste governo “além do emprego, que é fundamental pra se mantê as famílias (…), a outra coisa fundamental é a casa própia (sic)”. Não ficou claro? Dilma explica:

“É onde morar”.

Mas isso parece tão óbvio. Porque ninguém pensou em casa própria antes, presidente? O Brasil era um país de aluguel?

“Naquela época, falar no Brasil que a gente ia fazer um programa da casa própia (sic) para a população brasileira era um verdadeiro escândalo. Primeiro, uma parte dizia que era impossível, que a gente não ia fazer. A outra parte dizia que não ia dar certo”.

‘O GOVERNO TEM DE PARTICIPA’
Ou seja: as duas partes diziam a mesma coisa. Por isso, os 22 anos de atuação do Banco Nacional da Habitação e os 25 anos seguintes em que a Caixa Econômica Federal financiou imóveis populares foram despejados da história pelos senhorios do Minha Casa Minha Vida. Um escândalo.

O que mudou com o MCMV? Dilma explica, tão clara como cristal:

“O quequié que a nossa sensibilidade política determinou? Que era para que o povo pudesse ter casa, o governo tinha de ajudá. Um simples raciocínio: é impossível, com o preço das casas, o pessoal comprá casa sozinho. Então, o governo tem de participá”.

Como ninguém pensou nisso antes? E mudou também a mecânica de financiamento, presidente? Bidu.

“É o governo passando dinheiro não para quem constrói a casa, mas para quem compra a casa. O dinheiro sai da Caixa Econômica e vai direto pra aquele que compra a casa”.

Quer dizer que os felizardos do Minha Casa Minha Vida ficam com a casa e levam também um bônus equivalente em dinheiro? É isso? Não é à toa que , como disse Dilma no histórico discurso do Recife, “iniciamos com um milhão de moradias, passamos pra dois milhões de moradias e necessariamente passaremos pra mais moradias”.

Nunca se gastou tanto papel ofício em Brasília.

PIORES MOMENTOS DO ÚLTIMO CAPÍTULO
Mas não é só. Não perca, a seguir, em “Minha Casa, Minha Dilma II, a missão”:

*A política do “se virem”, segundo Dilma: “Aquela política que entrega pro povo o problema que ele não pode resolvê”

*A cidade é uma coisa fundamental: ”Nós não podemos abandonar, não podemos deixá as nossas cidades degringolarem, que aonde a gente more não tenha aquele cuidado que a gente coloca na casa da gente”

*Dúvida cruel da presidente: “Cumé que sai de casa e vai trabalhá, cumé que sai de casa e vai passeá?”

*A frase do século: “O Brasil não pode pará”.

29/02/2012

às 23:33 \ Sanatório Geral

Celso Arnaldo captura Dilma

“Quem não tem casa no Brasil? Ah, é você! E purquequi não tem casa? Porque não conseguia comprá a casa. Por um motivo muito simples: não conseguia comprá a casa”.

Dilma Rousseff, capturada por Celso Arnaldo durante o pior discurso dos 123 anos da história da República, na entrega de 450 moradias populares no Recife, revelando ao povão, com o linguajar e o raciocínio de uma pessoa que nunca estudou, a descoberta do século feita por uma doutora para explicar o déficit habitacional brasileiro, já totalmente resolvido pelo Minha Casa Minha Vida: as pessoas não conseguiam comprar casa porque não conseguiam comprar casa.

29/02/2012

às 18:21 \ Sanatório Geral

Paulistano consciente

“O paulistano quer um prefeito que cumpra seu mandato”

Fernando Haddad, eleitor em São Paulo, capturado por Celso Arnaldo ao confessar que deseja José Serra como prefeito de sua cidade por quatro anos integrais, nem um dia a mais ou a menos.

17/02/2012

às 17:54 \ Sanatório Geral, Sem categoria

Celso Arnaldo captura Marina

“O drama desse ‘avestruzamento’ coletivo é que a realidade dos problemas que precisam ser enfrentados ─ e que, a cada ano, acabam sendo deixados para depois do Carnaval ─ não pode ser indefinidamente armazenada como se fosse uma fantasia de um desfile malsucedido, que nunca mais queremos ver repetir-se”

Marina Silva, em sua crônica desta sexta-feira na Folha, homenageando o Carnaval com uma versão bem maluca do samba do curupira doido.

14/02/2012

às 0:29 \ Sanatório Geral

E NEM ficou vermelho

“Minha menina tinha sete, eu não iria deixar os dois sem convivência.”

Fernando Haddad, ex-ministro da Educação, capturado por Celso Arnaldo “revelando que fez terapia familiar com jatos da FAB, ao justificar por que, durante dois anos, todas as semanas, voou 129 vezes em aviões oficiais em companhia da mulher e da filha caçula, de Brasília a São Paulo, onde mora seu filho mais velho, de 15 anos.”

08/02/2012

às 21:08 \ Sanatório Geral

Delírio fluvial

“O ministro [Fernando Bezerra] negociou contratos, reequilibrou esses contratos e agora nós temos uma clara perspectiva de fazer com que essa obra entre em regime de cruzeiro e não tenha nenhum problema de continuidade”.

Dilma Rousseff, capturada por Celso Arnaldo nesta quarta-feira em Juazeiro, “após inspecionar os desoladores canais que integrariam a transposição do Rio São Francisco e que esfarelam sem obras há quase um ano, prometendo finalmente colocar em regime de Costa Concordia, depois da providencial correção de rota executada pelo capitão Francesco Bezerra, o projeto que segundo Lula nem Dom Predo (sic) conseguiu tirar do papel.”

06/02/2012

às 16:29 \ Sanatório Geral

Celso Arnaldo captura locutor

“Isso aqui é rádio de ministro, rapaz”

Apresentador da rádio paraibana Cariri AM, registrada em nome de dois laranjas, já se sentindo locutor da BBC de Londres para comemorar ao vivo a indicação do verdadeiro patrão, Aguinaldo Ribeiro, mais conhecido no estado por Aguinaldinho, como novo guardião do bilionário Ministério das Cidades.

01/02/2012

às 11:12 \ Sanatório Geral

Celso Arnaldo captura Marta

“Não sobram áreas para a dupla PSDB-Kassab atentarem contra os menos favorecidos de São Paulo.”

Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo, capturada por Celso Arnaldo na abertura de sua coluna na Folha de sábado, “atentando contra a gramática para enfatizar, sem a menor sombra de dúvida, sua completa falta de concordância com o prefeito e o governador de São Paulo”.

26/01/2012

às 21:11 \ Sanatório Geral

Celso Arnaldo captura Dilma

“Eu tenho certeza que a população gaúcha se une a mim para se solidarizar com a população carioca. Eu acompanhei no dia de hoje com o prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral todo o esforço que o município e o estado estão fazendo e transmiti a eles meus sentimentos e a esperança de que as pessoas sejam encontradas com vida.”

Dilma Rousseff, capturada por Celso Arnaldo ao divulgar, em Porto Alegre, “nota oficial provavelmente soprada e escrita por assessores que aprenderam a simular sua sintaxe inconfundível, usando um acidente no centro do Rio e até os gaúchos, que não têm nada com isso, para elogiar o heroico esforço de companheiros peemedebistas pela preservação da vida humana e demonstrar até que ponto pode chegar o oportunismo político mais rasteiro”.

10/12/2011

às 10:59 \ Direto ao Ponto

Fernando Pimentel, o consultor tubaína: pequenas empresas, grandes negócios

CELSO ARNALDO ARAÚJO

Quando se escrever “Todos os Homens da Presidenta”, o livro noir sobre a degradante equipe ministerial do governo mais malfeito da história republicana, o capítulo dedicado a Fernando Pimentel talvez seja o mais recheado de espantos, apêndices e rodapés. O prólogo desse capítulo, ainda à espera de um epílogo decente, está sendo divulgado, a conta-gotas: entre sua saída da prefeitura de Belo Horizonte, em 2009, e sua oficialização como um dos homens da confiança da amigona Dilma, em 2010, Pimentel montou uma plataforma intermediária de prospecção de ouro negro, a “empresa de consultoria” P-21 — que faturou cerca de dois milhões de reais nos poucos meses que separam o ex-prefeito e conspícuo papagaio de pirata da candidata na campanha presidencial do futuro o poderoso ministro do “desenvolvimento” do governo mais “desenvolvimentista” dos últimos 510 anos.

Como observou Elio Gaspari, em sua coluna de quarta-feira, não é nada, não é nada, dois milhões de reais é quatro vezes o que o general da Força Aérea Americana Brent Scowcroft, ex-assessor militar dos presidentes Bush pai e Gerald Ford, ganhava por ano do escritório de ninguém menos que Henry Kissinger como chefe de sua consultoria para assuntos de segurança nacional. Uma análise de Brent sobre negócios americanos em áreas de conflito pode valer bilhões de dólares. Quanto vale um palpite infeliz de Fernando Pimentel sobre o que quer que seja? Como formalizava sua consultoria? Por telefone? Pasta de plástico? Em planilha Excel? E-mail?

Não importa. A Federação e o Centro de Indústrias de Minas Gerais achou uma pechincha pagar R$ 1 milhão por nove meses de consultoria do ex-prefeito e futuro ministro ─ embora pudesse ter comprado os dados fornecidos por Pimentel por R$ 2,50 ao dia, o preço de um exemplar de O Estado de Minas.

Até aí, tudo bem: é preciso ganhar a vida. Alguns PIGs mal intencionados insinuam que consultoria de ex-ministro ou de alguém em vias de sê-lo é um nome chique para tráfico de influência — mas temo que seja apenas dor de cotovelo: quem não gostaria de vender por uma fortuna, sem nunca ter sido consultor de coisa alguma, informações econômicas triviais, sem nenhuma expertise, a megaempresas e poderosas federações, que já gastam milhões com consultorias próprias muito mais abalizadas? Palocci adorou a experiência – e só fechou a torneira de ouro porque ser chefe da Casa Civil era ainda melhor. Mas –- mérito dele — Palocci nunca vazou ou deixou vazar os destinatários de sua consultoria secreta. Quem quiser, que especule até hoje sobre a natureza de seus serviços e a identidade dos contratantes. Pimentel deu azar: não conseguiu o mesmo grau de clandestinidade para sua pródiga clientela.

E eis que emerge, da lista de fregueses da P-21, um case que deve passar a integrar os manuais de consultoria empresarial como a mais extraordinária demonstração de incompetência simbiótica entre contratante e contratado. A ETA Bebidas do Nordeste, microempresa com sede em Paulista, Pernambuco, pagou a Fernando Pimentel 130 mil reais, ou 10 meses do que viria a ser seu salário líquido de ministro, por “prestação de serviços de análise econômico-financeira e mercadológica de seu plano de investimentos”. O pomposo nome do serviço parece justificar a polpuda remuneração, não fosse um detalhe: a ETA tem como único produto um refresco de guaraná chamado Guaraeta, vendido em copo de plástico, cujo lema é “naturalmente porreta”. Repetindo: o Guaraeta não chega nem a ter o status de um prosaico guaraná — é um refresco vendido em copo de papel, com menos extrato, mais água, mais açúcar. É bebida barata, consumida nas classes C e D de parte do nordeste, a menos de um real por unidade. Menos que uma tubaína. A ETA, por certo, é uma empresa modestíssima, paroquial – o que poderia querer de Pimentel em troca de 130 mil reais, como informa a nota fiscal em poder do ministro? Por que diabos uma empresinha da Região Metropolitana do Recife investiria uma vez e meia seu melhor faturamento mensal na “análise econômico-financeira e mercadológica” do segmento regional de refrescos feita por um ex-prefeito de Belo Horizonte?

Pois é, nem a ETA sabe a resposta. No começo desta semana, quando o escândalo veio à tona, Roberto Ribeiro Dias, um dos sócios da empresa na época em que o serviço teria sido contratado, tomou uma dose reforçada de legítimo extrato de guaraná com ginseng e nem assim lembrou-se de ter contratado o fabuloso consultor, por essa fabulosa quantia, para aprender o que quer que seja. No dia seguinte, já dentro do natural processo de blindagem do ministro, o atual administrador da empresa, Ricardo Pontes, desmentiu Dias – confirmando a consultoria e o valor pago por ela. Mas não disse uma palavra sobre o que realmente importa: a ETA ficou mais “porreta” depois de contratar Pimentel? Os 130 mil reais, dinheiro suado da empresa, foram devidamente multiplicados depois que Pimentel fez o serviço?

Não, um duplo não. O plano de negócios vendido pelo ministro não foi um refresco para a empresa em dificuldades: como por encanto, desde então as atividades da empresa foram sendo reduzidas, até a ETA ser vendida a Ricardo Pontes, no início deste ano. Hoje a ETA está instalada num galpão numa rua discreta e sem saída de Paulista, negativa e inoperante – ao contrário de Fernando Pimentel, positivo e operante.

O lulopetismo, que já demonstrou enorme expertise em todas as modalidades conhecidas de negócios suspeitos, descobriu novo filão, substituindo como itens à venda as obras que não faz pelo saber que não tem. O segmento mais promissor desse mercado é o superfaturamento de bens imateriais, como “consultoria” e “capacitação”. Cem por cento de lucro. Nenhuma despesa.

Fernando Pimentel, com sua sonda P-21, é o homem certo no lugar certo: a pasta do Desenvolvimento tem muito a ganhar com alguém que vende tubaína pelo preço de champagne, graças a uma fórmula ainda mais secreta que a da Coca-Cola.


 

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